Notas iniciais
Primeiramente, fora temer. Segundamente, mil perdões.Eu tenho sido muito má e demorado á publicar, por N motivos, um dele é ENEM, que é daqui a um dia (choro) *snif*, mas vida que segue. Então pensei porque não terminar finalmente este capitulo e postar para minhas amadas leitoras? Sim,eu amo voces embora eu demore a postar. Um capítulo pra voces relaxarem a mente...ou não. Boa leitura. Nos vemos láaaaa embaixo.

POV Jared

Despertei com meu fôlego engasgado na minha garganta, o que me causou uma breve crise de tosse, que foi seguida pela tosse da Katherine e do merda do Nathaniel.

Então tudo havia sido uma maldita ilusão, nada havia sido real.

Algo machucava minha mão, ao olhar para baixo percebi que eram as unhas da bruxa cravadas no meu dorso, estávamos de mãos dadas.Merda.Mesmo que tivesse sido uma ilusão, havíamos procurado contato – um ao outro — , e isso me causava um maldito desconforto,mas suas unhas estavam tão fincadas na minha pele que eu não conseguiria me livrar sem que ela levasse um pouco da minha carne em suas unhas, o que eu não me importaria se fosse em outro lugar, nas minhas costas era uma coisa, era excitante, na mão não. Quando a olhei seus olhos estavam molhados e vermelhos, sua mão tremia na minha, ela cerrou os olhos enquanto tentava conter o choro, do outro lado dela o maldito Nathan sussurrava algo em seu ouvido enquanto alisava suas costas e acariciava sua bochecha com os nós dos dedos.

Rosnei baixo e revirei os olhos. Tire as mãos dela, imbecil.

“Vocês são sem graça.” Grunhiu Ausura fazendo com que pela primeira vez eu a notasse ali, e percebesse onde estávamos.

Estávamos num tipo de escritório com mobílias todas em marrom, atrás do demônio havia uma bonita visão panorâmica para o lado de fora onde no horizonte um sol estava se pondo preguiçosamente enquanto o céu se misturava em diferentes tons que me lembravam o fogo. Remexi-me inquieto lembrando de que havia queimado Katherine e me forcei a não olhar para ver o estrago que tinha feito em seu pescoço,mais uma vez. O couro chiou com minha inquietação e ao olhar para baixo percebi que ainda estava de mãos dadas com a bruxa. Soltei rapidamente, e pelo canto do olho eu a vi me olhar, desapontada por eu ter quebrado o contato físico. Apenas ignorei. Que se foda.

“Foi muito real.” Sussurrou Kate com a voz rouca e um tanto embargada ainda pelo choro.

“Era para ser querida, só poupei a vida de vocês por curiosidade, principalmente em relação á você!” o demônio apontou com sua unha bizarra para Kat. “O que trás uma filha de Luna até aqui? Duvido que tenha vindo de longe só para se tornar uma tenebris, há tantos demônios no seu continente loucos para devorar mais uma deliciosa alma de bruxa.” Falou enquanto cruzava as pernas, agora ela vestia um terninho todo vermelho cor de sangue quando seca, diferente do sári que usara no precipício.Gosto de tons de vermelho sangue, há tantos, provoquei e presenciei todos. Sorri com a lembrança, mas senti Katherine tremer ao meu lado com o comentário de Ausura.

“Precisamos de sua ajuda.” Respondi com certa impaciência, sabia que a bruxa não ia desembuchar.

Ela me olhou, e juro que se não fosse pelo seus cinco olhos, ela seria gostosa, o cabelo dela era bem escuro e longo, quase do mesmo tom que sua pele indiana, mas então olhei de novo pra sua cara e fiquei um tanto enjoado, aqueles olhos eram bizarros demais.Eca.

“E porque eu ajudaria?” sibilou.

“Por prazer, e almas.” Falei.

O demônio sorriu e saltou da mesa onde antes estava sentada caminhando até mim, quando menos esperei suas mãos já acariciavam meus braços, causando-me repulsa.

“Prazer? Hm, todos os três vão participar?”sorriu e passou sua enorme língua sobre seus lábios, enquanto uma outra mão acariciava o ombro de Kate, mas a bruxa rapidamente reagiu dando um tapa na mão de Ausura, tive que me segurar pra não rir da cara de surpresa do demônio.É, veja com o que eu lido.

“Não, não é esse tipo de prazer.” Falei tirando sua mão de mim, fazendo-a revirar os olhos e grunhir.

“Então provavelmente não ajudarei...” falou enquanto contornava o sofá em que estávamos até se sentar em sua cadeira atrás de sua grande mesa de madeira escura que era muito parecida com a que Amodoro tinha em sua biblioteca/escritório. “Mas fale-me sobre as almas.”

“Te darei a exata localização de tenebris que eu mesmo tomaria suas almas, mas você deu sorte, hoje fiquei um tanto generoso e vou te dá-las, desde que nos entregue a menina que está em posse deles.” Falei

“E o que tem de importante essa...” começou Ausura.

“Não te interessa. Só a nos entregue.” Respondi sem paciência.

“Talvez, talvez, se forem muitas almas...” disse dando de ombros “mas me responda uma coisa, já escolheu qual lado ficar?” sorriu toxicamente. Filha da puta.Senti o olhar questionador de Katherine queimando em mim.

