Vampire Feelings
2 A transformação está completa
12 de Maio de 2011.
Em exatas 23:23 gritos agudos de Victória foram ouvidos, Deric e Louise haviam passado na casa dos Romanov avisando oque aconteceria com Victória, eles haviam prometido, eles prometeram que voltariam para ajudar na transformação.
A luz da lua tocava o corpo pálido de Victória, deitada na cama ela se contorcia de dor, era como se ateassem fogo dentro de si.
— Onde estão Deric e Louise? – Frederic perguntou entre dentes colando os pulsos da filha no colchão, impedindo que ela se machucasse –
Ninguém respondeu, ninguém sabia. Dianna molhava a testa quente da filha com um pano úmido, Dimitri, agora com 21 um anos, andava na sala de um lado para o outro soando frio, bagunçava o cabelo nervosamente, ao ouvir os gritos de dor da irmã, nunca a vira passar por aquilo, era realmente assustador. A porta da sala fora aberta bruscamente revelando Deric e Louise.
— ESTÃO ATRASADOS – Dimitri berrou assustadoramente – FAÇAM A DOR QUE ELA SENTE PARAR – berrou entre soluços –
Os dois subiram as escadas correndo e entraram no quarto a tempo de ver uma linda menina se debatendo na cama. Seus cabelos estavam pretos, a pele estava mais do que pálida, estava quase transparente, os olhos meio abertos assumiram uma cor de verde-avermelhado, o corpo assumira silhuetas mais aprofundadas e delicadas, a boca perdera todo o tom avermelhado e assumira um tom de rosa apagado. Deric tirou o pano das mãos de Dianna que soluçava mais alto do que os berros de Victória, que não podiam ser ouvido pelos humanos lá fora, e afastou Frederic do corpo de Victória enquanto Louise os tirava do local. Deric ergueu o pescoço da menina delicadamente trazendo-o próximo de seu rosto, o veneno que saia de suas presas tomou conta de sua boca ao sentir aquele cheiro tão prazeroso, rapidamente abocanhou o pescoço pálido da menina e sugou o sangue que restava em quanto à mesma berrava e se debatia mais.
— Já está bom Deric – ouviu Louise apressada – Você vai matá-la, solta – a menina o puxava –
— Eu. Não. Consigo – murmurou –
— SOLTE-A – a mulher berrou e o empurrou –
O corpo de Victória caiu na cama mole, mas logo a menina começou a gritar de novo, o veneno corria em suas veias rapidamente causando nostalgia, seu coração dava as últimas bombeadas, agora seu corpo ficara gelado, era torturante aquela mudança de temperatura, sua garganta começara a arder ao sentir o veneno tomar conta do seu corpo, seu coração parara de bater.
(...)
Victória acordou em um lugar completamente escuro, não havia luz alguma, as janelas estavam totalmente fechadas e o quarto parecia abafado, Deric estava sentado na cama ao seu lado, Louise estava encostada na parede, Dianna dormia em uma poltrona ao lado de Frederic e Dimitri que também dormiam.
— Oque fazem aqui? – perguntou Victória, sua voz estava levemente rouca –
— Sua transformação – disse Deric calmamente – Está concluída – suspirou –
— Minha garganta dói – resmungou Victória se sentando na cama segurando a garganta –
— Tome – Louise entregou uma caneca preta que continha um liquido escuro –
— Oque é isso?
— Sangue.
— Urg, eu não vou beber isso – entregou a caneca — Eu quero água – pegou o copo de água em cima da cômoda – Isso é horrível – cuspiu o líquido no chão, fazendo Louise rir –
— Beba – entregou a caneca novamente – Só isso vai matar a sua sede – Victória puxou a caneca relutante – É bom, vamos lá Vic – disse animada –
A menina aproximou o copo da boca relutante, o cheiro do líquido era doce, sentiu um gosto amargo tomar conta de sua boca, suas presas estavam amostra.
— Esse gosto amargo – ouviu a voz de Deric – É o seu veneno – explicou –
Victória assentiu e sugou o líquido escuro e cheiroso do copo, era um gosto que não se podia explicar, era uma mistura de tudo que ela gostava quando humana, cereja, chocolate, vodka e capuccino.
