Notas iniciais
Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Gente segue mais um cap :)
Aguardo os coments
Beijosss

Um corredor cheio, era o que eu mais precisava naquele momento. Caminhei em direção a recepção do prédio dos dormitórios, enquanto pensava em alguma resposta convincente, para descobrir o quarto de Dimitri.

-Rose? – Não precisei virar, para notar que a voz, pertencia a minha mãe.

-Sim? – Perguntei, enquanto parava de andar e enfiava calmamente as mãos no bolso da minha calça de moletom.

-Você também foi chamada? – Virei para encarar Janine, e ela me olhava com surpresa. Notei que ela estava usando jeans e um casaco de camurça marrom. Seu cabelo molhado penteado, denunciando que ela havia acabado, de tomar um banho. Em suas mãos, um telefone aberto e alguns papéis amassados.

-Chamada para o que? – Perguntei atônita, enquanto a curiosidade me atormentava como uma pulga.

-O Guardião Belikov, convocou alguns guardiões, para sala de reuniões, no prédio principal, para uma emergência. – Aquela informação, havia finalmente mudado meu animo de desinteressado, para interessado.

-Agora? Estou indo para lá – Me apressei a dizer, mesmo tendo a certeza, de que Janine fosse chiar de alguma forma. Para minha total surpresa, ela resmungou algumas palavras rápidas, mas logo desistiu de me fazer ficar.

Seguimos para o prédio dos guardiões em silêncio. De repente, meu traje quase-pijama não importava muito. Se Dimitri havia reunido o pessoal, algo grande deveria ser. Ainda mais, quando se tratava de uma reunião de emergência. Quando entramos no piso principal, mais alguns guardiões, estavam espalhados ali em pequenos grupos, conversando sobre alguma coisa. Os ignorei e segui para o andar de Dimitri, com minha mãe logo atrás de mim.

Quando chegamos ao andar, não precisei perguntar para minha mãe, onde de fato estava tendo a reunião. Alguns guardiões parados na porta conversando no celular, acabaram por denunciar o local. Com algum esforço, finalmente reconheci o cabelo castanho em um rabo de cavalo de costas para mim. Dimitri também pelo jeito, havia sido pego em sua hora de descanso. Ele estava vestindo uma jaqueta de couro marrom e calças pretas. Seu cabelo, estava ainda úmido. A visão era quase perfeita, graças a presença de Natasha Ozera de um lado e Selena de outro. Ambas conversando em voz alta, alguma coisa que eu não fiz muita questão de entender. Dimitri logo virou, também parecendo bastante ausente e seus olhos encontraram os meus, formando um sorriso cansado.

-Guardião Belikov! – Charles Bergman apareceu no cômodo e me empurrou um pouco, para passar na minha frente.- Já entrei em contato com Richard e Dalla e eles confirmaram o pior.

Dimitri fechou e abriu os olhos, como se estivesse tentando entender tudo aquilo. Ele suspirou longamente e eu notei que ele tentava, manter seu controle.

-Selena – Dimitri a chamou sem olha-la. –Vá com Charles e Victória averiguar os fatos. Levem mais alguns homens com vocês e por favor... – Dimitri se voltou finalmente para ela, que ouvia atentamente. – Não se distraiam com nada e evitem becos escuros.

Embora eu não entendesse quase nada sobre as ordens de Dimitri, o resto do pessoal pareceu ciente do plano e estavam o pondo em prática o mais rápido possível. Selena logo se juntou a Charles e eles seguiram as pressas para o corredor, de onde eu tinha vindo.

-Eu acho melhor você ir descansar Tasha – Dimitri se voltou para ela e eu virei os olhos. Tentei olhar atrás de mim e puxar alguma conversa com minha mãe, mas ela tinha desaparecido dali. Pelo visto, eu demoraria a obter informações.

-Você está precisando de mim aqui. – Natasha tocou seu ombro e eu reprimi uma urgência louca, de tirar sua mão a tapas de Dimitri.

-Rose já chegou. – Dimitri olhou para mim sorrindo – Estarei bem. Ela irá me fazer companhia – Sua voz era serena, mas notei um pingo de autoridade ali. Reprimi as borboletas de antecipação em meu estômago.

-Se sua ajudante chegou, eu posso ir me retirar – Tasha sorriu timidamente para mim, enquanto tirava sua mão do ombro de Dimitri. – Rose cuide dele e qualquer coisa, vocês dois podem me chamar. –Seus olhos atentos passaram rapidamente por Dimitri, o fazendo concordar com a cabeça, sobre as palavras dela.