Merda, isso vai me dar dor de cabeça depois.

“Não. Dá pra você calar a porra da boca, ir logo e nos entregar a menina?”

O demônio sorriu e se levantou indo até uma parede totalmente preta no canto da sala, passado pela mesma e sumindo.

“Sobre o que ela estava falando?” perguntou Katherine

“Sobre crepúsculo, se eu fico do lado do lobo ou do vampiro.” Respondi

“É serio Jared.” Resmungou

“É serio po, uma decisão difícil, quente ou gelado? É tipo ir no Starbucks e não saber que tipo café tomar, isso não te frustra?” perguntei com falsa indagação.

Ela revirou os olhos e bufou,cruzando os braços abaixo dos peitos, colocando-os praticamente na bandeja, não teve como eu não ignorar.

“Não entendo porque arriscou sua vida por causa desse babaca.” Murmurou Daniel.

“Porque eu sou uma espécie rara de babaca, sou o melhor babaca, me matar seria uma agressão, desrespeito, um crime para com as mulheres que ainda não me conheceram.” Falei

“Você se acha...” começou o idiota.

“Ah, pelo amor de Luna! Não responde, você vive caindo na pilha” interrompeu Katherine dirigindo-se ao bosta do neplhim.

“Isso, obedeça seu homem Michael.” Falei.

Eu não vi o soco chegar, só senti uma ponta de dor no meu nariz quando o imbecil me acertou , sorri no exato momento que uma gota de sangue escorreu até minha boca, fazendo com que eu sentisse o gosto metálico do meu próprio sangue.

Num segundo estávamos sentados, já em outro estávamos brigando , trocando socos e chutes quebrando algumas mobílias. Ele bateu com a minha cabeça na mesa e ia começar a arrastá-la se eu não tivesse empurrado ela contra a parede de vidro quase quebrando-a, depois virado seu braço revertendo o golpe e jogando ele no chão, o cara levantou que nem um ninja de filmes de ação, e começou a tentar me acertar com socos, esperei ele abrir a guarda e lhe dei um no soco no queixo, mas o filho da puta era rápido. Seu pé acertou em cheio a boca do meu estômago me lançando contra uma cadeira no canto da sala, peguei a mesma e arremessei contra ele que foi atingido em cheio. Rá! Sem desperdiçar tempo, corri para acertá-lo com o meu joelho na cara dele já que estava curvado no chão apoiado em seus joelhos, o chutei nas costelas e peguei outra cadeira, mas estava muito leve, não ia esmagar a cabeça dele, então peguei um jarro de mármore que estava no mesmo canto e me preparei pra jogar e soltei, porém o jarro não caiu, ficou flutuando na minha frente.Mas que porra...Olhei para trás e lá estava ela, com seus olhos roxos incandescentes, e uma mão esticada na direção do vaso.

Puta que pariu, ela ficava bem gostosa com aqueles olhos brilhando.

Fui puxado pelo tornozelo e derrubado no chão, quase fui atingido com um chute na cabeça, mas logo levantei e fiquei do lado oposto ao do Rafael. Ele cuspiu sangue e ficou em posição de ataque, enquanto eu apenas ria da cara dele.

“Nathan, por favor, não caia na pilha, deixa esse idiota brigar sozinho.” Gritou Katherine.

“Idiota Kate? Você não..” comecei.

“Cala a porra da boca Jared, to de saco cheio de você!” gritou

A encarei e ela me encarou de volta com o mesmo fervor, ainda erguendo o queixo.Vê se pode uma coisa dessa.

O tal Nathaniel foi e se sentou do lado dela, abraçando e beijando seu pescoço, ela sorriu, a filha da puta sorriu e beijou ele, na boca,com língua e tudo.

1,2,3... Calma pra não matar esse filho da puta, 4,5,6, só destruir a cara dele quem sabe 7,8,9 eles ainda estão se beijando, eu to vendo a porra da língua daqui, 10, acabou a paciência.

“Ual, vejo que perdi a melhor parte!” gritou Ausura nitidamente animada enquanto olhava o estrago que fizemos na sua sala.

“Navee!” gritou Katherine e logo a menininha correu pro seus braços.

“Abriu mão de bastantes almas híbrido, queria entender o real motivo de tal sacrifício.” Falou enquanto caminhava em minha direção “Sei que não foi pela garotinha” murmurou pra mim “E é algo bem mais importante do que umas fodas com a bruxa bonitinha ali. Espero que esteja sendo esperto e tenha algo a ver com poder por trás disso, e não outra coisa.” Falou e fingiu cara de nojo.

A encarei por um tempo e olhei para Katherine que conversava animada, mas os olhos nitidamente cansados, com a outra bruxinha.

“Poder, é por poder. De brinde ainda tenho esse joguinho, que me trás boas transas.” Falei, mas não tão alto quanto gostaria.

Ausura assentiu e respirou fundo fingindo cansaço.

“Estou farta de vocês, as almas foram interessantes,mas achei que tudo isso fosse me animar mais, podem sair da minha sala já.” Falou nos expulsado.

“Não sei se consigo levar todo mundo no portal.” Falei alto para que Katherine ouvisse, será que ela conseguiria nos levar?

