Alicia tinha encontrado o seu Amor de Sangue, e era um caçador...

— Perfeito! – eu disse – Simplesmente perfeito! – eu falei novamente – Ela é do nosso Clã, não vai ficar seguindo um bando de idiotas...

— Ele não é idiota. – disse ela, defendendo Sam.

— Tanto faz, você vai fica com nós. E além disto, sua criadora está com nós...

— Ela nem dá bola para mim, nem quis vim comigo... Isto é uma criadora boa? Eu via você com Tanya, era outra coisa, era realmente um laço familiar, agora, Leticia, nunca foi realmente algo...

— Já chega. Ou você insiste para ele, e primeiro, morda ele, se não ele te mata.

— Ele me mataria? – ela perguntou, em um guincho.

— Claro! Todo mundo mata todo mundo! Tem alguns que não com muita freqüência.

— Você não se encaixaria neste grupo, Laura. – disse Thain.

— Nem você.

— Para vocês duas... Três. – Bruno disse, antes de Alicia começar a discutir também – Se ela tem essa... Coisa, que eu e a Laura temos. Vai ser a mesma coisa. Pelo menos eles não se odeiam.

— Bruno, caçadores odeiam todos os vampiros! Não tem exceções. –disse Thain.

— Existe sim, para o Amor de Sangue. – eu disse.

— Só por que você tem acha que todos tem que aceitar como você aceitou tão facilmente?

— Não tinha opções! – eu gritei com ela.

— Sempre tem.

— Ah! – eu estava preste para atacá-la, mas Bruno parou na minha frente.

— Pare. – ele me alertou — Alicia que irá resolver isto.

Então, ele colocou um ponto final nesta conversa, e ninguém mais falou. No final das contas, Alicia tentou falar com Sam, que tentou matá-la, mas ela o mordeu e levou para o nosso apartamento. Estava grave o estado do caçador, mesmo que ele resistisse, então Alicia o transformou, e depois de alguns minutos de tortura, ouvindo o grito do menino – para Alicia, era uma tortura -, e eu observava como Alicia reagia com aqueles gritos, e eu não quis mais ainda transformar Bruno.

O caçador ficou confuso, mas depois de um tempo, que foi realmente chato, ele conseguiu pegar a coisa de ser um “monstro”. No começo, ele tentou se matar várias vezes, mas, como ele não tinha muita experiência, Thain era mais rápida que ele, e acabava salvando-o, ou Alicia. Depois de um longo tempo em Portugal, com um caçador que queria ser bonzinho, mas até com a sede ele tentou lutar, e conseguiu um pouco. Ele anda bebendo sangue de animais – eca-, para se controlar, mas Thain dizia a ele que era coisa de bicha fazer aquilo, mas ele não se importava, fazia de tudo para consegui controlar.

Depois, fomos dar uma volta por Brasil, o que foi bom, tivemos várias pessoas, vitimas, e fomos para a escola, que era diferente, não lembrava se eu tivera alguma escola como aquela. Os professores viam até a sala, e não eram salas separadas por matérias, mas as pessoas eram estranhas lá. Algumas escolas, não tinham muito gente popular, e outros que acabavam me irritando, forçando-me a bater em alguém. Como no dia que estávamos em uma escola que tinha uma menina e um menino – típico – populares, e ele quiseram que todos gostassem da mesmo estilo de música, estilo de roupa, etc. E uma menina, que era do grupo delas, é claro, foi até mim, pois é claro, eu tinha arranjando bagunça com outra popular

A menina, desleixada, veio até mim, com um cigarro na boca, e ela era apenas uma do grupo.

— Menina! Olha aqui, sua estranha, estamos fazendo um trato, vamos lutar, e se você ganhar pode ficar popular, se nós ganharmos, vamos encher seu saco para sempre.

Eu levantei uma sobrancelha, e levantei a postura antes de falar.

— Não quero ser popular...

— Então para saber quem é mais forte! Tu fala que é forte, quero vê. Chega aqui na saída e vamos lutar.

— Eu vou lutar com você? – eu perguntei, levantando as duas sobrancelhas e ela acenou – Ok. Trato.

Quando a menina foi embora, Thain começou a rir e Alicia ficou boquiaberta.

— Você esta louca? Vai lutar com ela? – Bruno perguntou – Você pode... morde-la.. – ele disse, baixinho.

— E? Ela vai merecer, e se minhas presas estiverem expostas... Problema dela, eu não tenho veneno, que pena.

Depois, na saída, quando descíamos todos nós a menina veio, falando de outro trado.

-...Agora vai ser assim: Você perde, Bruno fica com a Lauren, e se você ganhar pode ficar com ele, desiste, perde ele.

