Notas iniciais
Feita especialmente para minha prima Nathalie.

– Vejamos aqui... — Uma senhora abre cuidadosamente o seu livro mágico e vai até a página 243, começando a ler baixo — Eu necessito de duas margaridas, dez pernas de sapo, duas asas de morcego, vinte amoras, doze cerejas, oito laranjas, três maçãs, quatro orelhas de gato, saliva humana, nove olhos de rato, e... — Aproximou seu rosto para mais perto da leitura, expressando que nem acreditava nisso — Impossível! Como é que vou fazer isto!?

A mulher madura com cabelos lisos alaranjados, óculos e lábios vermelhos, cujo tem o longo vestido preto com mangas que cobrem todos os seus braços, e chapéu pontiagudo, também preto, acompanhado de uma espécie de cinto na cabeça, não ficou satisfeita em relação ao último ingrediente. O nome dela é Nix Niger, e sempre foi uma bruxa muito experiente, desde o seu nascimento. Ela já fez várias magias limitadas e fantásticas receitas, somente em favor de si própria.

Dessa vez, queria uma poção da juventude, pois a de cabelos laranjas estava se desintegrando cada vez mais. O maior problema, então, é que ela deve enfrentar uma das piores espécies inimigas da face da Terra: Os vampiros.

Ela pisava fortemente no chão da pequena trilha da floresta e pressionava o seu crânio, sentindo raiva e consequências dos riscos a serem tomados. É um preço extremamente grande, as bruxas são bem frágeis, tipo vidro.

Mas o destino, a meta e o pensamento de "Você será feliz para sempre" a obriga a seguir em frente, mesmo que Niger sequer tenha vontade.

Por fim, continuou andando, tentando manter-se a calma, roendo as unhas. Depois de longas horas, se depara em frente à um gigantesco castelo dourado, de beleza maravilhosa. A experiente sabe claramente quem mora dentro, porém o mais importante é a sua missão, e nunca o medo.

Devagar, subiu à algumas escadas e puxou a porta dupla, entrando, assim, no local.

Já estava preparando suas armas: Os quatro elementos, uma faca meia enferrujada, suas palavras poderosas, e suas poções. O silêncio dominou o lugar sinistro por um bom tempo. Quando ela ouviu a sedutora voz nobre e vampiresca, sentiu arrepio em todo seu corpo. Agora, soava feito porco, paralisada.

– Então... Senhorita Nix... Decidiu visitar-me de meu majestoso lar? — De repente, um flashe de corrida do vampiro passou-se inacreditavelmente rápido na frente dos olhos totalmente brancos dela, e após isto, ele já tem chegado e este passava delicadamente em seus ombros, tornando-a estátua psicologicamente.

O 'homem' é elegante devido ao seu terno. Sua gravata é bem vermelha, e suas íris também. Seus cabelos medianos são negros como carvão, enquanto os dentes, com pontas afiadíssimas, são muito brancos. Lenia Noble cheira e aprecia o aroma do pescoço da bruxa. Ele quer "somente" uma coisa.

– Para começar, querida... Posso saber o motivo da Vossa Madame estar aqui, nesse momento? — Não obteve resposta — ... Responda-me. — Sussurra carinhosamente no ouvido direito da mulher.

– ... Preciso... De... Algo... S... — Nix foi interrompida.

– Precisa do quê? Aposto que até já sei... — Ele abraçou-a nas costas, como se ela fosse sua recém esposa, alisando-a, demonstrando, pois, sua expressão nada inocente — ...Certo...?

– ... — A de vestido preto lançou um olhar desconfiante, sem que Len perceba, tomando uma atitude — Não! — Nix pega a sua arma branca e acaba cortando, de propósito, o peito do vampiro. O alvo gritou de dor. Ela rasgou o vestuário formal do seu inimigo, cujo está derramando o sangue frio: O ingrediente sagrado!

Mais rápido possível, Niger coleta um pouco do líquido vermelho necessário, usando uma minúscula poção, fecha, e tentou correr até a saída, só que nem obteve sucesso, sendo impedida pelo vampiro, que a derruba violentamente no piso, quebrado agora.

– Não vais ao lugar nenhum, canis... — Ainda diz calmamente.

– Ah, vai se danar, Noble! — Ela usa a água vertical para afastá-lo.

– A Vossa Corajosa nem pretende criar essa nossa guerra, não é? — O seu terno está encharcado de líquido H2O — E outra coisa: Não permitirei que use o meu sangue!

– E cadê o "porquê"? Você não tem motivo, não tem argumentos! Então, escaparei ou lutarei! — Irritou-se a bruxa.

– Nesse caso, nem tenho escolhas... — Uma espada vermelha aparece magicalmente em suas mãos — Prepare-se!

A luta começou, e este durou quinze minutos: Lenia começou avançando em um segundo, todavia Nix conseguiu desviar vários golpes dele com o seu elemento ar. Ela tem utilizado terremotos, fogo, poções da luz e escudo de água. Já o outro, utilizou a tremenda força, velocidade anormal, sua lâmina, e suas grandes unhas.

Houve uma hora que a bruxa desviou seu olhar ao outro lado, e o cara pálido consegue enfiar todo o seu instrumento de batalha no abdômen dela, indicando derrota à "fraca".

– Como... Você... Owwwwn... — Ela gemia dolorosamente e com as lágrimas escorrendo em seu delicado rosto, caída ensanguentada.

– ... Bem, aprendeu a sua lição... — Len se aproxima de sua vítima — ... Boa noite, Nix Niger... — Ele morde a parte de baixo da cabeça da de cabelos laranjas, fazendo-a dar os últimos gritos e suspiros, e fazer a alma dela escapar por fim.

Logo, o vampiro saboreia o seu desejado, chupando a maior parte disponível do sangue, como ele fez com várias outras mulheres.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!