Vejo Você mais tarde ?

15 "_Jim ... ela é a mulher ... da minha vida "


_Brass ... acho melhor um de nós ... ajudar ...

_Não Warrick ... eu acho que posso fazer isso, volte para a festa vocês três, a Sara vai comigo !

_Brass ... tem certeza que eu preciso ir ? — Ela também não estava em suas melhores condições.

_Vamos ... tem que ser você ! — Ele parecia misterioso.

Com muito cuidado eles atravessaram todo o ambiente até chegar à porta, Cath correu até eles, desesperada.

_Cath ... vou levar o Gil embora, a Sara vai me ajudar ...

_Eu sabia que ele não estava bem ...

_Eu estou bem sim ... não se preocupe ... a Sara ..

_Gil ! Continue de bico calado. É meu último aviso !

Ele obedeceu como uma criança, apoiado pelo capitão.

Brass tinha certeza que ia dizer outra besteira e que se o soltasse, desmontaria.

Eles chegaram até o carro, o acomodou no banco da frente, ajeitando seu cinto, e depois se sentou ao volante, com Sara no banco de trás, com uma expressão totalmente preocupada.

_Sara ... eu acho que precisamos conversar ... — Jim a encarou pelo retrovisor.

_Jim ... ela é a mulher ... da minha vida

_Grissom ! — Ela não estava acreditando no que ele estava fazendo, também estava bem alterada, mas não a ponto de dizer uma coisa daquelas na frente dos outros.

_Vocês brigaram, Sara ? — Brass parecia mais calmo agora, longe de todo mundo, seguindo para o apartamento de Grissom.

Ela não respondeu ... nem precisou.

_Ela não confia ... em mim Jim, eu juro que eu não fiz nada !

Sara suspirou, estava nervosa.

_Sara ... olha, agora eu já sei, e não há nada a fazer, esse bebezão aí fez questão de entregar.

_Não sei o que dizer ... sinceramente.

_Fala para ela … acreditar em mim ... Jim.

_Vocês estavam juntos, é isso ?

_Sim ... — ela disse por fim — mas acabou !

Grissom se virou para ela com dificuldade, os olhos vermelhos, talvez da bebida, ou talvez pelo esforço de não chorar na frente deles.

_Não ... me ama mais ?

Brass a olhou pelo espelho, a pergunta ficou suspensa no ar. Até ele queria saber, gostava daqueles dois e sempre achou que seu amigo precisava mesmo de alguém !

_Sara ... não vai responder ?

Surpresa pelo interesse do capitão, ela ficou muito sem graça.

_Não é assunto que devemos discutir agora, Grissom ... e você está bêbado !

_Não precisa responder ... eu ... já entendi ... sabe Jim … eu prefiro ter uma bala bem no meio da minha cabeça … do que ouvir que ela não me ama mais ... melhor não saber ... — ela viu lágrimas escorrendo pelo rosto dele e começou a chorar também.

_Nunca mais diga isso, Gris ... você está maluco ? — Imaginar aquela cena tinha lhe arrancado um pedaço do coração.

As coisas estavam esquentando ali, desta vez o capitão resolveu ficar em silêncio, estava chateado pelos dois, mas não podia fazer nada, apenas assistir aquele drama sentado na cadeira de expectador.

Grissom limpou o rosto com as costas das mãos, enquanto Brass chegava ao destino.

Eles conseguiram subir devagar e entraram no apartamento com a chave dela.

_Onde diabos colocou a sua chave, Gil ?

_Eu ... não sei ... acho que ficou em meu carro ... espera aí … cadê o meu carro ?

Ele procurou nos bolsos, mas quase perdeu o equilíbrio.

_Pode deixar, depois vemos isso ... você acha melhor uma ducha gelada, Sara ?

_Eu gosto ... de ducha ... gelada ... a Sara não ... ela gostava quando a água estava bem ... quente e gostava de ter companhia … a minha !

_Grissom ... pelo amor de Deus, cala a boca !

Brass soltou uma gargalhada, era impossível se segurar, não depois daquilo !

_Você sempre me ... disse isso, mas agora ... eu já ... não sei ...

_Vamos colocá — lo na cama, Jim, acho que é melhor ...

_Acho que vou fazer um café bem forte ... e pra “vocês dois” !

_Acho que isso eu posso fazer ... se quiser.

_De jeito nenhum, Sara, você também me parece meio ... fora de sintonia … também bebeu não, foi ?

Ela apenas afirmou com a cabeça.

O capitão o acomodou na cama, ajeitando alguns travesseiros em suas costas, depois se virou para ela.

_E você, mocinha ... senta aqui e fica de olho nele ... — ela fez sinal de negativo, mas ele não aceitou. — Pode permanecer onde está, dois cabeças duras.

Ele saiu batendo os pés em direção a cozinha, depois eles se encararam.

_Sara ... eu sinto muito ... se ... atrapalhei a sua vida ...

_Do que está falando ?

_Você queria ter ficado lá ... com o Nick ... ou seria com o Greg ? Eu vi ... e eu não queria ... ter visto !

