Vampire Academy - (Terra das Sombras)
52 Capítulo 52 - Premonições
Notas iniciais
Me perdoem pela demora, mas ultimamente está muito complicado eu postar diariamente :(
Estou com muitaaa coisa para fazer e fica difícil :(
Mas, vamos ao que interessa: Primeiramente sim, esse é o último capítulo do primeiro livro.
Segundo: Não me matem, mas tive que terminar exatamente dessa forma.
Terceiro: Me desculpem pelos erros, mas como eu vou digitando sem pestanejar, as vezes o word me prega peças, adaptando melhor as palavras, que ELE Aacha. Resultado: Algumas colocações sem sentido algum =S. Mas, minha beta mila logo estará passando por aqui ou até mesmo eu, e acerto tudo direitinho.
Bom.... leias as notas finais e boa leitura
Uma música estranha e assustadoramente familiar, soava em meus ouvidos. Abri os olhos com dificuldade, já que eu me sentia, como se tivesse sido imobilizada, por um lutador de uma tonelada.
–Merda de despertador – Resmunguei, enquanto o jogava longe e cobria minha cabeça, com meu travesseiro. Som de passos abafados, me fez descobrir a cabeça e forçar minhas pernas a trabalharem. Alice estava dentro do banheiro, escovando os dentes, enquanto observava seu reflexo no espelho. Quando ela me viu, me lançou um olhar cansado.
–Eu tenho milhares de coisas para fazer – Ela comentou, quando se livrou da pasta de dentes em sua boca. – Preciso ir ao centro e Ian, se ofereceu para ir comigo. – Ela deu de ombros, limpando sua boca com a toalha.
–Vocês estão amigos não é? – Ergui uma sobrancelha desconfiada para ela, enquanto me colocava de pé no tapete.
–Ele está sendo legal comigo e tentando me ajudar, com o meu pai – A palavra pai, fazia com que sua voz fraquejasse gradativamente, mas ignorei.
–Ele está na Corte? – Perguntei enquanto tirava minha camiseta de dormir e procurava pelo meu jeans habitual.
–Ainda não chegou, mas me mandou alguns e-mails. – Ela continuou em seu tom desinteressado.
–Eu vou ver Lissa e ver se ela precisa de algo. – Mudei de assunto, me voltando para os meus próprios problemas pessoais.
–Ela está sempre ocupada não é? – Alice sorriu de lado. Concordei com a cabeça. –Me lembro de quando eu tinha o meu Moroi.
–Tatiana parece querer que eu fique longe dela. — Constatei
–Eu não sei não – Alice por fim amarrou seu cabelo loiro e voltou a me encarar. – De qualquer forma, vejo você quando voltar. Assinalei com a cabeça e ela, partiu.
Meu resto do dia foi bastante miserável, aproposito. A conversa entre eu e Natasha Ozera sobre a competição, não saia da minha cabeça, nem mesmo com a insistência de Dimitri em conversar comigo. Nesse momento, a parte mais importante para mim, era derrotar aquela Moroi e ex-namorada de Dimitri. Eu poderia lidar com seu discurso sobre Tatiana me odiar, mais tarde.
Lissa também não estava muito atrás, com seu dia de “sorte”. Além de ter que passar grande parte do seu dia com Tatiana, eu tive que passar esse tempo, conversando com seu primo Adrian e Christian Ozera, que além de mal humorado, foi extremamente irônico em relação a tudo.
–Como está seu namoro com o guardião fodão? – Christian me perguntou, enquanto mordiscava um pedaço de torta de maça. Estávamos eu, ele e Adrian, em uma das salas da Corte, esperando mais uma vez por Lissa. Era a segunda vez essa tarde, que ela nos deixava, para ir conversar com Tatiana. Eu nunca entendi muito bem a simpatia repentina de Tatiana por ela, mas presumi que isso definitivamente não iria me agradar.
–Minha vida não é da sua conta – Virei os olhos e encarei meu prato, com um pedaço de torta quase no fim.
–As pessoas estão comentando. Penso que quando isso chegar ao ouvido de sua mãe, ela irá enfartar – Ele comentou rindo de uma forma tão provocadora, que era quase impossível, ignora-lo.
–Minha mãe também não é da sua conta – Cerrei meus olhos e escutei a risada abafada de Adrian ao meu lado. –Você também nem ouse falar alguma coisa a meu respeito. — Apontei um dedo para Adrian, que prontamente negou espalmando suas mãos.
