Vampire Life

1 Capítulo 1 - Pilot


“Não é todo dia que se faz 120 anos, acho que raramente se faz 120 anos, mesmo sendo vampiro. A cada dia que se passa parece que os perigos só aumentam em nossa vida, mas minha irmã não liga! 120 anos ao meu lado, essa é a idade que temos desde que fomos transformadas, parece que foi ontem que Edith nós deu seu sangue e depois nos matou, mas não vem ao caso, já que ainda vamos mata-la. Hoje eu e minha irmã vamos comemorar em grande estilo, não pelo fato de termos fracassado mais uma vez em nossa busca, mas por estarmos sobrevivendo lá ela, também nesse dia, 08/05/1993, ela matou Henrie na minha frente, arrancou sua cabeça sem dó nem piedade. Desde que aceitei essa terapia de escrever em meu diário, todo dia, hoje está sendo o mais difícil em três meses.

É isso! Bola pra frente que a vida continua, apesar de minha irmã ter me convencido de dar um tempo nas buscas essa semana não perdi as esperanças de encontrar Darkeinny, ele vai me ajudar, só que nós o perdemos a muito tempo, depois de uma fuga inesperada da caverna de Ketyshaw, a bruxa mais inteligente viva, e a mais forte depois de Merlim e Morgana, e é também a chave da caçada pelo...”

–Anda Scarlet, ou vamos chegar atrasadas no restaurante ou pior ainda: vou dar de cara com Brendon – disse Sophie enquanto Scarlet levantava da mesa guardando seu diário na prateleira-.

–Já vou – e colocou seus saltos preferidos. Ela estava com um vestido bem meigo cor de pêssego, enquanto Sophie usava um vestido preto combinando com seus saltos e cabelos cacheados pretos-.

Sophie pega as chaves que tinha deixado na mesa, quando se aberta com algo, levantando a cabeça rapidamente deixando a mostra seu olhar de insatisfação, se encaminha a porta, e a abre transformando completamente seu olhar para um olhar simpático.

–Olá! Brendon – e sorri como se estivesse super animado com sua visita-.

–Olá! Sophie, Scarlet tá aí – falou do seu jeito jogador de futebol-.

–Tá sim, espera que já vou chamar ela.

Ao concluir sua frase Scarlet pula atrás de Sophie e assusta os dois.

–Não precisa, to aqui – e sorri olhando para a cara dos dois como se fosse a coisa mais normal do mundo o que ela acabará de fazer-.

–Não demora tá irmãzinha, que temos que sair – falou Sophie jogando uma indireta para que a irmã dispensa-se o namorado. Ela entra bufando de raiva-.

–O que foi? – perguntou Scarlet à Brendon-.

–Vim aqui ver meu amoreco! – ele se aproxima para beijá-la, porém ela se afasta-.

–Eu tenho mesmo que ir – apressou-o Scarlet enquanto mordia o lábio inferior-.

–Mas eu não ganho nem um beijinho? – pediu carinhosamente no mesmo momento em que tirava a franja de Scarlet de frente do rosto. Ela o beija rapidamente dando-lhe um selinho-.

–Agora eu vou entrar pra não aborrecer mais a minha irmã – ele faz biquinho esperando beijo, só que ela entra e bate a porta.

Sophie está sentada no sofá com uma cara de raiva, seus olhos passaram de castanhos para vermelhos. Esse era um dos dons que Scarlet mais odiava na irmã, além do fato de ela ouvir tudo num alcance de 27 metros.

–Eu não sei porquê eu não matei ele antes? – debochou Sophie após se levantar e ficar cara à cara com a irmã-. Considere um aviso.

–Será que podemos ir agora? To morrendo de fome – desviou Scarlet do assunto.

–Tá! – resmungou Sophie-. Mas eu dirijo.

–Okay! – concordou Scarlet sem argumentos-.

