Ven a bailar
1 Capítulo 1 - Vamos a vivir
Notas iniciais
Capítulo 1 – Vamos a vivir
Te llevo en mi corazón
En cada dia nuevo me haces sonreir
Tu sabes que soy para ti
Y yo se que eres para mi
Me inspiras en cada canción
Y junto a ti la vida es mucho mas feliz
Tu sabes que soy para ti
Y yo se que soy para ti
Vamos que todo nos sale mejor
Cuando un amigo nos da el corazón
Te acompañará
Siempre estará
Que bueno es el camino de a dos
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui
Ya sé que soy la mejor
Y tengo el chico mas hermoso del lugar
Que poco que cuesta soñar
És mio y de nadie mas
Vamos que todo nos sale mejor
Cuando un amigo nos da el corazón
Te acompañara
Siempre estará
Que bueno es el camino de a dos
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui
Vamos que todo nos sale mejor
Cuando un amigo nos da el corazon
Te acompañará
Siempre estará
Que bueno es el camino de a dos
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui
Vamos a vivir ese porvenir
Que vengan mas amigos
Que el futuro ya esta aqui

Gritos, aplausos e assobios podiam ser ouvidos ao fim da última canção daquela turnê. Com o sorriso mais lindo do mundo, Isa tomou a frente do grupo para se despedir dos fãs orientais.
— Que bom que vocês gostaram – a estrela falou sobre mais gritos e aplausos – Mas não pensem que acabou, não, não. Eu juro juradinho que essa é só uma de muitas das nossas turnês. Foi muito bom estar com vocês, ainda que eu não entenda muito de japonês – falou sorrindo – Nós amamos vocês e agradecemos muito por terem vindo nos ver.
O restante do grupo observava contente o carisma e a facilidade de Isa em lidar com o público, enquanto um intérprete traduzia para aqueles, quase todos, que não entendiam espanhol. Minutos mais tarde estavam todos novamente acomodados no hotel, do qual partiriam dali a algumas horas pela manhã.
— Ai, Gordinha, que turnê mais emocionante!!
— Foi, Miisa!
— Tic tic tic, uumá!! – As duas dançaram juntas enquanto andavam pelos corredores.
— Nossos dias aqui acabaram e a gente não descobriu se eles enxergam pela metade – a ruiva comentou enquanto as duas riam.
— Nós enxergamos muito bem, senhorita Linda e senhorita Isa – um dos funcionários poliglotas do hotel respondeu quando se encontraram no corredor de repente – Não precisam ficar com essas caras assustadas – ele riu – Estamos acostumados com essas perguntas estranhas. E pelo que conheci das duas, além de grandes cantoras são excelentes pessoas e certamente não tiveram má intenção. Perguntem o que quiserem, vamos.
— Não... Senhor, Hikaru. Por hora nós não temos mais perguntas – Isa respondeu sorrindo simpaticamente.
— Tudo bem então. Espero que aproveitem bem o fim de sua estadia e que tenham gostado de nossas instalações.
— É claro que sim. Nós adoramos, de verdade – Isa falou antes do senhor japonês se despedir e seguir caminho.
— Miisa, eu vou pro quarto dormir porque esse último show foi tão emocionante que cansou até meu coraçãozinho – Linda riu.
— Não vai encontrar com o Rey?
— A gente já se encontrou antes de eu encontrar você. Ele fica cada dia mais fofo – disse com um olhar sonhador – E você vai encontrar com o Alex?
— Vou sim, amiga!! – Isa saltitou de alegria – Vamos ficar um tempinho lá em cima juntos.
As duas garotas trocaram sorrisos cúmplices e Linda se despediu.
— Então eu vou indo, a gente se vê daqui a pouco.
Isa pensou em pegar o elevador, mas se decidiu pelas escadas que estariam mais vazias. Mesmo sendo tarde, sabia que havia fãs perambulando pelo hotel e não queria encontrar ninguém a não ser Alex. Subiu os dois andares que a separavam da área de descanso no topo. Um grande espaço que estaria vazio se não fosse pelas mesas e cadeiras de um lado e redes espalhadas do outro. Grandes janelas de vidro adornavam as paredes, oferecendo uma visão linda da cidade durante qualquer momento do dia. Mas estava tudo escuro, completamente escuro, e se não fosse pela iluminação vinda das escadas, Isa se sentiria num filme de terror.
— A-Alex...? – Chamou apreensiva.
Escutou barulho e se sentiu gelar por dentro. Tranqüilizou-se ao reconhecer os passos de Alex em sua direção, mas ainda estremeceu quando ele segurou suas mãos de repente.
