Vanillas Ice Cream
4 Capítulo 3
- Mas então, pra onde vamos? – Danny perguntou e eu fiquei surpresa em escutar uma resposta baixinha ao meu lado.
— Pizzaria. Eu preciso de pizza. — Ok. Danny pisou no acelerador. Nessa hora imaginei onde estariam Dougie e Harry e, quando expressei minha dúvida em voz alta, Danny me mandou olhar para trás e eu vi que o outro carro high fashion estava bem atrás da gente. — A propósito, qual é o seu nome garota-fã-misteriosa? – Danny perguntou. — Melanie Adam, mas podem me chamar de Mel. — Hm, já tá nos dando intimidade? — Er, talvez vocês sejam meus ídolos né? E, além disso, eu os chamo de Danny e Tom e não de Daniel e Thomas, mas se preferirem eu posso chamá-los de Jones e Fletcher ou de Alan e Michael ou... — Tá bom, tá bom, Mel. – Danny me interrompeu, rindo. Eu o imitei e fiquei feliz com o uso do meu apelido. Tom, que tinha se movimentado um pouco ao som de seu nome, nem sequer deu um sorrisinho de lado. Aquilo estava me incomodando e parecia que ao Danny também. — Qual é Tom? Vai ficar nessa até amanhã ou até a pizza? — Acho que até a pizza. Afinal, ainda temos um show hoje à noite. Era verdade. Eu havia me esquecido completamente da razão pela qual eu tinha acordado hoje. Engraçado pensar que era pra eu estar sentada, na sorveteria, tomando sorvete (dãr), conversando com o Mr. John e super ansiosa. Mas não, eu estava sentada, dentro de um carro, sem sorvete (não me perguntem o que foi feito do sorvete do Tom, porque eu também não sei!), com dois Mcguys e sendo seguida pelos outros dois, se é que entendem essa última parte er. Chegamos à porta da pizzaria. Danny desceu do carro e Tom o imitou. Eu já ia fazer o mesmo quando alguém abriu a porta do carro para mim, sua mão estendida pronta para receber a minha. Uau, comecei a me sentir aquelas atrizes Hollywoodianas, imaginando que meu moletom era um vestido Armani, meus tênis roxos de caveirinha eram sapatos Jimmy Choo e que minha mísera mochila do Jack era uma Louis Vitton. Tsc tsc, pobre Melanie. No momento em que eu estiquei minha mão, a porta se fechou brutamente. Danny e Tom entraram no carro e, para minha surpresa, seguidos por Dougie e Harry. Esses últimos entraram no banco de trás me espremendo, mas até parece que eu não gostei né. Ok, eu tava viajando legal, mas depois que voltei pra realidade foi que percebi. Gritos e mais gritos rompiam do lado de fora. Fãs batiam nas janelas do carro. Dougie e Harry ofegavam muito, imaginei que eles tiveram que correr mais. Tom foi o primeiro a falar: — Você tá esperando elas quebrarem o carro pra pisar no acelerador, dude? Danny pareceu acordar de um transe e ligou o carro. Dougie foi o segundo a falar: — Shit! Essa era a melhor pizzaria de Londres. Benditas fãs. — Wow – reclamei baixinho. Afinal, me senti ofendida com a ironia dele. Dougie olhou pro lado e deu um gritinho de gay. — Calma dude, ela tá com a gente. – Danny explicou. — Ah – Dougie respirou aliviado. — E como é seu nome? – Harry perguntou, dando aquela levantadinha sexy de sobrancelha que só ele sabe fazer. Geral riu. — Melanie Adam, mas podem me chamar de Mel. — Já tá nos dando intimidade? — Er, talvez vocês sejam meus ídolos né? Tive certeza que a sensação de deja vu também se apoderou de Tom e Danny. Minha certeza foi comprovada quando ambos riram. Dougie e Harry fizeram uma cara de “Qual é a graça?” e aí que rimos mais. — Mas e então, o que vamos fazer agora? – questionou Tom, que já estava mais felizinho. — Não sei. – respondeu Dougie. — Uau, grande novidade. – retrucou Harry. — Hey dudes! – gritei para evitar a resposta