Notas iniciais
Oi genteeeeeeeeeeeeeee!
Tudo bem com vcs? ^^
Segue mais um cap...
Adorei os comentários e queria dizer... MUITO OBRIGADA ^^
Estarei respondendo todos em breve... me foquei em postar um novo cap primeiro... pra vcs ficarem felizes
Boa leitura e COMENTEMMMMMMMMMMMMMM

O tic tac do enorme relógio, era o único som, além da minha respiração acelarada, no meu quarto. Eu não lembrava, qual havia sido a última vez, desde que me senti tão ansiosa assim, para um encontro. Eu mal conheci Dimitri, cujo o sobrenome ainda era desconhecido e mal podia controlar o suor das minhas mãos, enquanto as passava frenéticamente pelo meu vestido novo preto. Mais cedo, eu havia ido à algumas lojas no centro e comprado algumas coisas. Um lindo vestido preto e um novo casaco de couro haviam sido, uma dessas coisas. Era em uma hora dessas, que eu deixava de implicar, com o dinheiro que Abbe Mazur havia deixado para mim. O motivo pelo qual ele fez isso, ainda era desconhecido para mim. A história sobre Alberta ou minha mãe terem patrocinado algo, era uma completa bobagem, rondando pela minha cabeça.


Levantei do sofá tentei controlar meus pensamentos. Isso com certeza, era algo que eu iria lidar depois. Depois do meu encontro com o homem mais lindo do mundo russo. Fiquei de frente ao espelho, para verificar se alguma mecha, estava fora do lugar. Eu havia secado e penteado minusciosamente cada fio do meu cabelo, para que nem o frio de Novosibirsk o bagunçasse. Ajeitei o laço de cetim preto e retoquei bem batom vermelho. Quando comecei a verificar meus sapatos de salto, ouvi uma batida na porta.


–Ah Meu Deus! — Disse baixo, enquanto meus olhos voavam pela sala, em busca de alguma coisa fora do lugar. Quando verifiquei tudo, segui em direção a porta e esperei. — Quem é? — Perguntei em tom audível o suficiente, para a pessoa, do outro lado da porta.


–Dimitri — Como havia sido treinado, Dimitri já respondeu sem rodeios, seu primeiro nome. Sorri com o som da sua voz e me contive, para abrir a porta para ele.


–Wow — Foi o que consegui dizer, ou melhor, o som que saiu dos meus lábios quando o vi. Dimitri estava usando uma cacharrel escura em tom de verde musgo, calças pretas e um casaco semelhante ao meu de couro preto. Seus cabelos, estavam levemente bagunçados, provavelmente pelos ventos, ocasionados pela baixa temperatura. Isso tudo, não se comparava de forma alguma ao seu cheiro. Um cheiro devastador de pós-barba, tomou todos os meus sentindos, de uma só vez.


Quando encarei seus olhos, notei que ele me olhava maravilhado. Foi só nesse momento, que eu lembrei de fechar minha bocae voltar a respirar, antes que eu começasse a babar.


–Você está linda Rose. — Ele disse antes de eu ter chance. Sua voz era música para os meus ouvidos.


–Tentei buscar alguma coisa legal por aqui — Sorri mais para ele, tentando soar indiferente a tudo aquilo. O que eu vi a seguir, fez uma mistura de diversão e interesse, se formar em meu estômago. Milhares de borboletas, começaram a me atormentar. Dimitri estava olhando para as minhas pernas. Não consegui deixar de fazer um comentário.


–Gostou das meias? — Ergui uma sobrancelha desconfiada para ele, que automaticamente desviou o olhar. Ver que ele estava aparentemente tão interessado em mim como eu nele, fez parte da minha esquisitisse recente, se dissipar.


–São lindas também — Ele sorriu um pouco, entrando na minha conversa passageira.


–Quer entrar? Eu preciso pegar meu casaco. — Gesticulei para dentro do quarto e Dimitri, somente me observou em silêncio.


–Eu espero aqui, não se preocupe. — Dimitri levou suas duas mãos aos bolsos de seu casaco e eu, fui buscar o meu que estava em uma das poltronas.


Quando voltei, Dimitri estava olhando para seu aparelho celular, em mãos.

–Está tudo bem? — Perguntei enquanto fechava meu casaco.


–É difícil ter um pouco de sossego. — Ele riu desconfortável, enquanto passava uma mão pelos seus cabelos castanhos.


