Veelas

4 Capítulo 4: Estação King's Cross, por Draco Malfoy


Notas iniciais
Depois desse capítulo as coisas começaram a se encaixar. Boa Leitura.


A família Malfoy aparatou na plataforma e Draco deu um suspiro satisfeito ao ver que ninguém já não os olhavam mais torto como quando se tornaram comensais.

_Nós já vamos Draco — disse Lucius.

_Vai ficar bem querido?

_Vou. Não se preocupe mãe — ele deu um sorriso simples e pequeno para ela.

Narcisa o abraçou apertado e ficou na ponta dos pés para dar altura e deu um beijo carinhoso em seu rosto. Draco riu quando a mãe virou o rosto esperando o beijo dela. Ele se curvou até a altura da mãe e lhe beijou, fazendo-a dar uma sorriso feliz.

_Nós te amamos.

_Também amo vocês. Mas agora eu tenho que ir.

Lucius abraçou a esposa, a qual ergueu a mão dando um tchau e então ambos aparataram.

Draco entregou os seus pertences para serem guardados. Andava distraído quando algo pequeno bateu contra seu corpo.

_Ah meu Deus. Me desculpe. Foi sem querer — ouviu a pessoa dizer.

Draco olhou e viu a mulher caída no chão. Ela era pequena e pelas roupas parecia trouxa.

_Sem problema — disse simplesmente.

Após escutar sua voz, percebeu um leve tremou subir pelo corpo dela, e então ela ergueu o rosto. Era Hermione Granger.

"Nossa. Que mudança!'' pensou enquanto a analisava minunciosamente.

_Ah. É você sangue ruim — disse só para irritá-la.

_Doninha — resmungou ela enquanto pegava a bolsa do chão e se erguia ainda o encarando.

Ficaram se encarando se dizer uma só palavra. Até que Hermione sorriu e lhe estendeu a mão, a qual o loiro pegou sem exitar.

_Como você está Malfoy?

_Eu estou bem Granger. E você?

_Bem na medida do possível.

Ficaram se encarando sem dizer mais nada. Afinal era bem mais fácil conversarem por cartas do que pessoalmente.

_Ansioso pra voltar a Hogwarts? — Hermione perguntou finalmente quebrando o silêncio que se estendia entre os dois.

_Não muito. Mas como tenho que terminar os estudos... — deu de ombros — E você?

_Na verdade, estou me sentindo como se estivesse sido reprovada — resmungou a castanha.

Draco tentou segurar o riso, mais foi impossível.

''Eu já imaginava que ela iria se sentir assim!'' pensou.

Percebeu que Hermione ficou o encarando como se fosse um anormal. Os olhos dela brilharam em admiração ou foi impressão sua?

_Ok. Eu vou entrar. A gente se vê! — disse Draco.

Ele se virou rapidamente começando a caminhar em direção ao trem.

Sentia os olhos dela em suas costas.

''Sangue — ruim irritante. Porque teve que ficar tão bonita?'' pensou indignado.

Procurava uma cabine vazia, mas cada vez os vagões se enchiam mais de alunos. E Draco estava cada vez mais estressado por causa do barulho que ficava cada vez mais alto.

Abriu a porta de acesso para outro vagão de uma vez, querendo fugir da falação dos alunos que se amontoavam em grupos para conversarem.

_Draco — uma voz que ele conhecia bem o chamou de uma das cabines.

Ele olhou e viu Blaise Zabine na cabine logo ao seu lado, acompanhado de Theodore Nott.

_Chega mais — o moreno o chamou.

Após entrar na cabine, ambos se cumprimentaram.

_Tá sumido Draco — disse Theo assim que se sentaram.

_Não se lembra que eu e meus pais estamos sendo vigiados por aurores por tempo indeterminado? — disse erguendo uma das sobrancelhas loiras.

_Ah é! — disse o rapaz sem graça coçando a nuca. — Mas então. Me diz o que tem feito?

_Absolutamente nada. Fico trancado a maior parte do tempo dentro de casa. Então tive bastante tempo pra ler.

_Ler? Fala sério? É isso que tem feito. Não tinha uma coisa melhor para se fazer? — disse Blás.

_Não — disse olhando ao redor. — Mas tem uma coisa que eu preciso contar pra vocês. Eu descobri recentemente e não tenho com quem conversar.

Draco pegou a varinha e fez o feitiço abaffiato para que quem passasse pela porta não os ouvisse.

Se afundou no assento não sabendo como começar.

_Fala logo cara — disse Theo apreensivo.
Draco respirou fundo.

_É possível que eu tenha herdado genes veela da minha avó.
A cabine caiu em silêncio.

_C-como assim? — gaguejou Theo.

_Você é um veela? — Perguntou Blaise assustado.

_Não sei se eu sou. Meus pais me contaram, porque estou próximo ao meu aniversário de 17 anos e não sabem se eu vou ou não passar pela transformação.

_Cara. Que barra. — disse Theodore.

_Nem me fale — disse se deitando no banco e escondendo o rosto sob o braço. — Estou rezando para que eu não herde nada da minha avó. Que talvez pule mais uma geração.

_Não tem como descobrir isso antes do seu aniversário? Ou terá que esperar até lá para ver se acontece alguma coisa?

_Não sei — disse o loiro soltando um suspiro exasperado.

A cabine voltou a ficar silenciosa e sem perceber acabou caindo no sono.

Notas finais
Até o próximo. Bjkas