O caminho foi bem calado, porém, assim que se aproximavam do restaurante, foi ficando mais animado. Sophie até sorriu ao ver Allysson batendo de cara no poste enquanto digitava uma mensagem.

Allysson era a típica patricinha de escola. Ela era metida, riquinha, mimada, dentre outros adjetivos pejorativos que Sophie a impusera. Contudo ela tinha coração. Realmente gostava de suas amigas e de ajudar as pessoas, ela só não deixava de se achar a melhor, entretanto vai ser de suma importância para que Sophie e Scarlet consigam o que procurava.

–Nome – pediu a senhora já cansada, seu tom sai meio amargo. Ela usava uma touca de cozinheira preta de rendas-.

–Sophie e Scarlet – falou Sophie olhando para dentro do restaurante procurando o melhor local para se sentarem. Ela visava um local mais afastado da janela, já que sol de mais lhe deixava estressada. Infelizmente seus lugares são bem embaixo da janela com uma vista para o centro da cidade-.

–Certo! Aqui está – localizou a mulher de touca-. Venha, eu as acompanho.

As duas foram andando de maneira lenta até seus lugares de modo que a mulher já chegou à mesa. A mesa era de madeira e a toalha de mesa era de estampa xadrez.

Pouco tempo depois a comida chegou. O prato de Sophie era mais comum, com bife e batata frita e, também, um pedaço de lasanha, já Scarlet era mais do gênio natural com bastante salada.

Sophie estava irritada com o barulho dos carros do lado de fora, no meio da conversa com a irmã ela lhe dava inúmeras “patadas”, porém Scarlet não estava nem aí, para ela o importante era estar com a irmã.

–Ah! – exclamou Scarlet com um grito-. Brendon – ela o chamou-.

–Ai, eu não acredito – bufou Sophie enquanto retirava o guardanapo de pano do colo e o jogava na mesa-. Ainda bem que eu acabei de comer- ela se levanta e vai à direção do caixa, contudo para ao lado da irmã e prossegue-. Você pode ficar com seu namorado que eu vou pagar a conta e vou para o carro te esperar.

Scarlet se levanta e vai na direção de Brendon.

–Você não pode ficar me perseguindo por onde eu for – falou ao bater o pé direito e cruxar o braço desviando o olhar para um carro prata que estava passando na rua. Aquele carro havia a deixado intrigada-.

–Eu só queria te ver – lamentou Brendon-.

–Isso de você ser grudento está me sufocando – desabafou, enfim, Scarlet-. Assim não dá. Já é a vigésima vez que eu brigo com a minha irmã por sua causa.

–Mas é assim que eu sou, se quiser bem, se não quiser me deixa – ameaçou-a-.

–Então nós acabamos aqui – assim que suas palavras saíram, meio que no automático, Brandon se sentiu desnorteado e seus olhos ficaram marejados. Ele realmente não esperava por isso-.

Sem falar nada ele sai perdido. Sophie estava chegando perto do carro com uma risada de deboche, já que finalmente sua irmã terminou com a “bolsa de sangue”, como ela o chamava. Brendon, para manter o físico, tem uma boa alimentação e, devido a isso, seu sangue tem sabor forte e com pouca gordura, o que deixava o sangue saboroso. Por isso os gordinhos dificilmente são alvos de ataques.

Sophie foi caminhando até seu carro. Scarlet chega logo atrás.

–Ué, cadê o seu namorado?! – disse ela com deboche deixando um sorrisinho despontar em seu rosto-.

–Há! Há! Há! – ironizou Scarlet-. Eu sei que você ouviu.

De repente um carro prata para em frente ao carro delas de forma rápida, o que as assusta. Um homem sai de dentro do carro e bate a porta com força. A feição de Sophie muda assim que o reconhece, contudo Scarlet se mantem normal, meio assustada, mas normal. Ele se aproxima normalmente.

–Oi! Cadê meu abraço? – ele abre os braços-.

–Eu não acredito! – disse Sophie em um tom de impossibilidade deixando a boca cair levemente.