Veelas
9 Capítulo 9: Sozinhos
Notas iniciais
Hermione e Draco continuavam no vagão. Ambos no mais quieto silêncio.
Uma vez um ou outro se olhavam pelo canto do olho e quando seus olhos se encontravam os desviavam rapidamente.
Toda vez que Draco a olhava, Hermione sentia seu corpo se arrepiar completamente e o cheiro dele parecia que estava impregnado em todo o vagão o que estava fazendo ela não prestar mais atenção alguma nas palavras que lia do livro e ai tinha que recomeçar tudo novamente, mais estava sendo impossível.
Ela fechou o livro e se levantou o colocando sobre o sofá no qual estava sentada antes. Andou até a janela e a abriu, estava sentindo um calor terrivel. E ainda podia sentir Draco observando todos os seus movimentos.
Encostou ao lado da janela e ficou olhando a paisagem que passava, a medida que o trem avançava, perdida em pensamentos.
Enquanto isso Draco continuava sentado na poltrona, colocou os pés sobre a mesinha de centro e os cruzou na altura dos calcanhares, na sua mão o copo de firewisk estava cheio novamente. Talvez assim parasse de pensar em Hermione. O que estava se tornando um desafio já que o cheiro dela que antes estava um pouco menos no local, agora tinha se espalhado por toda a cabine pelo fato de que ela se encontrava parada próxima a janela.
Querendo parar de prestar atenção nela ele resolveu focar sua atenção em outra coisa e foi quando seus olhos caíram no livro de Hermione que estava sobre o sofá bem em sua frente.
Erguendo a sobrancelha ele ficou algum tempo olhando para o livro tentando imaginar o que ela lia, e pode perceber que era um livro trouxa já que ele não conhecia o nome da autora e além do mais os livros bruxos são bem diferentes do livro trouxa. O livro de trouxas eram tão sem graça, os bruxos soltavam som, alguns gritavam, outros tentavam te morder...
Resolvendo ver do que se tratava, ele olhou por sobre o encosto da poltrona e viu que Hermione olhava para fora do trem perdida em pensamentos, sorrindo de modo travesso ele pegou a varinha e usou o feitiço de levitação, para que assim não fizesse barulho e chamasse a atenção da menina.
Quando o livro estava em suas mãos ele ficou encarando-o. Uma capa preta com uma gravata cinza. Resolveu abrir o livro em qualquer pagina só pra ver como era e seus olhos quase saltaram das órbitas com o que lia.
_ Merlim... — ele disse pra si mesmo, agora entendia porque Hermione estava morrendo de calor.
_O que você... — disse Hermione se virou e a cor fugiu do seu rosto ao ver o que o loiro possui em mão.
_MALFOY — o grito dela o assustou e ele olhou por sobre o encosto.
_Quem diria Granger e eu achando que você era uma santa — ele sorria travesso.
_Me devolve o livro — ela disse se aproximando dele.
_Não, agora vou terminar de ler essa parte.
_Malfoy, me dá esse livro — disse ameaçadoramente atrás dele.
Draco já tinha se levantado há muito tempo da poltrona, o livro continuava na sua mão.
_Sabe Granger, eu nunca pensei que você lia esse tipo de coisa, estou definitivamente surpreso com isso.
Hermione andava ameaçadoramente na direção dele, vermelha de raiva e vergonha. E de repente ela parou no lugar quando Draco ergueu o livro diante dos olhos sem se importar que ela o alcançasse e começou a ler o livro em voz alta.
_Ele se meche e dessa vez não para. Apoia-se nos cotovelos e posso sentir seu peso em cima de mim, apertando-me. No início, os movimentos são lentos, metendo e depois se tirando de dentro de mim. E, à medida que me acostumo com a sensação estranha, mexo os quadris timidamente ao encontro dos dele. Ele acelera o ritmo. Eu gemo, e ele continua o vai e vem, mais depressa, implacável, num ritmo incessante, e eu acompanho, respondendo aos seus estímulos...
Hermione sentia que iria desmaiar a qualquer momento, não só pelo fato de que o loiro estava lendo o livro, mais também porque a voz dele ficou em um tom sexy e rouco. Sentindo as pernas bambearem ela se apoiou no sofá. Era como se suas pernas não aguentassem os próprios pesos.
