— Dima, venha rápido!

Sveta o puxou pelo braço e tentou correr com ele na direção da praça central. Felizmente para Dmitri, cujo fôlego nunca fora de se invejar, não era difícil acompanhar a corrida de uma criança. Várias pessoas se reuniam na praça, com ar apreensivo e acroático.

— Se tem um lobo ameaçando as proximidades, por que não reúnem alguns homens e resolvem o problema? — perguntou Padre Virgílio. Então Dmitri entendeu a preocupação de Sveta.

— Não pode matar um lobo! — falou. — Nós viemos dos lobos.

Virgílio lançou-lhe um olhar descrente, mas, dessa vez, estava sozinho.

Certas crenças têm raízes fortes.

Notas finais
Matar lobos era algo que trazia azar ou maldição. Matar um tipo específico de cobra (inofensivo), que era vista como a protetora da casa, também.