O tempo passou rápido, rápido de mais até. Tínhamos visitado vários países, muitos repetidos. Algumas vezes eu e Alicia tentávamos ir para escolas, que sempre acabava e tragédia, com algumas mortes. Seis anos eram poucos para o aprendizado de Alicia, então, ela continuava um pouco descontrolada, mas ela conseguia ficar perto dos humanos bastante tempo. Quando íamos para a escola, em alguns países, era sempre a mesma coisa, ninguém falava com nós, éramos as alunas mais inteligentes da classe, pelo fato de ser vampiras. Mas muitas vezes, ninguém suspeitava, mesmo com a ajuda dos inúteis dos populares. Depois de ir nas escolas, e se acostumar, aprendi que sempre esperava um tempo depois da primeira morte. Quando todos os alunos suspeitavam que era eu, continuava de pé, e não saia, só quando tinha mesmo que ir embora, eu ia, se não ficava torturando.
Falando em torturar, este vicio de tortura continuava e a maioria das minha vitimas, eu torturava, depois matava. Quando estava com muita sede, não tinha tempo de drenar o sangue de vagar, mas quando eu estava apenas com sede de matar, ou aquela que me deixava com um pequeno peso, eu torturava. Esta freqüência e sobre isto, nem Alicia sabia, e se dissesse para ela, guardaria segredo. Mas com Tanya, ela não gostaria nada. Aliás, ela sabe como eu sou, não vai poder tirar minha própria personalidade, era impossível.
Enfim, tudo foi calmo, Leticia estava calma, parecia que seus ataques de falar tinham diminuído e não falava mais do que um dialogo normal. Quando mencionei isto um dia com Tanya, no meio de uma caçada, ela disse.
— Bem, acho que, agora, Leticia cresceu, virou adulta, e está melhor, mais quieta. Não sei, acho que é isto, ela nunca foi de ficar muito quieta, mas agora controla a língua dela.
— Foi ela mesmo que disse sobre mim para você? – eu perguntei.
— Quem te disse isto? – ela me olhou, confusa.
— Jane, faz um tempo, quase nem lembrava. – menti.
— Se você não lembrasse, não me perguntaria. – ela falou, e eu concordei por dentro. Ela suspirou e depois falou – Sim, foi ela. Que falou, falou, falou e falou sobre você, até que me cansei e fui para a cama. Hummm, e o que mais Jane te disse?
— Disse... Que você tinha medo de transformar alguma pessoa. – eu disse, pulando um telhado para o outro – Por quê? Não tem nada de mais.
— Não sei, sempre tive medo que algo acontecesse de errado se eu transformasse algum humano, sabe? Que apenas comigo não desse certo. Isso eu já senti quando fui humana, mas foi à muito tempo.
— Sim, eu me lembro. – eu disse, então começamos nossa caçada.
Alicia, às vezes me perguntava coisas sobre nós, quando estávamos perto de humanos, ou quando estávamos em casa, apenas nós duas.
— Vampiros podem ter filhos? – ela perguntou olhando para o mingau de uma lanchonete. Eu olhei para ela, por de cima do jornal e balancei a cabeça – Isto é um não ou uma advertência?
— Não sei... digo... – eu abaixei o jornal todo para a mesa – Cada pergunta que você faz! E eu vou saber! Vou perguntar para a Tanya! – então ergui novamente o jornal, fingindo ler. Senti vários olhares em mim, mas ignorei todos.
Quando foi à tarde, perguntei para Tanya, que me olhou confusa.
— Pensei que já sabia disso. – ela falou, ainda com o olhar confuso e o cenho franzindo.
— Eu sei... Não, eu não sei. É a Alicia... Que perguntou...
— Não, claro que não. Nossos ovários não funcionam, e não podemos engordar, ora essa! Mas o curioso é que vampiros podem ter filhos vampiros.
Poucas perguntas de Alicia eram não-estranhas, pois ela sempre falava algo que não entendia, algumas coisas eu sabia, pois já havia perguntado algo semelhante para Tanya, mas era um pouco mais formulado. Leticia ensinava bastantes coisas para ela, mas muitas coisas ela também perguntava à mim, como:
— Se uma vampira é virgem e é transformada virgem, ela continua virgem? – ela perguntou quando estávamos no parque.
Eu olhei para ela, sem acreditar, depois eu gritei em uma voz fina:
— O quê?
Esta pergunta eu tinha falando para ela, e depois de todos os humanos presentes pararem de olharem para gente, nós continuamos conversando.