–Já sei... Trabalho? — Arrisquei, segundos antes de começar a fechar a porta.


–Exatamente — Dimitri fez um som dramático e eu ri.


Seguimos em silêncio em direção aos elevadores, apenas apreciando um a presença do outro. Agradeci muito a vendedora da loja, quando ela me ofereceu sapatos de salto alto. Isso de certa forma, facilitava um pouco a chance de um beijo suicida surpresa, caso eu precisasse. Não que os sapatos me deixassem tão alta assim, mas já era um começo. Dimitri era muito alto.


–Quando vai me dizer seu sobrenome? — Dimitri perguntou, quando já haviamos entrado no elevador. Estávamos sozinhos.


–Quando você me disser o seu — Dei de ombros e ele riu um pouco. — Da onde eu venho, as pessoas não gostam de falar mais do que o necessário. — Pisquei para ele e seu sorriso aumentou mais ainda.


–E não é necessário falar o sobrenome ou o que faz? — Ele insistiu na minha jogada.


–Você já sabe o que eu faço e também, sabe meu nome — Fui salva pois chegamos no térreo. Dimitri abriu a porta para mim e seguimos em direção a entrada principal.


–Você tem razão — Ele deu de ombros — Mas...estou ansioso para saber mais sobre você. — Dimitri sempre vigilante, saiu na minha frente e paramos na calçada.


Wow. Ele era bom de jogos. Assumo, que fiquei um pouco corada. Graças Deus, estava escuro o suficiente, para passar despercebido.

–Deixamos isso para depois. Estamos de folga — Disse, enquanto observava Dimitri, ir na direção da porta do piloto de um conversível preto.


–Esta de carro? — Franzi o cenho, enquanto o seguia para próximo do carro, que estava estacionado no meio fio, próximo da entrada principal.


–Peguei com um amigo emprestado — Dimitri piscou para mim, segundos antes, de entrar no carro e abrir a porta do passageiro para mim.


A entrada do teatro estava lotada de gente. Tivemos que passar devagar com o carro, para não atropelar as pessoas que estavam passando pela rua. Dimitri parou em um estacionamento próximo do teatro e descemos a pé. Sua postura era vigilante em todo o processo. Era como se ele estivesse buscando por algo, ou simplesmente, tentando me proteger, o que era absurdo.


–Que tal relaxar hum? — Toquei gentilmente meu braço, quando nos posicionamos na fila da bilheteria. Seus olhos foram para os meus e ele suspirou.


–Não gosto de tanta gente assim — Rapidamente seus olhos passaram pela multidão, para logo voltar para os meus. — Pode ser perigoso.


–Não que sejamos o top na lista dos Strigoi. — um nó se formou em minha garganta, mas o contive. — Estamos de folga Dimitri. — Lancei um sorriso jenuino em sua direção, para logo receber outro de parar um coração em troca.


–Tem razão... Vou tentar relaxar. — Como algo totalmente inesperado, Dimitri chegou um pouco mais perto de mim e tocou meu rosto com a ponta de seus dedos quentes. O mundo poderia estar congelando. Inclusive eu, que ele sempre estaria quente.Levei minha mão livre, que estava fora do bolso do meu casaco, para sua mão em meu rosto. Nos encaramos por uma batida de coração, até escutarmos um pigarreio, vindo atrás de Dimitri na fila.


Sem ao menos saber quem era, lancei um olhar suicida em direção a pessoa atrás dele. Aquele gorducho humano, estava me irritando em tentar me interromper. Dimitri riu do meu gesto e o homem engoliu em seco quando me viu.


–Aonde paramos? — Me voltei para Dimitri, enquanto tentava me colocar na ponta dos pés. O salto não estava ajudando muito no processo.


Dimitri me olhou de uma forma, que meu coração estava prestes a sair pela boca, de tanto que batia contra o tecido das minhas roupas.


Outro pigarreio e eu não me contive.

–O que você quer? — Fiquei verde de raíva pela segunda interrupção.


–Eu acho que a fila está andando. — A voz de Dimitri, soou docemente perto do meu ouvido.


–Okay! — Respondi para Dimitri, enquanto lançava um olhar de aviso para o humano, antes de virar e seguir para a fila.


