Vanillas Ice Cream
9 Nove
- Mas quem disse que terá que fazer isso, Mel? Nós, e isso inclui você também, estamos indo pra nossa casa, minha e dos Mcguys, comer pizza, zuar e descansar.
Eu ri da minha idiotice. Não era possível dude. Eu iria acompanhá-los. Não resisti e o abracei forte. Forte mesmo. Danny retribuiu o abraço. Coloquei muita coisa não dita naquele abraço, de como aquele tinha sido o melhor dia da minha vida e de como o Danny estava me fazendo feliz. Tenho certeza de que ele entendeu. Saímos abraçados de lado, ele com a mão em minha cintura e eu com a mão na cintura dele. Não resisti e apertei o musculinho dele (mais conhecido como “entradinha”). Eu ri, pois lembrei que adquiri essa mania com a Bea, aquela tarada haha. Danny só me olhou com um sorriso surpreso, mas não comentou nada sobre o meu ato ou sobre minha risada aleatória.
- O que estavam fazendo lá dentro hein? – Dougie perguntou assim que chegamos, com uma cara de “eu-sei-que-não-era-coisa-boa”.
— Não acho que seja da sua conta – Danny respondeu.
— UUUI! – Tom e Harry falaram juntos.
— Zuera dude – Danny se desculpou e deu um soco de leve no braço de Dougie. Imaginei que se fosse em mim, teria ficado roxo.
— Não – Dougie respondeu e continuou com uma vozinha de gay – Você machucou meus sentimentos, agora eu quero só a Bea – e piscou pra ela. Todos riram.
Entramos no carro. Obviously não caberia todo mundo, mas nos apertamos. Harry foi ao volante e Tom ao seu lado. Eu, Danny, Dougie e Bea fomos atrás. Bea foi no colo do Dougie hm (6’ Danny perguntou se eu não queria ir no colo dele também. Eu respondi que ainda queria ele vivo por um tempo e não desejava uma morte tão dolorosa para ele. Harry achou muita graça nisso. Danny nem tanto, mas se contentou em ir abraçadinho comigo. Que limd *-* (que brexa, isso sim). Anyway, chegamos à casa deles e eu perguntei porque eles preferiram passar o dia no camarim ao invés de passar na própria casa. Não que eu estivesse reclamando nem nada, mas seria bem mais fácil e confortável para eles, certo? Foi Tom quem respondeu:
— Estávamos cansados de ficar aqui. Além do mais, eu queria tomar sorvete na sorveteria do Mr. Johnny.
- VOCÊ CONHECE O MR. JOHNNY? – Bea perguntou, chocada. Tive certeza de que minha expressão era um reflexo da dela.
- Lógico. Minha avó morava na rua paralela à sua, Mel. Eu já fui tomar sorvete no Mr. Johnny muitas vezes – Tom falou, como se isso fosse uma coisa óbvia e comum.
- Disso eu não sabia – eu e Bea falamos juntas e ela completou sozinha – Deixa eu mandar pro nosso fansite vai, Tom? – e fez cara daqueles cachorrinhos pidões com olhinhos brilhantes.
— Claro né Bea – ele confirmou.
— Peraí! – comecei, me tocando de uma coisa – eu lembro de um Sra. Fletcher! Já foi lá em casa uma vez e tenho certeza de que eu também já fui na casa dela! Minha avó vivia indo lá! Como que eu nunca te conheci, Tom? – perguntei, abismada.
— Bom, eu sou mais velho que você né, Mel? – Tom respondeu – e eu ia lá quando era beeem mais novo. Na minha adolescência, era minha avó quem nos visitava e não vice-versa e....
— Ok, isso é tudo muito legal,mas chega de coincidências familiares – Dougie interrompeu Tom – Tomae o telefone e liga pro tele-pizza.
— E por que tem que ser eu? – ele perguntou, indignado.
— Como assim por que, dude? Porque você que vai pagar né? – Dougie respondeu, como se fosse óbvio.
— E você que vai comer né? – Tom retrucou.
- Tá, deixa que eu ligo – Harry pegou o telefone da mão de Tom e saiu para o outro cômodo, digitando os números do telefone.
— Por que vocês não fizeram isso mais cedo? Por que simplesmente não ligaram e pediram que entregassem as pizzas no camarim? Me fizeram andar e enfrentar uma tia mal-humorada. Pfff.
— Porque nós queríamos sair e poxa, que grande sacrifício você fez hein? – Dougie disse.
— Ah tá bom, tá bom, não reclamo, porque foi por causa disso que “conheci” vocês.
— Não, não foi Mel. – Danny falou e eu tive certeza de que ele estava se referindo ao beijo de Tom. A cara de intrigado do Dougie foi a melhor, aí me toquei de que ele (e o Harry) ainda não sabiam do ocorrido.
– Foi sim, senão vocês não teriam saído para ir à pizzaria e não precisariam de mim para comprar as pizzas – fiz careta pro Danny.
— Mas se...
