Vampires Will Never Hurt You

1 Vampires Will Never Hurt You


Notas iniciais
Espero que curtam a one. Ela foi escrita com todo o carinho em homenagem ao homem mais lindo do Rock, Gerard Way. TE AMO GERARD!!!!!!! AMO MY CHEMICAL ROMANCE!!!!!!!! PS: Todos os trechos das canções estão traduzidas ao final da one.

Vampires will never hurt you

Por Jujuba de Azevedo.

Eu e o My Chemical Romance estávamos de turnê pela Europa. Os shows eram um sucesso e a galera européia era muito carinhosa.

Os próximos e últimos shows eram para ser na Inglaterra e Escócia, fechando com chave de ouro o sucesso que fora a turnê de divulgação do novo cd. Naquela noite estávamos em Londres.

Eu sempre adorei a velha cidade, suas ruelas escuras, seu clima úmido e frio, sua fascinação pelo sobrenatural, para toda a cidade fervia e exalava a mistérios, a segredos. Só de imaginar que o The Cure nascera ali, andara por aquelas ruas gélidas, meu coração dava um salto. Para mim, a capital inglesa tinha uma alma sombria, escura, aquela cidade mexia com meu “darkside”(1).

O show começou com toda aquela energia de sempre, muitos gritos, as mãos erguidas na esperança de ao menos tocar a qualquer um de nós. A lugar tava lotado, as pessoas espremidas pareciam uma massa pulsante, pulando sem parar. Era pura ação e reação, eu fazia um gesto no palco e a platéia explodia em gritos, em gestos, lágrimas, risos. Tudo aquilo era alucinante.

Começamos a noite com “Welcome to the Black Parede”. As luzes estavam apagas, todos estavam calados, esperando. O som do piano, as notas iniciais da musica romperam o silencio, depois minha voz. Então, fez-se a luz, forte, destruidora, cegando a todos, Bob já pegara sua deixa e começava a tocar a bateria. Logo, aquele lugar estava cheio de nossas energias, que cantávamos em uníssono:

“To carry on

We'll carry on

And though you're dead and gone believe me

Your memory will carry on

We'll carry on

And though you're broken and defeated

Your weary widow marches” (2)

O público estava indo a loucura e eu também. Ainda estava no meio da canção e já estava todo suado, aquele lugar tão imenso parecia encolher diante de toda a vibração. Gritamos a plenos pulmões:

“Do or die, you'll never make me

Because the world will never take my heart

Go and try, you'll never break me

We want it all, we wanna play this part

I won't explain or say I'm sorry

I'm unashamed, I'm gonna show my scar

Give a cheer for all the broken

Listen here, because it's who we are

I'm just a man, I'm not a hero

Just a boy, who had to sing this song

I'm just a man, I'm not a hero

I! don't! care!” (3)

A musica acabou e todos queriam mais, inclusive eu. Em seguida tocamos “Dead!”,seguida de “This is how I disapper”, “Sleep”, “House of Wolves”, “Teenagers”, “Mama”, “Famous Last Words”, “Disenchanted”. Eu interagia com a platéia olhava em seus rostos suados, em seus olhos brilhantes e foi nesse momento que eu a vi. Longo cabelo negro, grandes olhos azuis, lábios carnudos e rubros se mexiam como se estivesse cantando, desejei-lhe ouvir a voz. Sua pele era branca ou seria pálida, ela era linda, imóvel, sua figura destoava do alvoroço que era a seu redor, somente me olhava, com uma cara de “Decifra-me ou te devoro”. Fiquei tão enfeitiçado por aquele olhar e tomado por uma sensação de familiaridade, que esqueci a letra da musica, sendo obrigado a pedir a ajuda da galera. Acho que ela percebeu, pois seus apetitosos lábios esboçaram um leve sorriso.

Dei uma pequena pausa, para secar o suor, jogar uma água no rosto, me recompor. Enquanto isso, Frank e Raymond davam uma aula de como se tocava guitarra.

Quando voltei, tivemos um momento “recordar é viver”, onde cantávamos algumas musicas dos cds antigos. A primeira foi “The Ghost of You”, era para ser “Helena”, mas eu não estava no clima. Aquela música era perfeita, pois aquela bela mulher estava me assombrando, me atormentando. Cantei para ela, para aquela estatua de mármore.

Seguimos com “Helena”, depois “I’m not okay (I promise)”, outra musica perfeita, pois como é que eu poderia estar bem se eu não conseguia desviar o olhar dela. Tocamos “Our Lady Of Sorrows”; eu estava sofrendo, em uma muda agonia – Por que ela não e mexe, não reage? – Eu sentia que era como se não importasse o que eu fizesse, ou o quanto alto eu cantasse, minha musica não a alcançava. Ela permanecia imóvel, com aqueles luminosos olhos azuis a me fitar, seus rubros lábios a me enlouquecer de curiosidade. – Será que ela estava cantando?