Quando Tasha finalmente deu as costas para nós, fui ao encontro de Dimitri, parando na sua frente. Ele me olhou por um longo momento, como se estivesse pensando sobre qual decisão tomar. O som de pessoas na sala estava agora tão alto, que eu estava começando a duvidar, sobre ouvir alguma coisa ali.

-Vem Rose – Por fim, Dimitri pareceu se decidir e pegou minha mão, me afastando dali. Passamos por um grupo de guardiões, mas eles pareciam bastante entretidos em sua conversa. Dimitri me guiou até o final do corredor, onde uma escada de emergência, estava localizada. Ele abriu a porta e logo entrou atrás de mim. Dimitri acendeu a luz e sentou em um dos degraus, colocando suas duas mãos eu seu rosto e o debruçando em seu colo. Imediatamente sentei ao seu lado, para que ele soubesse que se quisesse partilhar com alguém, eu estaria ali.

-Ainda bem que você apareceu. – Dimitri disse, quando resolveu levantar novamente seu rosto. Ele encarava a parede a nossa frente.

-Eu meio que estava esperando você ir me visitar – Respondi também, sem olha-lo.

-Eu ia te visitar – Dimitri disse com um sorriso triste em seus lábios. Logo, se voltando para mim. –Eu estava saindo pra te ver, quando Selena me parou com um aviso de emergência.- Dimitri parecia aborrecido, porém preocupado.

-E eu posso saber do que se trata? – Arrisquei, enquanto ajeitava meu cabelo.

-Temos um Moroi e dois guardiões em poder de um grupo de Strigoi – Conforme as palavras saiam, me sentia enjoada e doente com aquilo.

-Está falando sério? – Perguntei. Não era necessariamente normal Strigoi agirem em grupo e ainda mais, manterem reféns.

-Dois guardiões de St. Chekhov foram ao lugar denunciado por uma ligação anônima a pouco e encontraram um bilhete. – Franzi o cenho. Definitivamente, isso não era normal.

-Que tipo de bilhete? Algo como um pedido de dinheiro pelos reféns? – Ironizei, enquanto tentava processar o porquê diabos, Strigoi chupadores de sangue, enviariam um bilhete e fariam uma ligação anônima.

-Do tipo uma exibição de troféus, onde deixam bastante claro, nossa falta de competência com segurança – Dimitri não me olhou, conforme pronunciava suas palavras como se fosse, veneno saindo de sua boca. Obviamente, aquilo o estava estressando de uma forma louca. A mim também.

-Não é como se vocês fossem realmente incompetentes – Toquei seu rosto e o puxei para mim. – Você sabe disso.

Dimitri olhou para mim e tive novamente a sensação estranha, de que entendimento estava se passando novamente por nós.

-Minha ideia de uma noite tranquila a dois, está acabada – Dimitri deitou seu rosto em meu ombro e eu comecei a mecher em seu cabelo.

-Não que realmente fosse das mais tranquilas... – Comentei e Dimitri riu um pouco, enquanto eu escondia dentro de mim, todas as incertezas que eu esperava resolver, nessa noite.

Dimitri segurou meu queixo e para minha total surpresa, me beijou. Mesmo eu sabendo que tínhamos coisas importantes para resolver antes, me deixei levar, enquanto o puxava para mim, com minhas duas mãos em seu pescoço. Seu beijo era urgente, embora ele o tivesse interrompido rápido demais, quando resolveu voltar a sua posição inicial, colocando seu rosto em meu ombro.

-Voltando a conversa sobre a noite a dois.... – Comecei e Dimitri se mexeu um pouco, colocando sua mão em minha cintura, me fazendo virar para ele. –Sua ideia do pós barba, está ganhando bastante pontos comigo, camarada.

Com isso, Dimitri gargalhou e eu não consegui segurar um sorriso.

-Estou falando sério – Brinquei, conforme o ambiente se tornava mais descontraído. Quando Dimitri levantou seu rosto para me encarar, eu tive a certeza, de que nesses últimos dias, eu estava acordando para ver aquele sorriso e que a ideia de vê-lo triste ou aborrecido com algo, me deixava mais enervada, do que o simples fato de ter que lidar com suas “amigas”.

-Gosta do meu cheiro Roza? – Seu sorriso em um segundo, passou para algo bastante malicioso e eu apreciei.

-Talvez – Coloquei minhas mãos em seu pescoço, enquanto voltava a me aproximar de seus lábios.

-Talvez eu também ame seu cheiro. – Dimitri sussurrou a poucos centímetros dos meus lábios.

