Vampire Night

1 Capítulo 1 - Volta pra Casa


Finalmente a Florença! Há quanto tempo? Deve ter sido esse tipo de coisa que passava na cabeça de Rose, estava feliz por finalmente ter voltado para casa, sua casa, seu lar.


Um carro preto, de vidros escuros desfilava pelas ruas, como se estivesse um pouco desnorteado, procurando algo ou alguma coisa, as pessoas olhavam num esforço em vão e quase desrespeitoso para os vidros tentando a todo custo descobrir quem estava lá dentro. Ao que parecia pelo olhar uma limusine de tão grande e espaçosa que era. O carro continuou rodando pelas ruas, até parar em frente a um portão velho e um pouco enferrujado.


A frente se tinha a vista uma casa elegante, de quatro andares bem distintos e um quintal lotado de rosas brancas, estas eram tão visíveis quanto seus espinhos sempre apontados para cima. O carro se aproximou da casa tendo cuidado para não passar por cima de nenhuma rosa e assim que parou a porta se abriu.


De dentro do carro desceu um homem, obviamente na casa dos trinta, mais ou menos com trinta e oito anos, alto, robusto e incrivelmente branco, os olhos verdes reluzentes e cabelo castanho escuro eram o que mais o marcava, isto e o suspiro ao ver a casa. Não mudou nada, em todos esses anos em que estivemos fora! Pensava sorrindo e logo em seguida fez um sinal para que, quem fosse que estivesse dentro do carro saísse.


Outra vez a porta abriu, mas agora fora uma jovem de quinze anos que desceu, seu olhar cintilante e calmo hipnotizou Oscar por alguns instantes, ele tinha muito orgulho de sua filha, que parecia tanto com a mãe, olhos verdes marcantes como esmeraldas, cabelos pretos longos e lisos dançavam com o vento que soprava e sua pele tão branca quanto à dele ofuscava qualquer jovem que passasse por perto.


r13; Estamos em casa, minha filha. r13; um sorriso de satisfação percorreu o rosto da menina, nada deixara-lhe mais feliz do que escutar aquelas palavras. Rose correu para dentro da casa e agradou-lhe bastante ver que nada mudara de lugar, nada fora subtituído, nada fora nem ao menos tocado desde sua última vinda.


r13; O que achou? Se lembra dos velhos tempos? r13; um sorriso da filha foi a única resposta que obteve, logo depois ambos se dispersaram e cada um foi para um lado.


Ainda do lado de fora, novamente a porta do carro se abriu, mas desta vez vários vultos saíram de uma vez só e correram para dentro da casa. A menina que estava em seu quarto só ouviu algo correr lá para cima, onde ficava outra parte da casa.



r13; O que acham? r13; uma única voz soou e a única resposta que obteve foi o riso de todos os membros em volta.


r13; Isto está do jeito que deixamos. r13; Joe falava ainda se admirando em frente ao espelho, este era muito vaidoso com sua aparência e as vezes até mesmo mimado e convencido. No entanto tinha motivo para ser assim, sua beleza realmente era facilmente notada, seus olhos verdes e amáveis lembravam muito os da irmã, além de seus cabelos loiros bagunsados com o vento, serem uma tentação para qualquer garota. Em outras palavras tudo nele era um convite a se aproximar e este não era o único.


Todos estavam na sala, a maioria na prateleira de bebidas pegando algo para saciar a sede e outros sentados nos sofás da sala de estar.


Como de costume Noah e Joe já estavam a discutir por causa do espelho, a discurção se transformou em uma luta física em poucos minutos e enquanto se debatiam no chão se esmurrando e chutando os outros ficavam assistindo a cena, com um pouco de divertimento no rosto. Vendo a chance, Joe pegou uma garrafa vazia e quando a levantou a cima da cabeça para goupear o irmão, sentiu algo agarrando bruscamente sua mão.


r13; O que pensa estar fazendo?... r13; calou-se rapidamente, ao virar o rosto se deu conta que era Elliot quem segurava sua mão, este era o mais velho dos irmãos, deveria aparentar ter vinte anos e seu rosto estava mergulhado em raiva.