— É difícil me ver nesse escuro, né? – Ele começou enquanto entrelaçava seus dedos – Mas eu te vejo até nos meus sonhos, Paixão – ele sussurrou quando já a havia puxado para dentro do cômodo escuro.
Trocaram um sorriso já de olhos fechados e seus lábios se tocaram por uma eternidade. Sem ninguém para interrompê-los, sem nada para lhes causar problemas. Quando se separaram era até difícil lembrar que fazia frio naquela noite. Sentaram-se juntos numa rede bem próxima a uma das janelas entreabertas e Alex a abraçou, protegendo-a de qualquer possibilidade de frio.
— Acabou mais uma das nossas turnês...
— É – ela respondeu com um sorriso de puro contentamento – Ai, Alex... Mas também é sempre tão triste. E os fãs devem ficar tão tristes...
— Shhh... Não pensa nisso. Pensa nas coisas emocionantes que a gente viveu, nos fãs que ficaram tão felizes por conhecer a gente, e que podemos voltar um dia – ele falava enquanto acariciava seu cabelo.
— É verdade... Aquela turnê... – ela começou sem jeito – No Brasil, que você me beijou de repente depois que a gente cantou Para Mi. Eu não esperava, não mesmo. Aquilo foi tão bonito Cuti Cuti!
— Eu nunca vou esquecer sua cara de surpresa e seu sorriso depois – ele riu – E os fãs tavam pedindo.
— Não vai dizer que me beijou só por isso que eu não acredito. Foi a desculpa – ela sorriu.
— Você tá certa, foi mesmo... Porque na verdade eu queria te dar mil beijos naquele momento, não só aquele – confessou antes de beijá-la de novo por longos segundos.
— Você não pode resistir a sua Paixão!! – Isa brincou com seu apelido do chat, ouvindo Alex rir junto com ela e abraçá-la mais apertado.
— Você lembra do que o senhor Hikaru falou? Do pássaro que trás sorte? Aquele que se você fizer mil origamis dele você recupera a saúde ou realiza um sonho?
— Me lembro, o que chama Tsuru.
— Olha, pra quem não sabe nada de japonês, até que a gente tá gravando bem os nomes. Bom, Isa... Eu não tenho mais nenhum sonho pra realizar... Porque nós nos formamos no Bravo...
— Nhai, nhai, nhai, nhai, nhai! Foi sim! – Isa imitou com perfeição a diretora Violeta Marindo, ou Tamarindo, como chamavam, fazendo os dois caírem numa nova gargalhada.
— Bom... Nós conseguimos alavancar nossas carreiras juntos, tá tudo bem com quem a gente ama... E eu tenho você. Se eu tenho mais algum sonho é ficar com você pro resto da vida.
— Ai, que lindo, meu Alex! – Isa falou com os olhos marejados antes de beijá-lo demoradamente no rosto.
— Então eu fiz isso pra você. Como mais uma lembrança da nossa turnê, dos nossos sonhos, daqui do Japão... E do nosso amor – Alex lhe estendeu um tsuku dobrado em papel cor de rosa clarinho – O senhor Hikaru me ensinou a fazer. Difícil esse. Levei quase uma hora da primeira vez.
— Alex, que bonito!! – Ela falou admirando o presente em suas mãos – E que coincidência... Eu também tenho um presente pra você. Pra ser uma lembrança daqui, da nossa turnê, de todos os nossos sonhos, e do nosso amor.
Alex tomou em suas mãos surpreso o tsuku dobrado com papel azul turquesa.
— Finalmente a gente aprendeu telepatia.
— Ai, Alex... Você sabe que isso não existe. Será que existe...? Você gostou?
— É claro que adorei, minha Isa – disse docemente ao abraçá-la outra vez e beijar os cabelos escuros.
— Agora a gente vai ter que fazer os outros 998 desses? – Ela perguntou divertidamente.
— Não acho que a gente tenha espaço pra guardar tudo isso, mas... Eu tenho certeza que só esses que temos nas mãos vão trazer muita sorte. Sabia que esse pássaro não simboliza só sorte e saúde? Quando você dá um origami desses pra alguém também quer dizer... Amor. Significa que você sente o mais puro, sincero e profundo amor por aquela pessoa, por isso não se dá um desse pra todo mundo.
— Você andou estudando mesmo o Japão no tempo livre, né?