_... Ele pega minha cabeça nas mãos e me beija com força, os dentes de novo puxando meu lábio inferior. Ele se agita ligeiramente, e sinto algo crescendo dentro de mim, como antes. Começo a enrijecer à medida que ele se meche. Meu corpo estremece, arqueia, coberto de suor. Meu Deus... Eu não sabia que a sensação seria essa... não sabia que podia se tão gostoso. Meus pensamentos estão se dispersando... só existe essa sensação... só ele... só eu... ah, por favor... enrijeço.
_Goze pra mim Ana — murmura ele sem fôlego, e obedeço, explodindo em volta dele ao chegar ao clímax e me dividir em um milhão de pedaços embaixo dele. E quando goza, ele chama meu nome, se impelindo com força, depois imobilizando ao se esvaziar em mim...
A aura do lugar tinha se tornado quente e exitante a medida que a voz de Draco ia sumindo. A respiração de ambos estavam acelerada. Ele ergueu os olhos cinzentos para a morena e ficou a encarando, ambos vendo nos olhos do outro um desejo enorme.
Draco fechou o livro e o largou sobre algum lugar que nem fez questão de olhar e começou a dar passos na direção da menina.
Hermione só o observava sem saber o que fazer. Ambos sentiam o cheiro um do outro mais forte a medida que estavam mais perto e os cheiros se misturava.
Ela ofegou quando ele passou o braço esquerdo em sua cintura e a puxou de um modo brusco em sua direção chocando os corpos. A mão direita dele se embrenhou entre os fios curtos da garota e ela se arrepiou quando ele os puxou com pouca força e como um imã suas bocas se atrairão e colaram em um beijo sofrego e desesperado.
Somente por alguns segundos, Hermione, manteu os olhos abertos demonstrando sua surpresa. Sentiu seu corpo ficar mole quando a língua dele entrou em sua boca e como se suas mãos tivessem vida própria seguiram uma em direção ao pescoço dele e a outra se embrenhou nos fios loiros e macios de seu cabelo.
Draco a puxou para mais perto de si, os braços agora contornando firmemente a fina cintura. Sorriu entre o beijo quando ela soltou um suspiro satisfeito por essa ação dele.
Ambos não sabiam quanto tempo ficaram assim. Só se separaram quando o ar se fez estritamente necessário para seus pulmões.
Quando Hermione abriu os olhos ainda ofegante viu um brilho prateado passar rapidamente pelos olhos dele.
Continuaram se olhando sem se mexerem em nenhum momento.
_O que foi isso? — ela perguntou.
_Eu... não sei porque fiz isso — olhou nos olhos dela e depois sorriu malicioso. — Mas quer saber?
_Fala — Hermione olhava para os lábios dele.
_Eu não me arrependo.
_Nem eu — e quando percebeu, dessa vez foi Hermione que pulou em cima dele e o beijou.
Por causa do impacto pela ação surpresa dela, Draco perdeu o equilíbrio e acabou caindo por cima do encosto do sofá e como não tinha muito espaço rolou para o chão, levando-a junto, parando em cima do tapete. Riram entre o beijo e ficaram ali, deitados sobre o tapete do vagão.
Draco rolou parando sobre ela e separou seus lábios. Ficou observando a face da morena vendo que ela ainda mantinha os olhos fechados respirando ofegante. Os lábios dela estavam vermelhos e inchados e as bochechas coradas.
_Você é tão linda — disse com adoração em cada palavra.
Hermione abriu os olhos por causa da surpresa, mas depois sorriu com ternura para ele.
_Essa situação está muito estranha Malfoy.
_E eu não sei. O que aconteceu afinal?
_Vai saber. Agora, será que pode sair de cima de mim, por favor?
Draco se ergueu e a ajudou, depois se sentou na poltrona onde estava antes.
_Granger, eu acho melhor a gente manter isso entre nós.
_Eu concordo. Afinal não quero que descobram que eu beijei uma doninha — Hermione gargalhou quando viu o olhar indignado dele, só que depois ele soltou um pequeno riso.
Ela foi para perto da janela e viu que o trem já tinha entrado nos domínios de Hogwarts.
_Já estamos chegando — avisou para o loiro.
_Ok — Draco se levantou e foi em direção a porta da cabine. — Vou vestir meu uniforme e a gente se encontra fora do trem para juntar os alunos do primeiro ano.
_Tudo bem. Até daqui a pouco.
_Até — disse o loiro a observando e viu que os olhos dela estavam prateados.
Balançou a cabeça e fechou a porta. Talvez fosse coisa da sua imaginação.
Hermione ficou olhando até que ele fechou a porta. Deu um sorriso bobo e levou a mão aos lábios.
"Meu" pensou com os olhos brilhando completamente em prateado.
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