Notas iniciais
Oi gente! Desculpa mesmo pela demora pra postar. Acontece que fiquei sem criatividade e depois tem a escola, provas. Era pra postar ontem, mas estava muito tarde. Espero que não tenham me abandonado. Boa leitura!

No capítulo anterior...

– Nossa já está tarde, vamos voltar para o Orfanato antes que diretora nunca mais deixe eu sair – fala Bia.

– Vamos.

Minutos depois, elas já estavam no Orfanato Raio de Luz.

– Obrigada pelo passeio ao shopping – agradece Bia. – Apesar de shopping não ser meu lugar preferido, foi legal.

– Vamos entrar, eu preciso falar com a diretora.

Logo que abriu a porta, Bia vê várias pessoas gritarem:

– Surpresa!

– Feliz aniversário, Bia! – disse Clarita, abraçando a irmã. – O que o Beto faz aqui? – questionou ao vê-lo um pouco atrás de Bia.

– Até ele veio no meu aniversário? – pergunta Bia.

– Juro que não fui eu que convidei – diz Clarita.

– Eu adorei! – exclamou a aniversariante. – Oi Beto!

– Oi, feliz aniversário Bia! – disse ele, lhe abraçando.

E eles vão conversar distantes de Clarita.

(...)

Clarita puxa Mili e Mosca para um canto.

– Posso saber quem convidou o Beto pra essa festa?

Eles se olham, Clarita diz:

– Digam de uma vez!

– Calma baixinha! – fala Mosca. – Fui eu.

– Por que fez isso?

– Vocês precisam conversar.

– Precisamos?

– Vocês sempre foram tão amigos quando viviam aqui, por que essa amizade não continuou agora que se reencontram?

– Você não entenderia, Mosca.

– Será que você ainda é apaixonada por ele?

– Ah cala a boca, Mosca!

– Não fale assim com o meu namorado – disse Mili.

– Eu vou ver como está as crianças – Clarita fala, tentando não parecer grosseiro mas a tentativa foi em vão.

(...)

– Então, quer dizer que a Clarita não gostou de me ver aqui? – questiona Beto.

– Você não viu a cara que ela fez quando te viu? – pergunta Bia.

– Não.

– Ah mais eu amei te ver aqui! – fala a aniversariante, sorrindo. – Uma pena que você e minha irmã não estão tão amigos como antes.

– Mas pretendo mudar isso hoje.

Bia sorriu em seguida falou:

– Vou lá com os pirralhos, ok?

– Vai me deixar sozinho aqui?

Ela nega com a cabeça e saiu dali.

Beto fica ali sem entender nada, até que alguém que estava vindo do lado contrário dele, acaba se esbarrando nele.

– Ah desculpa – diz ela. – Ah é você!

– Esperava quem? Seu príncipe azul?

– Qualquer coisa, menos você.

– Qual o seu problema comigo, Clarita?

– Estou cansada de explicar. Agora me deixe ir! – ela tenta passar, mas Beto a pega no braço.

– Antes, preciso te falar uma coisa.

– Não demore, por favor.

– Durante esse tempo que estive fora, sempre lembrei dos momentos que vivi com você nesse lugar. – Beto começa a diz. – Da nossa amizade, da nossa promessa.

Clarita o encara.

– Não adianta você pedir pra mim esquecer tudo que aprontemos juntos porque será impossível! Você pode não querer ser minha amiga, mas não pede pra esquecer o que vivemos juntos.

Clarita fecha os olhos e respira profundamente.

– Eu jamais esqueci tudo o que vivemos nesse Orfanato, Beto. Se falei tudo aquilo aquele dia foi porque... – Clarita não consegue terminar a frase e sente os braços de Beto a envolver em um abraço. – Porque tenho medo de que seus pais possam fazer algo contra mim.

– Por que eles fariam algo contra você, Clarita? – questiona Beto.

– O seu pai é o dono do lugar onde eu trabalho. Se eles não gostarem de nossa amizade, pode me demitir.

– Nunca deixarei eles te fazerem nada, você é minha melhor amiga! – ele beija a testa dela.

Clarita se distância de Beto.

– Ok – diz ela. – Agora está tudo certo entre a gente. Vamos voltar a nossa velha amizade de antes.

Beto sorriu.

– Vai fazer o que agora, pequena? – pergunta ele.

– Fala sério que você me chamou daquele apelido idiota!

– Uma vez pequena sempre pequena.

Clarita ri e dá um empurram em Beto.

– Idiota – diz ela.

– Sei que você me ama – ele beija o rosto dela e sai.

(...)

Clarita passou a mão delicadamente em sua bochecha na qual Beto depositou um beijo, ela sorriu.

– Clarita! Clarita! – Maria, Ana e Tati correm até ela. – Canta no Karaoke, por favor.

– Por que eu, meninas? Chamem a aniversariante!

– Nem vem, maninha – disse Bia. – A cantora do Orfanato é você, vai lá.

De repente, todos começaram a gritar o nome de Clarita e ela sobe no palco. Então, Clarita começa a cantar:

Eu sei não sou quem você pensou

Mas posso ser quem você sonhou

Vou tentar e vou te convencer

Você vai gostar de me conhecer

Enquanto cantava, Clarita sempre olhava para Beto que ao vê-la cantando não disfarçava o sorriso do rosto.

(...)

A festa estava legal para Beto. Gostou de ver seus velhos amigos, especialmente Clarita. Beto estava feliz, pois ele e Clarita se acertaram e agora voltaram a serem bons amigos, como antes.

Antes de ele ir embora, antes daquele beijo. O beijo que ele jamais esqueceu.

– Beto? Você está ouvindo o que estou falando? – questiona Clarita, enquanto eles faziam o trajeto até o apartamento dela.

– O que disse?

– Em que mundo estava?

– Não muito distante daqui – responde ele, sorrindo.

– Hum, pensando na namorada?

– Namorada?

– Você não tem namorada?

– Tenho, mas não é nela que estava pensando.

– Estava pensando em quem?

No momento em que Beto iria responder, seu celular toca com uma nova mensagem de texto.

– Minha mãe já está perguntou onde estou – disse ele.

– Já está tarde mesmo...

Minutos depois, eles chegam ao apartamento onde Clarita divide com Mili. Beto se despede dela com um beijo no rosto e segue até a sua casa.

Quando chegou em casa, Beto encontra seus pais na sala de estar o esperando.

– Boa noite, família!

– Onde você estava até agora? – perguntou Carol.

– Na festa da Bia.

– Que Bia? – pergunta Júnior.

– Do Orfanato.

– Por que você foi em uma festa do Orfanato? Por acaso, foi convidado?

– Sim, além do mais eu sou amigo da irmã da aniversariante.

– Amigo daquela garçonete? – questiona Carol, alterando a voz. – Pode me explicar por que você fica andando com essa gente órfã?

Notas finais
Comentários são sempre bem vindos! Até mais.