Notas iniciais
Oieee meninas!
Tudo bem?
Queria agradecer a todos os coments.
Segue mais um cap pra vcs...
Comentem por favorzinho que dai eu posto rápido ^^
Um beijo e boa semana pra vcs
^^

O vento começava a fazer cortes em meu rosto, conforme eu andava em direção ao ponto de taxi do aeroporto. Um fileira de carros amarelos, denunciava que eu estava no caminho certo. Enquanto eu andava, tentava com todas as minhas forças, não virar para trás, para ver se Dimitri ainda estava lá. Era um absurdo sim, eu sei, mas era inevitável. Ainda mais, quando não se conhecia todo dia, um russo daqueles.


Minha vida estava toda de cabeça para baixo, eu tinha que admitir. Mas a idéia de ter conhecido Dimitri, tinha alegrado definitivamente meu dia. Talvez a viagem a Sibéria, não tenha sido, das mais desagradáveis, no final das contas.


Eu mal notei, quando um homem um pouco mais alto do que eu, de cabelos loiros brilhantes e curstos, parou ao meu lado. Pelo seu porto físico e sua postura rígida, ele era um guardião.


–Rosemarie Hathaway? — O homem perguntou, enquanto me analisava friamente. De um jeito, que só os guardiões, conseguiam fazer.


–Sim, sou eu — Respondi a altura.


–Muito prazer, sou Ian Montez. — Ele ergueu sua mão direta, para que eu apertasse.


–Rosemarie Hathaway — O cumprimentei. — É um dos guardiões que veio me escoltar? — Perguntei, enquanto ajeitava uma das minhas malas no chão.


–Na verdade, eu sou o guardião de Abbe Mazur, que estava responsável, por vir retirar você, aqui hoje.


–E por que ele não está? — Franzi o cenho em desprezo.


–O Sr Mazur, está nos EUA, participando de uma reunião muito importante e pediu-me, para que viesse buscar a Srta. pessoalmente.


–Que seja... — respondi de mal humor, enquanto lançava para ele, uma das minhas malas pesadas. Pela sua cara de espanto, percebi que ele não esperava essa reação, de minha parte. O problema era dele. Resolvi por fim. Eu não estava ali de livre e espontânea vontade também. O mundo não era justo nem um pouco, justo.


Seguimos com sua BMW preta, pelas ruas cobertas de neve de Novosibirisk. A falta de visibilidade, estava começando a afetar meu humor.


–Como você consegue, dirigir nessa confusão? — Perguntei, enquanto limpava o meu vidro frenéticamente, em busca de melhor visibilidade.


–Eu já estou acostumado. — Ele deu de ombros.


–Vejo... — lhe lancei um sorriso irônico. — Apropósito, a diretora da escola me disse, que estavam precisando de novos guardiões. Para o que exatamente? — Fitei seu olhos.


–Tudo isso, será passado para você, na próxima semana. — Ele me assegurou. Eu estava certa que não receberia, muita informação daquele cara. Ele não tinha ido com a minha cara, também.


–Bem vago... — Murmurei em som audível, para que ele notasse, a minha frustração.


–É o protocolo — Ele deu de ombros novamente. Seu tom era irônico também.


–Que seja... — Me virei para encarar a janela mais uma vez. Eu já estava cansada daquela conversa chata.


Não demorou muito, para que ele estacionasse no meio fio, de um luxuoso hotel. No mínimo, havíamos dado alguma parada de última hora. Eu duvidara, que aquela bruxa velha da Kirova, iria me colocar em um hotel cinco estrelas, para curtir as minhas "férias" definitivas de um ano.


–O que viemos fazer aqui? — Perguntei, quando já estávamos fora do carro. Percebi que Ian, já estava se apressando em tirar, minhas bagagens do porta malas. — Hey! Por que você está tirando isso dai? — Fui para o seu lado às pressas, somente para receber, um olhar confuso de sua parte.


–Vou levar suas coisas para o seu quarto. — Ele franziu o cenho, para logo depois, começar a andar em direção à entrada principal, carregando minhas duas malas. O segui, sem muito mais o que dizer. Eu estava literalmente, sem entender mais nada.