— Ok. Vamos lá. – eu disse, já com raiva.

Ela jogou o material, e eu também. Ela ficou em postura de luta, andando em volta de mim, e eu andava lentamente, olhando para seus olhos, poderia saber o que ela faria antes que ela fazer, mas nem tentaria confundi-la, pois conseguia ler sua mente sem ao menos contrair um músculo.

— Laura! Pare com isso. É por causo de mim? Isso é idiotice, nós vamos sair daqui em um mês! – disse Bruno, correndo no meu lado.

— Pare você Bruno, ver minha maninha brigar, que não seja comigo, é bom, ela é forte, deixe ela. Enquanto ela tem quatro litros de sangue e está saudável. – disse Thain, puxando Bruno para longe.

— Bruno. – eu disse, olhando para os olhos castanhos dele – Deixe eu fazer isto, uma briga é bem legal, e com humanos melhor ainda. Fique lá, observe, ou não. – eu disse, depois dando um beijo rápido em seus lábios, então ele se foi.

A menina humana achou que teria vitória, comigo distraída, e tentou me atacar, tentando dar-me um soco na nuca, eu desviei e empurrei sua cabeça para baixo e torcendo seu braço para trás, e então falei no ouvido dela:

— Vai continuar? – enquanto ela lutava para se soltar.

— Claro! – ela gritou, em agonia, e eu a soltei. Aquilo estava divertido...

Senti cheiro de sangue logo quando ela tentou me atacar e eu dei um chute no estomago dela, que se encolheu de dor, olhei para Alicia que ela falava baixo “Seus olhos”, e então concentrei em meus olhos para eles voltarem ao normal. A menina levantou a cabeça, verde, e tentou me atacar novamente, mas eu apenas dei um pequeno soco no rosto dela, quebrando o nariz, e então saiu bastante sangue, mas meus olhos estavam normais. Quando ela se levantou, para outro soco, eu dei um chute com o joelho do rosto dela e ela tentou me puxar para baixo, batendo nossas cabeças, mas não deu muito efeito, pois eu dei uma mais forte, e ela caiu para trás atordoada. Eu me levantei, olhando para todos, com caras assustadas. Eu dei um sorrisinho e peguei minha mochila e fui em direção à rua, mas antes, cheguei para Lauren e disse:

— Eu venci. – eu sai correndo, enquanto ela soltava vários palavrões.

Depois daquele dia, todos saiam do meu caminho, com medo, e eu apenas sorria, vitoriosa. Mas Bruno não agüentou, e disse que tínhamos que ir para outro lugar, então decidimos ir para Paraguai. Alicia queria ir para a escola, é claro, mas no primeiro dia, foi até estranho, pois Alicia fez amizade com um garoto estranho, que as meninas de lá gostavam dele, mas não tinha ninguém popular naquela escola, apenas gente chata – pelo menos. Mas, o menino que Alicia conhecera, se chamava Caique, ele tinha quase o mesmo cabelo de Carvey, que era liso e negro, ele tinha os olhos orientais, e o rosto com várias acnes, mas boa parte delas o cabelo escondia, que era enorme mas não tão longo. Ele era baixo e tinha a pele morena, mas era estranho. Alicia ria de suas ações, achava lerdas e insanas, e eu também achava. Ele sempre flertava comigo e com Thain, e sabia que ela daria um jeito nele, mas queria provar o gosto de matá-lo, mas Alicia também queria matá-lo, o que foi uma briga.

No final, Thain desistiu, pois ele era muito chato, mas essa chatice me ajudava, então eu não desisti, muito menos Alicia, então concordamos em atacarmos juntas. E foi assim: Alicia levou o garoto para a floresta, ela o hipnotizou e deixou-o dormir por um tempo, depois o prendeu e eu já estava lá, na primeira facada, ele começou a gritar, nós nos alimentamos ele, aos poucos, e continuamos a cortar em pequenos lugares, fazendo um corte fundo e sangrento. Continuamos a torturar, e ele continuava a gritar em agonia, e tudo foi assim, cada grito, mais uma facada, e algumas agulhas, ou alguns alfinetes banhado em álcool. Aquele menino, me fez sentir tanta raiva algumas vezes, que era até gostoso torturá-lo. Enfim, nós o matamos no final, e acabamos cortando seu corpo em alguns pedaços. Depois de queimar o corpo e jogar em qualquer lugar, voltamos para o apartamento, e continuamos a vida normal.

Thain, continuava com o jeito chato dela ser, sempre me enchendo sobre Bruno, e sempre me perguntava o que deixa ela tão interessada nele, o que me deixava com mais raiva.