Não demorou muito até que conseguissemos comprar os ingressos. Como eu havia previsto e muito contra gosto, Dimitri pagou os dois ingressos. O salão era bem grande e as cadeiras eram numeradas, o que facilitou a entrada numerosa de pessoas. Dimitri comprou camarote superior. Então, ficamos na primeira fileira do andar de cima. Bem próximos do palco.


–Aqui é lindo — Comentei com ele, enquanto observava o grande salão. Ele era basicamente decorado em cores de tom dourado e veludo vermelho. Algumas estátuas de mármore antigas, faziam parte da decoração.


–Eu também gosto daqui. — Dimitri respondeu enquanto me encarava com olhos gentis. — Eu espero que goste do espetáculo.


–Com certeza eu vou gostar — Pisquei para ele e logo em seguida, comecei a notar o movimento das pessoas ao nosso redor. Isso automaticamente me fez lembrar de Lissa. Uma vez, antes de seus pais terem morrido, eles nos haviam levado ao circo. Eu nunca em toda a minha vida havia visitado um circo. Toda aquela mistura de animais e cor era novo para mim. Essa concentração de luz e a diversidade de pessoas, me fez lembrar daquele dia. Aquela experiência, junto dos pais dela, me fez sentir de certa forma, como parte de uma família de verdade. Eu e Lissa, sempre fomos muito mais do que amigas. Éramos basicamente irmãs.


–Está tudo bem? — Dimitri interrompeu gentilmente meus pensamentos.


–Estou bem — Virei para encara-lo um pouco desconfortável. — Apenas lembrei de um momento quando eu era menor.


–E esse momento foi quando? — Ele perguntou, se interessando pelo assunto.


–Quando eu fui para o circo, pela primeira vez. — Disse um pouco envergonhada com a declaração.


–Eu adorava o circo quando eu era pequeno — Dimitri se perdeu derrepente em pensamentos. Sua visão era desfocada. — Eu fui várias vezes antes de ir para a Academia. — Seus olhos se voltaram para os meus.


–Qual seu animal favorito? — Me vi perguntando a ele.


–Eu gosto das águias — Dimitri disse


–Eu gosto dos leões — Sorri triunfante. Isso rendeu um sorriso torto da parte dele.


–A julgar pelo seu sotaque, você é americana. — Dimitri concluiu e eu lancei um olhar misterioso para ele


–Acha mesmo? — perguntei


–Eu tenho absoluta certeza nisso — Wow ele estava jogando bem alto suas apostas. Eu realmente gostava disso.


–E você é russo — dei de ombros. — Não é preciso ser um gênio para notar isso — desviei o olhar.


–Rose...Rose... — Dimitri suspirou enquanto me encarava pensativamente.


Eu estava esperando por mais alguma pergunta, quando derrepente as luzes começaram a diminuir de intensidade. Percebi então, que o espetáculo estava para começar.


Como era de se esperar, a peça era maravilhosamente linda. Eu mantive totalmente minha atenção em casa passo, gesto e cor vindo do palco. Em alguns momentos, senti os olhos de Dimtri em mim, talvez me analisando minhas reações diversas com tudo aquilo. Eu já havia visto algumas peças de teatro na vida. Várias delas, na própria Academia St. Vladimir, em aulas de história antiga ou até mesmo teatro moderno, uma das paixões de Lissa.


Quando tudo finalmente terminou, saudamos os atores e atrizes com uma salva de palmas, antes de seguirmos em direção a saída.

–Gostou da peça? — Dimitri me perguntou, quando já estávamos na calçada esperando pelo carro.


–Eu adorei! — Me virei para ele, enquanto apertava meu casaco mais contra mim. A temperatura estava baixando rapidamente e as minhas meias, não estavam ajudando o suficiente no processo de me manter aquecida.


–Está congelando — Dimitri se aproximou de mim ao notar meu desconforto na calçada. E por tudo o que era mais sagrado ele me abraçou. -O carro já está chegando. — Seu queixo estava no topo da minha cabeça. Sem pensar em mais nada, me abracei a ele, tentando puxar algum calor.


–Eu acho que não serviram de nada essas meias caras — resmunguei aborrecida e senti seu peito subir e descer fracamente. Sinal de que ele estava rindo. — Não ria camarada — Dei um tapa de leve em suas costas e ele se distanciou um pouco de mim. — Como que diabos você consegue ser tão quente? — Eu quase soei indignada.


–Eu já estou acostumado com o frio. Está com fome? — Dimitri me perguntou derrepente. Como se tivesse sido chamado, meu estomago roncou um pouco.


