Notas iniciais
Oi gente!
Como prometido, não estou demorando mais do que dois dias para postar. :)
Era pra eu ter postado antes, mas meu fds foi bastante agitado.
Gostaria de agradecer a todos os comentários! São vocês, que me mantem de pé para continuar com a fic. Por isso, não deixem de participar.
Outra coisa importante, é o caso da minha outra fic. Bom, eu tenho recebido diversas mp's e recados de leitoras, pedindo para eu não parar e eu resolvi dar uma chance principalmente, para as minhas leitoras fiéis e que estou tão acostumada com a participação em cada capítulo.
Dessa forma, estou postando new cap entre hoje e amanhã. Fiquem atentas!!!
Chega de falar agora e boa leitura
E não esqueçam de COMENTAR E RECOMENDAR =)

Assim que Dimitri saiu do quarto, me forcei a repensar no que exatamente estava acontecendo. Enquanto o via descer as escadas, com suas costas tensas e sua postura determinada, repassei seu plano em minha mente. Sem dúvida alguma, era algo um tanto arriscado e seria ele, realmente a única alternativa? Eu não via dessa forma e um frio crescente em meu estômago, refletia o meu medo e receio por Dimitri.

Foi ai que tomei minha decisão. Talvez a mais suicida de todas.

-Dimitri – Gritei, quando ele sumiu da minha visão. Sem poder esperar mais, comecei a correr pelo corredor descalça, atrás dele.

No final das escadas, indo para o hall central, finalmente consegui alcança-lo. Quando toquei seu ombro, Dimitri virou curioso para mim.

-Roza. – Ele pronunciou meu nome em russo e eu não consegui evitar sorrir.

-Você vai me odiar e eu sei, mas eu vou com você – Usei meu tom mais decidido o possível, para que ele não questionasse mais sobre o assunto.

-Roza... – Um sorriso totalmente inesperado cruzou suas feições e eu, me senti um pouco confusa. – Por que isso não é exatamente uma surpresa?

-Força do hábito – Respondi piscando para ele.

-E você também sabe que eu não gosto dessa ideia. – Seu tom mudou um pouco, para algo um pouco mais sério e chato.

-Mas você vai me deixar ir – Fitei seus olhos.

-Você ainda é uma novata – Ele também não desviou o olhar.

-Mas vamos só conhecer o local e eu vou obedecer a suas ordens – Fiz continência e ele ergueu uma sobrancelha desconfiada pra mim.

-Eu não sei Roza. – Seu tom de voz era neutro, mas eu notei sua dúvida. Claramente, ele estava preocupado.

-Eu fico no carro – Tentei jogar com qualquer coisa, mas me arrependi. Um sorriso fraco cruzou seus lábios. Era sinal de que ele gostara da ideia e eu estava odiando. –Quer dizer, próximo do carro – Tentei argumentar a meu favor, mas Dimitri era esperto.

-Você fica dentro do carro com alguém se quiser ir – Sua decisão estava tomada. Repreendi-me mentalmente, quando notei que a ideia imbecil era minha.

-Fechado – Cerrei um pouco os olhos em protesto, para fazer par com meus pulsos cerrados, na altura do peito.

-Então vamos — Seu sorriso presunçoso aumentou e eu bufei, enquanto o seguia em silêncio.

Dei dois passos e percebi que estava sem sapatos.

-Eu preciso hum... Trocar-me e colocar sapatos – Apontei para meus pés no ladrilho frio. Os olhos de Dimitri me acompanharam.

-Te encontro na minha sala – Seu tom profissional me fez, me odiar ainda mais por tê-lo dado a chance de ferrar com meus próprios planos. – Dez minutos – Dimitri voltou a me olhar de cima a baixo e eu por um momento o analisando, me perguntei qual seria a roupa ideal, para usar. Como se lendo minha dúvida mental, Dimitri continuou – Vista uma roupa sóbria e escura. Nada muito chamativo ou curto. Queremos evitar olhares demais, em cima de nós.

-Se eu vou ficar no carro, não vejo o porquê de tanta burocracia – Lhe dei um sorriso presunçoso, mas Dimitri não se abalou.

-E também não quero olhares demais em cima de você – Ele desviou um pouco o olhar e eu não consegui evitar rir.

-Eu acho isso uma besteira. – Toquei seu braço – Mesmo por que, eu não pretendo colocar nada de curto nesse frio e além do mais – o fitei com expectativa – Será mesmo que seus guardiões iriam me cantar?

-Quando eu estiver perto, duvido – Dimitri parecia bastante ciente de si. Isso me irritou um pouco.

-Que seja – Virei os olhos, enquanto seguia na direção oposta da dele, para me trocar.

Resolvi investir um pouco mais no meu visual camuflado. Coloquei uma cacharréu branca por baixo da minha jaqueta de couro preta, botas de cano alto pretas e jeans escuras. Meu cabelo estava em perfeitas ondas caídas no meio de minhas costas, graças ao creme de cabelo de Lissa, que ainda eu tinha na bolsa. Um rímel básico e um gloss rosa, completaram meu visual. Encarei durante um longo tempo meu frasco de perfume. Até que decidi por fim, usa-lo. Dimitri que aprendesse a controlar seu ciúmes, como eu o estava fazendo.

