Notas iniciais
Oi gente! =)
Tudo bem com vocês?
Fiquei extremamente feliz, com a participação de vocês no capítulo anterior. Por isso, estou postando outro hoje, ao invés de amanhã, como prometido.
NOVIDADE L E I T O R A S!
Já estão disponíveis os nomes dos próximos livros, que irão continuar o TERRA DAS SOMBRAS o/
* Vampire Academy (Terra das Sombras) Livro I
* Vampire Academy (Sangue Nobre) - Livro II
* Vampire Academy (O Eclipse da Lua) - Livro III
* Vampire Academy (Breu) - Livro IV
* Vampire Academy (Amor Escarlate) - Livro V
Gostaram da novidade???
Lembrando que, a continuação dos livros, depende exclusivamente de vocês!!! Se vocês participarem com os comentários e recomendações, eu estarei postando sempre e dando continuidade na saga.
Beijos e agora chega de falar =X

O frio cortava meu rosto sem piedade, conforme caminhávamos até o pátio dos carros. O inverno, estava chegando a Novosibirsk e com ele, a neve ameaçava cair a qualquer momento, deixando os dias e noites mais frios ainda. Enfiei minhas duas mãos no bolso da minha jaqueta, tentando evitar que meus dedos, caíssem congelados no chão.

-Você esqueceu as luvas – Dimitri que estava próximo de mim, conversando com Ian, diminuiu alguns passos, para me acompanhar lado a lado. Seu tom de advertência, me fez buscar seus olhos.

-Eu meio que não sabia que o mundo, estava para se acabar em geleiras – Ironizei com um pouco de mal humor. Eu odiava o frio.

Dimitri sorriu com seu jeito torto, que me fazia suspirar. Virei os olhos, tentando me concentrar em nossa missão ao invés, de pensar em nossa última noite juntos.

-Pegue isso – Dimitri se aproveitou de minha distração momentânea, e tirou suas próprias luvas, me oferecendo.

-Não vou aceitar – Desviei do seu olhar, enquanto recusava. – As luvas são suas e está frio para todo mundo.

-Mas eu insisto para você ficar com elas – Dimitri forçou sua mão com as luvas novamente e eu bufei. – Além do mais, você precisa estar com dedos firmes se precisar atirar. – Sim, ele estava jogando baixo. Dimitri sabia exatamente onde apertar, para que eu aceitasse suas exigências. Lancei lhe um olhar aborrecido, cerrando um pouco meus olhos. Ele sorriu triunfante, sabendo que ele tinha ganhado.

-Me da isso aqui – Puxei as luvas da mão dele e graças agora, a nossa distância dos outros, ninguém havia visto minha cena dramática.

Assim que coloquei as luvas pretas de Dimitri, passei minhas mãos nervosamente pelas minhas jeans, tentando aquece-las mais depressa. Dimitri acompanhou todos os meus movimentos atentamente, sorrindo ainda daquela forma que fazia com que minhas pernas estremecessem. Era como se às vezes, cada gesto meu, por mais idiota que fosse, ele achasse encantador.

O som da voz firme de Charles, me fez empurrar para depois, meus problemas românticos com Dimitri.

-Vamos embora! – Charles berrou em nossa direção e eu tapei meus ouvidos, enquanto Dimitri sorria para o amigo. Ele agora havia parado do lado do motorista, de uma suv preta de vidros escuros. Eu ainda não conseguia entender, como eles estavam tão neutros e calmos em relação a aquilo, quando eu mal conseguia caminhar, sem me certificar que o concentro, realmente estava seguro. Já Selena e Ian, também estavam sorrindo, mas seus nervosismos, estavam bastante nítidos.

Charles sentou na direção e Dimitri ao seu lado. Sobrou para eu sentar entre Selena e Ian, no banco de trás. Tentei ignorar os olhos dos dois em cima de mim, conforme eu me mexia desconfortavelmente. De repente, a arma por debaixo da minha roupa, estava começando a pesar demais. Coloquei minhas duas mãos entre minhas pernas, enquanto olhava o transito, pelo vidro frontal do carro. Eu estava me concentrando ao máximo em Dimitri e Charles. Dimitri iniciou a conversa, enquanto o carro se movia.

-Pelo que vi no mapa, o bar tem duas saídas. Uma entrada na rua principal e uma saída de emergência nos fundos. – Dimitri virou um pouco em seu banco, para nos mostrar o mapa, que ele estava analisando mais cedo em sua sala. – Dessa forma, vamos fazer o seguinte, Charles você fica com os fundos e vai garantir que ninguém de suspeito, tente fugir em caso de alarme – Ele pausou e Charles assentiu com a cabeça. Eu não entendi muito bem o que queria dizer código de alarme, mas presumi ser a mesma coisa que “escapada indesejável”. – Eu vou entrar com Selena por que vai ser menos impactante um casal, do que uma dupla de guardiões. – Senti um nó em minha garganta, por não ter sido escolhida para entrar com ele, embora eu já soubesse que seria assim. – Ian fica com Rose no carro e juntos, irão vigiar a frente do bar.

