Estávamos chegando em uma cidadezinha em Itália, e sentia a satisfação e o prazer crescendo na pequena Laura, mas era apenas o prazer de ter mais presas novas e não gente do mato. Ela passou correndo pela porta, e agradeci de os vizinhos não terem visto como ela tinha desaparecido.

Dinheiro nunca foi muito importante para nós, mas tínhamos bastante, até que sempre alugávamos casas de luxo, e em lugares de luxo. Laura dizia que nesses lugares os ricos se acham de mais, e como eles davam raiva nela, ela teria mais prazer em destroçar a garganta deles. E eu soltava uma risada.

Mas, enfim, chegando em Itália, ela olhou para mim assustada e desesperada depois de termos guardado nossos pertences.

— Como vamos falar com as nossas presas se não sabemos italiano? – ela perguntou preocupada.

— Eu te ensino, para vampiros não é difícil aprender coisas, principalmente novas línguas. – eu disse colocando a ultima camisa no armário.

E ensinei quase todas as línguas aquele dia, mas eu também não sabia todas do mundo. Quando terminamos, ela pulou da cadeira que estava sentada e disse que queria ir para algum canto desta cidade.

Ela ficou um pouco desapontada de eu não ter levado ela para a capital ou algum ponto turístico, mas expliquei que começaremos com as cidades pequenas até chegar às principais. Ela concordou com a cara emburrada e fomos para as ruas.

Como era uma cidade pequena, todos sabiam que tinham se mudado duas pessoas naquela casa de luxo. Todos nos olhavam com puro interesse, e eu retribuía o sorriso, como Laura, mas era um sorriso um pouco malicioso, mas as pessoas não perceberam isto, apenas continuaram sorrindo. Menos um homem, ele era gordo e baixinho e seu cheiro era bom, mas tinha a cara séria para nós, e senti Laura se mexer desconfortavelmente no meu lado, então segurei sua mão. Olhei para aquele homem fixamente e encontrei seu olhar, ele não se atreveu a desviar,e sorri por dentro. Com a oportunidade entrei na mente dele, e ele não percebeu, vasculhei sua mente gentilmente, para que não percebesse que algo estranho estava em sua mente. Vi que seu nome era Ian Johson, tinha uma família, e odiava gente de luxo, como odiava as pessoas que moravam na nossa casa e percebi que nos odiava pelo mesmo motivo. Ele acha que sou rica? Que cara estúpido. E sai da mente dele com agressividade, e percebi ele encolher e pousar a mão na cabeça, logo massageando as teporas. Olhei para Laura e ela estava me encarando, e mandei uma mensagem para ela: Te explico mais tarde. E quando ela recebeu, pulou de supresa.

— Como você fez aquilo? E o com o homem? – ela perguntou quando chegamos em casa.

— Nós temos poderes também, aqueles que eram religiosos falam que são poderes das trevas. Na verdade não acredito nisto, é apenas que nós somos avançados, e quanto mais experiência nós tivemos, mais sangue humano, mais poder. E o sangue humano é bem melhor, bem, eu prefiro. – eu sorri.

— E agora? Vamos caçar? – ela disse com um sorriso malicioso.

— Não estou com sede.

— Você nunca esta com sede? Eu toda hora estou com sede.

— Eu cacei junto com você na noite passada, você pode ir, acho que caçar todos os dias deve ser sua natureza – eu disse franzindo o cenho.

— Ok. Tchauzinho. – ela disse e disparou pela porta da frente, e foi caçando.

Laura:

Naquela noite que fui para caçar, percebi que era mais excitante perseguir do que matar direto. Não estava realmente com sede... sim, estava com sede de matar. Depois que matei, senti que o meu ódio pelo os humanos tinha aumentado.

Comecei a caminhar pela pequena praça, olhando de todos os lados com meus olhos de predadora. Conseguia ver totalmente tudo na escuridão. Estava com uma jaqueta preta com um capuz, então puxei o capuz para frente, ocultando minha face. Senti várias pessoas em volta de mim, mas queria uma pessoa especial. Olhei para um homem, que estava em um beco escuro, tentando pegar uma garota mais nova que eu. Estreitei os olhos, e fui caminhando para este beco, ele agarrou a menina com um braço e o outro tapava sua boca que estava desesperada por ajuda. Não sentia dó da garota, mas queria sangue, morte.

