Vancouver's Heroes

3 Cajado roubado!


P.O.V. Victoria

— Eu sou Lucy.
Ela tinha cabelos pretos, olhos verdes, azuis... Não sei, eles pareciam mudar de cor. É meio raro uma pessoa que domine água por aqui. Ela tinha uma aparência legal, de rockeira.


— Victoria é nossa curandeira aqui — falou John.


— Eu sou a única que tenho esse poder no colégio inteiro — me gabei— Sou muito foda!


— Fraca na batalha — zombou Nicole.


— Você se acha porque pode se transformar em uma pomba!


— Eu me transformo em um puma agora e arranco sua pele fora!


— Dois segundos depois eu estou intacta, minha filha. Quem sai vencendo nessa?!


— Vamos ver. — Nicole transformou-se em um tigre adulto.


— Quero ver você ser mais veloz que eu!


Dei 5 socos naquela cara enorme de tigre em meio segundo e ela rugiu, partindo para cima de mim.


— Parem com isso agora! — Wesley gritou, saindo do quarto. — Eu estou tentando estudar. Que saco, é todo dia alguma briga inútil me atrapalhando.


Nicole voltou a forma humana e entrou no quarto.


— Quer saber, também vou estudar, até mais.


— Hey pessoas — era a voz de Alex, atrás de mim. Me virei mas não pude vê-lo, como sempre...


— Alex? — chamou Lucy, confusa.


— É um dos poderes dele — explicou John — Ele fica invisível.


De repente o Alex apareceu. Agora com uma camiseta diferente, uma camiseta preta da banda Nirvana.


— Estou vendo que já conheceu bastante gente, Lucy. Victoria, o diretor quer vê-la.


— Hum, o que é agora, hein?


Fui voando até o térreo, os outros me seguiram.


— Gente, eu vou levar uma bronca. No que estão interessados?


— Vamos ouvir atravéz da porta — falou John.


Entrei na sala do diretor, que me esperava.


— Victoria Rodriquez... Eu recebi 5 reclamações de outros alunos incomodados com sua música muito alta em seu quarto.


— Ah, tá okay. Não vai mais acontecer.


— Acho bom mesmo. Mais reclamações desse tipo e eu lhe faço limpar os estábulos. Alex! Você está aí?


— Eu... Estou — disse Alex, entrando.


— Você perguntou a Lucy em que período ela prefere estudar? Preciso saber agora.


— Lucy!


Ela entrou na sala do diretor.


— Quem mais está aí do lado de fora? — perguntou o diretor — Eu, hein, curiosos... E então Lucy? Você prefere estudar de manhã, de tarde ou a noite?


— Tarde... Não, noite.


— Tudo bem... Você vai estudar na 8ª série... — Ele deu uma olhada nos horários — B.


— Uhu! — Eu e John gritamos, Lucy ia estudar conosco.


— As aulas começarão em 1 hora e meia — disse o diretor — você pode começar hoje ou amanhã.

P.O.V. Lucy

Eu decidi só começar as aulas amanhã, vou dar uma volta no colégio com o Alex, ele vai me mostrar cada lugar desse enorme local. Ele me falou que é do 1º ano e estuda de manhã.
Primeiro ele me levou ao refeitório, onde tinham algumas pessoas jantando. Eu pedi um hamburguer e continuamos andando até o campo de futebol, onde um fucionário aparava a grama.


— Você pode vir aqui a hora que quiser com um time improvisado e jogar — disse ele — Eu, John, Victoria, Wesley, Nicole, Thomas, Emily, e David nos reunimos aqui todo sábado de tarde para jogar diversos jogos.


— Falou em mim? — Me virei e pude ver um garoto negro de calça jeans e sem camisa sentado na plateia.


— David! — falou Alex — Mas já chegou!? Como foi a missão?


— Achamos muitos dragões famintos no caminho, mas não foi difícil. — ele se levantou e veio até nós — Eu cortei um contryx-feroz ao meio.


— Contryx? — perguntei — O que é...


— É uma espécie de dragão negro. — disse Alex — Existe o domável e o selvagem que chamamos de contryx-feroz. Ah, esse é o David. David, essa é a Lucy.


— Olá Lucy... Água, não é? Seus olhos mudam de cor.


— Sim. E você?


— Eletricidade. Você tem também?


— Acho que não.