Os outros, que assistiam a cena com atenção também ficaram um pouco nervosos e apreensivos quanto a chegada de Elliot.


r13; Quem quer olhar os quartos? r13; Blair perguntou timidamente e antes que seu irmão mais velho direcionasse o olhar para ela, todos os outros haviam deixado o aposento no mesmo instante. Deixando Joe e Noah sozinhos a própria sorte.


Estes já haviam se levantado do chão e sorriam nervosamente para tentar incobrir o medo. Tentavam ao máximo fugir ao assunto perguntando outras coisas ao irmão, infelizmente nada tirava a cara séria e raivosa do rosto de Elliot.


r13; Então...? r13; era uma voz seca e amargurada que os perguntava enquanto tentavam achar uma explicação que o convencesse.


Foi Noah o primeiro a se aproximar lentamente, ao ficar cara a cara com o irmão se curvou, seus cabelos loiros caíram ao rosto e seus olhos azuis imploravam compreenção. O rosto de Elliot fechou-se ainda mais e este repetiu o que tinha dito minutos atrás. Assustado este recuou com um ar resignado:


r13; Boa. Piorou a nossa situação Ainstein! r13; mesmo numa situação de perigo, Joe não deixava passar uma oportunidade de fazer raiva a Noah.


Seu irmão não teve tempo de responder, algo acertara Joe e o lançara no chão, apesar do medo de ser o próximo não deixou escapar um sorriso de satisfação ao ver o irmão irritante no chão.


Já esquecera o motivo de ter sentido medo antes, pelo menos até agora:


r13; Do que está rindo? r13; seu sorriso desapareceu, novamente se encontrava sério e com receio de olhar para trás.


Felizmente, nesta hora alguém batera na porta, Joe que se levantara do chão, estava com certa desconfiança.


r13; Oscar? r13; em poucos minutos todos os irmãos que observavam com atenção tudo que acontecia do corredor, de repente estavam reunidos na sala, encarrando a porta sem desviar o olhar.


r13; Perdão. Estou interrompendo alguma coisa? r13; Rose, entrara trazendo chá para os irmãos, na verdade toda tarde estes tomavam pelo menos três jarra deste.


r13; Não! r13; seus dois irmãos estavam felizes em vê-la.


r13; Coloque no criado mudo, por favor. Você tem muitas coisas para fazer Rose? r13; a voz passara de seca e amarga para surpresa e feliz, ela era a única que Elliot tratava bem entre os irmãos, os outros este tratava com dureza, frieza além de distancia.


r13; Na verdade não. r13; ria, intrigada.


r13; Neste caso, tome chá conosco irmãzinha. r13; disse Blair.


Ao se sentarem, todos pareciam felizes com a presença da irmã caçula.


r13; Algo errado? r13; ainda não sabia o que era, mas Kathen teve a sensação que algo estava perturbando Rose.


r13; Nada. Não é nada. r13; a gorota tinha ido para lá exclusivamente para fazer uma pergunta, infelizmente ao ver todos reunidos perdeu a coragem que a impulsionara no início.


Obviamente ninguém engolira aquela desculpa e Annabelle chegou um pouco mais perto da irmã, repetindo a pergunta.


r13; Bom... eu queria... ham. r13; tentava olhar exclusivamente para Elliot. r13; Estamos em Janeiro e eu queria ir para o colégio. r13; várias xícaras caíram no chão e quebraram-se ao mesmo tempo, todos estavam pasmos com a afirmação, não podiam entender. Eles sempre estudaram em casa, justamente por acharem que eram bons demais para estudar com as outras pessoas, agora uma deles queria frequentar o primeiro ano numa escola lotada de humanos. Foi um grande choque para todos, tanto que a maioria saíu da sala e só permaneceu seus irmãos; Elliot, Joe, Noah e Kathen.


r13; Temos que conversar a sós, amanhã assim que escurecer você terá a resposta. r13; Elliot olhava calmamente para Rose, tentando desfarsar o nervosismo.


Ao sair ela o olhava, como se estivesse depositando nele, suas últimas esperanças. Entrando em seu quarto, escreveu outra página em seu diário.