Muitas vezes, chamávamos muita atenção, sempre que Alicia fazia alguma pergunta idiota eu, muitas vezes, gritava. Tanya, olhava com o cenho franzido ou com uma sobrancelha levanta e balançava a cabeça. Leticia, falava normalmente, como se entendesse o que a garota dizia.
Passamos por vários lugares, até chegarmos para a opinião de Alicia, que pulou em volta a mesa e deu gritinhos de alegria, e todos ficaram quietos.
— Então... – ela deu uma risada estranha e continuou – Nós podíamos ir para a França, Aêêêê! – ela começou à pular. E eu fui para meu quarto, depois concordamos de ir para França.
Ah, e parecia que Alicia tinha uma certa parte humana, o susto muitas vezes quando ela abria a porta do quarto, depois de abri-la antes, e no outro segundo eu estava lá ela apenas gritava:
— ARREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! – depois começava a rir.
E às vezes eram apartamentos com apenas um banheiro. E quando eu estava muito cansada, não percebia que tinha alguém no banheira, alguns banheiros não tinham uma cortininha, nada. E eu às vezes entrava no banheiro, e deparava com alguém, e era pior quando não era uma pessoa conhecida e eu falava antes de sair do banheiro:
— Ih, bunda. – e saia.
Eu não sabia se essas coisas estranhas eram a adolescência dela, que ela parecia drogada ou algo parecido, mesmo vampiros não poderem ficar bêbados. Um certo dia perguntei para Leticia como Alicia era.
— Ah, era pior. – disse ela, sem tirar os olhos do livro.
Depois de ficar alguns dias em Portugal, fomos para França, onde estava cheia, então Alicia gritou no meu ouvido e de Tanya.
— Vamos para Paris! – ela exclamou.
— Você parece uma criança. – eu disse à ela.
— Boa idéia. – disse Tanya.
— O quê? – eu perguntei, sem acreditar – Quando eu pedi você falou “Temos que começar pelas cidades pequenas primeiro...” E agora com ela, — apontei para Alicia, que ria – você deixa? Por quê?
— Por que eu sou nova. HAHAHAHAHA!
— Ah, por que eu estou com vontade agora, Laura.
— Ok, não vou reclamar, quero ir para França mesmo. Você quer Leticia?
— Hum... – ela murmurou.
Leticia, vivia lendo, parecia que suas palavras pararam em um livro, pois ela apenas dava respostas diretas e murmúrios, nunca respostas concretas. E quando dava, era por que havia terminado um livro fantástico, caso contrário, não estava de um bom humor, então era melhor nem falar com ela.
Em França, alugamos um bom apartamento na cidade luz. Realmente, era uma cidade linda, e Tanya ensinou a mim e Alicia francês, que era uma linda língua, e vivia tentando achar nativos para conversar, o que não era difícil, por que eles me seguiam.
As caças ficaram um pouco difícil, pois não tinham muitas florestas, mas conseguíamos achar gente na rua, sozinhas. Ficamos por lá uns 3 anos, pois eu adorava aquela cidade, mesmo eu não sendo romântica, era um lugar romântico. E as vitimas estavam ainda com o coração pulando, fazendo o sangue pulsar mais rápido e mais gostoso.
Já tinham passado dois anos, e faltava pouco tempo para o prazo vencer, e voltarmos para a Casa, mas em um mês antes de acabar o prazo, Tanya chegou em casa falando sobre um humano.
— O nome dele é Bruno, e parece diferente, não sei, mas acho que não vou matá-lo.
Eu olhei para ela desconfiada.
— Por quê? É apenas um qualquer, não faz diferença e você agora vai apenas parar por causo de um humano?! Ah, qual é! Em um mês temos que voltar para...
— Podemos levá-lo junto!
— O quê? Viu, mate-o não vai fazer diferença nenhuma..
— Mas a amiga dele, que é mais irmã é bruxa. Não me meto em confusões com bruxas, é... Loucura.
— Loucura? Loucura e levar um humano para a Casa. Você não pode matá-lo, — ela olhou para mim com os olhinhos se fechando de raiva – e não vou matar, tá bom. Mas tem muitos vampiros lá, não vão resistir. E eu nem quero olhar para cara dele. E dez de quando você conhece ele?
— Faz bastante tempo, ele é uma criança apenas 16 anos. Ele nasceu para França e olha só: ele foi para Inglaterra, e os pais morreram lá, talvez você tenha os matado. – eu olhei para ela com uma sobrancelha levantada – Por que não? E então ele conheceu a amiga dele, Natalia, e ela é bruxa, só pelo estilo.
— Você sabe se a pessoa é bruxa ou não pelo estilo? E não por causo dos... Hoodo Hooho?
