Vem pro chão, Xerife
1 One Shot- Sei que você gosta.
Notas iniciais

As ruas de Piltover a noite se transformam, é como se fosse outra cidade.
Cidade do progresso? Isso ficou de lado, A Cidade da Noite, como os da rua gostam de chamar.
Uma balada, a música tocava alto.
Corpos colados, garotas e garotos se pegando aos lados.
Um lugar normal, monótono até, com uma decoração simples, mesas, bares, com o DJ anunciando os próximos ritmos dos beijos e pegações.
Até que uma coisa faz praticamente o local parar.
Um carro vermelho, que esbanjava riqueza e poder.
Aquela mulher... Ah, era aquela mulher na nossa frente, todos a secando, a desejando, inclusive a maior criminosa da cidade.
Aquela mulher era a Xerife da cidade, Caitlyn, em um belo corpete roxo e uma saia da mesma cor, a camisa branca, ah.... Tão fácil de sujar ou de rasgar.... Meia calça tão fina que deixava claramente para ver as pernas delicadamente brancas daquele pecado, o cabelo da mulher estava totalmente arrumado, com um pedaço dele para trás, a criminosa adoraria bagunça-lo totalmente deixando a mulher louca... E seu chapéu, seu casaco, bom, esses com certeza iriam ficar jogados por aí no primeiro gole de bebida que caísse naquela boquinha vermelha.
A Criminosa observava a mulher, gata demais para ser uma humana, uma delícia de mulher, um.... Como chamavam? Um pedaço de mal caminho.
Pedaço? Um mal caminho por completo.
Cara.... Deveria ter trazido botas especiais, talvez eu vá querer desafiar esse caminho...
A Xerife de Piltover se dirigiu até as escadas, as subiu passo por passo rebolando e se sentou em seu determinado lugar.
A Criminosa foi até o bar, sentou-se em uma cadeira, dando um soco no balcão de madeira.
Um homem apareceu, e abriu um largo sorriso quando viu a garota de cabelos rosas que por algum milagre, estava arrumada, de roupa social branca e faixas da mesma cor na mão, o motivo? O último desafio do lugar.
– Vi! – Ele quase teve que berrar para ser ouvido graças a música alta e agitada, além das conversas – Oras garota, o que faz aqui?
O homem, magro e musculoso, entretanto com alguns fios brancos aparecendo aos poucos, se referiu a mulher a sua frente.
– Sem enrolação Albert, me vê o que você tiver de mais forte aí, to a fim de pegar umas gatas depois – Vi deu um sorriso atrevido para o homem que girou o corpo com habilidade enquanto segurava o pano.
– É pra já garota – Ele se virou e jogou um copo na frente de Vi, que o segurou antes que fosse direto para o chão. Então ele se virou com uma garrafa na mão. – Vodka, a mais forte que temos, ou não, depende de como você quer passar quando for pegar ela – Olhou para cima, onde a Xerife se sentava de pernas cruzadas e pedia algo ao garçom – Está de olho nela né? Vi como babou quando ela entrou.
– Para de falar merda Albert! Aquela ali gosta de ser pega por homem, não que eu ligue, mas.... Vou é ser presa se encostar um dedo nela – Vi se virou para olhar a mulher... Ah... Era linda de mais, oh praga que se espalhava pelo meu corpo... – Ei Albert! – Deu um sobressalto estranho na voz e logo em seguida pegou o copo e engoliu o líquido em um gole.
– Oi garota, calma senão você quebra a cadeira.
– Foda-se a cadeira, o que ela pediu? – Ela apontou para o camarote, ainda olhando para o homem – Fala logo o porra!
– Ela? – Olhou em dúvida para Vi – Martini, doce, de maçã, sempre pede isso, e vinho tinto, aproveita um pouco a festa e vai embora.
– Perai, sempre? Como eu nunca vejo ela?! – Aquilo era estranho, muito, porque sempre Vi ia ali, era tipo, hábito! – E você sabe muito bem que se eu aparecer na frente dela, não importando se ela estiver bêbada ou não, eu to na cadeia, certo?
Ele apoiou o cotovelo no balcão e segurou o rosto de Vi, o chaqualhando um pouco
– Desde quando você liga para isso?!
A soltou e se virou, preparando algo que não dava para ver. Entretanto ele pegou água e algumas maçãs, depois se abaixou e pegou Vodca.