Querido Diário,finalmente voltamos a Florença, minha cidade natal. Apesar de querer me readapitar e fazer novos amigos aqui, ainda sinto medo de que não seja aceita.Encaremos os fatos, eu só serei aceita aqui se usar uma máscara e envolver meu passado por completo, já que ninguém iria querer fazer amizade comigo se descobrissem quem eu realmente sou. Às vezes eu queria que o destino tivesse me dado uma vida diferente,em toda a minha existência só o que conheçoé a solidão.


Meus irmãos fazem-me companhia claro, mas nem eles conseguem encobrir o abismo que está se formando dentro de mim e sinto que a qualquer minuto irei cair dentro desse abismo. Meu paina maior parte do tempo é um homem gentil, infelizmente sinto que logo ele irá partir, mas não por sua vontade, logo logo meus irmãos iram exilá-lo.


Como eu queria que minha mãe estivesse aqui, mas infelizmente tudo que tenho para me lembrar dela são fotos antigas, pois esta morrera dando-me a luz, sinto-me culpada , a horas que acho que se não fosse por mim esta ainda estaria aqui. Mas o pensamento que mais me perturba é saber que viverei pela eternidade sem possuir uma única pessoa especial na minha vida, aquele alguém especial que está sempre ao seu lado, eu nunca senti isso, mas Oscar já me disse que é a melhor sensação que alguém pode sentir. Acordar de manhã sabendo que começará e acabará o dia aninhado ao lado daquela pessoa especial. Acho que no fundo, só quero ir para aquele colégio para tentar entender os comportamentos humanos, tentar sentir o mesmo que eles sentem ,fingir que pelo menos uma vez na minha vida que sou aceita em algum lugar . Meu único medo é viver mergulhada na solidão.



Infelizmente tudo que Rose falava naquelas páginas, eram a mais pura verdade, seu único receio era nunca saber o que é; amor, nunca sentir isso por ninguém e ninguém nunca sentir isso por ela. Enquanto estava mergulhada em seus pensamentos, andou lentamente até a janela, olhando abismada para o grande jardim a sua frente, na realidade os únicos filhos que Oscar se dava bem eram Rose, Elliot e Noah, embora com os dois últimos não fosse bem uma amizade, mas sim uma tolerância.


Exatamente o motivo da casa possuir quatro andares, nos dois de baixo morava Rose e Oscar, já os dois de cima eram divididos entre; o irmão mais velho de vinte anos Elliot, uma de dezessete Blair, uma de dezoito Annabelle, dois de dezesseis anos Joe e Noah e gêmeos de dezoito Richard e Kathen. Estes e o pai discordavam tanto que até o jardim era dividido, de um lado existiam rosas brancas e orquídeas do outro tulipas negras, com rosas vermelhas, dando uma impressão de obscuridade no jardim. Era até um pouco divertido de olhar, de um lado uma clareza e leveza do outro escuridão e sombras.



r13; Não, não e não! r13; este fora o coro de respostas que Blair obteve ao pensar em ceder para que Rose estudasse em uma escola de humanos.


r13; Qual é o problema? A pobresinha quer tanto isso. r13; seria uma tarefa difícil convencer os outros irmãos.


r13; Se você acha tão legal vá você! r13; Richard estava indignado. r13; Mas eu não irei permitir que minha irmã, frequente aquele hospício cheio de humanos, ela é muito superior a isso. r13; Blair não achava justo a decisão, mas ao olhar para o resto dos membros daquela sala, soube que não encontraria ali um aliado.


r13; Além do mais, ela só tem quinze anos nem sabe o que quer. r13; Annabelle também achara a idéia doentia.


r13; Não iremos ariscar, a resposta é não! r13; Joe e Noah pareciam decididos.