Cheguei perto do homem, mas ele não percebeu minha presença, é claro, eu não tinha calor humano, poderia matá-lo aqui, agora. Encostei a mão gentilmente em sem ombro e ele afrouxou o aperto agonizante da garota e olhou para mim, ele soltou uma risada maliciosa com um sorriso triunfante, e eu conhecia aquilo, o que me fez ter mais ódio, e senti meus olhos queimarem, mas ele não olhava para eles, e sim para meu corpo, apertei minha mão em seu ombro e ele ficou um pouco confuso, mas ainda com a mesma aparência. Joguei ele contra a parede, não era para ser tão forte, mas ele bateu com tudo na parede e caiu no chão num baque surdo. Fui até ele rapidamente e fiz ele olhar para mim, saia sangue da boca e do nariz dele, e ele me olhava tonto, e eu sorri. Já sabia que minha aparência estava horrível. Girei o pescoço dele quase quebrando e finquei minhas presas na carne dele, e drenei o corpo inteiro. Quando o corpo estava sem vida, olhei para a garota que estava encolhida na parede, com os olhos alarmados e direcionados para mim. Minha boca estava molhada do sangue quente. Então, ela sussurrou.

— Por favor. – ela implorou – Não me mate. – e eu cheguei perto dela e ela se encolhia mais.

— Não vou te matar, — eu olhei para ela de modo angelical – não agora.

Então, eu ataquei – e ela lutou.

Mas ela parou no momento que perdia as forças, mas deixei-a viva. Depois olhei para ela e lembrei do que Tanya havia falado para mim, lembrei de livros que falavam que vampiros podiam limpar as evidencias apenas hipnotizando, e tentei. E parecia que ela tinha entendido, disse que ela não sabia o que havia acontecido e mais algumas coisas. Com isso, vasculhei a mente e vi onde ela morava, e que ela tinha 18 anos, mais velha que eu... E seu nome era Mary Smith. Quando terminei, ela me olhou, olhou para minha boca e depois fugiu.

Limpei minha boca com a costa da mão, e corri procurando outra vitima, e foram mais 2. Depois, queimei todas, e joguei em um rio mais próximo as cinzas.

Tanya:

Depois que o amanhecer chegou, e o colar esquentou por baixo da malha, olhei para Laura que se divertia com um joguinho idiota, que ela zerava em uma hora.

— Isso é ridículo. Como eles não sabem o obvio? – ela falou consigo mesma.

Eu sorri para ela, mas ela estava entretida no jogo idiota. Deixei ela em casa, e sai um pouco. Olhava para os humanos em minha volta, e sentia o calor, e o coração pulsando. Eles me olhavam, mas desviavam os olhares, não gostariam de ficar encarando por muito tempo um vampiro. Algumas crianças, brincavam alegremente no parque da pequena cidade. E eu não sentia nada, nem remorso por ter que matar essas coisas, como Laura, que não tinha nenhuma emoção humana.

Olhei para uma garota que estava encolhida em um canto com a mão do pescoço, ela fitava o vazio com os olhos lacrimejantes. Ela olhou para mim, e não desviou o olhar, e não tentei olhar por trás do véu da sua mente, ela estava com medo, mas quando olhou para mim, isto desapareceu e substituiu para um desafio, fiquei confusa que até parei de andar, e meus pés recomeçaram à andar, sem direção, e acabei ficando de frente para a garota, e ela continuara sem desviar o olhar.

— Você esta bem? – eu perguntei carinhosamente.

— Quem importa? – olhei por de baixo de sua mão que estava vermelha de sangue, ela afastou a mão e vi um ferimento e já adivinhei quem era. Sem nenhum aviso, eu parti, e fui para a casa novamente, e vi Laura sentada mexendo em uma taça.

— Por que você deixou-a viva? – eu perguntei, sentando em uma cadeira próxima.

— Conheceu Mary? Ela é estranha. – ela disse irônica.

Quando chegou a noite novamente, ela não esperou nenhum minuto e foi caçar, e tinha o pressentimento quem ela iria atacar. Disparei atrás dela, e quando cheguei próximo à ela parei e me escondi atrás de uma árvore, mas ela já havia sentido minha presença e foi para árvore checar. Eu vasculhei meu celebro até achar o que eu estava desejando e rapidamente senti um pequeno tremor no corpo, bem na hora que Laura chegou na árvore. Ela olhou para ela, com os olhos passando para todos os lugares, ela franziu o cenho e partiu. Quando ela estava longe o suficiente de eu sair da árvore, eu voltei ao normal e olhei por trás da árvore, e vi que ela estava passando pelos corredores estreitos das ruas, indo para o lugar escuro.

