Notas iniciais
Não sei se alguém está lendo, mas por favor, comentem, favoritem, acompanhem, façam qualquer coisa para mim saber, queria saber a opinião de vocês, e o que tem que ser melhorado, a partir desse capítulo que a história vai começar a ganhar ação. Boa Leitura!

(NARRADO PELA DETETIVE ERIN LINDSAY)

Eu não falei nada, apenas abri a porta e o deixei entrar, ele estava com os olhos lacrimejados, e estava ali a mais de duas horas, sentado, esperando para falar comigo, e então ele colocou a mão na cabeça e disse:

– Erin, eu amo você, eu amo você como eu nunca jamais amei ninguém na minha vida- ele dizia isso enquanto se aproximava.

– Eu não acredito em você, depois de tudo que você me disse hoje, tem a cara de pau de usar seu amor como desculpa? O que aconteceu Jay?- eu perguntei brava.

– Eu não posso falar Erin, eu queria poder te contar, eu queria contar tudo, mas eu não posso, não poderia mesmo que eu quisesse- ele disse desviando o olhar.

– Jay...- eu disse me aproximando dele e tocando seu rosto – Me conta, tudo bem, me conta o que está te deixando assim.

– Eu não posso Erin, eu não posso, eu sinto muito, mas é complicado entende? — ele disse e me olhou nos olhos.

– Não é complicado- eu coloquei as duas mãos em seu rosto fazendo-o olhar diretamente pra mim – Me diz, fala a verdade, se você me ama, me conta o que ta acontecendo!

– Eu te amo Erin, mas ainda sim eu não posso, não é um segredo meu, eu também não queria estar envolvido [...]

– Ótimo- eu disse tirando as mãos de seu rosto– Então é melhor a gente se afastar Halstead- eu disse secamente, ele veio em minha direção e me empurrou contra a parede, me beijando, um beijo intenso, confiante, como se quisesse me passar algo, então eu quebrei o beijo– Jay, se você não é capaz de me contar, então devemos nos afastar.- ele fez silêncio depois que eu disse isso, quando então finalmente falou algo.

– É melhor eu ir- disse ele indo em direção a porta – Eu vou, mas eu volto, pode ter certeza- ele disse dando um sorriso meio amarelo.

– Eu espero que sim- eu disse e então ele saiu e eu fechei a porta.

Logo depois tomei um banho, estava sem fome, resolvi ir dormir, pra falar a verdade, não comi nada o dia todo, estou sem fome, sem vontade. Eu estava deitada na minha cama, as palavras de Jay não paravam de martelar na minha cabeça, o que era tão importante a ponto de fazê-lo se afastar de mim? Será que ele me traiu? Acho que não, pois ele disse que não era um segredo dele, mas porque ele não pode me contar? Ele é meu parceiro, meu amor, meu companheiro, não deveria mentir pra mim, nem me esconder nada, talvez seja por isso que ele esteja estranho, estou com tanta raiva dele, se ele realmente me amasse, ele teria contato a verdade, não importando o resto. Eu conheço Jay, ele deve ter algum motivo, vou parar de pensar nisso e ir dormir, amanhã eu tenho que trabalhar.

Acordei um pouco mais cedo, minha noite foi horrível, o segredo que perturba o Jay não saiu da minha cabeça, era seis horas quando me levantei e tomei outro banho, não tomei café da manhã, minha aparência estava uma coisa tenebrosa, eu estava com olheiras, olhos vermelhos e meu rosto estava emagrecendo, eu sei que deveria comer, mas, apenas não quero, não sinto vontade, como se não precisasse, eu passei a noite acordando, estava cansada, tomei uma xícara bem quente de café preto para me deixar um pouco mais elétrica, afinal, era um dia de trabalho normal. Cheguei na unidade sete horas, não tinha quase ninguém, nem Hank tinha chegado ainda, me sentei em minha mesa, e fiquei lendo alguns arquivos, estamos trabalhando em um roubo muito importante na casa de um dos vereadores da cidade, era sete horas da manhã e eu já estava na unidade, isso total loucura. Quando era sete e meia Hank chegou, como de costume, ficou me olhando parado antes de entrar quando finalmente disse:

– Chegou as setes horas da manhã aqui?- ele perguntou franzindo uma sobrancelha.