O som da porta se abrindo, fez com que ambos, nos distanciássemos com pressa e eu quase caísse rolando escada a baixo.

-Guardião Belikov! – Para minha total surpresa ou não, era Alice a parada na porta. A parte boa, era que ela estava fingindo não ter visto absolutamente nada ali, embora ela gaguejasse um pouco, em suas próximas palavras.

-Eu acho melhor o Senhor vir comigo. – Alice lançou um olhar rápido para mim, que desviei o olhar, enquanto ficava de pé ao lado de Dimitri.

-Estou indo. – Dimitri rapidamente vestiu sua máscara de guardião e seguimos atrás de Alice, para a sala de reuniões.

-Já era tempo! – A figura esbelta e loira de Daniella Walmont, estava nublando nossas visões.

-O que quer Daniella? – Dimitri se aproximou dela e eu parei próximo dele, com Alice ao meu lado.

-Eu espero que você realmente tenha um plano, para trazer são e salvo o Senhor Badica, das mãos daqueles sangue sugas malditos! – Daniella se mexia freneticamente, como uma imitação da Barbie, versão super brilho, com seu blazer em um prata brilhante. Sim, era algo bastante bizarro de se ver.

-Nós estamos fazendo o possível – Dimitri respondeu prontamente. –Estou enviando pessoas para busca e estávamos verificando o perímetro.

-Talvez isso, não esteja sendo o suficiente – Daniella vociferou e eu engoli um palavrão cabeludo dirigido a ela. Quem ela achava que era, além de uma vaca Moroi loira? Uma super vaca Moroi loira.

-Talvez você devesse ficar dentro do seu quarto e esperar por notícias – Dimitri se dirigiu a ela.

-Eu vou, mas por que preciso conversar diretamente com a Rainha mas já estou avisando, que ela esta bastante aborrecida com os recentes acontecimentos. – Daniella começou a caminhar em direção a saída. Notei, que a sala agora, estava relativamente vazia, a não ser, pela nossa presença e é claro de mais alguns guardiões pois, Daniella era exibicionista até para isso.

-Eu a manterei informada – Dimitri sorriu para ela de uma forma irônica e eu novamente reprimi uma vontade de pular nela, conforme lançava a Dimitri, um olhar de nojo.

-Que seja – Daniella disse por fim, lançando em minha direção um olhar aborrecido, parecendo enfim, notar minha presença.

-É bom notar que está se empenhando em seu papel aqui, mas devo informa-la nem sempre você irá agir desse lado. – Daniella cerrou um pouco seus olhos e eu, fiquei sem entender nada ali.

Quando finalmente ela foi embora, Dimitri voltou a falar.

-Estão todos dispensados. Eu quero que voltem a seus postos e eu lhes manterei informados pelo rádio. – Dimitri deu as ordens e logo as pessoas começaram a se dispersar, menos eu e Alice.

-Rose você fica e Alice, pode voltar ao seu dormitório. – Dimitri deu a ordem a ela e Alice prontamente obedeceu, me dando um sorriso de apoio, conforme fechava a porta atrás dela.

Dimitri sentou em seu sofá, enquanto o observava em silêncio e ainda, de pé.

-Venha aqui... – Dimitri ergueu suas mãos para mim e eu sentei em seu colo, não me importando com nada mais. Dimitri colocou suas mãos em minha cintura e eu deitei em seu peito. –Eu gosto que esteja aqui. – Dimitri beijou o topo da minha cabeça.

-Por que eu faço piada? – Perguntei rindo um pouco.

-Não...Por que você me acalma – As palavras de Dimitri eram assustadoramente sinceras, que mesmo no meio de tudo aquilo, eu sorri.

-Eu gosto de acalmar você – Sussurrei, passando uma de minhas mãos, pelo seu peito quente.

-Você faz muito bem isso Roza... – Dimitri me abraçou mais. – Já faz isso muito bem.

-Sabe...Eu acho que no fundo, descobri que posso sentir ciúmes – Me senti um idiota por comentar sobre aquilo, ainda mais naquela hora. As palavras simplesmente, estavam escapando sem que eu tivesse controle.

Dimitri apenas riu e eu me senti corar.

-Eu sei disso. – Ele disse simplesmente.

-Aé? – Me levantei e busquei seus olhos.

-Sabe de outra coisa? – Dimitri me perguntou ainda sorrindo.

-O que? – Perguntei curiosa.

-Eu também descobri que posso sentir ciúmes – Dimitri franziu o cenho, como se fosse de alguma forma diferente para ele, assumir aquilo.

Eu apenas ri.