-Dentro do carro? Não podemos nem se quer esperar na calçada? – Ian me poupou de protestar, quando o fez ele mesmo.

-Eu não quero que a Rose fique exposta demais – Dimitri admitiu, se ajeitando melhor em seu banco. Tudo isso, para evitar maiores questionamentos. Bufei

-Mas eu posso ficar na entrada e ela no carro. – Ian sugeriu de uma forma tão inocente, que eu não consegui evitar sorrir. Dimitri nunca iria permitir isso, ainda mais agora, que eu estava armada.

-Não – O tom gélido de Dimitri encerrou de vez o assunto. Por mais que Ian ou qualquer um discordasse, não iriam argumentar contra o chefe.

Não demorou muito, para que finalmente alcançássemos a rua do tal bar. Passamos na frente do local com o carro e notamos uma imensa fila de humanos, aguardando para entrar, do lado de fora. Charles parou com o carro duas ruas depois e antes que saíssemos, Dimitri voltou novamente a falar, se virando no banco.

-Ian, pegue a direção e assim que sairmos, pare com Rose o mais próximo que conseguir da entrada. Qualquer movimento suspeito, estaremos com o comunicador. Evite chamar atenção demais. – Dimitri tirou de dentro do seu casaco, algo parecido com bolinhas de prata. Entregou um par delas para cada um de nós e logo em seguida, recebemos um pequeno ponto preto. Imediatamente, notei que todos estavam colocando as bolinhas no ouvido e o outro preto, na nuca.

-Rose isso são comunicadores. Eu não te expliquei muito bem como funciona, por que não tivemos tempo. – Dimitri comentou enquanto colocava seu comunicador. Assenti, tentando imitar os outros.

Charles abriu a porta e Ian rapidamente foi para o banco da frente. Sai do carro com Selena logo atrás e fui para o banco da frente, onde estava Dimitri, com a porta aberta.

-Roza... – Dimitri puxou meu braço, antes de eu conseguir trocar de lugar com ele. Encarei seus olhos. – Pelo amor de Deus, não faça nada absurdo. Eu estou te deixando aqui fora e mesmo assim, não estou nada convencido de que problemas maiores podem acontecer.

-Eu vou ficar bem. – Me mexi um pouco, para que ele soltasse meu braço. Minha voz era firme, contrastando com as batidas frenéticas do meu coração. Eu acima de tudo, queria que tudo acabasse bem. Eu precisava provar para todos e principalmente para mim, que eu era capaz de lidar com qualquer coisa e inclusive, com um Strigoi. Okay, talvez um bando deles.

Dimitri me olhou por um longo segundo. Milhares de pensamentos e sentimentos, transparecendo em suas feições. Sem dizer nada, ele apenas virou de costas e começou a correr com Selena, na direção oposta de Charlie. Fechei a porta da suv com pressa, segundos antes de Ian arrancar com o carro.

Para nossa total sorte, havia uma vaga quase que em frente do bar cheio. Ian estacionou no meio fio e ficamos apenas observando em silêncio. Dimitri estava na fila e Selena ao seu lado, simulando perfeitamente um casal. Suas mãos estavam entrelaçadas e eles conversavam sobre alguma coisa fútil, para passar o tempo e evitar suspeitas. Cerrei a mandíbula, enquanto via aquilo.

-Ele não tem interesse por ela – Ian resolveu interromper o silêncio.

-Não te perguntei nada – Comentei de mal humor, sem precisar virar para ele. Ian parecia divertido demais, para o meu gosto.

-Tente olhar ao redor e esquecer que eles estão lá – Ian deu de ombros e eu suspirei alto.

-Obrigado, você me fez sentir melhor agora – Ironizei sem me importar mais, que as pessoas comentassem sobre minha relação com Dimitri. Não era necessariamente segredo e também, eu queria de uma vez por todas colocar um adesivo em sua testa, com o meu nome.

Ian riu e eu não consegui evitar sorrir, pelo meu próprio comentário, quando a imagem de Dimitri caminhando com um adesivo na testa, passava pela minha cabeça.

Logo eles conseguiram entrar e eu tentei acalmar minha respiração frenética. Notei a tensão de Ian ao meu lado. Mesmo que o plano envolvesse nada muito chamativo e apenas espionar, não podíamos contar com as chances de segui-lo a risca cem por cento. Eu mais do que ninguém, sabia que imprevistos estavam longe de terem algum tipo de fim.