Christian estava prestes a questionar, quando a grande porta de madeira maciça, foi aberta por Lissa. Ela mal nos olhou, enquanto se acomodava em uma das poltronas, próxima de seu namorado.
–Eu estou cansada – Depois de soltar um longo suspiro, seus olhos fitaram os meus. – Mas agora está tudo realmente pronto.
–Até que enfim – Concordei. – Eu achei que Tatiana não iria te liberar nunca.
–Eu também não sei por que, ela se intromete tanto, em questões banais como essas.
–Nem eu – Respondi sorrindo um pouco. – Ela é tão chata assim ou é impressão? – Ri junto com ela.
–O que estavam fazendo ate agora? – Seus olhos verdes, passaram por nós três.
–Comentando sobre o quão interessante, é o novo namoro de Rose. – Christian voltou a falar e eu, virei os olhos.
–Liz, eu realmente gostaria de ficar mais, mas tenho que tomar um ar, antes que eu soque a cara do seu namorado – Me levantei abruptamente do sofá, recebendo olhares curiosos de Lissa e Adrian.
–Pequena Dhampir, Ozera late, mas não morde – Ela constatou me observando.
–Já te falei mais cedo, para esquecer esse apelido maldito – Cerrei meus dentes. Como se não me bastasse aguentar Christian e seus comentários sádicos, eu tinha que aguentar agora, Adrian.
–Como quiser – Adrian deu de ombros, mas ambos sabíamos que ele não ia parar com sua insistência.
–Tem certeza que precisa ir? – Lissa perguntou
–Eu tenho sim e além do mais, preciso me preparar para o jantar, que começa em algumas horas.
–Ah é verdade- Liz refletiu. – Então vamos para o meu quarto, para experimentar os vestidos – ela se colocou de pé rapidamente.
–Vestidos? – Ergui uma sobrancelha curiosa.
–Claro Rose. Eu comprei um para você também – O tom que ela usou me fez parecer uma tapada.
–Não preciso de vestido – Argumentei. Eu não gostava de quando Lissa, comprava as coisas para mim. Eu tinha um a salário e também uma dignidade a zelar.
–E você vai usar o que? Jeans? – Lissa cruzou os braços no peito, como se me desafiando.
–Na verdade eu... – Comecei a inventar uma desculpa, quando ela simplesmente resolveu me ignorar e começou a me empurrar, para a saída.
O quarto de Lissa, se tornou um verdadeiro armário ambulante. Mais e mais vestidos de festa, faziam um volume em sua cama e qualquer móvel que servisse de cabide. Experimentei três modelos que ela havia comprado para mim, enquanto ela tinha, mais de dez escolhas diferentes. Essa, era uma diferença básica entre nós duas. Enquanto eu escolhia o modelo confortável e prático, Lissa ia de acordo com o preço e o mais desconfortável possível. Isso tinha a maldita tendência, de ser com os sapatos também.
–Eu me sinto uma idiota – Comentei encarando meu novo traje, em seu espelho. Eu estava usando um vestido vermelho justo, até a altura dos joelhos. Meu cabelo escuro, estava distribuído uniformemente, em cachos pelas minhas costas.
–Você está linda – Ela comentou sorridente, enquanto também me observava no espelho. Lissa estava usando um modelo amarelo justo, aberto nas costas que ia até a altura do seu calcanhar. Seu cabelo estava amarrado, em um perfeito coque com presilhas peroladas.
–Não posso andar com esses sapatos – Franzi a sobrancelha. – Parece que estou pisando em ovos. – Encarei meus dois sapatos vermelhos novos.
–Pare de fazer drama – Ela virou os olhos. – Estamos atrasadas, então vou te deixar treinando um pouco aqui, enquanto vou buscar Christian. – Lissa pegou sua pequena bolsa prateada na cama. – É bastante simples, se você se esticar ao invés, de parecer uma corcunda – E com isso, ela se aproximou de mim, me fazendo ficar ereta, com suas mãos em minhas costas.
–Vou quebrar o pé – Virei os olhos, mesmo me forçando a ficar de pé como ela pedia. Lissa apenas suspirou e logo, fechou a porta atrás de si.
Eu já estava na minha vigésima volta em busca de equilíbrio, quando alguém bateu na porta.
–Ela não está – Comentei sem ao menos olhar quem era.