–Na verdade sim — Assumi


–Vou te levar em um lugar muito bom — Abri um sorriso gigante, sabendo que nossa noite juntos, não iria terminar em poucos minutos, quando ele me levaria de volta ao hotel.


Logo seus olhos que estavam nos meus, seguiram o barulho vindo perto de nós. Era o carro.


Com toda a certeza, meu status de ferrada e despachada de St. Vladimir, estava mudando para completamente feliz ao lado de Dimitri. Ele me levou para um restaurante italiano, onde comemos uma deliciosa massa com aspargos. Nossa conversa, não variou muito além de comentários sobre a peça e o desempenho dos atores. Ele, para minha sorte, havia decidido não perguntar mais sobre coisas que eu não queria responder. Ou melhor, ainda não estava preparada para responder.


Quando paramos na porta do hotel, eu pedi para que ele subisse para me acompanhar. Dimitri sentou em um dos sofás da sala, enquanto eu pegava algo para nós bebermos. Tirei meus sapatos altos e sentir o carpete macio, foi muito bem vindo para as minhas bolhas, recem formadas. Eu nunca tive a aptidão para uso de saltos altos. Eu sabia como me equilibrar perfeitamente em cima deles, graças as aulas de etiqueta de Lissa, onde eu e ela, aprendemos várias coisas. Dentre elas, como caminhar de salto alto vinte e quatro horas por dia. Me lembro até hoje, de sua professora maluca, a Srta. Madeleine Winks. Uma bruxa chata, velha e ruíva, que só sabia me chamar de torta e desequilibrada.


Empurrei meus pensamentos e tirei duas taças da cristaleira, para logo em seguida, colocar um pouco de vinho. Ao menos eu achava que aquilo era vinho. O cheiro era parecido.


–Dane-se. Ele vai gostar. — Disse para mim mesma, enquanto respirava fundo, para voltar para a sala.


Dimitri estava sentado, com uma perna cruzada. Novamente, encarando seu celular. Suas feições eram preocupadas.


–O que houve? — Franzi o cenho, enquanto me aproximava dele no sofá. Entreguei a taça para ele, que pegou de bom grado.


–Houveram outras mortes — Sua voz era sombria e eu bebi um gole do vinho, para aliviar a tensão do meu corpo.


–Moroi? — Perguntei.


–Também — Seu olhar era bem vago. Ele estava olhando sem ver, sua taça cheia.


–E estão chamando você... — Conclui sem ele falar mais nada. Eu já sabia como a política era.


Dimitri voltou a me olhar. Dessa vez, encarando profundamente seus olhos. Um sorriso apareceu em seus lábios.

–Eu tenho que ir... — Senti pesar em sua voz, mas eu sabia de nossas obrigações.


–Tudo bem... Eu entendo — Peguei sua mão livre que estava depositada no sofá e a apertei gentilmente, enquanto sorria para ele.


–Se você não estiver enjoada de mim, eu passo aqui amanhã — Sua voz era um pouco tímida, porém sincera. Seus dedos entrelaçaram com os meus. Era um simples ponto de contato, mas eu estava queimando por dentro.

–Rose se controle. Ele precisa ir.– Eu repetia mentalmente


–Claro que não estou — Apertei mais sua mão na minha — Amanhã nos vemos.


Dimitri levantou do sofá e eu o deixei ir, o seguindo para a porta.

–Rose... Eu sei que você pode achar bobeira mas... — Dimitri estava procurando por suas próximas palavras, percebi. — Mas... evite sair sozinha, principalmente a noite.


Um alívio e um pouco de ansiedade percorreu meu corpo. Ele estava com receio de eu me ferir?

–Estarei bem... pode confiar. — Fui para dar um beijo em seu rosto na ponta dos pés.


Dimitri foi mais rápido. Ele selou nossos lábios rapidamente e o meu mundo parou. Foi apenas um segundo, mas pareceu ser uma vida. Eu nunca havia sentido algo daquela forma. Seu sorriso aumentou ainda mais, quando notou minha expressão perturbada e não nego, totalmente abobada com aquilo. Me senti nas nuvens com o toque dos seus lábios macios e quentes.


–Apenas tome cuidado — Dimitri beijou o topo da minha cabeça dessa vez e eu fique lá. Suspirando, enquanto o via partir.


Notas finais
E ai... oq acharam?