Ian conversou em russo, com dois empregados do hotel. Um, era a recepcionista, que depois de uma breve conversa, liberou um pequeno cartão prateado para ele. O segundo, era o carregador de malas, que nos acompanhou, até o vigésimo andar. Ian, estava na minha frente, portanto, abriu a porta do quarto e logo em seguida, abriu passagem para mim.


–Wow! — Foi à única coisa que consegui soltar, enquanto minha boca formava um grande ó.


–Eu espero que tenha tudo o que precisa. — Ian se despediu do carregador, lhe entregando uma nota. — Qualquer coisa em que precisar, me ligue — Ele se apressou em me entregar um cartão, com seu nome e número de telefone. — Abbe irá falar com você amanhã, eu acredito.


–Aonde você vai? — Perguntei de repente. Eu iria ficar sozinha, em um hotel daqueles?


–Eu vou voltar para o trabalho. — Iam me lançou um olhar engraçado, como se a pergunta que eu havia feito, fosse absurda.


–E eu vou ficar aqui? — Perguntei, enquanto apontava para a extensão do quarto. Eu ainda não tinha visto a cama, mas poderia apostar, que era imensa. Estávamos agora, em um tipo de sala de estar. Tinha uma enorme televisão de plasma na parede, e um conjunto de sofás bem caros, eu poderia apostar.


–Essas são minhas ordens. — Ian deu de ombros. — Agora se não se importa, vou lhe dizer, duas coisas importantes.


Eu assenti curiosa.


–Fique longe de estranhos e evite sair deste hotel, principalmente a noite.


–Eu sou guardiã — Lhe respondi indignada. Eu sabia me virar. Fui treinada por tanto tempo, para quê então?


–Você não conhece mesmo essa cidade. — Ian me lançou um sorriso exasperado, enquanto me fitava intensamente. — Se cuide, Rose! — Ele disse já de costas, indo em direção à porta.


Quando o silênio tomou conta do cômodo, comecei a botar meu cérebro para raciocinar. De forma alguma, eu acreditava que Kirova estava por trás disso. O jeito que aquela velha era resmungona e me odiava, eu teria muita sorte, em ter um simples teto para passar a noite.


Comecei a andar pelo cômodo, enquanto tirava meus pesados tênis. O carpete macio, era muito bem indo. Ajustei o ar condicionado, para um temperatura mais confortável e tirei minha blusa nova. Quando cheguei á porta, que deveria ser meu quarto, acendi o interruptor. A visão daquela cama king size, era como o paraíso. Me repreendi mentalmente, quando imagens de Dimitri e eu ali, começaram a ir e vir, em meus pensamentos.


–Que fase Rose! — Ri comigo mesma, até que um puxão em minha cabeça, me transportou para a mente de Lissa. Ela estava no jardim da Corte, com Christian Ozera ao seu lado.


–Eu ainda não entendo por que mandaram ela para tão longe. — Lissa murmurava em tom triste e indignado para Christian, ao seu lado. Eles estavam sentados na grama verde. Lissa despedaçava uma margarida, sem totalmente vê-la, enquanto Christian, a olhava pensativo.


–Eu vou confessar que estou meio surpreso também. — Ele disse de repente. Percebi que seu tom irônico, havia desaparecido. Me perguntei, se era só comigo, que ele bancada o espertinho.


–Eu sinto falta dela... — Os sentimentos tristes e vazios de Lissa, estavam passando para mim. Eu sentia nossa conexão entre minhas veias. Ela estava arrasada com a nossa separação. Não fazia nem um dia que eu estava na Sibéria, mas tinha problemas por uma vida e ela, estava totalmente ausente a tudo isso.


–Vai ficar tudo bem.... — Christian se aproximou dela e eu senti seu coração disparar.


Oh! Não!! — Pensei em minha própria cabeça. Isso não estava cheirando nada bem.


–Eu estou aqui com você... — Chstistian tocou seu rosto e pelo laço, pude sentir o quão disparado seu coração, realmente estava. Como a coisa mais natural do mundo, seus sentimentos tristes e vazios, foram transformados em algo bom e tranquilo. Ele a estava acalmando.


O que eu não esperava, era por seu próximo passo. Christian, foi se aproximando dos lábios de Lissa aos poucos e eu senti pelo laço, a expectativa dela. Iria ser o primeiro beijo dos dois.