–Eu acho que já achei quem procurava – O sotaque acentuado e divertido, me fez encarar. Dimitri estava parado na porta e eu não consegui evitar abrir minha boca, conforme meus olhos passavam por seu corpo.
–Gosta? – Ele perguntou um pouco tímido e eu apenas, concordei com a cabeça. Dimitri estava usando um smoking preto sem uma ruga sequer. Seu cabelo castanho, estava preso em um curto rabo de cavalo, fixado com gel.
–Está lindo – Respondi quando notei que minha voz tinha retornado.
–Você está linda Roza – Seus dedos logo foram para o meu rosto e ele selou rapidamente nossos lábios. Não notei que estávamos na porta, até que meu nome foi pronunciado em tom irritado e tão alto, que eu me virei. Meus olhos quase que automaticamente, encontraram os de Janine Hathaway.
–O que você está fazendo? – O jeito como ela me olhava, me dava à impressão que além de eu estar fazendo algo absurdamente errado, chegava a ser nojento e abominável. Respirei fundo. Dimitri ao meu lado, enrijeceu. Provavelmente, ele estava ciente de que agora nós não escaparíamos do interrogatório.
–Mãe... – Comecei em tom calmo, pensando na melhor maneira de explicar a ela, o que estava acontecendo.
–Agora eu sou sua mãe? – Janine finalmente cortou nossa distância. – O que você está fazendo aqui, aos beijos com o seu mentor? – A ênfase que ela deu, me fez engasgar um pouco. Janine também estava vestida elegantemente, em seu traje preto e longo.
–Nós não estávamos necessariamente nos agarrando – Virei os olhos.
–Você sabe o quanto isso implica para você ? – Ela se virou para Dimitri agora, totalmente horrorizada. – Sabe o que está fazendo? Sabe que está colocando a vida delas em risco? – Ela quase berrou e eu tapei meus ouvidos, sentindo um leve aperto no estomago.
–Mãe você está fazendo um drama absurdo. – Ignorei seu protesto, me sentindo impaciente.
–Drama, Rose? – Ela riu sem humor e seus olhos, voltaram novamente para Dimitri. –Como pode proteger Rose e ela ao mesmo tempo?
–Como assim? – Me senti confusa por um momento
–Você não contou a ela não é? – Janine se virou novamente para Dimitri e minha boca abriu instantaneamente.
–Contou o que? – Perguntei quase sem fôlego.
–Janine, por favor. – Dimitri comentou baixo, enquanto eu notava que buscava por controle.
–Contou o que? – Meu controle havia se despedaçado. Eu não sabia na verdade por que me senti tão vulnerável de repente. Meus olhos buscavam os de Dimitri, em busca de resposta.
–Vasilisa Dragomir não é sua protegida e sim, de Dimitri Belikov – Janine disse sem ao menos se sentir culpada. Meus olhos e boca se abriram em espanto, conforme eu tentava compreender as palavras soltas de uma vez.
–O que? – Me voltei para Dimitri, que parecia exausto e mais branco do que o habitual. –O que você está falando? – Me voltei para Janine. Minha voz era um sussurro.
–É a verdade Rose – O tom de Janine já havia se normalizado, enquanto o meu, parecia entalado em minha garganta e quando mais eu buscava por ar, parecia que ele estava se tornando escasso. -Eu insisti para ele te contar mais de uma vez, mas ele pelo jeito não o fez.
–Isso não é verdade – Ri sem humor depois de alguns segundos agonizantes, buscando os olhos de Dimitri e esperando que a qualquer momento, ele dissesse que Janine estava maluca. Mas ele não o fez. Seus olhos marrons apenas me encaravam sem expressão. Meu sorriso morreu. – Ela fala a verdade? – Engasguei em minhas próprias palavras. Senti meus pés protestarem no sapato.
–Rose, eu tentei... – Ele tentou e eu interrompi.
–Fala de uma vez que isso é mentira! Você não pode ter roubado ela de mim. – Lágrimas se acumularam em meus olhos. Dimitri e minha mãe apenas me observavam. Eu me sentia absurdamente doente.
–Rose? – A voz tímida e agonizada de Lissa, soou próximo de mim. – Rose o que está acontecendo? – Ela tocou meu braço, mas eu não conseguia desviar o olhar de Dimitri. Eu não conseguia entender como ele podia ter me traído daquela forma. Tudo era tão confuso.