Ela me olhou com seus olhos tão esbugalhados que parecia um suricato radioativo com aqueles olhos esquisitos .

Ergui uma sobrancelha e ela deu de ombros, depois voltou a dar atenção para a indianazinha.

Suspirei exasperado.

“Consegue nos mandar pra casa? Ou você só sabe problematizar?” perguntei sem paciência para Ausura.

“Não me subestime tomás.” Falou fitando-me com seus olhos vermelhos de demônio “Se aproximem daquela parede e quando eu mandar, se joguem contra ela.”

Fiquei de frente para a parede que de perto ela não era apenas preta, era fria, e ia num tom, se possível, além de preto, era um breu, um portal. Katherine, o imbecil do Rafael e a Naveena se puseram ao meu lado, Ausura ordenou que déssemos a mão, peguei na mão de Kate que pegou na mão de Naveena, quis zoar com a cara do Micael mas não tive tempo, logo tivemos que nos jogar contra a parede, e ouvir numa espécie de sussurro o demônio falar “só não dou a garantia de que cheguem”.

A mesma coisa de sempre, um frio enorme tomando seu corpo desde o dedo mindinho do seu pé, entrando nos seus ossos, passando pela sua espinha e chegando no seu cérebro querendo te fazer gritar, mas então começa a ouvir gritos de outras pessoas, ou barulhos tão bizarros e não chegam a vir de pessoas, depois vem um breve calor, que é quando se está separado do inferno por uma tênue linha que se chama morte, e para finalizar, seu corpo é arremessado para fora da escuridão qualquer, no caso caímos na grama, porque caímos do alto duma copa de uma árvore.

Enquanto eu me limpava da grama, todo mundo estava nos encarando, Emily, foi a primeira coisa que eu vi pois a faca em sua mão reluziu chamando minha atenção, Isaac logo segurou se pulso evitando com que ela corresse, louca, atrás de mim. Genevive e Jenna foram até Katherine e a bruxinha, ocorreram rápidas perguntas e foram levadas para cima, o que fez que os olhares diminuíssem em mim,me deixando na dúvida se preferia ou não.

“Suba e se troque rapaz.” Ouvi a voz potente de Amodoro atrás de mim, me virei para encará-lo “Depois da festa pode me contar o que houve.” Terminou a frase lançando um olhar de “suma já daqui”, já que estávamos roubando a cena da festa que ocorria ao nosso redor.

POV Katherine

A água quente caia sobre o meu corpo relaxando todos os meus músculos.Eu queria mesmo era estar tomando uma ducha na banheira,mas eu tinha que me arrumar rápido se quisesse aproveitar o Sabatt Ostara, seria o meu primeiro sabatt, estava ansiosa com a ideia desde que a conheci.Pelo o que eu tinha corrido os olhos, estava muito bonito, Emma e Fleur haviam caprichado na decoração.

Sai e me vesti com um vestido de renda na cor marfim que minha mãe havia comprado para mim, estava na minha cama desde que eu cheguei. Ele vestia bem, ia até um pouco acima dos joelhos, e era de alças finas. Ainda ventava forte e frio, mesmo com a chegada da primavera, que era sobre o que comemorávamos. Decidi vestir um cardigã caramelo e desci.

O aroma de jasmim com morango me pegou desde a escada, que estava toda lindamente decorada com flores no corrimão, essas de plástico – óbvio, Jenna e Genevive nunca deixariam que machucassem suas amadas dádivas da natureza apenas para decoração.

Várias velas iluminavam a casa naquela noite, haviam três cores: vela dourada, verde e amarela, as cores que predominavam no sabatt, eu havia estudado um pouco na Domusagae sobre. Acabei encontrando com Vern no caminho para a porta dos fundos, ele carregava duas bandejas retangulares nas mãos, aparentemente quentes, e o cheiro que emanava era divino.

“Quer ajuda?” perguntei.

Ele se virou um pouco surpreso e sorriu.

“Claro, claro! Se não estiver cansada...” falou erguendo sua charmosa sobrancelha.

“Não, estou bem, juro.” Sorri e tomei uma de suas bandejas, caminhando para fora.

O nosso imenso quintal estava cheio de pessoas que nunca vi na minha vida, mas minha atenção rapidamente foi puxada para a ornamentação novamente. Velas enfeitiçadas iluminavam o local. No suposto centro da área, havia uma belíssima e grande mesa onde ficavam todas as maravilhas que Vernon havia feito , junto com as que os convidados haviam trazido. Posicionamos as duas bandejas lá, não pude evitar de beliscar um pedaço do doce que ali estava, o mesmo tinha gosto de maçã e um pouco de baunilha, uma delicia que me fez revirar os olhos, depois de semanas sem comer algo realmente bom, aquilo parecia espetacularmente mágico.

“ É tarte tatin.” Falou Vern ao meu lado “Vocês americanos comem torta de maça,é quase a mesma coisa, a diferença que aqui a maça vem por cima da massa, mantendo muito mais o gosto da fruta, sendo assim mais gostosa.”

“Vern, está maravilhoso.” Falei de boca cheia já com o segundo pedaço “Você que fez?”