Falando em Bruno, tudo estava normal entre nós, estávamos como sempre juntos, como se uma algema estivesse preso em nossos pulsos, e que nosso sangue estivesse entrelaçado. Às vezes, sentia o fio do poder que vinha dele para mim, mas acho que ninguém havia visto isto... Afinal, eu era a única bruxa que era vampira.

Depois de alguns meses, voltamos para Inglaterra, e era tinha passado apenas um ano, e parecia que tinha passado anos e anos. Mas via que Bruno não tinha mudado muito, apenas a altura, que tinha ficado mais alto que eu, e a idade, que ele tinha 17 e eu agora falava que tinha 16. Mas, na verdade, eu estava prestes a fazer 16, então considero.

Quando cheguei na Casa, eu cumprimente Jake com um abraço e Jane também. Jane havia perguntado sobre nossa viajem e sobre Sam também, que Alicia tinha explicado tudo para Jane.

Alicia estava do mesmo jeito, mesmo com o Amor de Sangue, continuava simplesmente a mesma.

Um dia, quando estávamos na sala, conversando, Jake começou a falar sobre sua vida, e começou a falar sobre minha mãe, Daniely, e ele tinha me contado que minha mãe tinha uma amizade com caçadores, quando era jovem, e tinha ajudado a caçar vampiros, que eles eram muito maus e ficaram mais poderosos, matando os caçadores quase por inteiro, que esses caçadores era lobos, mas um pouco mais fracos, e descobri, finalmente, que o incêndio da minha casa não foi minha culpa e nem foi um incêndio normal.

Esses vampiros, depois de se recuperarem da mágica que minha mãe tinha jogado neles, eles se voltaram contra o único inimigo vivo, a minha mãe, e bem quando eu estava revoltada, eles foram e queimaram a casa. O que todos se perguntam é por que eles foram querer matar minha família justo no dia que eu estava fora de casa? E minha cabeça estava cheia de por quês.

Mas, tentei não me preocupar com isto, pois o passado, já estava feito.

— Onde está Helena? Ela sempre me acusava como uma assassina, queria mostrar para ela que eu não sou! – eu disse, depois de ouvir a história.

— Bem, — disse Jake – Ela soube disto já, queria falar para você pessoalmente que eu era seu pai, mas não pude, mas agora, estou-lhe dizendo isto pessoalmente...

— Por que ela soube mais cedo do que eu? – eu perguntei, indignada.

— Por que você viajou. – disse Jake.

— Mas... Mas... Ah! Vocês podiam ter me falado antes! Por que ela sempre, sempre tem que saber primeiro?

Eu parecia uma criança, sim, também acho que você concorda com isto, onde uma vampira iria discutir por causo do passado? Era impossível, mas era real. Quando olhei para minha volta, e vi que todos me olhavam desconfiados ou intrigados, como Thain, então eu parei. Deixei meus braços caírem no meu colo, e fiquei quieta.

Então finalmente, sabia sobre alguma coisa sobre minha família, mas não era apenas isto.

— Bem, estou me lembrado que sua mãe e eu éramos amigos de uns caçadores que até pareciam com você, Bruno... – disse Jake, pensativo.

— Eu? – Bruno perguntou, confuso, e percebi que quase todos estavam com as faces destorcidas em confusão – Mas eles não eram lobisomens?

— E por que você não pode ser? – perguntou Thain, caçoando.

— Não, eu não tenho nada de lobo!

— Não sei, pode ter. – falou Jake – O sangue dessas criaturas nunca sai das veias, e o único jeito de saber se ele é ou não é lobo... – Jake disse, olhando para mim – É transformando-o.

— Eu? O quê? Nunca, não agora! E lobos também não podem se transformar em vampiros?

— Claro que não! — disse Thain – O que nasce uma coisa, fica isto! Uma das raças que viram vampiros é os humanos. Agora, bruxas e lobos, e outras coisas, não podem ser transformados. Só se acontecer algum milagre, como o de Laura.

— Milagres não existem... – eu disse, sem emoção.

— Será que existem anjos? Se nós somos os demônios! – disse Alicia, com empolgação a voz.

— Nós não somos demônios! – disse Thain – Somo seres das trevas, é outra coisa.

— Ah, mas deve existir então... – disse Alicia, sonhadora. Então, Thain começou a discutir com ela, e Alicia também começou a discutir, e então várias pessoas tentaram entrar na conversa, e viro uma confusão.

- Hey! – eu gritei, e todos ficaram quietos – Se existem anjos ou não, não tem nada a ver com a conversa! Ok. Bem...

— Laura, — disse Bruno – vamos conversar. – ele saiu pelas portas do fundo, e foi para o pequeno “cemitério”, onde ficava o pequeno roseiral da Tanya – Por que você quer adiar tanto isto?

