Veelas
19 Capítulo 19
Notas iniciais

Draco deixou Hermione em frente à sala de aula dela. As poucas pessoas que haviam encontrado pelo caminho, não sabiam o que dizer ao vê-los de mãos dadas. O casal tinha a noção de que atraiam a atenção, mas isso não os incomodou.
– Vou te deixar aqui – ele disse. – Tenha uma boa aula.
Ela soltou um suspiro triste.
– O que foi meu amor?
– Estou com medo da reação dos meus amigos – admitiu derrotada.
– Não tem que ficar com medo. Eles terão que entender – a abraçou dando um beijo em sua testa.
Hermione fechou os olhos encostando a cabeça no peito dele e segurando o tecido das costas da camisa de Draco. Ele começou a alisar os longos cabelos dela.
– Você vai ficar bem querida. Mas agora eu tenho que ir, antes que eu ganhe uma detenção pelo atraso – riu.
– Tudo bem – ela suspirou e se afastou dele.
Draco retirou a bolsa dela do seu ombro. A morena a pegou e passou pelo seu braço.
– Nos vemos na troca de horário? – ela perguntou.
– Claro. Venho te buscar. Acho que temos a próxima aula juntos.
– Sim. É com a sua mãe.
– Nunca pensei que teria a minha mãe como professora. É horrível.
Hermione riu. Colocou a mão na maçaneta da porta.
– Então tchau – disse Draco enfiando as mãos nos bolsos da calça.
Ela ergueu a mão que não estava na maçaneta e agarrou a gravata dele, puxando com força fazendo com que ele fosse obrigado a se curvar em sua direção. Ela o beijou rapidamente os lábios e afastou o rosto só um pouco e encarou os olhos dele.
– Tchau – disse depositando outro beijo nos lábios dele.
E quando ele menos esperava, ela já tinha entrado na sala e batido com a porta no rosto dele. Draco sorriu para a porta e deu as costas indo para a sua aula.
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Todos os olhares caíram sobre Hermione, que sentiu as bochechas arderem de vergonha.
– Que bom que se juntou a nós Senhorita Granger – o fantasma flutuante de Snape a encarava sarcasticamente.
– É.... Hum...
– Não quero ouvir suas desculpas. Sente-se imediatamente.
“Amoroso como sempre” pensou enquanto caminhava para o seu lugar.
Hermione começou a prestar atenção à aula de porções, tentando o máximo possível não prestar atenção nos outros alunos da sala. Ela sentia os olhares queimando em suas costas. Ela pegou seu material de dentro da bolsa e começou a fazer suas anotações, o que estava sendo impossível, já que toda vez que ela se curvava seus cabelos caiam sobre o papel. Suspirando ela largou a pena e ergueu as mãos juntando os longos fios castanhos no auto da cabeça.
“Por que tiveram que crescer? Os cortei justamente por causa disso” pensou com raiva.
– Hermione? – uma voz a tirou dos seus pensamentos.
Ela parou o que fazia e olhou por entre o braço para Harry que estava ao seu lado.
– Ah. Oi Harry – disse parando de arrumar os cabelos e os jogou por sobre o ombro esquerdo encarando o amigo sorrindo.
Ela percebeu as bochechas dele corarem.
– O que foi? – Perguntou ao perceber o silencio do amigo.
– É... Você está bem?
– Sim. Por quê?
– Esta diferente.
Ela percebeu a preocupação nos olhos dele. Sorrindo carinhosamente ela colocou a mão sobre a dele.
– Eu estou bem Harry. De verdade – disse o olhando nos olhos.
Ele corou mais fortemente.
“Que lindinho. Nunca vi o Harry corar tanto” pensou risonha.
– Depois eu preciso conversar com você e com os outros tudo bem?
– Cla-claro.
E virando novamente para frente Hermione voltou a arrumar os cabelos, os amarrou em um coque no alto da cabeça e retornou as suas anotações.
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Draco corria apressado pelos corredores e já tinha em mente que ia ouvir muito quando chegasse à sala dos Estudos dos Trouxas. Afinal ainda não havia entendido o porquê de sua mãe obrigá-lo a fazer essa matéria
– Atrasado Senhor Malfoy – disse Caridade Burbage.
– Eu sei. Posso entrar ou não?
– Sente-se. Garoto Insolente.
Draco se jogou em uma cadeira vazia e cruzou os braços atrás da cabeça. Sentia olhares em cima de si.
– Draquinho querido – ele fez uma careta ao ouvir essas palavras.
– O que foi Pansy – disse desinteressado.
– Você está diferente desde a ultima vez que eu te vi. Esta bem mais bonito.
– E o que tem isso? – ergueu uma sobrancelha loira para ela.
– Na-da – corou – Mas então. Quando vamos ter um encontro?
– Não quero um encontro com você. Já falamos sobre isso.
– Mas Draquinho...
– Não Pansy. Somos amigos. Isso nunca daria certo. Não quero magoar você.
– Não me magoou – ela suspirou derrotada. – Acho que eu precisava ouvir essas palavras da sua própria boca.
Ele se curvou para frente.
– Não fique chateada. Pansy.
– Logo passa – ela disse dando um sorrisinho.
– Ok. Mas ainda somos amigos não é?
– Claro – e depois disso ela voltou para o seu lugar.
– Que isso Draco. Não precisava falar desse jeito com a garota – disse Blaise e Nott concordou com a cabeça.
– Não fiz nada de mais – deu de ombros – só falei o que tinha que falar. Ela estava esquecendo-se da própria vida ao ficar correndo atrás de mim.
– Que orgulho do meu bebê – disse o garoto apertando a bochecha do loiro.
– Sai Blaise – bateu na mão dele rindo. – Não vem falar que quer sair comigo também.
– Vai me dar uma chance amor – disse assumindo uma pose feminina e piscando os olhos repetidas vezes.
Nott teve que colocar a mão na boca para segurar a gargalhada que queria sair.
– Então – disse assumindo uma pose séria. – O que aconteceu com você para sumir esses dias?
–Vocês sabem o que aconteceu. A minha parte veela despertou.
– O que? Mas... – disse Theodore.
– Fiquei três dias enfiados na enfermaria me contorcendo de dor. Achei que ia morrer — disse bagunçando os cabelos.
Os três ouviram algumas meninas suspirarem perto deles e ignoraram.
– Mas isso aconteceu do nada? – perguntou Blaise.
– Não. Mas depois eu conto. A professora esta com uma cara assassina olhando pra gente.
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