Meu Deus!!! Saia da cabeça dela!!! — Eu repetia para mim mesma. Uma coisa, era eu saber que algo rolava entre eles, outra coisa muito diferente, era eu praticamente sentir isso. Era repugnante e nojento. Principalmente, quando vinha de Christian Ozera. Havia sido Lissa, que uma vez me disse, que se você não se imaginar nua e suada com o homem que você quer beijar, vocês nunca dariam certo. Até agora, eu estava muito certa de seguir isso a risca. Lissa, diferente de mim, já havia perdido sua virgindade no começo do ano passado, com um antigo namorado. Eu tentava saber tudo de útil e importante, enquanto não tivesse minhas próprias experiências.


Com um esforço que não era meu, consegui sair da cabeça de Lissa, no instante em que seus lábios tocaram os de Christian. A força que eu havia feito era tão grande, que quando tudo tomou forma novamente, precisei me segurar para não cair no chão.


–Merda! — Resmunguei, enquanto ia em direção ao banheiro. Ótimo, eu já não tinha mais problemas para lidar. Agora, eu tinha que lidar com o simples fato, de que Christian Ozera, pudesse a qualquer momento, resolver que gostaria de ser um Strigoi e tentasse levar Lissa nesse barco. Antes que ele tentasse, eu mesmo o mataria.


A primeira coisa que vi no banheiro, foi uma imensa banheira de porcelana fria, com formatos de rosas azuis. Havia um chuveiro também, ao lado da banheira. Parei-me em frente a um espelho gigante, em formato oval. As beiradas dele eram douradas, bem parecidas com um tom de ouro.


Não esperei mais, me despindo totalmente, para tomar um banho quente. Sentei na beirada da banheira, enquanto a esperava encher. O vapor quente, era muito bem vindo, depois de um dia de cão e absurdamente frio. Meus dedos brincavam com o formato das pequenas flores azuis da banheira, quando ouvi meu telefone tocar.


Corri para pega-lo, dentro da minha bolsa.


–Alô? — Alguém falou do outro lado da linha. — Rose?


–Hey Liss! — Eu quase berrei no telefone, mas resolvi me segurar. Eu iria esperar para ouvir o que ela tinha para falar.


–Como está tudo ai? Você está em uma academia? Estamos sentindo tanto a sua falta! — Ela choramingou um pouco. Pelo jeito, seu beijo romântico com Christian, havia sido meio furado.


–Bem....Você não vai acreditar, se eu disser que estou em um hotel cinco estrelas. — Ri confidente.


–Sério? — Lissa parecia tão espantada quanto eu, quando cheguei aqui. — Mas alguém te buscou? O que aconteceu?


–Ah... um tal de Ian, que também é guardião, disse que tinha ordens de me deixar aqui... Então... Eu estou aqui. — Ergui os ombros.


Comecei a voltar para o banheiro. Agradeci mentalmente pelo ar condicionado estar quente, caso contrário, eu pegaria uma bela gripe, estando pelada daquele jeito.


–Entendo... — pelo seu tom, Lissa também não estava lidando muito bem, com as novidades.


–Mas...me diz...você disse "Nós estamos sentindo sua falta." Está falando de quem, exatamente? O Mason já sabe, não é? — Mason era meu amigo e também, meu ex-caso amoroso. Não tínhamos ficado muito tempo juntos, por causa da sua paixonite por mim. Quando eu fui embora da Academia St. Vladimir, não havia o encontrado ou falado com ele. Preferi assim, Mason iria com certeza, me deixar pior do que eu estava.


–Tambem... eu não vi o Mason ainda... Mas eu estava falando de eu e Christian. — Eu não vi seu rosto, mas poderia jurar, que seus olhos jade, estavam brilhando com o nome dele.


–Seu namorado hum? — Meu mal humor, havia retornado. Eu entrei na banheira.


–Como...Como você sabe? — Ela parecia surpresa e curiosa.


–Esqueceu, que temos uma ligação? — Continuei no meu mal humor, para logo ouvir um som exasperado, do outro lado da linha.


–Ele não é um Strigoi... — Ela ressaltou, começando a ficar aborrecida.