“Não, não, provavelmente foi a Sra.Museau, ela sempre as trás, são realmente uma delicia, com um gostinho de baunilha que ela mesma cultiva. Mas não deixe de experimentar meu bolo de mel ein mocinha.” Deu um peteleco no meu nariz e depois beijou minha testa. “Aproveite seu primeiro sabatt” falou enquanto se distanciava.

“Aí está você!” gritou Emma enquanto me agarrava pelos ombros me dando um susto que quase fez com que eu cuspisse meu macarron.

“Soubemos que você surgiu do nada e caiu na grama, íamos atrás de você, mas tivemos que resolver algumas coisas no altar.” Falou Fleur revirando os olhos.

“Vocês estão lindas!” falei, e estavam. Fleur vestia um vestido verde sem mangas, todo solto no corpo, apenas com um cinto marrom o segurando na cintura, já Emma vestia um com mangas e um decote grego, todo lilás, que combinava com a flores que faziam uma tiara em sua cabeça.

“Não posso dizer o mesmo de você...” falou Emma e eu fiquei séria, realmente, elas estavam á caráter de bruxas, e maquiadas,simples,mas não estavam com a minha cara de quem passou sufoco por dias, mas no fim vaca riu e me puxou pela mão “Não sem essas bijus da hora!”e me puxou para uma bancada próxima de casa.

Eu ri durante todo o caminho, me sentia leve, feliz, com minha melhor amiga e prima que escolhiam quais flores colocarem na minha tiara, elas formavam um belo casal, tinham breves brigas por onde colocar qual,mas sempre acabava num selinho meigo.

“Aqui.” Disse Emma colocando na minha cabeça minha tiara.

“Tem alguns narcisos, algumas lilás, e umas outras ai” falou Fleur “Eu queria colocar lavanda pra ficar um cheiro bom...” disse levantando a flor e depois disso eu não prestei mais a atenção no que ela disse depois, pois havia me mostrado uma Kate.

Kate, a flor que Jared havia quebrado o braço na Romênia a pegando para mim.

A tomei em minhas mãos e avaliei, como eu nunca havia visto esse tipo de lavanda antes?

Assim que abri a boca para perguntar ás meninas eu fui fisgada pelo seu olhar que alternava confuso entre mim e a flor na minha mão, antes que sufocasse sem ar ele continuou seu caminho, então pude soltar a respiração que nem lembrava de ter prendido.

“Ok. O que foi isso?” perguntou Emma.

“Nada.” Murmurei “Ficou lindo de verdade meninas, muito obrigada.” Falei e as abracei.

Luna! Como era bom estar com elas. Logo a avalanche de emoções que eu achei que ia cair em cima de mim, sumiu, só com um simples abraço delas. De repente eu nem me lembrava mais o que havia acontecido minutos atrás.

“AAAAh, mas espera ai! Não acabou.” Falou minha melhor amiga me puxando pra outra ponta da mesa aonde haviam pedras coloridas e algumas cordinhas marrons para as amarrar. “Você precisa de uma dessa agora, na verdade, acho que mais...” falou pensativa

“Para o que servem?” perguntei

“Bom, esse quartzo branco serve para ajudas na cura de doenças e tudo mais...” começou Emma. “Pra mim,o quartzo citrino funciona tipo um way da vida, ele te ajuda nas atividades físicas etc, mas você já é toda treinada, então, hmmm...não.” ela avaliava as pedras em cima da mesa e deu um pulo quando viu uma, já pegando e fazendo o que parecia ser um cordão, mas depois o desfez “Esse aqui depois vou te dar um anel,é bom pra acalmar o cérebro e sistema nervoso, é a amazonita.”

“Amor eu acho que essa aqui ela com certeza tem que ter.” falou Fleur do meu lado, e a maneira como chamou a Emms de “amor” fez com que eu praticamente me derretesse.

“SIM! Nossa, lembrei porque te namoro.” Falou e se inclinou pra beijar a bochecha de Fleur. Emma pegou a pedra meio marfim,meio acinzentada e começou a fazer meu cordão, depois de pronto colocou no meu pescoço, com um sorriso de orelha a orelha. “Essa é a ágata, ele serve para proteção, amizade, justiça e vitalidade.” Seus olhos se encheram d’água e ela pigarreou “De acordo com o que eu pesquisei, ela desenvolve a coragem e a autoconfiança, também ajuda no reconhecimento dos verdadeiros amigos, se ela não me reconhecer, pode jogar fora que é tudo baboseira.” Riu enquanto tirava os cabelos loiros escorridos do ombro “Ah, e também ajuda em problemas na justiça, mas acho que roubar coração dos caras gatos da casa não é crime, então...” deu de ombros e eu abracei mais uma vez, Fleur nos abraçou e rapidamente saiu.

“Agora chega de pedra, porque eu quero tomar porre de vinho e ponche de framboesa ao leite batizado!” riu e gritou animada, eu a segui e Emma fez o mesmo.

Enquanto enchíamos nossas taças de ponche, percebi que as crianças da festa corriam em volta de um rapaz que parecia desnorteado com tanta criança pulando sua volta.Me aproximei para ajudar, logo atrás de mim vieram as loucas das minha prima e amiga gritando “ovos!”.

“Quer ajuda ai?” gritei pro menino.

Ele me olhou com os olhos arregalados e sorriu.