Desci a passos largos e quase dei um encontrão com Janine no processo, quando terminei de descer as escadas. Ela estava arrastando uma pequena mala preta, que presumi ser sua bagagem básica, que ela transportava de um lugar para outro.

-Aonde você vai? – Prendi a respiração, quando a pergunta inoportuna soou pelos lábios de Janine.

-Vou encontrar alguns guardiões – Comentei, tentando não dar muita importância ao assunto. –Preciso ir embora – Desviei o olhar dela e comecei a caminhar novamente. Janine protestou minha saída repentina, mas eu estava atrasada demais para discutir dessa vez.

Assim que alcancei o andar de Dimitri, uma dupla de guardiões, chamou a minha atenção, no final do corredor. Eles estavam sem dúvida alguma, enrolando com um jornal em mãos. Forcei minha visão na direção do papel e vi a foto da entrada de um suposto bar. Minha alma congelou, conforme eu me recordava da conversa a pouco com Dimitri.

Aproximei-me mais um pouco e uma conversa paralela, começou a ecoar como um mosquito, em meus ouvidos. Tentei ignorar, mas aquilo de uma forma indireta, estava me incomodando. Aproximei-me o suficiente da porta da sala de Dimitri que estava aberta e um deles assoviou. Essa era a deixa que eu precisava. Virei-me com tudo, na direção do imbecil, mas o grito de Dimitri, me fez congelar no lugar.

-Eu posso saber o motivo de vocês dois não estarem trabalhando? – Sua voz era fria e um tanto perigosa.

-Viemos saber se o Sr não precisa de ajuda na missão – O ruivo gaguejou um pouco e eu notei que provavelmente, ele era tão novato quanto eu ali. Isso explicava sua atitude infantil comigo. O outro ao seu lado, tinha os cabelos castanhos curtos, com uma franja lateral. Sua idade também, não era muito diferente da minha.

-Já convoquei quem é será necessário, portanto estão dispensados para o serviço de vocês. – Dimitri continuava com seu tom frio e me fez lembrar por um momento, de algumas aulas que tive, em St. Vladimir. Éramos treinados para trabalharmos como máquinas e separarmos nossas emoções a todo custo, de nossa vida profissional. Isso por um momento, me fez sentir um nó difícil de dissolver em minha garganta. Eu estava agora em um romance declarado com nada menos, do que o manda chuva do lugar, onde eu fui obrigada a ficar por um ano.

A dupla de novatos de dispersou e eu ,esperei por Dimitri no lugar onde estava. Ele cortou nossa distância em segundos e eu enfiei minhas mãos no bolso de minha jaqueta, enquanto o encarava sem dizer nada.

-Você não entendeu muito bem, a ideia de evitar roupas justas e chamativas. – Ele comentou um pouco mal humorado.

-Estou totalmente coberta, Belikov – Cruzei os braços no peito e desviei o meu olhar, do dele. -Não desconte em mim, a atitude imatura dos dois ali – Dei de ombros e ele suspirou.

-Está linda – Seu tom de voz embora tivesse mudado significamente, não conseguiu disfarçar seu ciúmes declarado. Mordi meus lábios para não sorrir. Ao invés, passei meus olhos pelo seu visual e notei uma semelhança em nós dois.

-Pode parecer besteira ou até sintonia camarada, mas estamos meio que parecendo uma dupla de cantores – Ironizei rindo e ele olhou sua roupa. Quando percebeu que eu tinha razão, um sorriso tímido e torto, escapou por seus lábios. Dimitri também havia escolhido a jaqueta de couro, para completar seu visual. Seu cabelo ainda estava solto.

-Você tem razão – Ele completou por fim e rimos juntos.

-Ora, ora ora você está aqui – Selena se aproximou de nós e meu sorriso morreu. Ela estava vestindo calças de couro pretas e uma pesada jaqueta de algo parecido como camurça preta. Em seus pés, botas de cano alto pretas mas bem diferentes dos meus saltos discretos. Esses, eram extremamente altos e eu me perguntei por um segundo, como ela iria correr com aquilo. – Eu estava te procurando na cafeteria – Ela disse para Dimitri e eu notei um pouco do seu desconforto.

-Eu já vim para cá. – Ele pausou rapidamente e seus olhos fitaram os meus, como em um pedido de desculpas mudo, por não ter me contado sobre sua escapadinha com a broaca.- Temos que chamar Ian e Charles. Rose vai conosco. – Ele mudou de assunto.

-Ela? – Selena fez um som tão mesquinho, que seu rosto carrancudo, passava facilmente despercebido.

-Charles Bergman? Aquele guardião fodão da palestra? – Perguntei a Dimitri, ignorando o comentário infeliz de Selena.

