Vampire Hunters
1 A atitude do vampiro.
Notas iniciais
Dominik bate as portas do salão principal, sua ira era tanta que as lâmpadas falhavam, a pouca luz revelava a verdadeira face de Wladmir, a elegância de um rei e a sombra de um demônio. Os guardas tentaram impedir sua passagem, mas tudo que aproximava dele congelava de medo perante seu olhar gélido.
-Jamais tomem uma decisão sem minha autorização novamente! Gritou Dominik na frente dos 15 Fruy.
-Senhor- diz o mais velho no centro com um tom melancólico em sua voz -Fiz o que fiz porque diferente de você eu penso no futuro espécie.
-Espécie? Acha que meia dúzia de vampiros é um bom futuro?
-Melhor meia dúzia de vampiros, do que duas dúzias de caçadores.-responde com calma o mais alto com a estátua da justiça vendada.
-Poderíamos viver em paz, como sempre vivemos- as luzes do salão começaram a funcionar.
-Paz com bárbaros não funciona- Retruca o mais novo com um ar de seriedade.
-Vocês acham que são superiores a mim?- os olhos de Wladmir ficam vermelhos.
-Fomos escolhidos por nossa experiência, diferente de você, que só é rei por ter nos iludido com suas falsas promessas e enganado o povo. Nunca deveríamos ter aceitado sua proposta, os vampiros individuais eram melhores do que esse seu reino. Quando você quis juntar os clãs não falou que nosso cargo de líder iria ser menor que o seu.-falou novamente o do centro.
-Falou bem, eram. E para deixar isso bem claro eu retiro a influência direta que vocês têm sobre meu exército.
-Não pode fazer isso!- Diz o mais alto novamente- Você sabe que colocorá tudo a perder se sumir com o conselho.
-Veremos...
Wladmir sai do salão ordenando que seus guardas voltem a sua mansão...
Em seu castelo, Wladmir sofre com a decisão dos Fruy, a população vampírica não tem tanta credibilidade nele como tinha antes.
Após uma semana sem o exército sob influência de Klaus Fruy (O líder do conselho), uma carta chega ao salão principal, era de Dominik e dizia:
" Caros membros do conselho,
Devo informar que minha decisão de retirar o exército de vosso comando foi um tanto precipitada, e que só chegamos onde chegamos graças a experiência e sabedoria de todos. É com grande alegria que convido todos vocês, para um grande banquete em homenagem ao domínio direto de vocês ao meu exército novamente, peço que venham com roupas formais e tragam a nossa convidada mais que especial, a amada Anuket. É proibida a entrada de acompanhantes para este evento, e pesso sigilo absoluto.
Att Wladmir Dominik -The Phantom-"
Wladmir chama o general vampírico para informar que os soldados do conselho terão apenas uma última missão, após a conclusão eles serão liberados do serviço militar.
O castelo de Wladmir tinha recebido toques extraordinários, a pintura nova em preto fosco, e o tapete vermelho-sangue na entrada davam um ar obscuro, principalmente com dois guardas fortes com armaduras em estilo medieval. Rosas azuis contornavam todo o caminho, um perfume de dama-da-noite espalhava por todo o jardim. Na entrada a estátua de Wladmir em mármore branco estava perfeitamente polida, o sangue do chafariz estava fresco, o cheiro provocou todos os vampiros em um raio de 8 Km, esse sangue era conhecido como o sangue de Dominik.
-Ora, ora, ora. Achava que não viriam mais- Seu olhar fita Anuket.-Escolheram um vestido perfeito à você, o branco lhe cai bem e o turqueza realça sua beleza.-Wladmir mostra sua brancas e grandes presas, com um sorriso mais que diabólico do que de elogio, e beija a mão de Anuket -Vamos ao banquete.
A mesa estava farta, tinha até carne humana no banquete. Wladmir olhava os convidados e disse- Só 14? Mas esta faltando um.- Dominik vira bruscamente para esconder um pequeno sorriso nos seus lábios.
-Ele estava no último carro, deve ter se atrasado um pouco.- Diz Klaus.
-Então, sem cerimônias vamos começar a festa! O som de piano e violino se espalharam pela sala, tocando Saint-Saëns.-Ah! Quase que eu me esqueço, vamos servir a entrada. Podem trazer! Wladmir bate palmas.
Chega um garçom vestido todo de branco e uma bandeja com tampa, ele a coloca no centro da mesa.
-Está confortável?- Dominik direciona a voz para Anuket, que ironicamente está amarrada à cadeira com brilhantes.-E vocês meus convidados, não vão falar nada?
-Não temos nada para falar com você. Disse o mais novo.
-Tudo bem, então levantem a tampa da bandeja! Enquanto o garçom levanta lentamente a tampa, Dominik gritou- Você não tem ideia, de quanto tempo esperei por isso.
Quando o garçom termina de levantar, a cabeça de Alphonse Fruy é revelada.
-Apaguem as luzes!- Ele ordena em um quase berro. A cada segundo um grito podia ser escutado na sala. A tentativa de fuga deles eram inúteis, pois o olhar gélido de Wladmir congelou todos no lugar.
O plano de Dominik foi um sucesso, Anuket saiu ilesa... Por enquanto. Só Deus sabe o que passa na cabeça de Wladmir, seus ideais mudaram drasticamente em pouco tempo, engana-se quem acha que os Fruy são frios, pois ainda não sentiram o medo de fazer parte de um plano de Dominik.
-Você viu Anuket? A cara de surpresa que fizeram quando a tampa da bandeja foi levantada?- Disse Wladmir com um tom de orgulho em sua voz. Cada palavra de Dominik caia rasgando nos ouvidos de Anuket, ela não suportava a ideia de ser vítima de outro monstro, com os mesmo dons dos anteriores, porém mais feroz. A imagem de bondade e de um rei imparcial não passavam de uma ilusão para a população.
-A única coisa que vi foi um monstro matando outros monstros!- Anuket retruca, se Wladmir tem um olhar de demônio, Anuket tem a voz.
-Deveria me agradecer sua tola, eu só te ajudei.
-Por que me salvou, hein? Por que não me matou também?- Anuket parecia impaciente.
-Tenho outros planos para você, se engana achando que a entregarei tão fácil para sua espécie.
Wladmir aproximou-se de Anuket e a segurou firmemente — O que pensa que está fazendo — afastou os cabelos longos de seu pescoço e abriu sua boca, mostrando as presas ponte-agudas — Me solta — Era inútil, por mais que tivesse força, não era comparada com a de um vampiro natural. Dominik cravou suas presas naquele perfeito e branco pescoço, expelia seu veneno por entre as presas.
-Você será minha.
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