Vejo Você mais tarde ?
2 Onde você gostaria de estar agora ?
_Melhor tirar esse boné, não acha ?
_Desculpe … meu cabelo cresceu demais …
_Não me importo, você está muito bem.
Sem mais nenhuma palavra ela o levou até seu quarto, tirou sua camisa e se deitou com ele em sua cama.
Alguma coisa se acendeu nele, ela se lembrou dos olhares que trocaram no corredor e sentiu o quanto ele estava mesmo precisando dela.
Ele poderia não ser muito bom com palavras, mas era perfeito com as mãos ... com a boca ... explorando todos os lugares imagináveis de seu corpo.
Ela tentava retribuir, mas ele parecia mesmo muito empenhado em lhe dar prazer.
_Me deixa matar minha saudade …
Ela queria responder, “fique à vontade”, mas não seria de bom tom.
Ele beijou desde o topo de sua cabeça até a ponta dos dedos de seus pés delicados.
_Você é perfeita.
Ele apenas murmurava algumas palavras, estava muito ocupado em lhe satisfazer. A barba dele estava fazendo maravilhas em seu corpo. Sua mente estava entorpecida com as sua carícias.
Quando a possuiu, com tanta avidez, soube imediatamente o que era sentir saudade de alguém.
Estava contando os dias, esperando a volta dele, e naquele momento tudo parecia muito melhor do que em seus sonhos.
Seu corpo quente latejava contra o corpo dela, ele a fez chegar ao clímax repetidas vezes.
Sentiu sua insaciedade quando notou que nada parecia suficiente para ele.
Depois de muito tempo, caiu esgotado ao lado dela.
Após alguns minutos de silêncio, ele a embalou em seus braços, enquanto ela acariciava seus cabelos.
_Você estava mesmo com saudades ...
_Eu disse a verdade.
_Você precisa viajar mais algumas vezes. — Ela brincou
Ele a olhou surpreso.
_É isso que você quer, Sara ?
_Claro que não ... foi só uma brincadeira, Gris.
_Hum ...
_Você precisa se soltar mais ...
Ela o encarou, depois silenciosamente, ele deslizou a mão pelo rosto dela.
"Bem que eu gostaria "
_Gris, como está a Cath ?
_Vai ficar bem, ela se apegou demais em Kepller.
_Essas coisas, as vezes, são inevitáveis.
_E complicadas.
Aquilo estava servindo para os dois ? Resolveu investigar.
_Você acha essa relação complicada ? — Ela apontou para eles dois.
Ele nada disse.
_Responde, Gris. Quando fazemos uma pergunta, esperamos uma resposta.
_Eu não sei o que dizer. Você acha complicada ?
_Bastante. As vezes me sinto deslocada, e tenho muitas dúvidas. Nunca sei o que fazer ...
_Sei que tenho sido uma pessoa difícil. Tenho consciência disso.
_Que bom, isso já é um começo.
Ele queria pedir ajuda a ela, mas o orgulho não permitia.
_Você se arrependeu ? — Ele disse depois de um beijo em sua testa.
_De estar com você ?
_Sim ...
_Acho que você saberia, se eu me arrependesse.
_Saberia ?
_Entrega !!! Simples assim, não gostaria de ficar com alguém, por ficar. Se estou aqui agora, é porque quero estar.
Ela tinha razão, se entregava de corpo e alma, quando estava com ele,
Sara ficou muito quieta, esperando que ele se abrisse e que dissesse alguma coisa que a deixasse mais confiante ! Ele apenas a apertou em seus braços. Por que ele era tão difícil ?
_Onde você gostaria de estar, agora ?
_Exatamente aqui ! Não há outro lugar.
Um alento para sua alma.
Ela fez menção de se levantar, estava morrendo de fome.
_Onde você vai ?
_Preparar alguma coisa pra gente comer ... você não quer ?
_Quer ajuda ?
_Vou aceitar sim.
Ele vestiu suas calças e a camisa, depois foi a vez dela, que pegou a sua mão e o levou até sua pequena cozinha.
Ela parecia ainda menor com a presença dele. Mas era uma boa sensação.
_O que deseja comer, Gris ?
_Ovos, você tem pão ?
_Integral, na geladeira.
_Pode ser. Você aquece o pão, enquanto eu preparo a refeição.
Ela disponibilizou os ingredientes em cima da pia e foi buscar seu boné azul.
Ela o colocou em sua cabeça, imediatamente ele o virou ao contrário, fazendo -a sorrir.
_Você fica tão bonito assim, tira a sua seriedade !
_Como você prefere ?
_O boné ou os ovos ?
Ele tombou sua cabeça.
_Os ovos, querida !
_Como ?
_Os ovos ...
_E o que disse depois ?
_Querida !
_Gostei de ouvir isso.
_Também gosto quando me chama de Gris, soa bem aos meu ouvidos.
_Não sabia disso ... acho que precisamos ... aumentar a frequência dos nossos encontros.
_Ás vezes não é porque não queremos ...
_Mas porque não podemos, não é ? — Ela completou muito triste.
_Exatamente !
_E então ?
_Omelete, pode ser ?
_Claro, madame !
Ela o abraçou pela cintura, encostando seu rosto em suas costas.
Uma paz enorme o invadiu, estava se acostumando com os carinhos dela, faziam tão bem !
Depois ele abaixou o fogo e se virou para ela.
_Não gosto de te ver triste.
_Não gosto de ficar triste, por isso devo aproveitar o máximo sua companhia.
_Você me deixa feliz.
Ele a beijou, acariciando suas costas magras.
_Acho que o omelete vai queimar.
_Verdade ? — Ele olhava diretamente para sua boca, era tentadora.
Ela se afastou dele e foi e retirou os pães da torradeira, dispôs em dois pratos, enquanto ele despejava a água quente no recipiente do café.
Um cheiro delicioso invadiu o apartamento.
Depois eles se ajeitaram no pequeno balcão.
_Estou morrendo de fome !
_Bon apetit !
Enquanto comiam, conversavam.
_Gris ?
_Hum ?.
_Você sabia que a Cath vai dar uma festa para a Lindsey ?
_Não !
_Acho que ela não está com cabeça para falar sobre isso.
_Não está mesmo.
_Será a semana que vem. Você vai ?
Ela achou que receberia uma resposta negativa, e estava preparando sua mente para recebê -la quando ele disparou.
_Vou ... se você for.
_Jura ?
_Juro !
_Ainda não acredito.
_Você tem namorado, não deve ir sozinha.
_O quê ?
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