Vampire Academy - (Terra das Sombras)
9 Capítulo 9 - As Paredes Tem Ouvidos
Notas iniciais
Tudo bem com vcs? ^^
Eu não ia postar hoje não, mas como recebi uma recomendação super mega linda de uma das nossas leitoras, vou postar.
OBRIGADAAA flor e fico feliz em saber que está gostando da história.
Outraaaaaaaaaaaaaa coisa.... queria lembrar vcs que aceito outras recomendações tbm hahaha. Eu e a mila ficaremos muito felizes ^^ #ficaadica
Um beijo e boa leitura
Sentei assustada na cama. Eu podia sentir a frustração e irá, tomando conta, quase que totalmente do temperamento da minha melhor amiga. Lissa, estava com algum problema em Sr. Vladimir, mas estava me bloqueando. Eu não conseguia ver nada. Somente sentia uma angústia crescente em meu peito, como se fosse parte de mim.
Passei minhas mãos pelo meu rosto cansado, por não ter dormido nada. Lancei um olhar para o relógio e notei que eram duas horas da manhã. Metade do dia, para os Vampiros de St. Vladimir.
Concentrei-me o máximo que pude e fechei os olhos, tentando buscar a mente de Lissa. Novamente, um bloqueio. Eu me sentia, como se estivesse em frente a uma parede imensa branca. Nada de cor, nada de sentimento, nada de imagens.
Cansada de ficar agoniando daquela forma, levantei da cama e fui buscar meu celular em uma das minhas bolsas. Como eu mal havia o usando, esqueci de me lembrar sobre recarrega-lo. Eu tinha apenas alguns minutos, contando que eu demoraria algum tempo, procurando pelo meu celular, no meio da minha querida bagunça particular.
Lissa não atendeu a minha chamada. O telefone apenas chamou incansavelmente. Tentei novamente. Nada. Resolvi apelar.
–Eu acho bom você atender esse maldito telefone, ou eu vou ai puxar seu cabelo e quebrar a cara do Christian. — Mandei por torpedo.
–Eu não estou afim de conversar... – Lissa respondeu tão rápido como eu esperava. Ela estava com o celular em mãos, testando minha paciência.
–Mas o que diabos houve ai? – Voltei a digitar, o mais rápido que pude.
Houve uma demora de tanto tempo, que eu quase estava ligando novamente.
–É o Christian.– Ela respondeu.
–Eu sabia! O que aquele asno fez dessa vez?– O som da bateria se esgotando, já estava começando. — Está tentando te transformar em Strigoi? — Minha mente era doentia as vezes.
–É pior do que isso... :(– Ela me respondeu e eu senti meu sangue gelar.
–O que pode ser pior? Lissa! Chame alguém! Estou dando um jeito aqui de ir embora– Milhares de nomes, começaram a aparecer na minha cabeça. Eu não queria nem pensar no que ele havia feito. Se ele a machucou, que se dane a Alberta ou a Swat toda. Eu iria matar ele.
Eu estava tão nervosa, que opinei por ligar de uma vez do telefone do hotel, antes que a minha bateria se acabasse totalmente. Lissa atendeu no segundo toque, deixando de lado sua postura mimada. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela tomou a iniciativa.
–Ele tem outra Rose... — Sua voz era uma mistura de indignação e raíva. Chegava até a ser engraçado.
–Sério? — Tentei soar com interesse, mas meu longo suspiro de alívio, acabou me denunciando. Minhas mãos estavam no meu peito e eu, tinha os olhos fechados. Derrepente, isso era a melhor notícia que ela poderia me dado. Eu já estava pensando em ataque em massa, pacto com Strigoi e era só isso. — Ainda bem — Acabei soltando sem querer.
–O que??? — Ela estava berrando do outro lado da linha. — Você acha isso certo? — ela subiu um tom em sua voz, que já estava beirando a paranóia. — Eu fiz papel de idiota Rose! Você sabe o que é isso? — Ela estava surtando, só podia.
Abri os olhos devagar, enquanto pensava em alguma coisa para dizer a ela. O caso era, que eu estava morrendo de sono para uma discussão verbal. Eu mal havia fechado os olhos, por algum tempo significativo. A falta de alimento, também já estava entorpecendo um pouco, meus sentidos. Eu havia jantado a um par de horas e meu estômago roncava bastante.
–O que aconteceu? — Foi a única coisa útil no momento que me veio a cabeça. A respiração dela era acelerada.
–Eu...eu...Teve a festa de final do ano letivo e ele... — Ela mal conseguia repetir as palavras.
