Notas iniciais
Oi oi gente! Muito obrigada pelos comentários do capítulo anterior. Espero que gostem deste, que é o último antes do epílogo.

Beto corre em direção a sua mãe e Clarita fica sem reação.

– Dona Carolina? – os sequestradores dizem, espantados.

Logo ao verem que podiam se complicar, os caras fugiram. E Júnior se aproxima da esposa, que estava no chão, baleada.

– Vamos leva-la imediatamente para um hospital – disse ele, a pegando no colo. – Beto, você dirige.

– Não adianta perder tempo, não sei se vou aguentar – murmurou Carol.

– Não diga besteiras, mãe – falou Beto, ligando o carro.

– Só Deus sabe a dor que estou sentindo – diz ela.

Logo o carro começou a fazer o trajeto até o hospital mais próximo. Beto no volante, Clarita ao seu lado e Júnior e Carol atrás. Todos em silêncio, pensando no que irá acontecer.

(...)

Assim que chegaram ao hospital, Carol entrou na sala de cirurgia para retirar a bala. E já estava lá umas sete horas.

– Por que demoram tanto? – questiona Beto, andando de um lado para outro.

– Não é tão simples assim – responde Clarita.

Beto sentou-se ao lado dela.

– O que será que eu fiz pra merecer tudo isso? Primeiro, te sequestram e agora minha mãe está entre a vida e a morte.

– Eu sei que esses momentos são difíceis, mas tenha fé.

Beto olhou para ela e sorriu.

– Obrigada por estar aqui.

– Não tem de quê.

(...)

Depois de um longo tempo de espera, o médico veio falar com eles.

– Como ela está? – perguntou Júnior.

– Não podemos dizer nada concreto. Terminamos a cirurgia, mas precisamos saber até 48 horas se ela resistira.

– Ela ainda corre risco?

O médico confirma a duvida de Clarita e sai da sala de espera, deixando Beto; Júnior e Clarita mais preocupados.

(...)

Como irá demorar para saber o estado de saúde de Carol, Júnior voltou para casa enquanto Beto foi para o apartamento de Clarita.

Chegando lá, eles se encontram com Mili e Mosca e também com Bia – todos felizes com a volta de Clarita, mas preocupados com Carol. Logo, Mili e Mosca deixaram Beto e Clarita sozinhos com Bia.

– Estava com tantas saudades de você – diz Clarita, abraçando a irmã mais nova.

– Eu também. Você não faz ideia como fiquei preocupa contigo. Só de pensar que poderia te perder pra sempre, sinto vontade de chorar.

Clarita sorri e deixa escapar algumas lágrimas.

– Não se preocupe. Estou aqui com você e você não vai me perder tão fácil, está me ouvindo?

Bia sorriu ao ouvir as palavras da irmã.

– Mas Clarita, quem foi que fez isso com você?

A jovem pensa em uma resposta para a mais nova, e decide dizer:

– Ninguém sabe quem foi o responsável. A única certeza que eu tenho é que é mulher, pois ouvi algumas conversas dos sequestradores.

– Mulher? – Beto repetiu, olhando para ela.

Clarita afirmou e viu Beto se distanciar dali. No início, ela achou estranho, mas depois ignorou e voltou a sua atenção para a irmã que depois de tanto tempo ela voltou a vê-la.

(...)

Bia já estava dormindo no quarto, o casal Mosli provavelmente também. Beto só encontrou Clarita mudando de canal constantemente quando voltou para o apartamento dela.

– Pensei que tinha voltado para sua casa – fala Clarita, sem tirar os olhos da TV.

– Sem se despedir? Jamais faria isso.

– Posso saber onde estava?

– Precisava procurar provas.

– Que provas?

– Sobre quem te mandou sequestrar.

– E conseguiu algo com apenas a pista de ser mulher?

– Infelizmente sim.

– Infelizmente? – finalmente, ela olha para ele.

– Eu estava desconfiado, mas não queria acreditar. Jamais pensei que chegaria a esse ponto.

– Não estou te entendendo, Beto. Explique-se melhor.

– Foi ela!

– Ela quem?

– A minha mãe! – exclamou ele. – Foi ela quem mandou te sequestrar!