-Ele mesmo – Dimitri sorriu fracamente para mim. E quando o fez, ouvi um suspiro exasperado de Selena. –E Ian, é o guardião de Abe.

-Aquele mala loira? – Franzi o cenho, quando me lembrei de Ian. Ele havia me buscado no aeroporto. Ele não havia gostado de mim, desde que havíamos sido apresentados. Bom, o sentimento era reciproco.

Selena segurou sua risada e Dimitri virou os olhos. Provavelmente achando meu comentário bastante infeliz.

-Ian não é uma mala loira e também está aqui nos ajudando – Dimitri me explicou

-Achei que trabalhava para Abe. – Comentei vagamente.

-Ele trabalha para Abe, mas por enquanto foi convocado para ficar conosco na Sibéria. Estamos precisando mais dele aqui, do que Abe no momento. – A forma como Abe foi mencionado e Ian também, estava bastante claro que Dimitri recrutou Ian e isso ficaria dessa forma, até segunda ordem.

-Ele deve ser bastante insubstituível – Comentei.

-Ele ficará com você no carro – Dimitri disse por fim e eu lhe lancei um olhar aborrecido. Selena novamente segurou a risada e dessa vez, quis soca-la por isso.

-Um cone pode me fazer companhia – Respondi na defensiva, mas Dimitri resolveu interromper meu protesto, enquanto espalmava uma de suas mãos em minhas costas e me empurrava para a sua sala. Selena nos acompanhou divertida demais, para o meu gosto.

Dimitri sentou na cadeira de frente sua mesa e eu notei, que ele estava analisando cuidadosamente um mapa. Eu e Selena, sentamos em suas duas poltronas, próximas de sua mesa central.

-Eu soube que você estava treinando mais cedo com arcos – Selena disse, enquanto cruzava pacientemente suas duas mãos na altura do colo.

-Sim – Cerrei um pouco meus olhos, me referindo a ela com desprezo. Se eu bem entendia as mulheres, Selena estava tentando jogar contra mim. Se alguma vez ela havia me menosprezado por ser novata, ela agora me via com olhos de águia, como alguém que tenta inutilmente furar os olhos de quem, vê como rival.

Os olhos de Dimitri saíram do mapa e foram diretamente ao encontro dos meus.

-Isso é verdade Rose? — Ele perguntou vagamente, antes de voltar a olhar seu mapa.

-Sim – Virei os olhos.

-E eu não me lembro de Dimitri ter lhe dado permissão, para acessar a ala de armamentos. Será que me confundi? – Selena fingiu estar chocada diante daquilo. Dimitri a fitou rapidamente, mas logo se voltou para mim. –Eu que sou seu braço direito mal acesso aquela ala. – Mais um pouco de drama, era o que eu precisava.

-Eu não sou você – Comentei ironicamente.

-Nem chega perto – Ela esbravejou baixo, mas escutei perfeitamente.

Dimitri ia se intrometer seriamente, quando os dois guardiões que faltavam, chegaram a sua sala. O clima tenso, se dispersou um pouco, conforme nossa atenção os alcançou.

-Charles. Ian – Dimitri saudou os dois, enquanto ficava de pé. Selena desviou seu olhar do meu e eu agradeci mentalmente, uma vez que estava prestes a mostrar para ela, quem realmente eu era. –Está tudo pronto. Já podemos partir.

Os olhos curiosos de Ian, buscaram os meus, mas de uma forma estranha eu soube que ele não iria protestar. Já Charles, estava ausente a qualquer picuinha medíocre. Mais uma vez, notei as cicatrizes em seu rosto. Teoricamente era um rosto experiente e até devo acrescentar bonito, onde suas cicatrizes demonstravam claramente, o quanto ele foi eficiente e voraz em suas batalhas anteriores. Ele sem dúvida, era o tipo de pessoa, que eu queria a todo custo me inspirar.

-Eu trouxe algumas coisas – Ian se dirigiu a Dimitri, lhe entregando uma pequena mochila grafite. – Tem três pistolas aqui e duas adagas.

Dimitri abriu a mala e tirou de dentro uma pistola prateada. Durante todo o meu tempo como guardiã, eu nunca havia tido contato com uma arma de verdade antes. Ele olhou ao redor e resolveu distribuir o armamento.

-Selena e Ian, vocês ficam com as pistolas – Dimitri entregou para cada um uma arma. – Charles como te conheço... – Dimitri não terminou a frase. Apenas sorriu, enquanto entregava uma adaga prateada para Charles. O homem também sorriu e eu notei ali, que eram mais do que amigos. Eram parceiros – Eu fico com uma adaga, assim com Charles e Rose... – Dimitri encontrou meus olhos esperançosos. – Tome isso. – Com um cuidado excessivo, Dimitri me entregou a última pistola prateada. – Não que você irá precisar, mas me sinto mais confortável, com você usando isso por debaixo da roupa. – Ele piscou pra mim e eu sorri cumplice para ele, esquecendo os olhares em cima de nós.

Notas finais
E ai, o que acharam?
COMENTEM!