Os lábios despejam veneno

As flores no vaso murcham

O desgosto se faz presente como fel

As palavras estão contidas num pedaço de papel

Pobre de ti oh! Velho rapaz

Cansado das tempéries da vida

Perdeste o brilho da esperança agora envelhecida

As inseguranças transformam-se num navio antigo

Carregando consigo a inocência de um sorriso

Soldado abatido não pode mais lutar

Rosas negras te serão entregues para que possas cuidar

Desfazer dos companheiros é um erro

Entregue totalmente ao desespero

Desarmado, só desejas o mau

O cansaço que se abate sobre o corpo é o primeiro sinal

Os grilhões de incerteza soam lá fora

Teus sentidos te enganam agora

O céu tinge-se de cores vibrantes

As lágrimas rolam pelo rosto incessantes

A ausência de fé perde-se no caminho

Rodeado de espinhos, não tens escapatória

A solidão ficará marcada na tua memória, como uma parte viva da tua história.

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