Blair não teve nada mais a acrescentar, enquanto olhava sua irmã Kathen se aproximar:


r13; Já tomamos a decisam, ela não...


r13; Não sejam precipitados, vamos raciocinar com mais calma. r13; Elliot interrompeu, falando com um ar calmo e solene.


r13; O quê? r13; Joe descontrolara-se por alguns segundos. r13; Está mesmo pensando em colocá-la numa escola de humanos? r13; o rosto de Elliot se fechou, ao se dar conta o chão embaixo de Joe cedera e raxava rapidamente, a janela atrás deste quebrara-se, fazendo com que voasse cacos de vidro em todo o chão da sala.


r13; Peço desculpas... pelo meu desrespeito. r13; sua voz era nervosa e submissa.


Elliot ainda o olhava ameaçadoramente, mas logo acalmou-se.


r13; Até a hora do jantar, quero o chão concertado, a vidraça trocada e não quero ver nenhum caco de vidro neste chão, fui claro? r13; sua voz era seca e indiferente.


r13; Como quiser! r13; não o olhava ao falar.


Passou alguns minutos parado olhando em volta do salão, logo em seguida ao se retirar deu uma nova ordem.


r13; Noah, Annabelle, Richard e Kathen, quero que vocês ajudem a limpar essa sala até à hora do jantar... A propósito quando der dez e meia, quero todos em meus aposentos, precisamos conversar mais calmamente sobre Rose. r13; continuava olhando ficsamente para o corredor ao dizer aquilo.


r13; Como desejar. r13; Richard estava convencido que a conversa que teriam não seria nada agradável.


Elliot não estava mais presente, enquanto Annabelle e Noah limpavam os cacos de vidro do chão, Joe e Richard estavam concertando o piso de madeira, obviamente destruído e Kathen tirava a vidraça para substituí-la, nenhum destes sabia como iriam fazer para deixar tudo pronto antes do jantar, pois este saía as oito em ponto e eram sete e quarenta.


r13; Puxa!... r13; a voz séria de Blair de repente transformara-se em um riso. r13; ... Se deram mal, não queria estar na pele vocês se não conseguirem acabar a tempo. Se lascaram! r13; enquanto os irmãos olhavam-na espantados por sua atitude, está ria e fazia piadas.


r13; Ao invés de fazer piadinhas sem graça, você poderia nos ajudar. r13; havia raiva e impaciência na voz de Kathen.


r13; Até poderia, mas não quero. r13; saiu rapidamente da sala e desceu as escadas indo ao encontro de Rose, esta se encontrava balançando numa cadeira de balanço na varanda da casa.


r13; Rose entre, está muito frio está noite. r13; houve um pequeno riso, depois o jardim fora engolido novamente pelo silêncio e vazio.


r13; Me diga, irmãzinha. Por que você quer freqüentar a escola? r13; o silêncio foi à única resposta que obteve no princípio, mas enfim a menina criara força para contar a irmã.


r13; É um motivo muito pessoal Blair, sei que não irá entender. r13; sua voz fria cortara ao meio o coração de sua irmã, esta via que tinha algo errado com Rose e também sabia que ela não queria dizer-lhe.


r13; Você sabe que eu não acho isso certo. Mas se significa tanto para você, quero que venha comigo até o quarto de Elliot na hora que nós combinamos, se você contar a eles o motivo, sei que deixaram também. Nós te amamos muito Rose, tanto quanto...


r13; Tanto quanto a mamãe, mas a diferença é que vocês continuam vivos. r13; sua voz continuava fria e distante.


r13; É. r13; sentia pena ao ouvi-la dizer aquilo, sabia que esta ainda se culpava pelo acontecido e também sabia por que. Era deprimente vê-la tão depressiva ao ponto de se culpar pela morte de Rosalinda.


r13; Sei que é difícil, mas deve esquecê-la Rose, nós só devemos lembrar daquilo que nos faz bem, não a necessidade de relembrar-mos acontecimentos amargos do passado. Não podemos viver do passado.


Os cabelos pretos cobriam o rosto da irmã, que estava com a cabeça baixa.


r13; Não? r13; soltou um sorriso amargo. r13; Olhe para nós, não passamos de seres do passado que se escondem nas sombras, afastados, desligados e expulsos do mundo real. Passamos a eternidade nos escondendo no passado, nunca sendo aceitos no presente ou futuro.