“Preciso chegar até aquela mesa lá sem que essas crianças me façam derrubar todos os ovos no chão!” falou com um sotaque carregado,só não consegui assimilar qual.

Rapidamente chamei a atenção delas para mim, pedindo para que abrissem caminho para que os ovos chegassem á mesa e então eles poderiam fazer sabe-se lá o que com eles. Por que as crianças queriam tanto aquilo? Eles enfim obedeceram e se sentaram a mesa que estava com diversos potes de tintas com variadas cores, assim como havia vários pinceis.

O rapaz veio em minha direção resmungando coisas em seu idioma que eu não conseguia entender, mas que com certeza não era comigo.

“Diana! Diana!” gritou e uma menina de cabelos castanhos e ondulados se aproximou correndo, eles começaram a discutir divertidamente e então a se estapear, como irmãos.Tomei um longo gole da minha taça de vinho branco e observei enquanto se aproximavam mais. “Me perdoe por isso” falou o menino “Me nombre és Lorenzo, esta és mi hermana Diana, somos os Verzola.”

“Prazer.” Sorri “Sou a...”

“Katherine, a venéfica, sabemos.” Ele sorriu e piscou.

O sotaque deles tinha uma pitada de espanhol e a maneira como se movimentavam, de italianos, e suas belezas não me ajudavam muito a localizar de onde eram.Ambos tinham cabelos ondulados, o do Lorenzo eram um pouco mais escuros que de sua irmã Diana, os dois tinham olhos verdes e sarnas em volta do nariz se espalhando pelas bochechas.Luna! Eles eram lindos!

“Venha!” me puxou Diana pela mão “Vamos pintar alguns ovos.”

Lembrei da pesquisa que havia feito que era típico nos sabbats pintar os benditos ovos. Esses são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade.Algumas pessoas fazem os ovos e presenteiam parentes e amigos com eles para que a fertilidade e as bênçãos da deusa se estendam a todos os queridos, porém lembro de ter lido algo sobre quando faz para si próprio tem-se três opções: pode fazer os ovos e comê-los para atrair os desejos que você inspirou ao confeccioná-los, o que me lembrava de perguntar á tatá se poderiam ser ovos mexidos ou perdia o encanto; podíamos também ofertá-los como oferendas a deusa enterrando ou jogando no fogo da fogueira que acenderíamos mais tarde ou escondê-los para achar depois, o que simboliza que iremos alcançar nossas metas.

“Isso parece páscoa, só que muito mais legal, e com menos chocolate” falei enquanto me sentava a mesa junto com as meninas e os irmãos Verzola.

“Porque do nosso sabbat que se originou a Páscoa” começou Diana enquanto começava a pintar seu ovo passando um fino pincel com tinta azul em toda sua circunferência “A igreja católica associou sua Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de nossos costumes, inclusive os ovos e coelhinho, ambos signos de fertilidade e renovação. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.” Falou

Tomei mais algumas goladas do meu vinho e assenti, logo comecei a pintar meu ovo, não sabia exatamente o que eu queria e fiquei um bom tempo encarando minha obra de arte que consistia em apenas uma camada de tinta azul. Emma levantou para pegar mais bebidas, beberiquei mais um pouco e nada, senti que olhos me encaravam e me deparei com os de Lorenzo que escondia um sorrisinho no canto da boca, enquanto terminava de pintar seu ovo que estava lindo, todo vermelho com linhas brancas fazendo uma bela renda no ovo.

“Ah não vale, como você sabe o que desenhar?” perguntei fazendo bico.

“Não sei, apenas pego e faço.” Sorriu “Não pense muito, isso causa precipícios, bem... aqui” disse e deu-me um peteleco no meu cenho que já estava franzido, ri com o pequeno susto e suspirei “Toma, este é para você.” Falou e me entregou seu belo ovo.

“Oh, obrigada.” Sorri mostrando todos meus dentes, eu realmente estava alegre com aquele ato. “Toma.” Entreguei meu ovo para ele.

Ele riu.

“Bom, te desejo prosperidade, calma e sabedoria. Que você não pense tanto sobre as coisas, e que suas preocupações desapareçam.” Sorriu “Você parece cansada, o que me faz pensar de novo o que te fez surgir do nada e dar de cara no chão.”

Sorri sem jeito.

“Ah, é que...” comecei

“Ela estava na índia, numa missão atrás de outra venéfica, com o ex e o atual, se isso não causa cansaço, então eu não sei o que causa.” Falou Emma que pintava seu ovo rosa com amarelo.

“Nossa, santa luna!” falou Diana com os olhos arregalados “Como conseguiu?”

“Ah...”

“E você não sabe da maior...” continuou Emms “Os dois são muito gatos.”enviei uma carranca pra ela mas não durou muito quando ela deu uma piscadela.

“Ainda te mato sua vaca.” Ri

“Logo agora que chegou da Índia? Eu sou sagrada lá, por tanto aqui também.Me respeite” Falou

Todos nós rimos.

Não demorou muito e a mesa não estava apenas com crianças, os adultos também se divertiam enquanto pintavam pensando em seus desejos.