Era um Martini de maçã doce.
O pedido da mulher.
Ele pegou um pano delicado, não era bordado, era simples, mas belo e deu para Vi segurar.
Pegou uma bandeja e colocou o Martini da mulher e do homem ao lado dela.
Um disfarce.
– Perai Albert – A irritação na voz da mulher era nítida – Você está falando para eu trabalhar aqui de escrava?!
–Para de reclamar menina – Ele saiu do bar e parou na frente de Vi, segurava a bandeja de forma elegante junto com o pano branco. Como um elegante garçom – Vê? Você segura assim a bandeja, fica com a coluna reta, cabeça erguida e mão na frente do peito. – Ele fez uma pausa e entregou a bandeja para a mulher de cabelos rosas – Agora vá conquistar aquela gata que já colocou na cadeia seu coração.
O homem entregou o pano para a criminosa que se atrapalhou um pouco para conseguir a postura.
Vários sinais de desaprovação sobre a posição da mão e sobre a coluna estar muito torta foram ouvidos, até que ela finalmente conseguiu a postura exata.
Um sorriso de aprovação do homem com o polegar estendido fazendo um sinal de positivo.
E ela partiu para o camarote.
Os passos no ritmo da música agitada, desviando com nada de graça pelos corpos dançantes, enquanto a bandeja oscilava em sua mão, tendendo a cair, mas tal fato não aconteceu.
Finalmente as escadas para o maldito camarote.
Finalmente, pelos deuses! Um lugar nunca foi tão difícil de chegar quanto aquelas escadas para a área dos mais ricos, que podiam pagar mais e não aproveitar nada.
Cada um com suas escolhas.
Vi ajeitou a coluna. Ajeitou a mão. Respirou fundo e colocou de forma organizada a taça dos dois clientes.
Que Deus a ajudasse, não que acreditasse nele, mas... Que seja.
Subiu.
Um degrau por vez.
Mais um pouco até chegar no topo.
O tapete vermelho por todo o corredor mostrava o quão rico aquelas pessoas eram, ou o quanto gastariam em algo assim.
Ela estava perto.
O lugar era um grande alvoroço de mesas pequenas com cadeiras, e uma enorme pista de dança que “ atrapalhava” as pessoas que só queria aproveitar a música.
E sentada, lá estava ela, de pernas cruzadas, com as mãos no joelho e olhando para o lado.
Dava para... Pular nela e começar a beijar....
Ignore isso Vi!
A garota de cabelos rosados se aproximou da Xerife, que a olhou de cima a baixo, desconfiando talvez?
– Seu pedido Senhorita – Uma elegância que não pertencia à mulher que falava aquilo.
Vi entregou a taça de Martini e antes mesmo que pudesse falar algo, a Xerife se pronunciou.
– Você... Quer dançar? – Ela tomou um gole da bebida logo após falar isso, e depois continuou – Eu gosto dessa música, e não estou a fim de dançar sozinha.
Se aquilo fora sorte ou puro desespero da Xerife, ela não sabia, mas... Pelos deuses, QUE SORTE!
Vi sorriu e deixou a bandeja e o pano em uma mesa do lado. Não podia ignorar um pedido de uma dama tão bela.
Ela estendeu a mão e se curvou como um cavaleiro na direção daquela mulher.
– Tudo bem, se me dá a honra senhorita... – Ela podia estar sendo uma retardada apaixonada, mas nunca que iria falar que sabe quem era a Xerife.
– Caitlyn – Ela se pronunciou rápido, sorrindo, pegou a mão de Vi e com ela, se levantou. – Pode me chamar de Caitlyn.
– Então, se me dá a honra senhorita Caitlyn. Me chame de Six – Vi sorriu com aquele nome estranho.
– Seis? Um nome estranho não acha?
Vi apertou bem a mão para segurar ela, uma mão tão delicada sendo segurada por aquele brutamontes...
– Não acho tanto assim.
E a puxou bruscamente, tanto que Caitlyn acabou perdendo um pouco o equilíbrio e só foi parar ao se apoiar com a mão nos peitos da outra.
E ela corou.
– Me – Ela se atrapalhou um pouco, se ajeitando novamente, ficando em pé direito e respirando fundo, tudo isso, rápido demais para se raciocinar direito – Me desculpe, vamos antes que a música acabe.