–Ele o que Liz? — Perguntei já sem paciência. Sentei na cama novamente e encostei-me nos travesseiros macios.
–Ele conseguiu ficar o tempo todo da festa, conversando com uma tal de Mia Rinaldi! — Pelo som de passos firmes, presumi que ela estava pisando forte no chão.
–Onde você está e quem é essa? — Franzi o cenho. Eu já ouvi esse nome, mas não o ligava ainda mais a uma pessoa.
–É uma pessoa estúpida! Pelo tanto que eles conversaram, eles devem se conhecer a um bom tempo! Até tocar ele ela estava! — Sua voz havia baixado, se tornando um pouco melancólica.
–E?Isso é motivo para você querer matar a menina? — Perguntei derrepente. Meus dedos estavam brincando com o fio do telefone. — Onde mesmo você está? Não deveria estar em suas aulas de etiqueta ou pintura? — Lissa tinha sua agenda basicamente cheia, por todos os dias. Desde que descobriu ser usuária de espírito, Lissa opinou por ocupar sua mente. Eu apoiava firmemente essa idéia. Ainda mais, por que já estavamos encerrando o período letivo. Isso, poderia significar duas coisas.Ou Lissa se ocuparia com alguns cursos em St. Vladimir até eu voltar, ou ela iria para a faculdade próxima da Corte Real, onde vivia a Rainha e a maioria das pessoas importantes, do mundo Moroi. Nunca havia sido o sonho de Lissa e muito menos o meu, se mudar para lá e ficar cercada de pessoas esnobes e chatas. Um pouco antes de eu vir para cá, havíamos combinado sobre ir para Hawards. Lissa era suficientemente nerds para passar e eu, suficientemente entrona e sua guarda-costas oficial, para ir junto com ela e se aproveitar somente dos momentos felizes. As festas e os garotos.
–Ela olhava para ele de forma estranha! — Lissa insistiu e eu virei os olhos.
–E ele? Alguma suspeita? — Eu já não estava mais aguentando aquilo. Eu tinha esperança, que sua razão falasse mais alto, ao invés da sua crise de ciúmes infantil. Lissa era mais esperta do que isso e aquela situação chegava a ser cômica. Eu culpava grande parte do seu quase escasso controle, graças ao espírito. A pior parte era que além de ela ficar assim, eu também começava a me contaminar.
–Ele apenas ficou lá...Conversando com ela...E eles marcaram de sair juntos qualquer hora dessas. — Ela bufou.
–As vezes, as pessoas dizem isso, para despistar logo as outras Liz. Não vejo tanta coisa assim — Me ajeitei melhor, puxando meu cobertor para mim. — Ele te chamou para ir junto?
–Chamou...- Sua boz era quase inaudível. Eu imaginei, o quão difícil estava sendo para ela. Eu havia a deixado lá sozinha e agora, ela estava tendo problemas com o namoradinho novo.
–Então....Está vendo só? Isso vai passar.... — Tentei soar otimista, espantando um bocejo. -Aonde está Christian?
–No quarto dele... — Ela respondeu a sua voz mudou um pouco. Lissa estava pensando sobre meus argumentos.
–Então pare de ser idiota e vá bater na porta dele. — Exigir e ela deu um risinho abafado. Estávamos conseguindo vencer o espírito.
–Eu acho que você tem razão...Eu exagerei um pouco... — Ela finalmente havia entendido. Ufa
–É...aproveite o que você tem ai e pare de reclamar. Vá fazer sexo com seu namorado estranho e aproveitar o cano nas aulas, que eu tenho certeza, que você está dando. — Apontei e ela riu mais um pouco.
–Não estou matando aulas. — Disse fingindo-se de ofendida. — Você sabe como eu odeio essas coisas... — E ela odiava mesmo. Lissa sempre foi a pessoa mais nerd, que eu conhecerá na vida. Ela nunca, faltava em nenhuma aula e sua nota mais baixa, era nove. Quando isso acontecia, ela geralmente conseguia mais um ponto, subornando os profesores. Lissa também, tinha o domínio da compulsão. Por ela ser usuária de espírito, era muito mais forte, do que um simples Moroi.
–E o que ocorre? — Perguntei
–Como teve a festa... — Eu não precisei que ela continuasse. Eu já sabia que ela estaria de folga.
–Eu sei...Eu sei... Mas, de qualquer forma se matricule assim que puder, em qualquer coisa por ai... — Me apressei a dizer. — Assim que as inscrições começarem, se matricule. Não quero ver você sozinha sem mim, fora de St. Vladimir.