–Você não me ouve Liss! Não quero nem saber, quando você me ligar aqui chorando e ele ser o causador disso! — esbravejei — Não se esqueça, que estou a milhões de quilômetros de distância.


Lissa ficou em silêncio e eu notei, seu desconforto. Eu sabia, o quão chateada ela estava, assim como eu e mesmo sabendo que o idiota do Ozera, era a melhor opção para distra-la, eu não conseguia engolir ele. Algo não me deixava confiar nele e em suas propostas chatas com ela. Talvez, seus pais terem se tornado Strigois? Para mim, esse motivo já bastava.


–Eu vou desligar... — Lissa voltou a falar, depois de um tempo. Sua voz estava arrasada.


–Liss... — Abri e fechei os olhos pesadamente. — Eu... Eu só... Apenas tome cuidade okay? — Tentei ser menos vaca com ela. Lissa estava frágil e eu precisava mantê-la a salvo.


–Eu vou ter — Um pulo em seu tom de voz, me fez crer, que ela tinha se alegrado um pouco.


–E avise aquele imbecil do seu namoradinho, que se ele te fizer chorar, eu vou ai socar a cara dele e nem Kirova ou Alberta, ou a Swat toda vai me parar! — Eu dei meu aviso. De certa forma, até aceitava os dois juntos, mesmo por que, eu não estava em posição e nem localizações de para-los no momento. Mas, se eu suspeitasse de algo, eu o socaria sem perdão.


–Tudo bem, Rose... — Eu quase a vi, virando os olhos, do outro lado do telefone.


–Vou tomar banho agora...Depois eu te ligo... — Disse a ela, encarando meu sabonete.


–Um beijo Rose... — Ela disse suavemente.


–Um beijo... — respondi, antes de desligar.


Terminei meu banho e fui procurar algo para vestir, dentro das minhas malas. Para minha total sorte, Lissa havia colocado algumas de suas peças de frio para mim. Peguei um jeans e uma cacharréu preta de gola alta de dentro da bolsa, para combinar com meu par de botas de couro pretas. Depois que me troquei e sequei minusciosamente meus cabelos escuros, lancei um olhar para o relógio da cabeceira. Eram quatro e meia da tarde. Eu ainda tinha algum tempo, antes do anoitecer. Terminei de ajeitar meu cabelo, em um alto rabo de cavalo e coloquei meu casaco branco novo, pegando minha carteira e meu aparelho prateado em seguida, antes de sair pela porta.


Já no térreo, falei rapidamente, ou tentei ao menos, perguntar para a recepcionista do hotel, sobre meios de transporte para o centro. Ela, me informou sobre um tipo de ônibus que passava próximo ao hotel. Ele andava praticamente por toda a cidade. Então, resolvi aderir a sua dica.


Mesmo com o frio rigoroso, a cidade de Novosibirsk estava lotada de turistas e moradores, passando pelas ruas cobertas de gelo. Uma enorme catedral, me chamou a atenção. A arquitetura era impecável. Passei por outros pontos turísticos rapidamente também, mas um enorme cartaz, foi quem me prendeu a atenção.


"Festival de Inverno de Novosibirsk"


No cartaz, estava escrito sobre uma orquestra sinfônica e algumas outras atrações, como apresentações teatras e feiras de venda de coisas em geral.


–Seu russo não está tão mal assim hum? — Me surpreendi, quando a maioria das palavras, eu havia entendido. — Apenas se lembre de dar um presente a Lissa, quando voltar. — Continuei falando comiga mesma, enquanto encarava o cartaz.


–Oh merda, é hoje! — Virei os olhos, enquanto pensava sobre minhas alternativas. O idiota chato do Ian, havia me pedido para ficar longe de estranhos e não sair á noite. — Acho que o Ian, vai ficar um pouco aborrecido. — Fingi ingenuidade — Dane-se ele– Decidi por fim, indo para a praça principal, onde iria ocorrer o evento.


Notas finais
N/C Mila: Oi gente! Sou a beta da fic blz? QUERO VER MUITOS COMENTS HEIN? E como era de esperar a Rose não fez o que Ian mandou. Puff. E desde quando ela faz alguma coisa que alguem mande? KKK essa é nossa Rose!
O que será que vai rolar no próximo capitulo?
Bem comentem e saberão! Beijos girls and boys! ♥