_Então foi ... por isso que bebeu, Gris ?

Ele não respondeu.

Ela pegou a sua mão, tudo aquilo era culpa dela. Sua barba estava começando a crescer, formando uma sombra escura em seu rosto bonito.

_Gris ...

_Gosto quando me chama assim ... sabe ... quando ... fazíamos ... amor ... você sempre sussurrava meu nome ... eu ... não consigo esquecer ...

_Nem eu ... — ela confessou.

De repente ela teve um ataque de riso !

_O que foi, Sara ? Qual... a graça ?

_Me lembrei de uma coisa ... a primeira vez que beijei você ... !

_Foi engraçado ?

_Não ... foi muito bom ... você havia tomado uma dose de uísque.

Ela riu de novo, estava começando a se descontrolar, o café talvez lhe fizesse bem ... e a ele também.

Ela foi se levantar de repente mas ele a puxou para cima dele, colando sua boca na dela.

Aquilo era o céu ... os beijos dele a deixavam sem chão, sempre ! Mesmo naquele momento tão estranho .... ela correspondeu com vontade, se agarrando a ele.

Entre gemidos e sussurros ela disparou :-

_Eu nunca deixei de te amar ... Gris.

Ele a beijou novamente, a apertando como se fosse fugir.

Nesse momento, Brass entrou no quarto, e foi com surpresa que viu a cena.

_Gris ... o Brass ... ainda está lá embaixo ... na cozinha … vai ficar chato se ele... ver nós dois assim.

Ele voltou para o corredor rapidamente, dizendo em voz alta ...

_O café está pronto ... estou chegando ...

Ela logo se ajeitou ao lado dele, disfarçando. Mal sabia ela ...

_Vocês dois vão beber tudo e depois vou levar a Sara para casa ...

_Não ! — Os dois responderam juntos !

_Ah ... então fizeram as pazes, é ?

_Fizemos ... Sara ?

_Ainda ... não sei.

_Você não vai embora ... eu não quero.

_Gris …

_Você dois, tomem este café, antes que perco a paciência.

Eles obedeceram, Grissom derrubou metade em sua camisa bonita.

_Jesus … Gil … que bagunça está fazendo ?

Sara começou a rir e ele também.

_Ai … está quente … queimou minha barriga – ele parecia mesmo um bebezão.

Ela não parava de rir, quase derrubando o café nela também.

_Como vou deixar vocês dois aqui sozinhos, vão acabar se matando.

_Hã …

_Nada … tira essa camisa, vou buscar um pano para enxugar essa sujeira. Agora eu virei a babá de dois marmanjos … a Sara tudo bem … é uma menina … mas você, Gil está me decepcionando, uma velho barbado e bêbado !

Ele tentou desabotoar a camisa sem sucesso, não tinha muita coordenação.

Brass o ajudou, depois saiu do quarto.

_Não acho uma boa ideia ficar assim … sem camisa.

_Eu quero fazer amor com você, Sara !

_Agora ? Você nunca vai conseguir, está bêbado demais e … eu também.

_As vezes a bebida … ajuda …

_Não neste estágio !

_Quer tentar ?

_O Brass ainda esta aí … seu maluco !

Eles começaram a rir sem parar.

O capitão ouvia as gargalhadas e balançava a cabeça.

_Quero ver amanhã, espero que não se lembrem de nada. Nunca pensei que um dia fosse passar por isso.

Seu amigo era sempre tão correto e muito sério.

Ele abriu várias gavetas, em uma delas encontrou um avental vermelho escrito “Meu cozinheiro favorito” e, desta vez foi ele quem chegou ás gargalhadas. Conseguiu um pano de prato enorme, molhou metade dele, e subiu quase correndo.

_Pronto … seu babão !

Ele mesmo tentou se limpar, mas Sara tomou o pano de suas mãos e começou a executar a tarefa.

Grissom ficou olhando para aquelas mãos delicadas, depois a encarou.

Brass notou a forma apaixonada com que os dois estavam se olhando. Precisava sair dali.

_Acho que não tenho mais nada o que fazer aqui. Vocês vão ficar bem, não vão ?

_Sim … obrigado Jim …

Ele respondeu sem nem olhar para ele, hipnotizado pelos olhos castanhos dela.

_Qualquer coisa, me liguem ! Ah … não se esqueçam de seus carros, se quiser posso vim buscá -los.

Eles não responderam, estavam ocupados demais em prestar atenção um no outro.

Ele bateu a porta do apartamento e saiu.

Dentro do seu carro, dirigindo pela cidade, tentava ordenar seus pensamentos.

O que ia ser daquele romance ? E se mais alguém tivesse percebido ?

Grissom estava com um problema e dos grandes.

Tinha que ser justo ela, sua subordinada ?

Sempre soube que ela tinha uma queda por ele, mas chegar as vias de fato, é que era uma novidade para ele.

Conversaria com mais calma, assim que as coisas voltassem ao lugar, por enquanto o que tinha feito, bastava.

Enquanto isso ...