Vampiros - Noites Sombrias
34 Capitulo 34
Capitulo 34 – Astarte
John que havia decidido ficar na cidade de Nápoles acaba conhecendo e se apaixonando pela vampira Astarte, uma mulher misteriosa e muito poderosa. Enquanto os dois viviam em paz, por outro lado Wes seguia caçando vampiros que traziam problemas a cidade e acabou por reencontrar Eleonor, um antigo amor e também uma antiga companheira da alcateia liderada por ele.
— Nos formávamos uma alcateia de lobisomens. Eu era o alpha e queria cuidar da cidade como eu faço até hoje. Mas Eleonor tinha outros planos, ela queria governar, controlar. Logo eu acabei ficando no caminho e ela virou a alcateia contra mim indo embora da cidade como a nova alpha. – termina Wes.
— Você virou a alcateia contra ele? – Erick fica surpreso.
— Ela me traiu duplamente, afinal também era minha namorada! – releva Wes encarando Eleonor que fica em silencio.
— Então porque está aqui agora? – pergunta Erick.
— Eu fui uma idiota, não deveria ter te traído. Por isso voltei, queria consertar as coisas. – ela tenta explicar novamente.
— Se passaram 15 anos desde que você partiu. Só agora percebeu isso? Porque será, a alcateia está morta? – questiona Wes.
— Eu me arrependi e pensei muitas vezes em voltar, mas eu não tive coragem. – responde ela.
— Já chega, vai embora por favor! – ordena Wes e Eleonor então parte. E assim se passam algumas semanas e as coisas seguiam calmas em Nápoles. John continuava feliz junto de Astarte. Ele estava na cama quando abre os olhos e vê Astarte o olhando.
— O que foi? Alguma coisa errada? – pergunta John.
— Nada de mais, só estava pensando. – responde ela.
— E posso saber no que? – pergunta John curioso.
— Eu vou descer, a gente se fala depois! – Astarte age de forma um pouco estranha se levantando e se vestindo em seguida saindo do quarto. John então faz o mesmo e desce logo depois indo para sala.
— Me fala então o que está havendo, você parece estranha hoje. – John a encara.
— Eu não fui totalmente sincera com você John. Sobre quem eu sou e tudo mais. – afirma ela.
— Na verdade eu nunca te perguntei muita coisa. A única pergunta foi sobre sua idade e você só me disse que era antiga. – lembra ele.
— Eu sou sim muito antiga, na verdade eu fui uma princesa egípcia. – responde ela.
— Nossa isso é incrível você é da época dos faraós? – pergunta John surpreso.
— Eu nasci a mais de 4300 anos atrás. Sim sou uma vampira milenar e poderosa. – afirma ela.
— Está bem, eu acho que começo entender. Você não está aqui por acaso não é mesmo? – John a encara.
— Não, não estou. Eu queria conhecer o super vampiro que foi criado com uma poção que vinha sendo desenvolvida por Drácula e que acabou morto por esse vampiro. E antes disso tinha conseguido matar Helena. Você se tornou famoso mesmo que não saiba disso. – explica ela.
— Eu não quero ser famoso, só quero ser deixado em paz. – responde John.
— Eu sei disso agora, eu te conheci um pouco nesse tempo que passamos juntos. – afirma Astarte.
— E o que você quer de mim realmente? Vai me matar, ou me levar para o rei? Ou quer meu poder? – pergunta John.
— Nem uma dessas coisas, eu queria te observar, saber quem era. – explica ela.
— E quem é você Astarte? – ele pergunta.
— Eu já disse quem eu sou. – responde ela.
— Não, eu quero saber se você é quem esteve comigo todo esse tempo ou foi apenas um teatro para me enganar! – John a encara.
— Eu te amo de verdade. Não foi mentira o que vivemos. Eu estava observando e podia fazer isso a distancia. – explica ela.
— E agora, o que acontece? – John demonstrava toda sua insatisfação.
— Nada, você não precisa se preocupar. – Astarte tenta acalmar John que em seguida sai da casa em silencio. Quando ele retorna horas depois Astarte não está mais lá. Algumas semanas se passam, e Wes seguia sua rotina, mas Eleonor também continuava na cidade.
— A cidade está realmente segura como nunca imaginei. – afirma Erick.
— E verdade, os vampiros não tem causado mais problemas, os que ficaram porque muitos foram embora. – lembra Wes.
— E quanto a Eleonor? – Erick olha para Wes.
— Eu dei tempo para ela ir embora, mas acho que está na hora de mudar a abordagem! – responde Wes. – Alias pode ir Erick, eu vou até ela agora mesmo! – ordena Wes partindo em seguida. Logo depois ele chega à casa a onde Eleonor estava vivendo e bate a porta.
— Wes é você! Porque está aqui? – ela pergunta surpresa. – Há sim pode entrar.
— Eu poderia perguntar a mesma coisa, porque está aqui em Nápoles? – ele pergunta entrando na casa dela.
— Eu já expliquei, quero fazer as pazes, ficar de bem com você. Eu quero voltar para casa. – ela responde olhando para Wes que faz o mesmo.
— Eu não consigo acreditar em você, como a grande alpha poderia estar arrependida e querendo voltar. – questiona ele.