Fiz um ovo para Nathan, não muito bonito, nem chegava aos pés do que o que Lorenzo havia dado para mim, mas até que dava pro gasto. Pintei algumas flores, azuis, amarelas e vermelhas, outras ainda estavam para brotar, assim como eu esperava que brotassem novas coisas no nosso relacionamento, eu não sabia ao certo o que estava desejando quando o fiz, só sabia que queria que estivéssemos bem no dia seguinte, e depois, e depois.

Sai da mesa e fiquei um pouco tonta, já havia tomado umas quatro taças de vinho e já mal sentia minha pele se arrepiar com os ventos um tanto frios. Comecei a caminhar á procura de Nathaniel, será que ele havia descido? Eu entenderia se não, devia estar cansado, físico e mentalmente.

Fui na mesa de comidas e me servi de mais alguns pães e pedaços de bolo, depois peguei um ponche de ameixa que as meninas haviam batizado, estava forte! Ri comigo mesma e o sorriso se manteve no meu rosto á medida com que eu encarava tudo á minha volta.

Tudo estava lindo, mágico, pessoas conversando, rindo, crianças correndo, eu já nem me sentia mais cansada, pelo contrário, revigorada. Olhei para o céu e lá estava a lua, estonteantemente bela nos iluminando naquela belíssima noite que estava apenas começando, ergui uma taça em sua direção e murmurei “missão cumprida”.

Ri de nada mais uma vez e joguei meu cabelo pelos ombros quando senti unhas no meu braços, cravando, causando-me incomodo.

“Polly?” perguntou uma senhora que me encarava com os olhos arregalados mas depois de um tempo foram diminuindo,como se tivesse discernindo algo, até me soltar. “Perdão, perdão, achei que fosse a Polly.”

“Não, não, eu sou a...” comecei.

“Emily.” Ele sorriu “Menina, o tempo não passa para você?”

“Ahh...”

“Sra.Papillon.” surgiu meu avô me dando um susto “Algum problema?” perguntou

“Oh não, não. Só estava conversando com a Emily, tomei um susto antes achando que era a Polly, mas depois vi que eram meus olhos me enganando.”

“Ah, mas esta não é Emilly, é sua filha, Katherine, minha neta.”falou Amodoro

“Oh, mas que cabeça a minha.” Riu a senhora, mostrando que faltava alguns dentes em sua boca “Linda a menina, vocês são todas parecidas, a cara da mãe! Família abençoada hein Amodoro.” Deu dois tapinhas no ombro do meu avô que parecia um gigante perto dela, e saiu.

“Quem é Polly?” perguntei.

A maneira que o rosto do meu avô se contorceu me deixou um pouco sóbria.

“Ninguém.” Falou, claramente mentindo.

“Não, ela é a mãe do Vougan não é?” perguntei

Ele arregalou os olhos, o que me faria encerrar o assunto ali, mas a bebida me dava coragem, e coisas que haviam acontecido na índia começaram a invadir minha mente.

“Era.” Respondeu frio.

“Ela não morreu para estar no passado.” Falei “Pollyana, não é? O imbecil do Farley a chamou assim.”

“Como...”

“Ela me encontrou em Bangladesh, ela disse a mesma coisa que a Sra.Papillon, que eu me parecia muito com a minha mãe, assim como também disse que Vougan havia sido tirado dela quando eu a acusei de tê-lo abandonado, ela também disse...” as coisas estavam voltando tão rápido que eu não conseguia formular uma pergunta, e eram tantas, ela havia deixado tanta coisa no ar, tanta coisa que eu precisava perguntar.

Meu avô me puxou bruscamente pelo braço para um canto mais afastado da festa, estava nitidamente nervoso e até mesmo...ansioso.

“Como ela está?” disparou

“Bem, bem má, mas bem, ela é uma tenebris, é por isso que ela abandonou Vougan?” perguntei

“Não.” Respondeu meu avô enquanto seus olhos perdiam o foco em mim.

“Não o que exatamente?”

“Ela não o abandonou, mas nós nunca poderíamos tê-la deixado levar Vougan.”

“Por que?”

“Porque logo o pai dele o encontraria e perderíamos de vez nosso garotinho, eu já havia perdido minha filha, não podia perder meu neto...” seus olhos estavam marejados, Oh Luna, meu avô ia chorar?

“Ei, está tudo bem, tipo, não tá, mas tá. Ela ta bem, ta viva, tá do lado errado, mas acho que saber que ela esta viva é melhor não?” perguntei enquanto afagava suas costas “E foi uma boa decisão, Vougan está aqui, conosco, saudável, feliz e longe das maldades que a mãe dele está envolvida. Vô, relaxa.” Falei

Ele me olhou nos olhos e deu um sorriso cabisbaixo sem mostrar os dentes, pressionando seus lábios um contra o outro fazendo com que seu bigode tapasse sua boca, e então me abraçou.

“Conversamos mais sobre isso depois.” Disse e deu um beijo em minha testa antes de se afastar.

Merda! Eu havia estragado o Ostara do meu avô?

Fiquei ali parada pensando no que fazer, ir atrás dele e perguntar se estava tudo bem, ou se ia pegar mais um pouco do ponche pra esquecer da burrada que eu havia acabado de fazer.

Poxa Katherine, não podia ter esperado para conversar amanhã?

“Ei.” A voz de Nate me tirou dos meus devaneios e repreensões “No que está pensando?” perguntou ao se aproximar.