Nós ficamos conversando com aquele tal de David, que me pareceu um garoto legal. Ele estava usando uma corrente de prata e quando ele foi mais para o claro percebi que ele tinha umas tatuagens pelo corpo. Seu cabelo era cacheado, seus lábios carnudos e ele tinha olhos claros eletrizantes. Ficamos andando pelo colégio todo enquanto ele me contava suas aventuras até uma hora que a campainha tocou.


— Hora de recolher — falou Alex, olhando para o relógio — Passamos tempo demais aqui.


Fomos cada um para o seu quarto. Nicole ainda não havia chegado e Wesley deitado na cama ouvindo música enquanto usava o celular. Logo ele me viu e tirou os fones do ouvido.


— Lucy, você viu a Nicole por aí? Que demora.


— Hum, não. — falei — Conheci o David agora pouco. Ele me contou de umas missões que fizeram juntos.


— Ah, o David é super legal. Ele estuda comigo aqui desde a 6ª série, a primeira série dessa escola. Tem séries inferiores, mas é ensino normal.


— "Ensino normal"?


— É que nós temos matérias próprias. — ele disse — Alulas sobre os monstros e tals...


— Lucy — Nicole entrou no quarto — gostou do colégio?


— Eu amei — me sentei em minha cama — Fiz mais amigos aqui hoje do que nos 4 anos na minha outra escola.


Nós rimos.


— Aqui é assim mesmo — disse Wesley — Mas não se deixe enganar, também existem os idiotas nesse colégio.


Ficamos conversando até um fucionário entrar no quarto e nos mandar dormir. Pus um pijama e deitei na cama, dando uma última olhada no facebook pelo celular (é, aqui tem internet livre de ótima qualidade). Logo comecei a ficar com sono, olhei para Nicole e Wesley que já tinham dormido, e apaguei também. Acordei com a campainha tocando, dei uma olhada no relógio: 4:40 da manhã.


— Vocês acordam tão cedo assim? — perguntei aos dois, que estavam com cara de interrogação.


— Mas que diabos... Não. — disse Wesley, sonolento — Nós só acordamos às 5:30.
todos para o refeitório — disse a voz do diretor nas caixas de som espalhadas pelo colégio, inclusive nos quartos — Agora!


Trocamos de roupa o mais rápido possível e saímos do quarto em direção ao refetório, que junto com o estádio, fica nos fundos do colégio. Quando chegamos já haviam uns 100 alunos com a nossa mesma expreção: sem entender nada. Logo o restante dos alunos apareceram. John, Alex, Victória, Thomas e David juntaram-se a nós.


— Vocês tem ideia do que é isso? — perguntou Thomas.


— Não — respondeu Wesley — Vou ficar bastante feliz se for uma super missão tão fodastica que todos os alunos do colégio precisam ser convocados.


Logo o diretor Davis apareceu. Deu pra ver sua raiva de longe. Quando ele se aproximou mais, pude ver que estava com um gato preto nos braços.


— Eu quero saber — ele começou a falar lentamente — quem foi o delinquente responsável pelo fusrto de meu cajado!


— Merda — sussurrou Thomas.


— Thomas Miller — gritou o diretor — você tem algo a dizer sobre isso?


— como ele ouviu? — sussurrei.


— Eu tenho ouvidos de aço, Lucy. Thomas, eu lhe fiz uma pergunta.


— N-não, senhor. Juro!


— Então por que você disse "merda"?


— Não sei. Cara, você lê mentes, você sabe quando uma pessoa mente ou não.
— Hum, é verdade. Bom, o meu cajado sumiu hoje. E se não foi nenhum engraçadinho pedindo para ser expulso... Teremos que começar uma grande missão!


— Senhor — alguém lá de trás levantou a mão.


— Diga Tiffany.


Ela abriu caminho até a frente. Era uma gartoa loira, aparentemente patricinha.


— Acho que ninguém nesse colégio inteiro teria coragem de roubar o seu cajado. — e uma voz de metida também. — Todos conhecem a sua ira.


Meu pai entrou no refeitório.


— Davis — ele disse, e o treinador se virou para ele — Acho melhor o senhor ver isso.


Meu pai segurava um papel.


— Encontrei no local onde o cajado foi furtado.


O diretor pegou e leu. Espanto, raiva, surpresa, tristeza, ódio... Ele estava demonstrando tudo ao mesmo tempo.


— Péssima notícia pessoal — anunciou o diretor — Estamos em rivalidade com outro colégio em Nova Orleans.