— Isto o que? – eu perguntei.

— Me transformar! Você tem que fazer isto, eu nunca vou querer envelhecer enquanto você ainda tiver 15 anos.... ou 16, tanto faz. Se você quer me ver morrendo, que ótimo jeito de amar...

— Eu não quero! – eu disse, de imediato – Eu, não quero. É claro que não quero... – eu coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha – Eu só... Não quero que você perca sua humanidade. – depois, tinha percebido que eu agarrei as mãos de Bruno, e segurava-as firme – Eu tenho medo, de que eu nunca sinta isto... Estas sensações, que você sente, e eu só consigo sentir... Com você. – eu disse no meio de um suspiro.

Eu vi seus olhos brilharem, e depois ele disse:

— Se realmente me ama... Me transforme. – e minha garganta se contorceu.

— Um dia... Eu vou, vamos viver...

Então ele explodiu.

— Qual é problema com você? Eu vou continuar sendo o mesmo! Vou ser um sanguessuga por sua causa! O que mais você quer? O quê? – ele gritou, e então ele se silenciou e falou baixo novamente, e sabia que as pessoas que estavam dentro da casa ouviram cada palavra, ele segurou minhas mãos novamente, e mais fortes, e recomeçou – Eu quero, eu vou continuar de dando tudo, e eu não importo que eu seja um sanguessuga, sem alma e cheios de trevas.... Não me importo. – ele disse, acariciando minha face.

— Você não entende os meus sentimentos?.... Por você? Eu acredito que não. Eu vou te transformar, mas tenho que ter coragem suficiente para fazer... – depois que eu disse isso, tinha lembrado de Tanya.

— É só um pouco de sangue... – ele disse, e estreitou os olhos, e eu fiquei um pouco confusa – Como se transforma, afinal?

— Bem, existem dois métodos, ou você dá 5 litros de sangue ou menos, quando dá os 5, já se transforma automaticamente, e quando é menos, se transforma só matando, é bem diferente. Mas, por que?

— Estou decidindo...

— Olha, eu vou te transformar como eu fui, dos 5 litros, sem coisas complicadas, por favor. Não vai ser agora.

Ele largou minhas mãos e deu as costas para mim, e começou a andar.

— Para onde você vai? – eu perguntei.

— Vou fazer as coisas por mim mesmo... – e depois desapareceu.

Eu senti algum movimento, e olhei para trás, e então.. palmas.

— Thain. – eu disse.

— Que incrível... Com medo de transformar se Amo de Sangue! Nossa, Alicia não teve essa dificuldade.

— Eu sou diferente. – me defendi.

— Não discordo! Você é a única vampira e bruxa, — ela falava, andando em minha volta – e várias coisas. Querida, — ela disse com afeto, irônico – você é uma aberração. – eu senti um rosnado chegar na minha boca e ela riu – E você ainda acha que não é! Só uma coisa.. Cuidado, com o seu Amor de Sangue. – eu olhei para ela, com pura raiva.

— Você que não encoste um dedo só nele! Eu te mato sua vaca! – eu gritei, e ela ainda sorria, aquele sorriso irônico e sedutor, eu odiava ela, com certeza ela tinha flertado com ele, e a odiava por ter feito isto, por ter tocado nele, por ter apenas trocado algumas palavras ou vê-lo comigo. Pois estava com ciúmes.

— Você faria isto? – ela estava muito ocupada tentando me distrair, então joguei ela em uma arvore e no troco desta, arranquei um pedaço grande e afiado, finquei e seu estomago e ela soltou um grito de agonia e suas veias ficaram saltadas, mas ela não estava morrendo, sabia a dor que ela sentia, e gostava por ela sentir.

— Faço pior... Então, fique longe dele. – eu disse lentamente, e tirei a madeira do corpo dela, correndo para a Casa, mas o meu ódio me seguia, para qualquer lugar que fosse. E, pela primeira vez, olhei para o céu, e parecia que iria nevar, o que não era nada de importante para mim, era um inverno comum, não era?

Não, não era um inverno comum. Ele estava adiantado, conseguia sentir o gosto gelado quando mostrava minha língua para as estrelas, mas elas não mostravam para mim, só brilhavam, e eu lembrei quando era garota, quando fazia a mesma coisa.

Enfim, eu vi que estava estranho, mas entrei dentro da Casa.

Mas não sabia, é claro, que seria o inverno mais frio, e mais infeliz que eu já tivera.

E que uma rosa cairia no chão, e gotas vermelhas e doces, cairiam nela.

É, é assim a vida, e a Morte nos acompanha.