— Que isso? – ela perguntou, confusa.
— Ah, os... os baguietes que elas fazem... Ah, que merda! As macumbas essas coisas...
— Elas não fazem macumbas, são mágicas. E não é Harry Potter, mas é pouco parecido.
— Ok. Viu, você... gosta dele?
— Não, só que ele tem uma amiga bruxa e é legal. Saber o cotidiano de uma bruxa... Que não seja vampira, é legal. Por quê?
— Eu fico pensado, nós não temos nenhum sentimento? Tirando o ódio. Pois nem pena nós temos...
— Bem, — ela disse, sentando em uma cadeira – temos uma, o Amor de Sangue, ou Amor pelo Sangue, Amor pela Alma, tem vários tipos de nome, muitos apenas chamar de Bloody Love, Amor sangrento, para ser mais especifica. Nós não temos alma, não podemos nos apaixonar, e muitos humanos dizem que é a alma que tem o contato e o corpo ajuda. Mas nós não temos realmente um companheiro, pois não temos amor, não temos alma, não temos sentimentos bons, apenas os mais perversos. Nós desprezamos os humanos, e como vamos transformar algo para ser companheiro para a imortalidade se nós os odiamos?
“Pelo que Jane me disse, as bruxas fizeram um feitiço. A muitos anos atrás, o que os vampiros mais temiam, era sentir amor, pois eles achavam que era uma coisa estranha. Amor? Nós amamos sim, o ódio e a matança. Mas, amar algo como o ser humanos? Eles temiam, pois era um pesadelo viver ao lado de um humano. Mas, aconteceu um desentendimento com as bruxas, que em vez de fazer uma guerra, elas jogaram um feitiço que um dia, entre um humano, os vampiros encontrariam um humano que tinha o sangue mais doce do qualquer doce que já tivera experimentado, e com isto, seria uma jóia preciosa e uma parte da humanidade dos vampiros poderia ser despertada, que as lembranças viesse à tona, e eles vissem como era ser um ser humano. Esse humano pode já ver na hora o que o vampiro é, um amor, e se entregar.
“O vampiro, quando encontra seu Amor de Sangue, não pode matá-lo, pois é impossível. Mas, pode morde-lo, que muitos de nós dizemos que é nosso único beijo de verdade, pois os seres humanos mostram seus sentimentos pelo beijo normal e nós mostramos o nosso em uma mordida, que nisto o humano sabe realmente o que sente, e não tem como separar. Só se pode transformar o Amor de Sangue se ele entregar seu coração, sua alma. Mas na primeira mordida, a alma já é sua.”
— Wow. E tem muitas brigas entre nós e as bruxas? – eu perguntei, depois da história.
— Algumas, como no começo da história, elas nos amaldiçoaram, depois do Amor Sangrento, de que todos que nós mordêssemos a alma estaria marcada e nenhum vampiro pode morder. Mas, na época, havia muitos vampiros, e ficava muito difícil, mas as bruxas se divertiam disto. Até que uma das chefes teve um Amor de Sangue com um vampiro, e o feitiço que criaram foi enfraquecendo, até acabar, e agora não existe mais.
— Um bruxa pode ter essa coisa com um vampiro? Parece até impossível.
— Parece, mas é possível.
— E você, já teve um desse coiso?
— Não. – ela disse, sem emoção.
— Como você sabe tanto? Bem, saber até os detalhes, de como o sangue reage e etc.
— Jane teve. Com Robert, depois de me encontrar, até que Ursula o matou.
— Mas como ele não percebeu nada, que ela havia tirado o colar dele? – eu perguntei, e os olhos dela se estreitaram, depois voltaram a ficar sem emoção.
— Não sei, Jane nunca falou muito sobre isso. Ela ainda foi forte de continuar firme. Pois as maiorias dos vampiros morrem depois de ter o Amor morto. Ela acreditava que Robert poderia vim em outro corpo, com a mesma alma.
— Mas quem vira vampiro, as almas não estão no inferno? – eu perguntei. Ela ergueu os ombros e os soltou.
— Não sei. Nunca fui muito religiosa. Fui criada na Guerra, não acreditava que Deus deixasse aquilo acontecer, então nunca acreditei em Deus, e nem em anjos e demônios.
— Muitas religiões falam que nós somos demônios, muitos livros também. E que nossos poderes, são vindos das trevas.
— E por que existem as bruxas? Para nós dar uma ajudinha no bem, huh? – ela perguntou, franzindo o cenho e depois voltando ao normal.