Um chiado, me fez virar na direção do Ian. Era seu comunicador.

-O águia conseguiu entrar? – A voz firme de Charlie soou no comunicador. Eu notei que eles estavam usando apelidos para se referir a Dimitri. Se alguém interceptasse aquilo, ficaria mais difícil descobrir de primeira, quem seria o suposto espião.

-Está tudo nos conformes – Ian respondeu vagamente, tornando sua voz um tanto gélida, enquanto encarava o vidro frontal do carro. Virei na direção de sua visão e vi a cena que definitivamente, atormentava meus sonhos e confirmava os meus piores pesadelos. No mesmo instante em que meu coração começava a bater de uma forma louca. Um Strigoi, entrando na fila calmamente, ao lado de duas humanas.

-Estou em posição – Charlie também respondeu friamente. O recado estava dado. Ajeitei-me no banco, enquanto apertava minha estaca dentro da jaqueta.

-Calma ai com isso – Ian me advertiu, observando minha mão firme dentro da blusa – Dimitri vai ver com seus próprios olhos o que acabamos de ver e vamos embora.

-Você viu mais algum? – Ignorei seu comentário. O rosto de Dimitri, estava em minha mente.

-Eu acho que ele pode estar sozinho – Ian comentou pensativamente. –Quem vai decidir a hora de ir embora, é o Belikov.

-As pessoas não notam os olhos dele? – Perguntei enojada pelas humanas.

-Essa é a ultima coisa que eles olham, Rose – Ian parecia divertido com o meu comentário. Não entendi muito bem, o porquê. – Strigoi geralmente tem dinheiro e presas suficiente, para apagar a memória deles – Ian piscou em minha direção. – Se é que você me entende. Strigoi, assim como os Moroi tinham uma espécie de veneno interno. Algo como a morfina, que em contato com a saliva e o sangue da vítima, agiam rapidamente no sistema, transmitindo uma sensação quase que instantânea de prazer absoluto. Isso era tão forte, que a dor causada pelo ferimento, era facilmente apagada, quando uma imensa sensação de bem estar, tomava conta. Strigoi ao contrário dos Moroi, tinham um veneno milhares de vezes mais potente e causavam certa dependência em ambos os casos, conforme a frequência das mordidas, se tornava frequente. Eu nunca havia experimentado essa sensação, mesmo que para ajudar alguém como Lissa. Se ela realmente precisasse de mim, eu não pensaria uma segunda vez em ajudar, mas queria eu, que esse dia demorasse muito, ou simplesmente nunca existisse.

-Ah, claro – Comentei, quando entendimento cruzou minhas feições. Eu já sentia repulsa por alguns humanos. Agora, era pela grande maioria e principalmente, pelas mulheres interesseiras e vagabundas.

Não demorou muito, para que o Strigoi passasse sem nenhum protesto, pelos dois seguranças do bar. Pelo olhar atordoado deles, o maldito havia usado outra de suas habilidades crescentes. A compulsão. Assim como era facilmente superior o veneno, a compulsão também era. Exceto pelos usuários de espírito, que tinham um poder inigualável, na arte das ilusões. Lissa era usuária de espírito, mas suas habilidades, ainda eram bastante escassas.

-Humanos burros – Protestei, vendo a cena absurda – Eu espero que o Dimitri não demore muito, para resolver sair. – Comentei com pesar por ele. Se dependesse de mim, Selena poderia ter ido muito bem sozinha e eu também, não iria achar nada ruim de algum Strigoi cercar ela no meio do caminho. Só para eu ter o prazer, de vê-la se ferrar lutando, com aqueles saltos enormes.

-Rose, olhe – Ian chamou a minha atenção e eu olhei para o lugar onde ele apontava. Demorou um longo segundo, enquanto eu focava a minha visão turva, para ver o que realmente ele queria que eu visse.

-Oh meu deus! – Quase berrei. Um grupo de quatro Strigoi, estava também, entrando na fila do bar. Eles distribuíam sorrisos frios e calculistas, para todos que cruzavam o seu caminho. Era como um predador, escolhendo a dedo sua caça. Suas roupas pretas e de couro, além de chamativas, eram nitidamente caras, deixando bem clara a resposta, de meu questionamento anterior com Ian. Como o primeiro que havia entrado, eles estavam também acompanhados com quatro ou cinco humanas. Dimitri agora estava claramente, em um ninho de cobras.

Notas finais
E aiiii??? Gostaram?
Eu iriei postar amanhã outro, ou até hoje se vocês forem boazinhas e colaborarem com os comentários e opiniões sobre a Fic.
Cadê meus COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES?
Beijosss