Vampirit - O caçador de almas
1 O assasino na boate
I
Já se passava das dez da noite quando a fila da boate onde a festa de um dos meus melhores amigos começou. O tempo estava horrível e eu tinha certeza que se a fila demorasse muito a chuva cairia na cabeça de todos que estavam esperando para entrar.
Enquanto caminhava esperando entrar, fiquei observando a rua e os prédios, reparei como aquele lugar era parado e como tudo era chato ali fora, reparei nos carros estacionados de vários modelos, como um Camaro 79, um Cadillac, Lamborghini entre outros carros famosos.
Não me levem a mal, mas como não podia ter aqueles carros desejei com que todos explodissem quando fossem ligados, assim os donos não poderiam ter eles também e teriam que andar de ônibus ou de táxi como eu.
Continuei a caminhar e vi uma confusão na portaria com um cara e o guarda, eles estavam brigando porque o segurança não queria deixa-lo entrar na boate. Eu não ouvi muito da briga mais o pouco que escutei conseguir me intrigar bastante.
_ Ah qual é cara eu estou na lista olha ai, eu fui convidado. eu fiquei observando eles enquanto o moleque argumentava com o segurança, o garoto colocou a mão direita no segurança para empurra-lo, mas de vez disso o segurança deu um tapa na mão do garoto, o rapaz tentou dar um soco no armário do segurança, mas foi em vão, o homem desviou do soco e com sua mão direita subiu no queixo do garoto o levando ao chão.
_ Saia daqui antes que eu decida acabar com sua raça moleque. ameaçou o segurança ao rapaz enquanto metade da fila ria do garoto.
_ Eu vou embora, mas eu volto e mato você e todos aqui que riram de mim. Todos vocês, me aguardem. Gritou o rapaz a todos, ele se levantou e começou a caminhar.
Um dos garotos que estava na fila esticou o pé enquanto o moleque que havia sido expulso andava só pra velo cair, pelo menos se esse era o desejo dele, o cara conseguiu por que o cara levou um tombo caindo com a cara no chão, literalmente.
Ele não havia caído muito longe de mim, eu pensei em ajuda-lo a se levantar, mas ele se levantou rápido de mais pra eu tentar reagir e começou a correr pela rua, eu sentir pena dele, mas não podia fazer nada por ele. A fila voltou a andar, enquanto caminhava para a entrada, escutei algumas garotas debochando do garoto. Não falei nada, mas sentir vontade de desejar que elas começassem a se esfaquear só pra ver se elas iriam achar graça.
Elas entraram na boate e eu meio que dei gloria a Deus por aquilo, não aguentava mais escutar elas. Aos poucos a fila andava e a minha vez foi se aproximando, reparei no segurança que tinha expulsado aquele cara e percebi que nem eu ia querer mexer com ele, o cara devia ter uns dois metros e meio fácil, tirando o fato que o braço dele deveria ser do tamanho da minha cabeça.
Não falei muito quando cheguei à frente dele, só olhei para aquele rosto que parecia de um assassino careca, não havia prestado atenção, mas em sua pele morena havia uma tatuagem tribal, algo estranho porque as linhas que faziam a tribal se mexiam aos poucos e parecia que fazia uma historia, não disse nada sobre aquilo, apenas achei muito estranho aquilo, ele olhou pra mim como e fosse me matar então ele começou a perguntar.
_ Cadê o seu convite? Qual e o seu nome? Identidade?
Entreguei-lhe a identidade e o convite da festa.
_ Meu nome é Gabriel David Miller. Eu estou na lista. Não estou?
Ele me deu um olhar que meio que achei que ele ia me bater mais foi o contrario, ele me entregou a identidade e disse que eu poderia entrar na festa. Antes de entrar na boate encarei o homem e então disse.
_ Bela tatuagem, eu nunca vi igual a sua.
Ele olhou pra mim com um olhar torto como se ele tivesse dizendo como ele viu a tatuagem não quis saber o que ele iria falar apenas sair dali o mais rápido possível.
Dei uma olhada para trás, pra ver se ele ainda estava olhando pra mim, mas o armário do cara da estava olhando outra pessoa na fila.