Sorri e acabei com o espaço entre nós ao abraçá-lo.

“Estava pensando se você vai gostar do que eu fiz para você.” Falei e me afastei apenas para pegar os ovos que havia guardado na bolsinha que disponibilizavam na mesa de confecção dos mesmos. Tirei o meu e entreguei a ele “Eu espero que com a chegada da primavera, nosso namoro se revigore e revitalize” inclinei-me até alcançar seus lábios onde depositei um beijo. “Gostou?” perguntei

Ele colou sua testa na minha e sorriu.

“Sim, também tenho uma coisa pra você.” Falou e tirou do bolso de sua calça jeans um colar com uma pedra rosa “Bom, segundo o costume de vocês estas pedras tem suas propriedades mágicas” sorriu e pegou meu pulso enrolando a corda “Essa é uma quartzo rosa, para fortalecer o amor, não só o nosso, mas como o seu próprio e tudo mais.” Disse e terminou de amarrar minha nova pulseira, depois beijou meu nariz. “E então?”

“Linda.” Tomei seu rosto em minhas mãos e o beijei de novo.

“Não mais do que você.” Disse e eu ri de sua fala piegas, mas ele logo me silenciou com um beijo calmo, cheio de lábios e sucções lentas, profundas, a boca dele tinha gosto de framboesa enquanto a minha de ameixa, o que deixava o beijo bem doce. Peguei em seu rosto com as minhas mãos para firmar o beijo e depois deixei com que meus braços se cruzassem em seu pescoço, o que me deixava um pouco nas pontas dos pés. Nathaniel começou a descer os beijos desde meu pescoço até minha orelha. Luna, aquilo era bom. Me peguei mordendo meu lábio e puxando-o mais para perto, ele me deu uma mordida que fez com que eu soltasse um pequeno gemido. Estávamos indo longe demais, mesmo que não nos notassem muito onde estávamos, a festa ainda rolava e eu queria aproveitar. O afastei e ele riu rouco.

“Estamos indo longe demais não é?” perguntou beijando o canto da minha boca.

Ri.

“Sim, estamos.” Deslizei minha mão na sua ate que nossos dedos estivessem entrelaçados “Vem, vamos curtir a festa.”

Saímos de nosso “esconderijo” e voltamos para a festa, voltei a atacar a mesa quase comendo todos os macarrons de cereja, Nathaniel seguia a linha esfomeado atacando o Créme Brullé. Depois seguimos para as bebidas, onde encontrei as meninas novamente já um tanto bêbadas. Uma banda surgiu, tocando músicas típicas do sabbat, os cantores eram os convidados, vi minha mãe e uma outra mulher cantando alegremente, ela estava tão espontânea que nem parecia a mulher séria e carrancuda que era durante a semana. Não muito longe Isaac, Jared e Harahel conversavam, o demônio parecia entediado, Harahel estava distraído e Isaac logo foi puxado por Jenna para dançarem juntos, e ele foi todo feliz. Eu ficava tão feliz por eles, um casal tão diferente um do outro e estavam dando bem certo, mereciam toda a felicidade. Ao meu lado Fleur tentava acompanhar a música já que também nunca havia presenciado o Ostara, mas disse que algumas vezes Jenna fazia algo só para elas, já Emma balbuciava fingindo saber cantar a música, assim como fazíamos quando íamos no show dos meninos lá em São Francisco. Nossa, que saudades! Me soltei dos braços de Nate que me rodeavam e corri pra fingir cantar com minha melhor amiga, o que nos resultou altas e descontroladas gargalhadas.

“Que saudades!” gritou Emma enquanto pulava e eu a seguia.

Seguimos assim mais umas três músicas até que estávamos cansadas de tanto rir da nossa própria palhaçada. O que o álcool não faz.

Nathaniel se aproximou beijando meu pescoço.

“Vou subir, estou cansado e amanha acordo cedo, sua mãe não me dá trégua.” Sorriu realmente cansado.

“Ah, mas queria que ficasse comigo até o amanhecer, quando vamos ascender a grande fogueira e esconder os ovos.” Falei

“Também queria amor, quem sabe na próxima.” Beijou minha testa “Eu já escondi meu ovo, te vejo amanhã de manhã então, curta bastante.” Beijou-me rapidamente e entrou na casa.

Dei de ombros e voltei a dançar e cantar com as meninas, eu já tinha até me livrado do meu cardigã de tanto calor, o que me fez lembrar que também estava com sede,me fazendo ir buscar mais uma taça de vinho.

“Kate?” uma vozinha chamou, e ao me virar deparei-me com Naveena que logo abraçou minha cintura “Obrigada.” Falou e me olhou com seus incríveis olhos.

Abaixei-me para ficar em sua altura e sorri.

“De nada, está se divertindo?” perguntei

“Muito!” ela sorriu “Isso é tudo tão bonito, queria que minha mamadi estivesse aqui para aproveitar também.” Falou

A abracei no ato, o álcool estava deixando minhas emoções à flor da pele, pois eu estava quase chorando após aquele comentário.