Vi deu um sorriso atrevido, que a Xerife olhou e ignorou, ou quase isso, dava para ver ela ainda tentando arrumar a postura de Xerife.
Afinal, por que exatamente ela estava ali? Albert disse que era normal vê-la nesse lugar, mas não era normal vê-la dançar certo? Se não muitos homens já tinham cercado ela horas antes, mas não havia ninguém ali. Que fosse assim então, ela era a sorteada.
Uma batida rápida eletrônica, com uma letra abusada, algo como... “ Dance comigo até o chão, eu gosto disso”
Perfeita para a situação.
Quando chegaram no centro da pista de dança, elas já estavam praticamente dançando. O corpo colado das duas fazia ambas ficarem meio vermelhas, tanto pelo esforço, quanto pela proximidade de duas “ estranhas”.
Rebolavam, desciam e subiam, Vi quase chegando perto o suficiente da boca da Caitlyn toda vez que tinha um passo de dança mais a frente, não que tivesse muito espaço.
As músicas rolavam agitadas, uma, duas, três, mais quantas?
Quantas o corpo delas aguentasse.
Em um desses passos abusados da Xerife a calcinha dela apareceu,
E quando a Xerife quase grudou no rosto na criminosa, Vi chegou perto da orelha dela e sussurrou:
– Sua calcinha é vermelha. – Sua voz saiu um pouco mais sensual do que o esperado.
A Xerife corou, novamente, mas acabou puxando a gravata dourada de Vi.
– Gostou? – Provocativa, o que não era o esperado, aquela voz era tão estranhamente gostosa...
– Bebeu demais, Caitlyn? – Vi mordeu de leve o pescoço da outra.
Tudo estava ficando quente, descontrolado demais.
– Talvez... – Ela colocou a mão por de baixo da blusa social da outra – Ou talvez seja você que esteja pensando coisas de mais.
Vi virou o rosto e puxou a outra para um beijo, não esperado, quente e... Desejador.
Ambas estavam se desejando.
A criminosa e a Xerife estavam quase se pegando, quem diria...
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Antes mesmo do sol raiar, Vi saiu da cama que ela e a Xerife se encontravam, e foi se trocar.
Não acreditava, nem em um bilhão de anos, no que tinha acontecido, e preferia continuar assim.
Caitlyn ainda dormia, e a vontade de fazer que nem aqueles homens que vão para o exército de madrugada bateu.
Dar um beijo na testa da namorada, deixar um bilhete e sumir.
Mas a garota ali não era sua namorada, e qualquer passo errado, Vi iria presa.
A rosada pegou sua roupa que estava espalhada pela casa, desde a sala até o quarto, e se vestiu, a passos leves para não acordar a Xerife.
A casa da Xerife era realmente linda, grande, bem mobiliada, casa dos ricos era outro assunto...
E como já ia amanhecer, a cidade ia voltar a ser a Cidade do Progresso, então ela tinha que sair dali.
Mas antes....
“E pensar que o nosso primeiro encontro seria tão quente, em Xerife. “ Sua cabeça soltou aqueles pensamentos ao vento, e ela, o ignorou.
Vi fechou a porta com cuidado, e saiu do apartamento da Xerife, de volta para as ruas, de volta para a sua humilde vida fugindo da polícia.
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Caitlyn acordou com o despertador tocando.
6:30 da manhã, era o que o alarme dizia, mas era sua folga, então ela pensou em desligar e voltar a dormir e... Seu braço ardeu quando ela se moveu.
Marcas de unhas e mordidas, uma quantidade absurda da segunda opção.
As memórias da noite anterior a consumiram.
Ela havia... Feito aquilo com a maior criminosa da cidade.
Ela havia realmente terminado a noite daquele jeito, e no final, decidiu deixar sua presa ir embora.
Caitlyn saiu da cama, ainda estando sem roupa, e foi ver a casa, ver se algo tinha sido roubado ou havia algo a “mais “.
Seus olhos rapidamente viram um papel em cima de uma das cômodas, ainda no quarto. Ela pegou o papel para ver o que diabos era aquilo e...
“ Hey Xerife, você cheira a Cupcake, mas tem gosto de chantilly
Ass
Vi “
– Aquela criminosa... – Caitlyn sorriu.
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