Notas iniciais
Bom, esse é o último capítulo e vou dedicar para: Mrs Lovett, a Malfoy mais linda desse mundo qe faz dos meus dias mais felizes. E Winnie Cooper, uma das poucas escritoras q eu conheço q vale a pena. Agradecimento nas notas finais. Beijos e espero que gostem. Reviews não matam ninguém, eu garanto.

3 Anos Depois.

Hermione abriu os olhos quase que automaticamente, ciente de que era cedo demais. Esfregou os olhos, suspirou e pensou em continuar a dormir. Mas seria perda de tempo. Se ela havia acordado agora, uma razão teria que ter. Impulsionou os pés para fora da cama, e sem se dar ao trabalho de calçar os chinelos, espiou pela fresta da cortina do quarto de casal. O sol nem aparecera. Olhou para o relógio da parede e, bingo: quatro e meia da manhã.

Observou o marido que ainda dormia, roncando baixinho, espalhado na cama. Não pôde evitar sentir vontade de mergulhar nas cobertas novamente e se agarrar a ele para voltar a dormir. Mas não o fez. Aquele seria um dia muito especial e sentiu os ares de sua casa renovados quando abriu a porta lentamente e entrou no corredor. Rose iria para Hogwarts.

A pobrezinha nem dormira direito tamanha a ansiedade. A essa altura, poderia repetir Hogwarts: Uma História de trás para a frente. Hermione iria sentir tanta falta de sua menininha...mas sabia que ela iria amar a escola e a consideraria como um segundo lar, assim como ela e os amigos consideravam até hoje. Sorriu ao lembrar da noite anterior, quando flagrou Rony encarando uma foto de Rose ainda bebê, parecendo nostálgico.

Ronald, Ronald....

E ela sorriu outra vez, quase que automaticamente, enquanto fazia um chá na cozinha, a modo trouxa.

Como aquela criatura com um emocional de uma colherzinha de chá pode ser tão sensível às vezes? Claro que ela não esperava que ele fosse indiferente aos filhos, mas também não esperava tamanho sentimentalismo vindo dele. E Hugo, coitadinho...queria porque queria embarcar no trem com a irmã. Até convencê-lo de que isso só seria possível daqui a dois anos...Os olhos de Hermione bateram ao lado do telefone trouxa embutido na parede, ao lado da geladeira, e lembrou que deveria ligar para os pais para confirmar a ida deles até a Estação aquele dia. Vovôs corujas, sem dúvida. Certamente, fotografariam todos os passos de Rose até o último instante. Ela ainda lembrava de sua alegria ao encontrar os pais, anos atrás e acabou se assustando um pouco, com o pensamento de que sua vida estava absurdamente completa.

Enquanto fechava as mãos firmemente, em torno na xícara de chá e se aconchegava no sofá, sentiu um beijo terno em sua bochecha parecendo surgir do alto.

– Rony! — Massageou o peito, assustada. — Quer me matar do coração?

– Bom saber que a minha presença ainda acelera seu coração. — Ele sorriu de modo encantador, sentando-se ao lado dela. Hermione bateu no ombro do marido em um gesto brincalhão. — O que faz acordada? — Rony a abraçou pelos ombros e ela pousou a xícara meio cheia na mesinha de centro e pousou a cabeça na curva do pescoço dele.

– Perdi o sono, não sei...apenas acordei. — Hermione deu de ombros. — E você?

– Em um surto de consciência, arrastei meus braços na cama e não senti sua presença lá. — Ele respondeu simplesmente.

– Que marido galanteador eu fui arranjar...- Eles riram. — Como se sente em relação ao dia de hoje? — Ela perguntou, depois de alguns minutos em silêncio.

– O que quer dizer? — Rony perguntou, com a voz um pouco mais baixa que antes. O ruivo se sentia extremamente relaxado com a esposa nos braços e não tinha vergonha de demonstrar.

– Ansioso? Com medo? Nostálgico...? — A voz dela a denunciou na última palavra.

– O que você sabe, Hermione Granger Weasley? — Rony abaixou um pouco a cabeça em menção de encará-la e ela levantou a dela também, sorrindo para os olhos, agora estreitos, do marido.

– Sei que parece nostálgico com o fato de Rose ir para Hogwarts.

– Na verdade, estou nostálgico com o fato dela estar crescendo. — Revirou os olhos, ainda se encarando. — É diferente.

– Então admite que está nostálgico! — Hermione riu e Rony não conteve a tentação de beijá-la. Quando já estavam deitando no sofá, Hermione pareceu retomar a consciência. — Posso saber o que foi isso? — Ela perguntou sem fôlego, em tom sério, porém, sorria.

– Não pode rir desse jeito tão perto de mim, você sabe...

Ela riu outra vez.

– Você não cresce mesmo...

– Mas infelizmente, a pequena Rose sim. — Agora, Rony se aconchegou no colo da esposa enquanto ela mexia em seus cabelos ruivos. — Podemos ir visitá-la sem parecermos pais sem noção, não podemos?

– É claro meu amor.

– E mandar cartas, não é?

– Pode ter certeza.

– E posso colocar o Alvo para vigiá-la não posso?

– Rony!

– Não custava nada tentar...- Ele riu, seguido da esposa que revirava os olhos.