Comecei a cantar as primeiras linhas de “Vampires will never hurt you”, foi quando ela finalmente se mexeu, era como se eu tivesse rompido o encanto, falado as palavras mágicas. Primeiro seus olhos se fecharam, o rosto iluminou-se num sorriso largo, que deixou a mostra seus dentes alvíssimos, suas mãos acariciaram seu pescoço, ela finalmente começara a se mexer junto com a multidão, pulando, dançando, cantando. A estatua ganhara vida.

“And if the sun comes up will it tear the skin right off our bones

And then as razor sharp white teeth rip out our necks I saw you there

Someone get me to the doctor, someone get me to a church

Where they can pump this venom gaping hole

And you must keep your soul like a secret in your throat

And if they come and get me

You put the spike in my heart.”(4)

O show acabou e fui praticamente arrastado por Frank e Mikey para fora daquele palco, eu não queria perdê-la de vista.

-- Que porra é essa, Gerard? – perguntou Frank acendendo um cigarro. – Eu sei que o show foi do caralho, mas temos que dormir um pouco antes de pegar o avião. Esqueceu? – falou colocando o dedo na minha testa.

-- Foda-se – falei, me afastando.

-- Qual é Gee? – perguntou Mikey. – Tu tá muito estranho.

-- Num e nada. – respondi.

-- Ok, crianças! – falou Ray todo alegre. – Vamos voltar para o hotel e daqui a algumas horas, avião. E então, New Jersey.

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Voltamos para o hotel, Londres era linda durante a noite com todas as suas luzes, o castelo real, o Big Beng, aquela cidade era muito sedutora. Assim como aquele rosto que me atormentara durante o show, repassei em minha mente cada pequeno detalhe de seu rosto, apesar de saber que minhas lembranças não se comparavam com a original.

Eu e os rapazes caminhamos juntos pelo corredor que levava aos quartos, cada um ia se despedindo quando chegava a sua porta. O meu era o ultimo do corredor, então, quando Bob me desejou boa noite fiquei sozinho.

Caminhei lentamente assobiando “Vampires will never hurt you”, aquela canção não me saia da cabeça, foi a musica que a despertou. Ela também não deixava meus pensamentos.

Fui tirado de meus pensamentos por um som muito baixo, alguém cantava, era a voz de uma mulher para ser mais exato,uma linda voz. Parei no meio do corredor tentando captar que canção era aquela e de onde vinha. Caminhei cuidadosamente pelo corredor o som parecia ficar mais audível a medida em que eu seguia em frente, já podia reconhecer a musica, era “Demolitions Lovers” e estava vindo do meu quarto. Colei minha orelha à porta para ter certeza.

“I'm trying, I'm trying
To let you know how much you mean
As days fade, and nights grow
And we go cold

But this time, we'll show them
We'll show them all how much we mean
As snow falls on desert sky
Until the end of every...” (5)

-- Mais que porra é essa? – falei intrigado. Eu estava crente que devia ser alguma fã entusiasmada. Então, abri logo a porta para tirá-la de lá sem ter que apelar para a segurança.

A grande suíte parecia preta e branca, iluminada apenas pela luz da Lua, que entrava pela varanda aberta, foi quando eu a vi. Lá estava ela, a misteriosa figura feminina que me atormentara durante o show. Ela estava sentada em uma poltrona, ainda cantando, usava um vestido tomara-que-caia de couro preto muito justo, o generoso decote lhe valorizava o alvo colo, os longos cabelos negros eram acariciados pela brisa que entrava, seus luminosos olhos azuis, mais, uma vez estavam a me fitar. Seus lábios rubros formavamum sorriso, aquele mesmo riso do “Decifra-me ou te devoro”. Calmamente, fechei a porta atrás de mim.

-- Quem é você? – perguntei desconfiado. – O que faz aqui?

-- Achei que me quisesse aqui. – falou ela parando de cantar. O sorriso ficou mais largo quando percebeu a surpresa em meu rosto.

-- Quem é você? – repeti.

-- Nomes não importam, Gerard. – falou ela. Meu nome saiu de seus lábios quase como um sussurro. Aquilo me excitou.

-- Como sabia onde eu estava? – perguntei ainda parado junto à porta.

Ela sorriu, o som de seu sorriso pareciam pequenos sinos se agitando, adorei aquele som. Lentamente, se levantou da poltrona vindo em minha direção, seus pés estavam descalços, as pernas eram torneadas e perfeitamente brancas, sua cintura era fina, os seios médios, seu caminhar era sensual como o de um predador se aproximando da presa, porém, parou diante de mim, tão perto que se eu nem precisava esticar o braço para tocá-la.

Estávamos parados diante um do outro, ela sorria.