O remorso em sua voz fez uma única lágrima escorrer de seu rosto, em seguida deu as costas e se retirou para a sala.



r13; Acho que conseguimos. r13; Noah estava exausto.


Todos os outros estavam sentados na sala de jantar e como Blair acabara de chegar, à única cadeira vazia era a principal em uma das pontas da mesa. A porta abriu-se lentamente e o único membro que faltava, se encontrava em pé, na frente de todos. Este não disse uma única palavra somente dirigiu-se até a sala de estar para ver o que tinham feito.


r13; O que achou? r13; a ansiedade na voz de Joe era quase insuportável.


Ao olhar calmamente a sala se voltou para um canto perto da parede, ao se abaixar pegou algo e estando cara a cara com os irmãos, mostrou que em suas mãos se encontrava um pedaço pequeno de vidro, quase do tamanho de uma unha.


r13; Melhor dizendo, o que vocês acharam disso? r13; o medo tomou conta de todos e naquela hora, ninguém teve coragem de responder.


r13; Até mesmo uma mera humana doméstica conseguiria fazer com perfeição uma tarefa, em que vocês falharam... Imbecis. r13; o tiro de misericórdia havia sido disparado e seu efeito foi exatamente como esperado, o rosto de todos fora tomado pela vergonha e humilhação, com exceção do de Blair que estava dividido entre rir e sentir pena.


r13; Desculpe, pedimos seu perdão. Prometemos que da próxima vez que formos designados para uma tarefa, isso não se repetirá. r13; mesmo ao falar, o rosto de Richard continuava apontado para baixo, sem tirar o olhar do chão.


Elliot se aproximara educadamente e pegara o rosto do irmão, levantando-o até o seu.


r13; Isso se eu resolver designá-los para outra tarefa, pois o que vocês me mostraram agora é um sinal claro de incompetência e estupidez. r13; sua voz continuava calma e indiferente como sempre. r13; Se não conseguem cumprir uma simples faxina, no que mais iram me desapontar?


Não falou mais nada, somente andou até a sala de jantar, ao sentar-se todos os outros fizeram o mesmo. O resto da refeição fora silenciosa, o único ruído eram os talheres batendo no prato, todos comiam e bebiam em silêncio, exceto Elliot que passara a refeição inteira se alimentando somente de um copo de sangue.


Este observava atentamente e esperou até que todos tivessem terminado de comer, logo se levantou, seguido pelos irmãos, e subiu para seus aposentos, sem dizer uma única palavra.


Os membros restantes ficaram na sala até dar exatamente dez e vinte e nove, todos se levantaram e seguiram para o quarto de Elliot, menos Blair que desceu as escadas à procura de Rose.


Assim que entraram no quarto, encontraram-no deitado num sofá vinho lendo um livro antigo.


r13; Estamos atrapalhando?


r13; Não, só estava esperando vocês aparecerem, pelo menos nisso vocês não me decepcionaram... E então, contem-me o que decidiram. r13; cada um falou calmamente, um de cada vez e logo Elliot estava a par de tudo.


r13; Entendo... r13; logo após de dizer a porta abre, Blair acabara de entrar e todos se perguntavam o porquê da demora.


r13; Elliot sinto pelo atraso, mas queria que ouvissem a opinião de uma pessoa.


r13; De quem? r13; Kathen não gostara do modo que ela falara.


r13; Quieta Kathen. r13; Elliot parecia inquieto. r13; Pode entrar, Rose.


A sala silenciou-se, todos estavam perplexos, com o que ouviam.