Fiquei quieta no momento, estava pensando no que ela havia dito. Por que existia as bruxas? E elas são do bem ou do mal? Minha cabeça falava: Não existe isto, apenas poder e sobrevivência. Nós fazemos isto, pela nossa sobrevivência, e as bruxas tem um lado bom e um lado mau. Bem, eu com certeza não tinha um lado bom.
— Nunca quero ter este amor. – eu falei, sem olhar para ela.
Algumas coisas estranhas aconteceram, quando fui para um bar, para beber um pouco, Alicia queria, então ela tinha vindo comigo. O bar estava quase deserto, vários casais estavam lá. Eu estava com uma blusa preta, uma jaqueta de couro preta, uma calça jeans preta, também, e botas, o de sempre. Meus cabelos ruivos estavam soltos caindo em curvas leves e graciosas em minha roupa. Alicia estava quase igual a mim, mas com a blusa vermelha e com um colar e seus cabelos castanhos estavam presos, mas um grande parte estava solta.
Era noite, por volta de 11pm, e algumas meninas com roupas vulgares e os homens com os olhos grudados nas partes íntimas. Mas, quando nós duas entramos, era quase impossível não chamar atenção, pois eram duas garotas lindas, que não precisavam de roupas vulgares para chamar muita atenção, Alicia, que parecia com ajuda do colar, estava corando levemente, mas parecia falso nos meus olhos. Não dei atenção para nenhum dos homens, mas conseguia sentir os sentimentos deles fluírem pelo ar, tocando cada objeto, e aqueles sentimentos mais fortes, tocavam mais agressivamente, como das meninas, que estavam com inveja.
Sentei no lado de um homem por volta de 30 anos, e pedi qualquer bebida, como Alicia no meu lado. O homem, olhou para mim, mas senti que não tinha nenhum interesse, pois olhei em seus olhos, que estavam curiosos, mas continuei segurando o olhar, até a garçonete chegar.
— Você é o que eu estou pensando? – o homem no meu lado perguntou. Olhei para ele, que continuava curioso.
— Desculpe? – perguntei franzindo o cenho.
— Se você é o que eu estou pensando, leia minha mente. – eu me afastei um pouco dele, Como ele sabia disto?. Então, voltei como estava antes e olhei para seus olhos, que não desviaram, o que foi mais fácil de entrar.
A mente dele era antiga, e muito confusa, mas parecia que ele havia escondido todas as coisas e deixado apenas uma coisa, uma pergunta. Você é vampira. Pisquei rapidamente, e sai imediatamente da mente dele.
— Como você sabe? – perguntei em um sussurro.
— Bem, quase fui atacado por um, e já trabalhei muitos anos em uma corte na Inglaterra.
— Sério? Então você é um bruxo? Mas você nasceu? Como assim? E você conhece Tanya? E Jane?
— Calma, uma coisa de cada vez. – ele disse, e eu parei de falar – Sim, sou bruxo, e não nasci assim. Eu aprendi, minha amiga era, e ela me ensinou tudo, quando ela terminou de me ensinar, e eu tinha 30 anos, eu me transformei em um bruxo. Então ela se casou e teve filhos, até hoje não sei o que aconteceu com ela, fui para onde ela vivia mas a casa não estava lá. Enfim, ela já tinha trabalhado comigo na corte da Inglaterra, que acredito que você é de lá. – eu acenei com a cabeça – Sim, conheci Tanya e Jane. E qual das duas é sua criadora?
— Tanya. – eu respondi de imediato.
— Tanya... Ela era humana quando eu a vi, mas ela se transformou quando ainda estava na Corte, e ela temia transformar alguém, que bom que ela enfrentou o medo. Enfim, eu e a minha amiga fazíamos os colares, e ajudávamos com todos lá, até que aconteceram várias coisas... E não vou contar a minha história, é muito longa. Acredito que a sua seja interessante, sempre quis encontrar um Crimpston novamente. Bem, — ele olhou para o horizonte – tenho que ir. Prazer em conhecê-la...
— Laura ou Jessica. – disse, no modo que os vampiros falavam, olhei para o homem que havia estreitado os olhos – E...
— Jake, Fullmoon. – ele tirou o chapéu relativamente velho, que apareceu o cabelo ruivo escuro, quase castanho – Adeus. – e colocou o chapéu novamente, e depois se fora. Quando olhei para o balcão, estava um pedaço de papel e vi uma caligrafia elegante, que estava um número. Olhei para o homem que andava, desaparecendo no horizonte. Realmente havia gostado daquele homem, mas não sabia por que.
Depois veio um homem, que tentou ser sedutor comigo, e acabou sendo minha janta.
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