— Foi... – Alex sorriu – E não é só isso. Você sabia que tem três jeitos diferentes de dizer eu te amo aqui? Se você diz eu te amo você fala daisuke. Se você diz pra pessoa que você mais gosta, que mais ama, muito mais do que as outras, você fala aishiteru. Aishiteru, minha Isa – ela falou baixinho antes de lhe dar um selinho – E se você diz pra pessoa com quem você quer passar o resto da vida, você fala koishiteru. Koishiteru, Isa.
Isa fechou os olhos quando se uniram novamente, enquanto mil lembranças, uma mais doce que a outra, passavam por sua cabeça. Ela quase podia escutar os dois cantando Para Mi naquela turnê em que Alex a surpreendera no fim da canção. Embora estivessem de olhos fechados, sabiam o quanto aquele momento devia parecer mágico. Um manto de estrelas pintava o céu naquela noite e os raios de uma lua brilhante entravam pela janela. Mas como nada, ou quase nada, dura para sempre, como era de costume, algo ou alguém sempre tinha que interrompê-los em algum momento.
— Isa Pasquali! Alex Ruiz!
Os dois separaram-se lentamente e se olharam ao escutarem a voz de Zafira ecoar pelo local, e fitaram a porta, onde podiam ver a silhueta da mulher loura destacada contra a direção das escadas.
— Eu sei que estão aí dentro... – ela começou – Eu sei que devem querer ficar juntos um tempinho, mas temos que viajar em algumas horas, deveriam estar dormindo. Poderão ficar lado a lado no avião.
Ela parou de falar ao ver os dois aparecerem de mãos dadas perto dela.
— Até que enfim. Vamos. Há alguns fãs lá embaixo. Vamos falar com eles e vamos pra cama. Espero que ainda tenha sobrado um pouquinho de energia em vocês dois, porque a deles é infinita, e alguns são crianças.
— Claro, claro que sim, Zafira. Como a gente ia deixar eles de lado mesmo estando cansados? – Isa lhe disse.
— Então... Vamo lá – Alex a puxou pela mão enquanto desciam a escadaria atrás de Zafira.
Chegando ao hall de entrada do hotel foram recepcionados com um pequeno grupo de fãs, que ia de bebês até alguns adultos, quase todos eles repetindo “Isa e Alex” quando os viram. O intérprete estava por perto para permitir que se comunicassem enquanto davam autógrafos e tiravam fotos e mais fotos, e após meia hora os três estavam novamente no andar de cima, dessa vez seguindo para os quartos.
— Eu vou deixar vocês aqui. Mas quero os dois dormindo e bem adormecidos em menos de dez minutos, eu vou verificar, hein? Vou perguntar pra Linda e pro Rei se estão nos seus quartos. Boa noite – a loura se despediu com um sorriso.
Quando ela desapareceu atrás de uma das portas, Alex tomou novamente as mãos de sua amada estrela e trocaram um olhar cheio de carinho.
— Boa noite, Isa. A gente se vê mais tarde.
— Boa noite, Alex – ela respondeu beijando a medalhinha azul que os dois continuavam a usar o tempo todo, e Alex fez o mesmo, antes de beijar sua testa e seus lábios, e depois seguir para seu próprio quarto.
Isa não se conteve, dando saltos de alegria por tudo que vivera com ele nos últimos minutos e finalmente entrou em seu quarto, encontrando Linda, já pronta para dormir, sentada na cama, a encarando com um olhar interrogativo.
— E então, amiga?! Eu sei que você já me conta todos os momentos de vocês juntos, mas tem que me contar esse também! – A gordinha falava empolgada, batendo na cama, para que Isa sentasse ao seu lado – Como foi ficar juntinho do Alex sob as estrelas da terra do sol nascente?
— Foi lindo, Linda!!
As duas caíram numa gargalhada de pura felicidade, antes de Isa se preparar para dormir enquanto lhe contava desde seu encontro com Alex até o encontro com os fãs e como se despediram na porta do quarto.
— Vai ser tão emocionante agora a gente fazer uma turnê em casa – Linda falou.
— É mesmo, Gordinha... Pensando bem, faz tempo que a gente não aparece na Venezuela.
As duas encerraram a conversa no instante em que o celular de Linda tocou com o número de Zafira, e a ruiva atendeu.
— Ah, a Isa? Tá dormindo sim. Tá dormindo, eu juro Zafira. Chegou tão cansada que nem me contou onde esteve. Tá aqui caidinha dormindo na cama. Eu já vou dormir também. Boa noite! – Ela terminou, desligando.
As duas morreram de rir e após cinco minutos de uma mini guerra de travesseiros, de fato foram dormir.
Fale com o autor