— Mas se nada – o interrompi antes que ele desse alguma manota – não quero saber mais também, bjs.
— Ok, ok, chega de stress pessoal. As pizzas e a cerveja estão a caminho. – disse Harry, voltando para a sala.
- Pô, legal dude. Eu não bebo cerveja – reclamei.
— É mesmo, esqueci, foi mal. Mas deve ter refri ou café por aí já que o gayzim do Tom ama isso né?
— É – Tom retrucou – mas já tem cerveja de sobra aqui e você tá pedindo mais não sei pra quê.
— Mals por isso dude. Mania.
Ficamos conversando por um tempo até Tom ter a brilhante ideia de assistirmos a um filme. A pizza chegou e começamos a comer. Eu saquei que tava faltando gente ali, naquele momento, e eu perguntei, sem dirigir a pergunta pra alguém especificamente.
- Onde estão Gio e Izzy?
Foi Harry quem respondeu:
— Elas sabiam que iríamos passar o dia fora, por isso escolheram passar o dia na Broadway e iriam dormir na casa da Gio depois.
Fiz uma cara de compreensão e um joinha.
Após terminarmos de comer, Danny se levantou e puxou-me pela mão, delicadamente. Tom, Dougie, Harry e Bea olharam meio surpresos, mas não falaram nada. Eu não fiz objeção e o segui.
Passamos pela cozinha e ele abriu uma porta que dava pra uma espécie de varanda. Ele se sentou no chão e eu o imitei. Ele ficou olhando pra mim, sorrindo igual um babaca.
— Então? – perguntei, também sorrindo.
— Nada, só queria ficar sozinho com você.
Ele me puxou para mais perto e me abraçou. Eu nunca fui muito romântica, não mesmo (podem perguntar isso pra Bea), mas com o Danny era diferente. Se fosse qualquer outra pessoa, eu teria achado aquilo brexa, mas achei lindo e fofo. É, Daniel Jones realmente mexia com Melanie Adam.
Nós ficamos ali a noite toda, trocando carinhos e pá, vocês entendem. Às vezes escutávamos as risadas do Tom e do Harry. Tive certeza que o Dougie e a Bea logo nos imitaram, pois eu já não podia escutar as risadas de ambos e acreditem, a risada da Bea não é nem um pouco exagerada e eu não sou nem um pouco irônica bjs. Anyway, quando já estávamos com sono, Danny perguntou se eu queria dormir e eu respondi que sim, obviously. Não pensem bobeira hm. Voltamos para a sala e os meninos tinham arrumado alguns colchões no chão pra gente, ou seja, todo mundo dormiria junto. Suruba, eba! Tá, zuei. Imaginei que o Tom que tinha arrumado, porque o Harry dificilmente faria isso.
Bea e Dougie se juntaram a nós e não demorou muito, o Tom também. Ele trazia duas toalhas, duas boxers e duas camisetas . Reconheci-as logo de cara, uma era do Danny, que ele entregou pra mim junto com uma toalha e uma boxer, a outra era do Dougie, que ele entregou pra Bea.
— Bom meninas, tomem um banho e vistam isso. É o melhor que temos er – Tom disse.
— Ok, aceitamos as camisetas – Bea respondeu – mas quanto a isso – e lhe entregou as boxers – obrigada, mas não precisa. Eu trouxe nossos pijamas e roupas íntimas hihi.
Olhei chocada para ela.
— Uau, pela 1ª vez na vida você pensou! Mas quando foi isso?
— Ah, assim que você me contou a história lá na sua casa, eu imaginei que fosse acontecer algo assim, então eu trouxe er.
-Ok amiga, obrigada. Eu te amo hihi.
Danny olhou para mim. Aposto que ele pensou o mesmo que eu. Bea acreditara muito mais do que eu nos seus sonhos.
Anyway, nós fomos dormir. Tom e Harry se deitaram nos sofás. Eu, Danny, Bea e Dougie nos esprememos nos colchões. Danny me abraçou de conchinha e eu realmente achei aquilo fofo, porque não tinha segundas intenções ali, ou se tinha, ele não deixou transparecer.
Quando já estávamos todos deitados e com as luzes apagadas, o Harry soltou um pum.
— ECA HARRY! – eu e Bea exclamamos juntas.
— Podem ir se acostumando meninas – Tom disse – já que de hoje em diante vocês irão frequentar a nossa casa. Gio e Izzy já quase nos imitam haha.
Galere riu, mas logo nos calamos e nos desejamos (calma!) boa noite.
— Boa noite, Mel – Danny sussurrou em meu ouvido.
— Boa noite, Danny – respondi baixinho e ele deu um beijinho em meu pescoço. Arrepiei e me aconcheguei mais ainda em seus braços.
Apesar de tudo que Danny tinha me dito mais cedo, apesar da prova de que a Bea acreditava nisso, eu ainda estava com muito medo de que alguma hora eu iria acordar. Por isso, foi com relutância que eu fechei os olhos e me deixei ser vencida pelo sono.
Não sonhei.
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