A boate estava lotada, muitas pessoas da minha escola estavam ali na festa, desde os mais populares como o casalzinho celebridade do Josh Thompson com sua namorada mais falsa do mundo Maia Johnson, sinceramente acho que ela e tão falsa que o namoro dele e só fachada, um namoro só pra falar que eles eram o casal mais poderoso da escola. O que eu achava um saco, porque metade da escola já tinha levado ela pra cama, se e que me entendem.
Maia usava um vestido de debutante, um lindo vestido preto longo e sem estampa, o decote do seu vestido era tão grande que se alguém desse um puxão os peitos pulava pra fora, imaginei como seria a cena... Que sexy.
A Josh vestia um elegante smoking, totalmente preto com uma rosa no peito esquerdo, me perguntava pra quer aquilo? Na verdade não sei, mas era a cena mais ridícula que eu vi, claro pra mim era tudo ridículo.
Eu não podia falar muito, estava vestindo uma causa jeans rasgado nos joelhos, tênis Hall-Star, uma blusa preta e o, sobretudo, infelizmente eu sei, não tenho estilo, mas não ligo, eu gosto do jeito que me visto.
Continuei a andar pelo salão e vi um dos meus melhores amigos pulando que nem um macaco no meio das meninas, sinceramente me deu vontade de não ter o visto dançando com elas, mas estavam todos bêbados, nem sei se elas ligavam pra isso, observei bastante o lugar e então eu vi o Robert Martin, o cara mais safado que conheci em minha vida inútil, mas um bom amigo.
Fui até Robert para lhe falar o que tinha achado da festa, e realmente a festa parecia incrível, meu amigo vestia uma blusa branca que ficava colada em seu corpo, ele era forte, mas estava parecendo gay com aquela blusa, usava uma calça jeans preta é um tênis esportivo. Seu cabelo escuro estava totalmente arrepiado, é o que dava destaque nos seus olhos.
Quando conseguir chegar ate o Robert, ele estava conversando com um homem que havia uma tatuagem igual a do segurança que estava lá fora, pelo menos parecia, mas prestei mais atenção e percebi que a historia era diferente, mas os traços eram iguais, achei estranho mais quando cheguei ate eles, o homem já estava saindo.
Fiquei conversando com meu amigo por um tempo, conversamos sobre muitas coisas, mas o assunto mesmo foi o garoto que saiu correndo com raiva, falei com meu amigo que temia que o cara voltasse e fizesse alguma burrada, mas Robert achava que nada iria acontecer, não argumentei com ele, achei que não deveria, por mais que eu quisesse.
Uma briguinha começou na pista de dança entre dois bêbados que estavam brigando por mulher, algo do cara não saber dividir a garota do outro, Martin foi ver separar a briga, então como não tinha lugar pra ir, fui para bar.
Ao chegar pedir para barman me da um copo de água, ele me olhou de uma forma que dizia, quer água moleque vai ao banheiro que você encontra.
Ele me deu um copo com água e saiu de perto pra atender outra pessoa. Fiquei ali sentado pensando naquele cara que havia saído correndo ameaçando os outros, não sabia por que eu estava pensando tanto naquilo mais estava com mau pressentimento.
_ Esta pensando muito naquela cara. Disse uma voz ao meu lado, era a voz de uma garota, pois a voz era doce e me encantou na hora que a escutei. Você não pode fazer nada Gabriel, apenas poderá ver os acontecimentos de hoje.
Olhei para o lado e encarei a garota mais linda que já vira em toda a minha vida, seus rosto era perfeita, e sua pele morena fazia com que seu cabelo ondulado e castanho se destacasse em seu rosto perfeito, seus olhos era puxado como a de uma indígena, seu corpo era perfeito, todas as curvas nos lugares certos, ela vestia um vestido vermelho marcante, que fazia com que todo seu corpo pudesse ter o destaque, o vestido era simples, mas era justo e tinha um decote que dava bastante volume para seus bustos. Em outras palavras ela era perfeita.