Segui ela, mas por cima, subi em uma casa, e olhei por cima o que ela estava fazendo, ela estava andando em direção à um beco escuro, com pequenas casas, que lá, no meio da escuridão estava um grupo de garotos com apenas uma garota, e deduzi que era a tal da Mary, pois seus cabelos eram levemente dourados. Ou ela mata a garota, ou eu mato. Pensei comigo mesma.

Agachei em um telhado e olhei-a de longe, e vi que os garotos tinham percebido ela, e jogavam sorrisos maliciosos entre os outros, e Laura, estava com um sorriso malicioso mas, muito maldoso. Os olhos dela ficaram demoníacos e ela abriu a boca soltando um rosnado feroz, mostrando as presas afiadas e assustadoras. Sem ao menos poder se mover, um dos garotos foi atacado enquanto o outro procurava alguma arma, mas não adiantou, ela acabou com o grupo em alguns minutos, deixando a menina por ultimo, e lembrei de como a Mary estava assustada, ela não merecia morrer, nem ser perseguida...

— O que você esta fazendo ai em cima? – perguntou Laura, sem olhar para mim, é claro que ela já sabia onde eu estava, eu provavelmente o que eu estava fazendo.

— O que você vai fazer? – eu perguntei.

— Isto. – ela foi até a menina assustada e vi que não era Mary e sim uma garota qualquer, ela pegou o pescoço da garota e quebrou sem nenhum esforço.

A matança de Laura era quase diariamente, e ela não se cansava. Até que uma semana depois disto, quando eu resolvi caçar, eu perguntei a ela.

— Você não esta com fome. Por que você caça todos os dias?

— Por que é divertido. – ela disse irônica, soltando uma risada, então ela sentou na minha frente – Humanos, são apenas humanos, e eles são nossa comida, e é assim que é a vida, caçamos a nossa comida, todos fazem isto.

— Pegamos as almas deles, o que dizem os religiosos. De qualquer forma, eu não sinto remorso de tirar a vida de um ser humano, eu concordo com você em algumas partes. Mas, mate quando for preciso... – então eu parei para pensar, olhei para ela e vi que ela estava com uma sobrancelha levantada – Ok. Quando você estiver com sede. Você vai acabar fazendo todos descobrirem quem vive matando as pessoas na cidade, pois eles conhecem todos aqui, e as novas foram nós. Por favor, pegue mais leve.

Ela me olhou de um jeito irônico mas depois assentiu. Naquela noite, era minha noite.

Sai na noite, totalmente de preto, era uma noite refrescante, e teria muita gente na rua. Talvez não, os desaparecimentos deixavam as pessoas com medo, mas os mais jovens que não querem saber o que os pais falam, estariam lá. E eu cheguei até um, era um jovem, com roupas descoladas, era um menino que se achava. Ninguém passava por lá, queria chegar até ele sem que percebesse, mas ele me viu. Seus olhos de arregalaram, assustados, e ele começou a andar descontrolado, sem direção, acabando indo em um lugar perfeito, que ninguém iria, lugar sem saída. Ele parou lá e tentou achar uma saída, e achou uma porta e tentou abri-la, mas estava trancada, empurrou a porta até conseguir colocar pra baixo, quando eu estava menos de 2 metros dele. Percebi que Laura tinha razão, perseguir era mais excitante do que matar, sentia minhas veias arderem de sede e de excitação, e minhas presas começando a sair. Ele começou a correr, e eu aumentei a velocidade dos meus passos, ele não era tão rápido quanto eu, ele chegou em um quarto e se prendeu lá. Ele não iria ficar lá para sempre, o lugar era escuro, uma casa abandonada. Me escondi no lugar mais escuro, e depois de algum tempo... Ele saiu. Olhando para todos os lados, e para mim também, mas não me viu. Na hora que ele estava fora do quarto, disparei na direção dele, e finquei minhas presas, drenando o sangue. Depois de queimar o corpo em brasas perto de uma floresta, fui à caça novamente, só precisava de mais um.

Laura, caçava agora depois de uma semana, antes era depois de 3 dias, ela era muito jovem e a sede era maior do que a dos mais velhos. Um dia que Laura saiu sem dizer nada, e eu continuava com as papeladas da casa, ela voltou depois de algumas horas com um sorriso malicioso.

— Fiz o que você queria. Agora... Hummm... Podemos ir em algum lugar. – olhei para ela, e antes de eu perguntar ela falou – Matei Mary, bom sangue. – eu pisquei várias vezes. Mas Mary não foi a única que teve essa perseguição.