Clarita fica sem palavras, e depois, gaguejando disse:

– Por que ela faria isso?

– Ela nunca quis que ficássemos juntos.

– E por isso fez o que fez? – ela altera o tom de voz. – Desculpa Beto, mas a sua mãe é uma bruxa!

Beto abaixa a cabeça.

– Você tem razão, fazer isso com a mulher que amo foi demais – ele olha para Clarita.

– Não sei se posso perdoa-la por isso – comentou Clarita, desviando o olhar.

– Quem disse que você precisa perdoa-la? A errada da história é ela.

– Você está falando isso de sua mãe?!

– Sim, estou. Nem eu sei se consigo a perdoar.

– Acima de qualquer coisa, ela é mulher que sempre te amou como um filho.

– Acima de qualquer coisa, está o que sinto por você – fala Beto. – Será que você ainda não entendeu isso?

Clarita fecha os olhos e respira fundo.

– Vai dormir aqui ou vai pra sua casa? – ela muda de assunto.

Beto faz uma careta, confuso.

– Tanto faz – ele dá de ombros.

– Decida-se de uma vez! Estou com sono.

Ele bufou.

– Antes de ir – ele se aproxima dela. – Quero dizer que apesar de tudo que está acontecendo nessa minha vida complicada, estou muito feliz em saber que está bem.

Clarita sorriu e vai até a porta para abri-la para Beto. Mas antes que ele saísse por completo, ele a puxou para mais perto e roubou-lhe um prologado beijo.

No entanto, os velhos amigos são atrapalhados por uma mensagem de texto no celular de Beto.

– Vai me dizer que é a Érica? – fala Clarita, cruzando os braços.

– Está com ciúmes? – questiona ele.

– Ciúmes? – ela riu. – Desconheço isso.

Beto segura o riso e começa a ler a mensagem que lhe foi enviada. Clarita percebe o sorriso de seu rosto se desfazer cada fez mais até ficar em uma expressão de abatido.

– Beto... – ela o chama e acaricia o seu braço. – O que aconteceu? Por que está com essa cara?

Ele a olha, assustado. E Clarita percebe que seus olhos estão cheios de lágrimas.

– A Carol, Clarita. Ela... Ela acabou de falecer.

(...)

Beto estava abraçado em Clarita enquanto todos seguiam para cemitério para o enterro da senhora Almeida Campos. Ás crianças do orfanato Raio de Luz e os funcionários do Café Boutique também estavam presentes no último adeus para a mulher, esposa, mãe, diretora e mandante de um sequestro: senhora Carolina Almeida Campos.

Até Carmen compareceu. Mas para Júnior isso não tinha a mínima de importância, pois acabara de perder a sua esposa e além de ter acabado de descobrir que a mandante do sequestro de Clarita era ela. São tantas coisas para sua cabeça, que Júnior sentia vontade de ir para bem longe e ficar sozinho com os seus pensamentos. Todavia, não pode abandonar tudo, não pode abandonar Beto.

Já para Clarita que desde quando soube ficou ao lado de Beto, Carol já tinha recebido o seu perdão. Mas não sabia se poderia dizer a mesma coisa de Beto que está muito abalado com tudo que tem acontecido.

– Acho que não suportaria perder mais alguém – resmungou Beto.

– Do que está falando?

– Apesar de tudo que Carol fez, eu a amava. Apesar de minha mãe verdadeira ter me abandonado, eu a amava. Não vou suportar perder mais alguém, não quero perder a mulher que amo – ele a olha.

Clarita fica na ponta dos pés e acaricia o rosto de Beto.

– Se depender de mim, você nunca irá perdê-la porque ela estará sempre aqui com você.

Beto dá um pequeno sorriso e continua ouvir Clarita dizer:

– O que a Carol fez foi errado, foi tudo porque ela nunca gostou de mim. Mas se não fosse esse sequestro, jamais estaria convicta que você me ama e principalmente, que eu te amo e sempre te amei. Eu só não queria acreditar nisso, que mesmo depois de tanto tempo os meus sentimentos por você só cresceu.

Notas finais
Hoje é meu aniversário!!!! Haha parabéns pra mim *-* E aí o que acharam? Prontas para o último? Até lá e não deixem de comentar. Big beijos! Tchau.