de Dougie que já estava por vir. — Que foi Mel? Ficou louca? – Harry olhou pra mim. — Sempre fui, mas dessa vez não. Eu tive uma idéia. – agora todos prestaram atenção em mim. Nunca imaginei que um dia aqueles quatro rostinhos maravilhosos me encarariam daquele jeito, com uma carinha de curiosidade, AI QUE VONTADE DE APERTAR O DOUGIE... — Então Mel, vai falar sua idéia ou vai ficar brisando aí pra sempre? – Danny perguntou e todos riram. — Não, eu vou falar. Que tal, se eu saísse do carro, comprasse as pizzas e comêssemos aqui dentro? Tudo bem que vocês quatro seriam reconhecidos em qualquer lugar, mas eu não – dei um sorrisinho e fiz um V com os dedos, tipo aquelas menininhas fofas de anime. Eles riram e ficaram me encarando com cara de bobos. — Que foi? – perguntei. — Uau, grande idéia. – Harry comentou. — Ah, pensei que fosse uma solução. – falei meio triste. — Mas é! – Tom me defendeu – Podem ir se coçando aí rapazes. Deram–me o dinheiro e eu saí do carro. Lógico que a essa altura, Danny já tinha chegado a segunda melhor pizzaria de Londres. Assim que saí do carro, escutei o Dougie falando — “Mas ela nem perguntou os sabores” – e o Tom respondendo – “Fica tranqüilo dude, ela sabe”. Sorri e me dirigi confiante à pizzaria. Chegando lá, a mulher do balcão me olhou com uma cara de cotovelo que Jesus-me-livre. Talvez tenha sido pelo meu moletom, talvez pela minha mecha roxa no cabelo, talvez pelo meu alargador, ou talvez ela pensasse que eu não tinha dinheiro. É, deveria ser isso e a expressão dela não melhorou quando eu fiz o meu pedido de quatro pizzas tamanho família. Ela me disse para aguardar um pouco. Eu sentei, peguei meu Ipod e comecei a escutar “Corrupted”. Imaginei o que aqueles quatro estariam fazendo no carro, provavelmente jogando o joguinho do Dougie de “in my paints”. Imaginei também como o Tom estaria, talvez já tivesse esquecido aquele beijo. Well, aquilo me deixou muito intrigada. Anyway, eu escutava “Star Girl” quando a mulherzinha me chamou, falando que as pizzas estavam prontas. Peguei-as, paguei e fui embora. Quando cheguei ao carro, escutei o Dougie falando “Free Willy in my paints!” e a gargalhada maravilhosa do Danny. Abri a porta e entrei no carro. Eles deram um “Oi Mel” coletivo e imaginei que aquilo tinha sido combinado, provavelmente ideia do mongol do Dougie.
— Cadê as pizzas, cadê? – Danny perguntou. — IIIH, esfomeado – respondi – Toma aqui a sua, a do Tom, a do Dougie e do Harry – entreguei para cada um, sorrindo. — E não é que ela acertou mesmo, Tom?! – Dougie comentou e eu sorri meio encabulada (mentira! kkk). — Mas e sua pizza Mel, cadê? — Hm, eu prefiro pegar um pedaço de cada um de vocês. Tipo, seria como “Uau, eu comi da pizza deles” – falei com os olhos brilhando. Todos riram e me deram um pedaço. O sorriso do Danny na hora de me entregar o dele. Uau! Anyway, comemos as pizzas e eu não fiquei impressionada que cada um deles comeu praticamente uma pizza inteira, com exceção do meu pedaço, obviously. Pior o Dougie que ainda tentou roubar um pedaço da pizza do Tom, mas este fingiu ter uma varinha e jogar um feitiço naquele. Tudo bem que antes de eles acabarem de comer, o Danny me fez voltar na pizzaria, mesmo debaixo dos meus protestos de “Mas eu sou menor de idade!”, pra comprar cerveja. A tia do balcão deve ter gostado de mim afinal, porque me recebeu sorrindo dessa vez e não fez objeção alguma ao me vender as cervejas. Talvez eu tenha esquecido de pegar o troco. Vai saber né...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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