–Rose sabe sobre Dimitri – Janine voltou a falar e eu senti os dedos frios dela, se apertarem no meu braço. Automaticamente me virei para ela. Christian ao seu lado, parecia tão confuso e perdido quanto eu.
–Você também sabia? – Eu não sabia com quem mais eu me surpreendia ali. Então, a imagem de Lissa e Dimitri saindo da sala de Tatiana, veio a minha mente. –Você sabia. – Respondi, sem que ela precisasse fazê-lo.
–Eu soube quando Tatiana me chamou, Rose – Os olhos verdes de Lissa, estavam agoniados. – Eu não queria te contar, por que estávamos tentando mudar as coisas. Dimitri queria tentar conversar com ela e.... – Eu a interrompi.
–Por que não me disse? – Perguntei, me sentindo a pior das criaturas e também, a mais vulnerável delas.
–Eu pedi para ela não te contar – Dimitri finalmente rompeu o silêncio. Virei-me para ele, deixando escapar uma lágrima solitária pelas minhas bochechas. –Eu devia contar isso a você.
–Quando tempo? – Perguntei sentindo veneno se formando em minha boca. – Há quanto tempo sabe que seria guardião de Vasilisa?
Dimitri hesitou um pouco, conforme o fluxo de pessoas aumentava ao nosso redor. Embora as pessoas se postassem totalmente ausentes ao meu conflito, eu sabia que não poderia ter atenção demais para nós, ainda mais quando eu estava trabalhando e em um prédio Moroi.
–Eu acho melhor os deixarmos conversar – Christian sussurrou para minha mãe e Lissa, a abraçando de lado. Eu não precisei olhar seus olhos verdes, para ter a certeza que ela, estava chorando. Sem esperar por minha resposta, eles começaram a caminhar no sentido oposto, mesmo que Lissa se postasse relutante.
–Podemos conversar lá dentro? – Dimitri sussurrou, tentando aproximar sua mão da minha, quando já estávamos sozinhos. Respirei fundo e tirei meus sapatos incômodos, antes de fazer sinal, para que ele entrasse. Dimitri sentou na cama de Lissa e eu encostei-me à parede, tentando ficar o mais longe possível dele.
–Tem todos os motivos para estar com raiva de mim — Dimitri me encarou suplicante.
–Vá à merda do assunto – Gritei, fechando meus olhos com força em seguida, para me controlar. – Quando soube? – Perguntei, controlando a minha voz.
–Sempre soube. – Dimitri parecia miserável. –Eu achei que iriamos ser parceiros e eu estava sustentando isso, pensando na melhor maneira de te contar.
–Você era o outro guardião? – A memória infeliz de que Lissa tinha outro guardião, me veio à mente. Afinal, nós nunca chegamos a conhecê-lo realmente.
–Sim – As mãos de Dimitri, estavam impacientes em seu colo.
–E por que agora minha mãe somente citou seu nome, quando falou a respeito de Lissa? – Lágrimas escapavam livremente por meus olhos. Dimitri estava incontestavelmente escolhendo as palavras, de uma forma que me fizesse doer menos a facada, que havia me acertado o peito. Mesmo com seu esforço, ele não precisava continuar. Eu sabia. –Tatiana me tirou, não foi? – Sorri amargamente, da minha falta de sorte. – Agora só falta você me falar, que a outra guardiã é a vadia da Selena. – Encostei minhas costas na parede fria, buscando por conforto e um pouco de equilíbrio.
–Não tem nada haver com Selena – Dimitri parecia preocupado, mas não me importei.
–Então pode me explicar por que maldição, você me traiu desse jeito? – Eu gritei, não me importando mais. – Você faz ideia do quão importante isso é para mim?
–Rose. – Dimitri tentou se aproximar, mas eu o empurrei com força para longe.
–Sai daqui – Apontei a porta, de repente me sentindo exausta. Meu corpo estava oscilando, como se eu fosse desmaiar a qualquer momento.
–Rose... – Dimitri novamente insistiu e dessa vez, junto com meu grito de protesto e uma dor de cabeça absurda, o grande abajur de porcelana suíça de Lissa, se espatifou em milhares de pedaços, bem na minha frente.
Notas finais
De qualquer forma, OBRIGADO A TODAS QUE PARTICIPARAM JUNTO COMIGO DESSA FIC! AMO VOCÊS :)
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