Notas iniciais
Bom dia gente!
Tudo bem?
Segue mais um cap e gostaria de dizer que estamos entrando em contagem regressiva para o fim dos posts :). Não vou divulgar um número exato ainda de capítulos, por que como não estão revisados e eu sempre mudo algo, fica difícil dizer com precisão.
Muito obrigada pelos comentários e continuem assim, para fazer uma autora feliz :)
**Leiam as notas finais**

No final da tarde, voltei ao consultório da Dra. Valentine para que ela me examinasse, antes que prosseguirmos com a minha liberação oficial as minhas atividades normais. Eu achava que esse procedimento era totalmente inútil, uma vez que eu já não me sentia mal ou minha cabeça incomodava de alguma forma. Mas infelizmente ou felizmente, regras eram regras e Dimitri estava sempre me lembrando disso.


–Como se sente? – Dra. Valentine me observava, por cima de seus óculos de armação vermelha, enquanto novamente fazia anotações em minha recente ficha médica. Eu havia respondido tantas vezes essa pergunta nos últimos dias, que já estava começando a me incomodar.


–Ótima – Fui objetiva, enquanto tentava manter minhas mãos quietas em meu colo.


–Sentiu durante esses dias dores de cabeça ou náuseas? – Me mexi um pouco na cadeira metálica de seu consultório, conforme a médica me olhava com expectativa.


–Nada


–Vejo que sua palidez excessiva também se foi – Ela me observava cuidadosamente, tentando encontrar alguma coisa suspeita. Eu já começara a me cogitar sobre o que realmente ela queria de mim.


–Estou liberada? – Não consegui mais conter a pergunta, que estava me matando.


–A princípio sim, mas gostaria que fosse com calma em suas atividades – Ela voltou a olhar para as suas anotações infinitas. –É guardiã de Vasília Dragomir correto?


–Sim – Franzi o cenho, não entendendo aonde ela realmente queria chegar, com aquelas perguntas. Não que realmente fosse segredo isso e eu até gostava de certa forma, que as pessoas soubessem que Lissa tinha uma guardiã. Mas eu não estava conseguindo encaixar muito bem sua linha de raciocínio.


–Eu andei analisando sua ficha em St. Vladimir – Dra. Valentine levantou de sua cadeira almofadada de frente para a minha e seguiu para o armário de arquivos, atrás dela. Em seguida, puxou uma longa gaveta e não demorou muito a achar uma pasta, com um arquivo bastante grosso, que eu logo reconheci, pois estava com o meu nome na capa.


–O que isso está fazendo aqui? – Perguntei confusa, enquanto a observa abrir a pasta na minha frente. Ela já havia sentado novamente. O olhar de advertência que ela me lançou, denunciava nitidamente que minha pergunta estava sendo absurda.


–Você ouve os pensamentos dela? – Dra. Valentine ignorou totalmente minha pergunta. Um nó se formou em minha garganta, enquanto eu tentava processar como que diabos, ela sabia disso. Será que Kirova ou até mesmo Alberta, que sabiam de nosso laço escreveram isso naquela pasta?


–Alberta, por favor, me escute... Precisamos correr! – Eu já não tinha forças para gritar ou até mesmo, conseguir me manter de pé, enquanto observava seus olhos castanhos e atentos. Eu havia acabado de atravessar o campus correndo, desde que tive a visão. Lissa estava correndo perigo.


–O que aconteceu Rose? E por que diabos está acordada a essa hora? – Ela me encarou um pouco sonolenta, pelo horário avançado. Em suas mãos, uma xícara preta de café denunciando que ela, estava lutando contra o sono. Tentei ignorar a parte, em que eu estava infligindo novamente as regras.


–Lissa está correndo perigo! – Tentei puxar seu braço, mas Alberta se manteve firme em sua postura.


–O que quer dizer? – Seu tom confuso e até um pouco surpreso, conseguia me irritar de uma forma louca. As pessoas daquela maldito lugar, além de me acharem a pior influência de todas para a última Dragomir, estavam me taxando na maior parte do tempo, como louca.


–Lissa está correndo perigo! – Falei um pouco mais alto e não notei quão aguda minha voz havia saído. Algumas pessoas que passavam por nós naquele momento, olhavam curiosos.


Alberta soltou um longo suspiro.

–Rose, eu acho que você precisa voltar para o seu dormitório. – Ela começou a falar calmamente, como um pai com uma criança de dois anos de idade.


–Eu não preciso voltar para o meu dormitório! – Surtei. – Victor está sequestrando Vasília nesse exato momento e vocês, só estão tentando me enrolar aqui com perguntar imbecis. – O ar saia com dificuldade pelos meus pulmões. Por mais que Alberta pudesse achar minha colocação um tanto absurda, uma vez que Victor era o tio de Lissa, ela se colocou bastante apreensiva pelo meu argumento.


–Está certa sobre isso? – O sono havia desaparecido, enquanto ela puxava de seu cinto, um comunicador.


–Sim – Concordei com a cabeça.


A partir dali, Alberta convocou guardiões e quando Victor pensava estar saindo totalmente ileso com Lissa de St. Vladimir, conseguimos para-los. O interrogatório todo que se seguiu, foi um verdadeiro caos. Eu tive que explicar para Alberta e Kirova, como eu havia obtido aquela informação e ainda pior que isso, sobre nosso laço de uma única via. Kirova pediu que isso fosse mantido em sigilo, até que soubéssemos de maiores informações ou como explicar isso melhor para as pessoas. De qualquer forma, nada coincidia com as informações que agora, Isis Valentine tinha em mãos.


–Rose? – A voz estridente da médica, me fez sair dos meus devaneios. Quando ela percebeu que meus olhos estavam focados nela novamente, voltou a perguntar. –Então?


–Eu... Não sei do que está falando. – Menti. Contra todo e qualquer problema que isso acarretaria menti. Eu sabia que se isso realmente estivesse escrito naquela pasta, estaria com problemas sério pela mentira, mas de uma forma bastante estranha, eu não acreditei.


Dra. Valentine me olhou durante um longo tempo. Eu não sabia explicar o que o peso daquela olhar queria dizer exatamente. Era como se ela tentasse balancear em sua mente, se acreditava ou não no que eu havia acabado de dizer. Por fim, ela fechou a pasta e tirou seus óculos.


–Eu não vou pressionar você agora Rose – Suas mãos cruzaram em cima da mesa, delicadamente. – Mas eu quero que saiba, que quando estiver preparada para contar, eu estarei aqui.


Eu não entendia o que ela queria dizer. Eu não entendia o que isso tinha haver com minha dispensa média e principalmente, eu não entendia como ela havia descoberto sobre isso. Embora todo o conflito se armasse como uma bomba em minha cabeça, resolvi por fim apenas acenar em entendimento. Ela voltou a me fitar com curiosidade, mas logo espantou isso, enquanto batia o carimbo em minha ficha de dispensa.


Notas finais
Gente, para quem não conhece meu blog, segue o endereço, para que acompanhem notícias da continuação de VA
Lá, logo estarão postadas a capa oficial do segundo livro SANGUE NOBRE e também sua sinopse.
Beijinhos e até o próximo post.
Talvez hoje... se vocês comentarem e recomendarem a fic, quem ainda não o fez :)
Campanha: Faça uma autora feliz HAHAHAHAHA