– Resolvi vir um pouco mais cedo- falei com os papéis na mão

– Olhe pra mim Erin- quando ele terminou a frase olhei para ele – Você dormiu essa noite?

– Algumas horas- respondi desviando o olhar pra minha mesa.

– Está tudo bem?Sabe que pode contar comigo pra tudo não sabe?-

– Sei sim Hank, tudo bem, não precisa se preocupar, você é demais, não sei o que eu seria sem você- respondi sorrindo pra ele que retribuiu sorrindo sem mostrar os dentes, quando então avistei Jay subindo as escadas:

– Parece que mais alguém está com insônia aqui- disse Hank dando uma gargalhada.

– Bom dia Sargento, Erin- ele disse olhando para o Hank e depois pra mim.

– Bom dia Halstead- respondi sem olhar pra ele.

– Eu vim mais cedo pra chegar os detalhes do nosso caso atual.

– Tudo bem, eu vou estar no meu escritório, relaxem que o turno ainda não começou, assim estão parecendo o Antônio obsecado por trabalho.- ele disse logo entrando em sua sala.

Jay se sentou em sua mesa, eu senti que ele me olhava, não queria lhe dar o gosto de olhar também, continuei ignorando, apenas na minha, quando então Antônio chegou:

– Bom Dia Erin- ele disse e veio em minha direção, levantei e lhe dei um abraço demorado, Jay apenas observava a cena.

– Bom dia Tony- eu disse sorrindo pra ele, apesar de não ter esclarecido a relação que existe entre nós, ele é um bom amigo, está sempre ali por mim, e eu admiro isso muito nele.

Adam vinha subindo as escadas, seguido por Alvin, que por milagre chegou cedo hoje, os meninos ficaram rindo e conversando sobre a partida de futebol que vai acontecer no domingo, eu apenas continuei na minha, quando Adam disse:

– Erin, estou te achando muito distante nesse últimos dias, porque não socializa com a gente gata?

– Quando você chamou ela de ''gata'' já explicou porque ela anda distante- disse Alvin rindo do parceiro.

– Deixa a garota!- disse Antônio rindo

– Tudo bem Tony. Eu apenas ando mais ligada ao trabalho do que na vida dos outros- eu disse rindo da cara que Adam tinha feito

– Essa doeu- respondeu ele pra mim, quando Hank apareceu.

– As vizinhas fofoqueiras podem calar a boca- todos deram gargalhadas- Bom dia, espero que estejam preparados, temos muitos suspeitos para interrogar.

Já era pausa do Almoço, já tínhamos interrogado alguns suspeitos, mas nenhuma pista que ligasse ao assalto, quando então senti Hank atrás de mim:

– Quer almoçar comigo hoje?

–Claro, eu só vou passar em casa e pegar um casaco.

–Me encontra no restaurante da esquina, pode ser?

–Pode, te vejo daqui a alguns minutos.- eu disse e fui saindo da unidade, de tarde vai chover, e eu esqueci o casaco, então ia passar em casa, entrei e o porteiro não estava, eu achei estranho, sempre tem alguém ali, quando subi as escadas vi que a porta do meu apartamento estava aberta, não para traz, mas estava encostada, peguei minha arma e entrei devagar, até então não tinha ninguém em meu apartamento, fui até meu quarto e peguei uma jaqueta com capuz preta, fui na cozinha para beber água antes de sair, quando me virei de costas senti o cano de uma arma na minha cabeça, e uma voz masculina grossa disse:

–Erin, finalmente te encontrei.

–Quem é você?

Notas finais
Quis deixar um suspense nesse capitulo,não esqueçam de comentar, por favor, próximo capitulo em breve. Obrigada por ler!