Eu me concentrei e percebi que ela não estava na festa quando cheguei, pois tenho um péssimo costume de prestar atenção em tudo, e mesmo se ela tivesse chegado depois eu a teria percebido.
_ Eu a conheço? Já nos vimos antes? Perguntei, porque achei que seria a coisa mais sensata a se perguntar.
_ Não pessoalmente, mais sim eu conheço você, mas você não me conhece.
Eu me perguntei como ela me conhecia, foi então que conseguir analisar tudo que estava acontecendo.
_ Espera como sabe o meu nome? E como sabia o que estava pensando? olhei para garota assustado e me levantei da cadeira. Serio quem e você?
_ acalme-se não vou mata-lo se e o que pensa, preciso conversa com você, ou não podemos?
_ Se você me falar o que quer comigo e o seu nome talvez agente converse.
_ Esta bem. Meu nome e Katharine sou uma amiga, e eu quero conversa sobre seus dons, e dizer pra tomar cuidado com eles.
Quando ela terminou de falar, um som estranho veio da porta da boate, parecia um tiro de uma arma. Ah musica da boate parou, ah atenção de todos se dirigiram a entrada, foi então que meu mau pressentimento se tornou realidade.
O garoto que o guarda havia expulsado estava entrando na boate com um revolver calibre 38 na mão, ele parecia descontrolado, seu olhar era de pura raiva. Ele olhou pra todos e deu um rugido de fúria, o rapaz deu um tiro pra cima e começou a gritar pra todos.
_ Vocês me humilharam, riram de mim agora quatro de vocês vão morre, começando por essa vadia aqui. Ele mirou em uma das garotas que estavam rindo dele na rua, ele deu um sorriso macabro e puxou o gatilho, acertando a cabeça da garota.
Os gritos e a movimentação de todos ali foram instantânea, todos tentaram correr mais caso tentassem ir muito longe aquele maluco com o revolver ameaçava mata-lo.
Ele gritou para que todos parassem de correr, aos poucos ele começou a andar e deu mais dois tiros em duas pessoas, um homem e outra garota, o cara era o que tinha jogado ele no chão, quando ele estava saindo. Ah garota era a Maia, ela não havia morrido como o cara, ela ficou agonizando de dor enquanto o cara continuava a caminhar entre o povo, dando chutes e coronhada na cabeça dos outros.
Fiquei olhando a cena e percebi que aos poucos ia me aproximando, era involuntário, mas necessário, não entendi por que, mas era.
Ele chegou onde queria, onde Robert estava ele apontou a arma para meu amigo e mandou ele se levantar, ambos se encarou por alguns segundo foi então que Martin começou a falar.
_ Tyler o que faz aqui, você não e bem vindo, enlouqueceu é? Como invade uma festa privada e atira nas pessoas?
_ Então se lembra de mim. Você e responsável por me humilharem, você e seus amiguinhos vão pagar por me humilharem.
Tyler mirou a arma no rosto de Martin e quando iria puxar o gatilho eu gritei.
_ Para! Eu sei foi burrice, mais era a vida de um amigo em jogo eu tinha que fazer algo.
O maníaco se virou pra mim e apontou o revolver pra minha direção. Meu coração acelerou, mas sabia que estava fazendo o certo, sabendo que era burrice e claro.
_ O que você quer? Disse o rapaz par mim com um olhar diabólico estampado em seu rosto. Quer morrer por esse merda aqui?
_ Talvez, escute-me cara, se você fizer isso você será morto, quer mesmo morrer? Acho que não. Olhei bem nos olhos dele e concentrei e continuei falando. Se fizer isso você vai se sentir culpado pelo resto da vida, vai ficar pensando nesse dia e vai sentir nojo de se próprio, e esse nojo vai lhe fazer tão mau que vai querer se matar por isso.
Ele abaixou a arma e começou a chorar, não compreendi muito bem aquilo, fiquei em choque, pois não esperava aquilo, ele olhou pra mim então respondeu.
_ Você tem razão, eu vou querer me matar, eu mereço morrer e vou morrer! Tyler levantou o revolver calibre 38 na altura da cabeça e puxou o gatilho, fazendo com que a ultima bala tivesse seu nome escrito nela.
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