A ideia de Lissa sozinha no mundo real, era absurda. Uma coisa bem diferente, era viver fora das Wards, onde se tinha proteção. De forma alguma, longe ou perto, eu iria permitir ela correndo riscos.
–Falando nisso, onde você está? Em alguma Academia? — Lissa aproveitou a brecha, para perguntar sobre meu paradeiro oficial.
–Ainda estou no hotel que te falei...Talvez eu mude em breve — A lembrança da breve conversa com Abe, voltou em minhas lembranças. — Vou para um... — Senti um azedo na ponta da minha lingua. — Vou para um Campo de Concentração. — Disse de uma vez só, tentando amenizar o impacto.
–Campo de Concentração? — Lissa estava surpresa, do outro lado da linha. Eu não precisava ser vidente, para perceber isso.
–Eu sei... é absurdo mas...Alberta me mandou para cá, então... — Suspirei.
–Ah, Rose...Tome cuidado — Lissa também sabia sobre esses campos. Eu esperava que no final das contas, não fosse de todo o ruim.
–Pode deixar...Agora vou desligar... Preciso dormir. Tive uma noite exaustiva. — Falei sem pensar. Aquelas simples palavras, já eram o suficiente para as engrenagens loiras de Lissa.
–Exaustiva hum? — Lissa e seu tom curioso de sempre. Ignorei e ela continuou — Está por acaso, transando com alguém Rosemarie?
–Você por acaso esqueceu que eu sou virgem? — Falei um pouco mais baixo, como se as paredes do meu quarto, pudessem ouvir minhas palavras.Eu era virgem sim. mas não queria admitir isso em público. Engoli em seco, quando a imagem de Dimitri apareceu em minha mente. Eu esperava sem dúvida alguma, que chegassemos a essa etapa de envolvimento. Ainda mais, depois do beijo roubado dele. Mas isso, também significava socorro extremo. Eu não poderia parecer uma inexperiente, totalmente idiota.
–Hum..Hum... — Ela concordou apenas analisando meu silêncio, enquanto pensava. — Quem é ele? — A merda era, que mesmo sem um lanço, Lissa conseguia ler meus pensamentos de uma forma, muitas vezes assustadora.
–Eu já disse que não estou transando com ninguém... — Enfatizei na minha frase.
–Pode não estar...Mas quer... — Ela riu baixinho, quando percebeu que eu havia engolido em seco. — Ainda mais por que está tão calma. Seja lá quem for, está te fazendo bem.
–Não quero falar sobre isso. — Me senti corar instantaneamente.
–Rose! eu quero saber! Sou sua melhor amiga! — Eu quase pude ver, os pulinhos que ela estava dando no lugar.
–Chama Dimitri. — Falei de uma vez, enquanto meu tom de pele se mudava, para o vermelho suicida.
–E quantos anos ele tem? — Ela continuou
–É um pouco mais velho, do que eu. — Dei uma resposta vaga. O certo era, que eu não fazia ideia nem do seu sobrenome, imagine a sua idade.
–E vocês estão...hum...- Ela começou, mas interrompi.
–Não estamos nada ainda... — Virei os olhos. — Apenas saindo.
–Ele é guardião? Já te mostrou a casa dele? — Que merda de amiga fofoqueira
–O que diabos quer saber com essa pergunta? — Como assim eu conhecer a casa de Dimitri?
–Se ele te convidar para ir lá, quer fazer sexo com você — Lissa deu uma gargalhada tão alta, que tirei o telefone do ouvido, me sentindo doente.
–Sim, ele é guardião e não. Não conhecia a casa dele. Agora chega! Vou dormir — Já comecei com meu mal humor matinal. Ela riu mais ainda.
–Estou esperando por mais informações, não se esqueça disso! — Ela me alertou. Eu mesma, sem querer assumir, tinha que ter uma conversa com ela logo, sobre sexo. Eu não queria parecer uma total desinformada quando Dimitri segundo ela, me convidasse para ir em sua casa. Como se tivesse lido meus pensamentos, ela completou.
–Eu estou com o computador aqui. Quando você for acessar o seu, me avise e conversamos por câmera. — Foi ai, que me lembrei do meu computador. Ele deveria estar empacotado ainda.
–Okay, eu te aviso. Um beijo! — Forcei a despedida, antes que viesse mais alguma bomba, para cima de mim.
–Beijo! — Lissa respondeu e em seguida, desligou o telefone.
Notas finais
Aguardo os comentsss!! NÃO SE ESQUEÇAMMM! ^^
Fale com o autor