O silêncio caiu sobre eles outra vez. Em dado momento, os olhos de Hermione captaram os três porta-retratos da estante a frente deles.

O primeiro era uma foto de Harry, Rony e Hermione no segundo ano deles em Hogwarts. Os três, com os uniformes de Hogwarts, se entreolhavam, riam e olhavam para a câmera. Sempre naquele eterno movimento.

O segundo, era uma foto dos três mais velhos, juntamente com Gina, no casamento de Rony e Hermione. Rony vestia um terno azul marinho e elegante, exibindo um sorriso inquestionavelmente feliz, os olhos brilhantes, a expressão rica da mais pura felicidade. Ao lado dele, Hermione não estava diferente. Usava um lindo vestido branco e longo, elegante, sexy e simples ao mesmo tempo e seus cabelos em um coque despojado davam mais naturalidade ao conjunto. Suas bochechas levemente rosadas e o batom pêssego a deixavam ainda mais bonita. Ao lado dela, Harry usava um terno preto também muito elegante, os cabelos negros bagunçados como de costume — Hermione riu ao se lembrar das tentativas de Gina de abaixá-lo. Isso não é cabelo de um pai de família! Ela disse. — e os óculos pendiam tornos no nariz. Gina estava com os cabelos lisos e um vestido verde-musgo que lhe caia muito bem. Ambos os casais acenavam radiantes e os quatro se abraçavam, entusiasmados.

O terceiro e último, era de Rony, Hermione, Rose e Hugo, na última Copa Mundial de Quadribol, na Patagônia. Rose, abraçando o irmão pelos ombros, usando o braço livre para acenar, sorridente. Hugo olhava para a irmã — provavelmente não apreciando muito o abraço — e tornava a olhar para a câmera, sorrindo. Rony beijava o rosto da esposa e depois ria contra a bochecha dela, enquanto Hermione tingia-se de vermelho e sorria muito mais animada para a câmera. O tempo passa...

– Rony? — Hermione inclinou a cabeça para baixo, certificando-se se Rony ainda estava acordado.

– Hum? — Rony havia fechado os olhos a poucos minutos, mas ainda não dormia.

– Se você tivesse um vira-tempo, o que faria?

– Me empreste o seu que eu penso...- Ele abriu os olhos, se remexendo no colo da esposa e girando a cabeça para encará-la de baixo.

– Não seja bobo. — Ela levou a mão até a bochecha do marido, começando a contar mentalmente as pequenas sardas dali. — Sabe que devolvi o meu a McGonnagal no fim do terceiro ano. Era muita responsabilidade.

– Você saberia como usá-lo, Hermione. — Rony franziu a testa.

Ela suspirou, revirando os olhos.

– Mas então, o que faria?

– Nunca pensei sobre isso. — Rony deu de ombros e fechou os olhos, parecendo ligeiramente pensativo. — Talvez, usasse para evitar algumas mortes na guerra. — A voz do ruivo soou um pouco triste.

Hermione sentiu o coração pesar em seu peito. Fred ainda era uma ferida latejante. Em toda a parte. E não só ele.

– E para recuperar certos momentos que eu perdi com você...- Abrindo os olhos, ele sorriu de lado, em uma tentativa de aliviar a tensão.

Hermione balançou a cabeça, rindo baixinho.

– E você? O que faria? — Ele perguntou e ela se surpreendeu quando não encontrou uma resposta. Ela realmente fizera a pergunta sem pensar na inversão dos papéis.

– Hummm....- Olhou para o teto e voltou seus olhos no porta-retrato. — Por mais que tanta coisa ruim tenha acontecido...sinto que tudo foi feito para chegarmos até aqui e sinto medo ao pensar que algo do futuro sairia diferente pela falta de algum acontecimento do passado.

Sentiu os olhos de Rony cravados nela e voltou a encará-lo.

– Não entendeu nada, não é?

– Sempre me subestimando...- Ele suspirou, em um falso ar de indignação. — Claro que entendi. Só que sou tolo o suficiente para ainda me surpreender com suas respostas inteligentes.

Ela selou os lábios do marido, sorrindo levemente e continuou.

– Acho que não mudaria nada. Está tão bom assim...- Ela disse, sentindo algumas lágrimas encherem seus olhos ao lembrar de todas as pessoas que partiram e sorriu ao notar que realmente, sempre estariam presente com eles. Como Sirius um dia disse.

Rony sorriu de um modo extremamente doce. Ele estava feliz por compartilhar aquele simples momento com a esposa. O coração dela falhou uma batida, como se fosse adolescente outra vez, ao ser pega de surpresa por aquele sorriso.

Hermione encostou a cabeça no sofá, pousou a mão no peito do marido, sentindo cada batida do coração dele — sentiu-se revigorada.

Tudo estava realmente muito bem.

Notas finais
Obrigada a Deus por ter me dado criatividade p. escrever isso e olheiras bem recompensadas. Obrigada a todos que favoritaram e comentaram. São de extrema importância. Obrigada aos meus pais que compraram o notebook p. mim. Obrigada aos meus dedos, também. E correndo o risco de parecer redundante...essa fanfic não seria possível sem a Juh. (Mrs Lovett) Então...obrigada, amiga!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!