— Porque eu sinto falta daqui, eu sinto falta de você! – Eleonor se aproxima de Wes olhando em seus olhos. – Acredite em mim! – ela apena a ele.
— Você vai se arrepender se estiver mentindo! – ele responde, mas então Eleonor aproxima seu rosto do dele e os dois se encaram e então ela o beija. Wes hesita um pouco no inicio, mas então começa a retribuir o beijo e os dois começam a se abraçar.
— Senti sua falta. – fala ela puxando Wes para seu quarto. Lá os dois continuam se beijando enquanto arrancam suas roupas caindo na cama logo depois. Enquanto isso Erick retorna para casa, mas Wes não aparece o deixando preocupado, mas ele acaba indo dormir. No dia seguinte quando acorda Wes já está em casa.
— Você não voltou, fiquei preocupado que algum vampiro tinha te encontrado. – fala Erick.
— Eu acabei demorando mais do que imaginava na casa da Eleonor. Por enquanto ela vai ficar, vamos ver como ficam as coisas. – explica Wes.
— Pensei que não confiasse nela. – lembra Erick.
— Eu decidi observar de perto o que ela pretende. – responde Wes. Naquela noite Wes sai sozinho para fazer sua vigilância pela cidade. Mas logo alguém surge para lhe fazer companhia.
— Olá Wes, sabia que te encontraria por aqui. – era Eleonor.
— Porque está aqui? Eu sei que não gosta de fazer essas rondas noturnas. – lembra Wes.
— Estou aqui para te ver, depois de ontem à noite você foi embora. – responde Eleonor.
— Eu voltei para minha casa. E agora estou fazendo minha ronda, mais tarde iria a sua casa. – explica ele.
— E porque tanta demora? – cobra Eleonor.
— Veja bem Eleonor, eu e você não voltamos. Eu só ia dizer que pode ficar na cidade. – fala Wes encarando Eleonor.
— Eu não acredito em você! – Eleonor responde se aproximando de Wes. Ela segura em suas mãos e então o beija em seguida. – Não acredito mesmo! – reafirma ela indo embora logo depois. Wes hesita um pouco, mas depois acaba indo atrás de Eleonor. De volta à casa de John, depois de dias sem se falar Astarte retorna.
— Então você voltou me perguntava se já tinha ido ou se vários vampiros invadiram esse lugar a qualquer momento. – fala John olhando para ela.
— Se pensa mesmo assim porque não foi embora? – pergunta ela.
— Eu cansei de fugir, não pretendo ir a lugar nem um! – responde John.
— Eu fico feliz com isso, e não precisa se preocupar porque nem um vampiro virá mais atrás de você eu garanto. – afirma Astarte. De repente alguém bate a porta da casa e John vai até ela. Ao abrir para sua surpresa era Wes.
— Você, porque está aqui? – pergunta John muito surpreso.
— Preciso de sua ajuda, é algo muito importante! – afirma Wes.
— Para você está aqui na minha porta eu não duvido. Entre e me diga, o que ouve? – John está curioso.
— Acredite, a ultima coisa que eu queria era pedir sua ajuda, mas isso não se trata de nada que eu já tenha visto. Não é vampiro, lobisomem ou bruxa. – explica Wes.
— Mas o que é então? Qual e o problema? – pergunta John muito confuso.
— Você precisa vir comigo e ver com seus olhos. – responde Wes.
— Muito bem vamos ver então. Astarte acho melhor você vir também. – afirma John, mas Wes discorda.
— Não quero mais vampiros vindo comigo! – Wes para na porta.
— Ela vem junto, possivelmente seu conhecimento é muitas vezes maior que o nosso. – responde John e Wes acaba concordando e assim os 3 partem. Ao chegarem a uma casa Erick os espera na entrada.
— Que bom que você trouxe John, talvez ele possa nos ajudar. – Erick demonstra estar preocupado.
— Então vamos entrar eu quero ver o que está havendo. – responde John.
— Vamos, mas antes vou explicar. Essa casa é de uns amigos meus, e nos vamos ver seu filho. Ele ficou doente há uns dias. Mas logo os seus pais perceberam que não era nada comum. – explica Erick e eles entram na casa. Os pais do garoto estavam na sala, mas ficam em silencio enquanto que os 4 continuam chegando finalmente ao quarto. Quando entram o garoto está em silencio. O garoto parece estar dormindo mas de repente abre os olhos.
— Porque tem tanta gente no meu quarto? Quem são vocês? – ele pergunta.
— Fique calmo Luca, sou eu, Erick. Eu trouxe alguns amigos. – fala ele, e então o garoto olha a todos ali e começa a sorrir. Mas de repente seus olhos mudam ficando negros e ele fala com uma voz assustadora.
— Você voltou lobisomem? Sabe que é impotente aqui. Não há nada que possa fazer a não ser tentar me estraçalhar hahahaa! – provoca o garoto que continua. – Mas hora vejam temos dois vampiros aqui. Porque vocês demônios do sangue estão aqui? – ele encara John e Astarte. O que estava acontecendo com aquele garoto, e o que John fará para ajuda-lo?
Continua.........
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