— Isso é maravilhoso – murmurou secando a boca com o pulso – E agora? – perguntou depois de entregar o copo para Louise que sorria convencida –
— Agora você vai ver como ficou – sorriu –
Puxou a menina até um espelho próximo, só que não dava pra ver muita coisa, estava escuro.
— Pode abrir a janela? – pediu –
— Claro, mais antes disso – disse Deric – Não tire nunca de seu dedo, é ele que vai te manter viva quando sair ao sol – explicou e mostrando um lindo anel –
Pegou a mão da menina delicadamente e colocou o anel. Caminhou até a enorme janela fechada e a abriu, Victória virou para o espelho e tomou um leve susto.
Seus cabelos estavam lisos e negros, sua pele mais pálida, seus olhos estavam vermelhos, totalmente vermelhos e seu corpo parecia ter sido desenhado por deuses.
— Meus olhos – murmurou com aquela voz rouca realmente sedutora que ela assumira – Minha voz.
— Não se preocupe, seus olhos voltam ao verde-avermelhado em poucos segundos – disse Louise –
— E sua voz, bem, está maravilhosa – disse Deric –
Ok se corresse sangue nas veias de Victória com certeza estaria vermelha igual ao Sirigueijo.
— Hmn certo – murmurou – Oque faremos agora?
— Iremos para Saint Fleur Dominiqué – disse Louise puxando a vampira pela mão –
— Mais e meus pais? Tenho que me despedir – murmurou – E eu tenho que arrumar as minhas coisas!
— Os seus pais nós podemos acordar – disse Deric se aproximando dos humanos –
— Já as suas coisas você não vai precisar, pelo menos não das roupas, quando você chegar lá você verá – explicou ao ver a cara da menina –
— Vic – Victória ouviu a voz da mãe -
— Mamãe – Victória abraçou a mãe –
— Acho melhor não ficarem muito perto, Victória é uma recém transformada não sabemos qual é a reação dela ao lado de muitos humanos – disse Louise -
— Oh, certo – disse Dianna se afastando da filha –
— Estamos partindo para Montpellier em trinta minutos, não demorem – disse Deric –
— Tchau papai – abraçou o pai rapidamente – Dimmy – abraçou o irmão –
— Nos vemos no verão? – perguntou curioso –
— Sim, eles tem férias de verão – disse Louise –
— Vou sentir sua falta – disse Victória para Dianna – Aliás, vou sentir falta de todos – murmurou –
— Temos que ir Vic – Louise chamou – Você ainda tem que arrumar oque vai querer levar – disse –
Victória assentiu e sorriu para o resto da família, caminhou pelo corredor e entrou em seu enorme quarto que agora estava pintado de branco com uma única parede em preto, com posters de seus cantores e bandas preferidos.
— Panic At! The Disco – disse Deric animado – Tem um ótimo gosto musical pequena.
Victória sorriu e pegou uma mala vermelha de rodinhas e colocou em cima da cama, lá colocou seus livros (Harry Potter, Pretty Little Liars, Dear John, O morro dos ventos uivantes, Crepúsculo, Percy Jackson, e alguns outros) seus cds (Panic At The disco, Blink 182, Simple Plan, 30 Seconds to Mars, Avril Lavigne e afins) dois porta-retratos onde tinha fotos de sua família, pegou celular, ipod, notebook, fones de ouvido.
— Preciso de Scarpins – miou fitando seu closet –
— Antes de vir pra cá eu passei no shopping e comprei tudo – Louise sorriu – Você tem um gosto parecido com o meu, já está tudo no seu quarto do colégio – explicou –
— Legal – vibrou –
— Está tudo pronto? – perguntou Deric –
— Sim
— Então vamos.
— Estão de carro?
— Estamos com o do diretor da escola – Louise deu de ombros –
Victória assentiu, Deric pegou a mala e desceu para o ultimo andar sendo seguido pelas duas garotas.
— Tchau filha, até as férias – ouviu um último adeus de Dianna -
Victória sorriu e acenou logo entrando no carro, e que carro.
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