Vampires Will Never Hurt You
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Nos meses que se seguiram fiz o possível para aproveitar ao máximo meu tempo, li muitos livros, visitei muitos lugares e principalmente: amei meu pequeno Frank. Fizemos muita coisa juntos e estava esquecendo que ia morrer até ele me lembrar...
--Gerard, eu não quero te perder.
--Não há nada a fazer, entenda.
--Eu já disse há uma saída, a qual nos permitiria viver eternamente juntos...
--Frank, não seja bobo, isso é loucura.
--Mas Gerard...
--Não vou virar um sanguessuga, e chega de falar disso.
--Mas que coisa, assim parece que você não se importa em me deixar eternamente sozinho, será que eu sou tão insignificante para você? -- disse com um olhar triste.
--Não diga isso meu amor, você sabe que eu me importo muito com você, mas só de pensar em virar um vampiro...viver chupando sangue dos outros...
--Hum delícia -- disse Frank passando a língua entre os lábios.
--Chega de falar disso, temos coisa melhor para fazer.
--Ah temos sim...Frank me segurou pela cintura e me puxou para junto dele, me dando assim um beijo caloroso.
--Hum, eu estava falando de outra coisa mas...isso também é muito bom...
Então nos beijamos outra vez e queríamos que aquele momento durasse para sempre, ah como queríamos. Mas eu sabia que isso não iria acontecer. Não ficaríamos a eternidade juntos como mencionara Frank inúmeras vezes, eu nunca toparia virar um vampiro para ser imortal como ele, para mim isso era um absurdo...se bem que, pelo amor que sinto por ele...não isso é loucura!
Em um dia chuvoso, Frank foi até minha casa para me levar bombons e para assistirmos um filme. Mas eu não estava bem, acordei meio pálido, enfraquecido e com algumas dores, logo que chegou, Frank percebeu isso e ficou preocupado. Eu disse a ele que não era nada de mais e tentei disfarçar o mais que pude as minhas dores.
Ao passar dos dias meu estado de saúde foi piorando, fiquei cada vez mais fraco, mais pálido, não conseguia mais comer, as dores ficaram muito mais fortes e foi impossível esconder de Frank que eu estava morrendo. Ele continuou insistindo para que eu o deixasse dar uma mordidinha no meu pescoço, mas eu continuei dizendo que não.
Até que um dia, meu corpo não aguentou mais e tive outro desmaio, mas dessa vez...talvez eu não acordasse...
Já no hospital, Frank foi falar com o médico que me deu o diagnóstico meses antes, e ele disse que não havia o que fazer mesmo, meu corpo não reagiria a nenhum remédio ou tratamento e eu iria morrer mais cedo ou mais tarde.
--Gerard? -- disse Frank para mim enquanto eu ainda estava desacordado.--Não quero que você morra, não vou te perder meu amor...Por favor me dê um sinal de vida pra que eu possa te convencer que o melhor é você deixar eu te transformar...por favor, antes que seja tarde demais...
Frank pegou em minha mão e apertou-a forte contra seu rosto gélido e coberto com...lágrimas? Inacreditável, Frank estava realmente chorando, lágrimas frias como ele mas que ao entrar em contato com a minha pele queimavam. Muito lentamente, fui lutando para abrir os olhos e ao conseguir abrí-los por inteiro vi o amor da minha vida, um vampiro, chorando porque sabia que iria me perder para sempre.
--Frank...
--Meu amor, você está bem? Ah como sou bobo é claro que não está. Pare de ser teimoso e me deixe te transformar...
--Não, eu nasci mortal e vou morrer mortal...
--Não...eu não vou deixar você morrer, não vou passar a eternidade chorando por não ter você a meu lado, e por ter deixado você morrer assim! Eu te amo demais para aceitar isso!
--Mas é preciso aceitar.
--Não, será que você não entende? Eu sem você me transformaria em nada, em um ser qualquer vagando por aí sem destino e sem um sentido na vida. Preciso de você como uma flor precisa de água e de sol para viver. Você é o meu sol, que me aquece e me mantém vivo, sem você não vai haver vida dentro de mim...
--Pare, você está me torturando, quer que eu passe meus últimos momentos chorando?
--Não são seus útimos momentos, você não vai desistir agora meu amor...
Frank não tinha mais lágrimas para chorar, estava desesperado e fiquei muito infeliz de ver aquilo, não queria vê-lo sofrer...
--Eu te amo para sempre meu amor...-- falei, já com a voz fraca demais para Frank ouvir.
Logo senti meu coração bater mais lento, e mais lento, e mais e mais, até que não senti mais nada..........
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