Vampire Knight
11 Amantes
Notas iniciais
–Yuuki.
Essa é a voz que eu mais conheço no mundo,reconheceria ela de qualquer lugar. Kaname.
Ele havia entrando na sala,e lentamente fechou a porta. Pareceu que Aidou e Akatsuki não haviam escutado-o entrar,e por isso se assustaram.
–Da pra me explicar direito do por que Seiren chegou na sala do diretor com duas meninas da Day Class desmaiadas?E por que eles estão aqui? — enquanto falava,com a voz calma e serena,ele andou ate mim,e parou ao meu lado. Ele se encostou na mesa ao meu lado,e encarou os dois vampiros.
Calmamente expliquei a Kaname o que aconteceu,e o tempo todo Kaname continuou com a expressão seria no rosto,sem demonstrar nenhum sentimento. Fosse raiva ou decepção. Aidou e Akatsuki ficaram calados o tempo todo,não interviram em nada,e pareceram surpresos ao saber que eu estava os observando.
Depois de fala tudo,dei um beijo em Kaname e fui pro meu quarto. Hoje o dia havia sido bastante cansativo. E haviam acontecido varias coisas.
Depois de um banho,e de estar de pijama,uma camisola cor-de-rosa que Kaname gostava mas eu não,decidi ir ate o quarto de Kaname. Algo vem me perturbando o dia todo,eeu tenho que resolver isso.
No caminho acabei me deparando com alguns vampiros,mas esses,só me olhavam enquanto eu passava. Chegando ao quarto de Kaname entrei sem bater,e tive o vislumbre que tinha alguém no corredor me observando,só não sei quem é.
Kaname estava deitado na cama,já havia tirado parte de seu uniforme,estando só com a blusa preta que fica por baixo e a calça. Ele estava com o braço nos olhos,mas eu tinha certeza de que não estava dormindo,por causa do minimo movimento que eu o vi fazer quando entrei no quarto e fechei a porta.
Rapidamente,tirei meus chinelos,e subi na cama em cima dele,com uma perna de cada lado.
–Yuuki...o que faz aqui? — perguntou ele sem tirar os braços dos olhos.
–Vim ver você. — respondi.
Ele riu.
–Tenho certeza que não foi só por isso. O que quer?
–Eu sei que você esta com sede.
Ele tirou o braço de seus olhos e me deu um sorriso carinhoso.
–E como sabe disso?
–Por que eu conheço você,e seus olhos lhe traem, mesmo quando tenta esconder. — respondi lhe dando um sorriso.
–Você me conhece bem,então.
Tirei meu cabelo do pescoço,lhe oferecendo. Seus olhos brilharam e eu pude ver suas presas crescendo pra fora de sua boca. Rapidamente,ele inverteu as posições,fazendo que eu ficasse debaixo e ele em cima. Eu virei meu rosto pro lado,dando-lhe acesso ao meu pescoço. Ele se inclinou e antes de me morder plantou um beijo em meu pescoço.
–Tão bonita. — sussurrou ele. — Tão delicada.
Depois de proferir essas palavras,ele me mordeu,pegando de mim o que ele tanto precisava,meu sangue. Alimentando a fera que tinha dentro dele,e que somente o sangue de sua amada pode aplaca-lo. Isso vale pra mim também,eu o amo e somente seu sangue me satisfaz.
Através do sangue,de um sangue-puro,como eu e Kaname,é transmitido pro vampiro que tomou o sangue poderes inimagináveis. Além de Kaname e eu termos vindo de uma linhagem totalmente pura de sangues-puros,nós sempre tomamos sangue um do outro,o que faz com que nossos poderes aumentem,fazendo-nos ficar mais forte do que já somos.
Tenho certeza de que toda a Night Class já notou através do ar,o cheiro do meu sangue,o que deixava claro a todos o que Kaname esta fazendo...se bem que o meu cheiro e o cheiro de Kaname são bem parecidos,o que deve dificultar pra alguém que não convive muito conosco,saber de quem é o sangue. Mas eu não estou nem aí para o que os outros achem. Kaname eu somos um do outro e não ninguém que possa nos separar. Além do mais somos irmãos e noivos,e isso que estamos fazendo é normal entre um casal vampiro.
Kaname parou de beber meu sangue,ele levantou o rosto e seus olhos estavam vermelhos,e haviam um pouco de sangue no canto de sua boca. Sorrindo me inclinei e lambi aquele filete de sangue, sentindo o meu próprio gosto,que assim como o cheiro não é muito diferente do de Kaname.
Me afastei e voltei a deitar ainda olhando em seus olhos. Depois de me olhar por um tempo indeterminado seus olhos se apagaram e ele recolheu as presas,depois ele se inclinou e me beijou. Um beijo terno e delicado,com um pouco de gosto de sangue na boca.
Nos afastamos quando o ar foi necessário,mas ele se jogou ao meu lado da cama e me puxou pra deitar sobre o seu peito.
–Sabia que tinha mais um motivo pra você vir aqui. E não era só pra me alimentar. — ele disse enquanto passava o rosto em meu cabelo,cheirando e o beijando.
Eu ri.
–Tem razão,eu queria dormir com você.
–Então durma. — disse ele com a voz baixa,já percebendo que a manhã se aproximava juntamente com meu sono.
Fechei os olhos,as pálpebras cansadas,depois de um dia cansativo. E foi assim que dormimos, como sempre fazíamos quando ele estava em casa,juntos e um nos braços do outro.
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