-- Pensei que quisesse que eu viesse... – falou calmamente. Sua mão afastou uma mexa de meu cabelo do meu rosto, o colocando atrás da orelha. – Achei que me desejasse... – Seus dedos eram frios, seu gélido troque na maça do meu rosto estava me provocando arrepios. – Assisti aos seus shows, na Espanha, Holanda, Grécia... Cada show que você fez em solo europeu eu estive presente. – Ela mordia sedutoramente o lábio inferior quando seus dedos encontraram meus lábios. – Não tenha medo, afinal, como diz o nome de sua canção... Vampires will never hurt you... – Então eu vi os pontiagudos e ameaçadores caninos.

-- Vampires will never hurt you... – repeti antes de puxá-la para um beijo. Sei que eu devia ficar com medo, fugir, gritar, mas ela tinha razão. “Eu a queria.”

Seus lábios eram tão gélidos quanto seus dedos, seus dentes abriram passagem para minha língua sedenta. Nossos corpos estavam colados, eu tinha a vampira em meus braços, a envolvia, minhas mão passeavam pelo seu corpo, pelas suas curvas, num esforço de livrá-la do vestido.

Ela não oferecia qualquer resistência. Suas mãos pareciam estar ocupadas de mais tentando me livrar das minhas, as peças tinham que sair sem quebrarmos o beijo. Logo, estávamos completamente despidos e nos dirigindo para a cama. Sua pele era tão macia quanto fria, suas pernas envolviam minha cintura em um abraço gelado. Eu já não suportava mais, precisava possuí-la.

Na primeira estocada, senti um arrepio muito forte subir por minha espinha, era maravilhoso! Seu interior era tão gélido quanto sua pele. Aquilo me excitou mais ainda, logo as estocada estavam cada vez mais vigorosas e nossos gemidos mais altos. Quando atingimos o ápice senti seus dentes perfurarem a pele do meu pescoço, num movimento rápido, ela estava por cima, montada sobre mim, bebendo meu sangue. Não demorou muito para seus lábios aliviarem a pressão.

Ela olhava para mim, dentro dos meus olhos, lambendo um pouco de sangue que restara nos lábios. A puxei para um beijo, ainda conseguia sentir o gosto de meu sangue em seus lábios, eu estava excitado novamente. Lentamente , ela recomeçou os movimentos e nossos gemidos se fizeram ouvir por todo hotel mais uma vez.

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Acordei de manhã com os sons de gritos e punhos batendo na porta. Era Frank:

-- Mais que merda Gerard!!! – esbravejava. – Acorda!!!

A luz entrava com tudo pela janela, ofuscando minha visão.

Ela havia sumido, a poltrona estava no mesmo lugar onde a vampira estivera sentada, o meu travesseiro ostentava pequenas nodoas de sangue, automaticamente, corri ao banheiro para me olhar. Admito que estava pálido até mesmo para mim, chequei o pescoço, ele tinha um hematoma em volta de pequenas e sensíveis marcas de onde os dentes dela perfuraram minha pele.

Então, tudo fora real.

-- Gerard sei que você ta acordado!!!! – esbravejou mais uma vez Frank. – Se você num sair daí em dez minutos e de malas prontas, a gente vai te deixar aqui!- socou a porta mais uma vez — Ta ouvindo???

-- Ta bom!!! – gritei de volta. – Tô te ouvindo!!!! – falei sorrindo.

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Deixei Londres cantarolando“Vampires will never hurt you”.

---------------Traduções-----------------------

(1)Darkside: Lado escuro.

(2) Para continuar/ Continuaremos/ E ainda que você esteja morto, acredite em mim./ Sua memória prosseguirá/ Seguiremos em frente/ E ainda que você esteja destruído e derrotado/ Sua viúva cansada marcha.

(3) Fazer ou morrer, você nunca me tornará/ Porque o mundo nunca pegará meu coração/ Vá e tente, você nunca me romperá/ Queremos isso tudo, queremos interpretar esse papel/ Não irei explicar ou pedir desculpas/ Estou desavergonhado, mostrarei minha cicatriz/ Dê um viva por todos os destruídos/ Escute aqui, porque é quem nós somos/ Sou apenas um homem, não sou um herói/ Apenas um garoto, que teve que cantar esta música/ Sou apenas um homem, não sou um herói/ EU... NÃO... LIGO!

(4) Se o sol se levantar ele rasgará a pele dos nossos ossos/ E então, enquanto dentes brancos e afiados rasgavam nossos pescoços, eu vi você lá/ Alguém me leve para o médico, alguém me leve para uma igreja/ Onde eles possam tirar o veneno deste orifício/ E você deve manter sua alma como um segredo em sua garganta/ E se eles vierem e me pegarem/ Enfie a estaca em meu coração.

(5)Eu estou tentando, eu estou tentando/ Dizer o quanto você significa/ Enquanto os dias desbotam, e as noites crescem/ E nós ficamos frios/ Mas dessa vez, nós mostraremos a eles/ Nós mostraremos a eles todos o quanto nós significamos/ Enquanto neve cai no céu do deserto/ Até o fim de tudo...

Notas finais
Me deixem um review!!!!Num sejam timidos.^_^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!