“E ela está Navee, porque ela está com você hoje, e vai estar amanhã,e sempre, ela também está feliz, assim como você está. Ela está no seu coração, não se esqueça disso, ok?” perguntei e ela assentiu, sorri e a beijei na bochecha “Vai lá brincar com as crianças.” Então saiu correndo em direção ás crianças que eram supervisionadas pelo Torrent, que desde o início só comia um bolo que Vern havia feito.

As horas se passaram e aos poucos o azul claro vinha inundando o escuro, logo ascenderam a fogueira todos se reuniram em volta dela, cantando e jubilando a si e aos deuses enquanto queimavam seus ovos e tocavam sinos. Eu me sentia tão leve que por um segundo achei que podia flutuar ali, me sentia tão bem rodeada pelos meus amigos, família e desconhecidos que já me pareciam tão familiares. Começaram o canto final e eu só fechei os olhos e me deixei levar, o sorriso estava fixado na minha boca, eu não queria parar nem conseguia, meu corpo seguia o ritmo da música e de uma forma sincronizada com o vento também, Luna! Eu era uma flor e estava renascendo ali, nova, limpa e com força! Soltei uma gargalhada dos meus próprios pensamentos e quando abri os olhos fui pega de surpresa por um par de olhos verdes intrigados e perdidos.

Jared estava me encarando divertido, eu devia estar dançando engraçadamente,mas nem ligava, eu estava feliz, apenas sorri mais para ele e voltei a fechar meus olhos e dançar.

“E que horas é a parte que vocês tiram a roupa e ficam dançando em volta da fogueira?” perguntou no meu ouvido me fazendo dar um salto de susto.Como havia chegado tão rápido ali?

Ri.

“Não sei, vou perguntar pra Fleur.” Falei e me virei para perguntar a Fleur, que riu e respondeu “Não ficamos peladas em volta da fogueira, ficamos peladas na floresta, e apenas bruxas participam, então queridinho, pode tirando seu Needlezinho da chuva.”

Jared riu e voltou a beber em sua taça,já eu,voltei a dançar.

Realmente não muito tempo depois, algumas bruxas começaram a se despir a medida com que iam para a floresta, olhei para Fleur e Emma que riram como cúmplices comigo, não precisou uma palavra, apenas saímos correndo em direção à floresta tirando nossas roupas.

Eu apenas ria. Ria por estar ficando nua com um bando de estranhas e na frente delas, ria por estar um tanto bêbada, ria por sentir o vento e as plantas fazerem cócegas na minha pele à medida com que eu corria sem rumo por entre a floresta, ria por estar me sentindo tão feliz que tal não cabia em mim e explodia em gargalhada.

O sol já estava no céu e era um novo dia, uma nova primavera,um novo recomeço. Todos começaram a seguir seu caminho de volta para nosso casarão. Peguei minhas roupas na grama e entrei para casa.

Um pouco do cansaço começava a pesar em mim,mas ainda sim eu me sentia bem, tudo o que eu precisava agora era uma boa noite de sono, e a única vez que tive isso em três meses foi quando dormi do lado de um demônio. Não pensei duas vezes,embora devesse.

Bati na porta algumas vezes e graças a Luna ele não demorou para atender, já sai entrando no quarto empurrando-o para dentro, ninguém podia ver aquilo.

“Antigamente era o demônio que invadia as casas e pessoas, não ao contrário.” Falou Jared “ O que quer aqui?”

“Dormir.” Falei enquanto jogava minhas rasteirinhas pelo chão e tirava meu vestido pela cabeça sem me importar que o Jared estava ali, embora o modo como meu corpo se arrepiou ao sentir seu olhar sobre mim me dissesse ao contrário.

Peguei uma camisa dele que estava pendurada na cômoda e a vesti.

“Só dormir?” perguntou me observando de cima abaixo.

“É, só dormir.” Falei e me joguei na cama entrando debaixo do edredom, bati no espaço ao meu lado e o encarei, que estava apenas de moletom “Vem, vamos dormir.” Falei

Ele riu e me avaliou caso eu estivesse louca,mas por fim veio e se deitou ao meu lado.

“Não sei se quero só dormir,mas o quão bêbada você está?” perguntou ficando cara a cara comigo na cama.

Ri.

“Não to bêbada.” Falei embriagadamente.

“A última vez que disse isso,quando fui te dar banho você arrancou as próprias roupas, me fez arrancar as minhas e desmaiou.” Lembrou-nos, o que fez com que um arrepio familiar se espalhasse pela minha espinha.

Sorri já sentindo o sono se aproximar.

“Não estou bêbada, só vamos dormir.” Disse e joguei minha perna em cima dele. Não demorou muito enquanto sentia seu cheiro de sabão, até que eu finalmente conseguisse dormir ao som da sua respiração forte.

Notas finais
E então? Até que foi um capitulo calminho né? O motivo da minha demora foram as pesquisas e minha insatisfação com o conteudo, mas espero que tenham tido um gostinho do sabbat, e gostado. Por favor, quando o Nyan poe ali "Nao deixe essa história morrer, comente" eles falaram sério, o andamento da historia etc depende apenas de voces. Quanto mais comentários,mas rapido eu posto, porque dá aquele gás, sabe? É chato estar sempre falando isso, mas eu realmente sinto saudade da participação de voces, então agora ja sabem, conto com tuss! Até o proximo capitulo, amo voces Musa, Beijared XO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.