Quando a irmã caçula entrou foi fuzilada com olhares de indignação, raiva e um único de compreensão, de seu irmão mais velho.


r13; Tem certeza que é isso que quer? r13; ele a perguntava, para ter uma resposta conclusiva.


r13; Tenho!


r13; Rose, por favor, entenda. Você não consegue ver com quem vai se misturar? r13; Noah parecia irritado.


r13; Você sempre teve uma mente equilibrada, pelo menos até aparecer com essa idéia repulsiva. r13; Joe levantara-se frustrado.


r13;Tente abrir os olhos para raciocinar direito. r13; não importava para que lado olhasse, era sempre atacada pela escolha que fizera.


r13; Rose, qual o motivo real de você querer estudar numa escola? r13; a única pergunta que esta poderia responder.


r13; Eu só quero entender. r13; a única resposta que obtiveram.


r13; Como assim? r13; Blair perguntava, como se tivesse incentivando-a a falar.


r13; No início eu não sabia que sentimento era esse que me perseguia não importando onde estava ou com quem estava. Não sabia o que era isso preso entre minha garganta e coração que me fazia acordar a noite chorando e me sentir longe de tudo e de todos. r13; houve um momento que pensou em parar de falar, mas a vontade de desabafar foi mais forte. r13; Depois de muito tempo, foi que finalmente encontrei a resposta para as minhas perguntas, o que sentia era; solidão. Não encontrava meu lugar, nem no mundo exterior, nem com vocês e apesar de saber que minha família estaria sempre lá quando eu precisasse isso não preencheu o vazio de saber que eu era incompleta, por que... Para falar a verdade... Eu me sinto sozinha e quero a todo custo me encontrar, ir para esta escola é a minha última chance de fazer isso acontecer, por favor, eu suplico a vocês, não tirem essa chance de mim. r13; ninguém esperava ouvir aquilo, quer dizer que em todos esses anos juntos, estes só notaram agora que a irmã se sentia perturbada e depressiva?


r13; Como pode se sentir sozinha, se nós estamos aqui com você? r13; não era só Blair, ninguém entendera o motivo dela se sentir assim.


r13; Eu não me encaixo entre vocês, não tenho a mesma mentalidade, a mesma postura, nem sequer os mesmos desejos. Apesar de sermos irmãos, somos de mundos totalmente diferentes.


r13; E qual a diferença? r13; a voz do irmão parecia irritada e triste, como se quisesse ajudá-la a se achar, mas não soubesse como.


r13; É que você já achou o seu... r13; a voz com que dissera fora rouca. r13; ... Me falta achar o meu. r13; Se retirou rapidamente, olhando uma última vez para seus irmãos.


r13; O que acharam? r13; Elliot perguntava com um tom amargo.


r13; Nunca me passou pela cabeça que ela poderia estar desse jeito. r13; todos estavam pensativos quanto a isso.


r13; E se dermos mais tempo para ela começar a se adaptar aos nossos costumes?


O primogênito olhava para Kathen com desrespeito.


r13; Ela não consegue achar o seu lugar na nossa sociedade, vamos torcer para que ache na humana. r13; alguns até pensavam em discutir, mas depois do olhar atento que os seguia, decidiram ficar calados.


r13; Então a decisão já está tomada! r13; ninguém mais se encontrava no quarto.



r13; Oscar? É você? r13; ao se dirigir para o jardim, viu seu pai sentado encarando com amor e tristeza as rosas brancas em sua frente.


r13; Oi, querida. Só estava olhando nosso jardim... Sabe? Sua mãe amava rosas brancas, sinto tanta saudade dela, mas afinal não posso me culpar. r13; olhou brava e seriamente para a filha. r13; Afinal, a culpa não é minha. r13; aquelas palavras soaram como uma facada no coração da garota, o próprio pai acusava-a de ser a responsável pela morte de Rosalinda.


r13; É, eu sei. r13; saiu da casa rapidamente, sem dizer mais nada e começou a caminhar pela noite. Passava na frente das casas e se dirigia para o final da rua, onde havia um cemitério.


Ao se aproximar do túmulo de sua mãe, notou que uma figura sombria e ameaçadora estava parada ao lado, olhando fixamente para ela e esta dava a impressão de estar esperando-a a algum tempo.


r13; Quem é você? r13; não obteve resposta, mas pode notar que quem fosse que estivesse esperando-a, tinha uma certa amargura no olhar.


A figura aproximou-se lentamente de Rose e por um dado momento ficaram se olhando. A última coisa que se viu antes da neblina densa, fazer ambos dos corpos desaparecerem foi o sangue que se alastrava próxima ao túmulo de Rosalinda.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.