Vampire Academy - (Terra das Sombras)
23 Capítulo 23 - Charles Bergman.
Notas iniciais
Tudo bem gente?
Segue mais um cap pra vcs ^^
Espero que gostem.
Novamente obrigada pelos comentários. Assim que possível, estarei respondendo os que ainda me faltam responder.
Beijos e aguardo os COMENTS E RECOMENDAÇÕESSSSSSSS
Minha cabeça girava e eu não sabia ao certo, como explicar as conexões absurdas entre eu, minha mãe, St. Chekhov e a Turquia. Por que diabos minha mãe, havia sugerido uma coisa tão absurda dessas? E por que ela insistia tanto, para que eu saísse de lá? Não havia sido ela que ajudou Kirova e Alberta a me colocarem longe de Lissa?
-Rose? – Uma voz conhecida, me fez virar em direção a ela. Dimitri estava parado próximo de mim, me olhando curiosamente, enquanto estava se agachando no chão. Ele provavelmente, havia notado o choque em meu rosto.
-O que ela quer? — Sussurrei para ele, enquanto franzia o cenho.
Dimitri suspirou pesadamente e buscou meus olhos. – Sua mãe apenas está preocupada com você – Ele sorriu e pegou minhas mãos nas dele.
-Eu não entendo o que ela quer.... – Meus olhos ficaram desfocados de repente. – Ela faz parecer que se importa comigo.
-Roza eu acho que no fundo... – Dimitri pausou para segurar meu queixo, fazendo com que eu não desviasse o olhar. – Sua mãe se preocupa com você.
-Não me venha com essa camarada – Dei um tapa em sua mão e logo me arrependi. Dimitri pareceu não se importar totalmente. Ele tinha em seu rosto, uma expressão bastante difícil de ler. Era como se ele quisesse entender além das minhas atitudes. Parecia querer entender minha alma.
-Não é assim que fazemos as pessoas se aproximarem de nós. – Dimitri sussurrou para mim. Dessa vez, sua mão que antes estava em meu rosto, agora estava descansando em sua perna.
-Me desculpe – Disse sem encara-lo. Eu não conseguia olhar para ele. Não depois, de ter sido tão estúpida com a única pessoa, que estava me ajudando ali. Dimitri poderia não ter sido totalmente honesto comigo no começo, mas algo me dizia que ele estava disposto a me contar tudo. Resolvi confiar.
-Esta tudo bem – Ele se aproximou novamente de mim e eu o abracei.
-Me desculpe – Sussurrei em seu ombro. – Eu estou tão ferrada com tudo isso.
-Eu sei Roza... – Dimitri mexia no meu cabelo, enquanto tentava me confortar. Seu cheiro de pós-barba estava inundando minhas narinas. – É por isso que eu não estou levando seus chiliques em consideração. – Ele comentou de repente, segurando o riso.
Distanciei-me dele.
-Você não está ajudando – Disse indignada colocando minhas palmas em seu peito quente.
-Eu sei... – Dimitri respondeu isso sorrindo, segundos antes de me beijar.
-Camarada... – O empurrei para o lado, buscando por ar. – Se você começar com isso denovo, vamos ter um problema aqui. – Apontei para o chão do banheiro, onde estávamos sentados como dois adolescentes.
Dimitri gargalhou de uma forma que o fazia mais lindo ainda e eu desviei o olhar, não querendo cair novamente nos momentos anteriores a Janine chegar. Antes, eu precisava lidar com algumas coisas. Lissa e sobreviver ao primeiro dia em St. Chekhov, eram prioridade.
-Você tem razão. – Ele beijou meu cabelo e levantou em um salto. Em seguida, ergueu sua mão para que eu a pegasse. – Vamos terminar nossa conversinha particular mais tarde – Dimitri piscou para mim e beijou minha bochecha. – Agora, Srta. Hathaway vou te acompanhar a sua primeira palestra de adaptação, como seu instrutor. – O humor de Dimitri havia mudado radicalmente de Saara para Polo norte.
-Eu invejo seu controle – Murmurei para ele, enquanto saíamos do banheiro.
Dimitri apenas riu, enquanto me guiava para fora de sua sala.
-Eu não entendi muito bem o que viemos fazer aqui. – Assoviei para ele, enquanto andávamos pelo corredor.
-Eu queria alguns minutos a sós com você – Ele comentou e não consegui deixar de olha-lo, mesmo que rapidamente, enquanto ria.
-E precisa me fazer atravessar o Campus? – Me fiz ingênua.
-Acha mesmo que conseguiríamos ter aquele tipo de privacidade em um corredor ou uma sala abandonada? – Dimitri frisou a parte sobre privacidade e eu, não me controlei de corar um pouco.
-Uma sala abandonada não é nada mal – Tentei fazer uma piada e desviar seus olhos atentos de mim, mas isso não passou despercebido por ele.
-Eu posso providenciar alguma se você quiser – Ele comentou como se isso, fosse algo bastante normal e razoável. Algo como desejar bom dia a alguém. Corei violentamente dessa vez.
Finalmente havíamos acabado de passar pelo segundo lances de escadas, sem pessoas para testemunhar.
-Você se acha muito espertinho – Comentei quando consegui me recompor. – Vejamos se vai continuar com esse sorriso no rosto, quando eu resolver chamar a minha nova amiga Alice, para dormir comigo essa noite.
Dimitri resmungou algo em russo, que eu não tive tempo de processar. Havíamos parado em frente a uma porta, onde mais algumas pessoas estavam paradas. Conforme iam reconhecendo Dimitri, o saudavam com respeito. Enquanto eu, apenas recebia olhares curiosos. Lembrei-me de quando Alice achou que era piada, sobre Dimitri ser meu instrutor. Sem sombra de dúvida, isso valia para a grande maioria dos guardiões ali. Ainda era difícil para eles entender, que talvez eu realmente estivesse ao lado dele.
-Selena! – Dimitri saudou a Dhampir que eu havia conhecido mais cedo, com um sorriso que me incomodou de certa forma. Pelo pouco que havia percebido ali, Dimitri não tratava assim todas as pessoas.
-Belikov! – Ela também sorriu e eu mal percebi Alice me cutucando.
-Você também está aqui – Forcei um sorriso para ela, que me olhava um pouco curiosa.
-Selena está é Rosemarie Hathaway – Dimitri colocou sua mão esquerda nas minhas costas e eu forcei um sorriso.
-Já a conheci mais cedo – Me apressei a dizer a ele, enquanto a observava.
-É verdade – Ela concordou. Logo, seu olhar se desviou um pouco para baixo e eu pude notar seu foco. Ela estava encarando a mão de Dimitri, que ainda permanecia em minhas costas. Foi ai que minhas suspeitas morreram. Eu realmente tinha razão. Ela também estava encantada pelo mesmo homem.
Dimitri ausente a tudo aquilo, iniciou uma breve apresentação minha e deixou bem claro também, que ele era meu instrutor, para um suspiro aliviado de Alice. Logo, fomos convidados a entrar na sala onde um Dhampir de aproximadamente quarenta anos, nos aguardava em frente a um data show. Várias cadeiras enfileiradas preenchiam o lugar. Dimitri se sentou mais próximo aos fundos e eu o acompanhei de perto, sentando ao seu lado e ignorando Selena que era nossa sombra, trazendo Alice consigo também.
Quando estávamos acomodados, o Dhampir se apresentou. Seu nome era Charles Bergman e ele era Guardião há 24 anos. Em seu rosto, algumas cicatrizes de batalha, se faziam salientes, mas nada era comparado a sua postura ameaçadora.
Em nosso ramo, sabíamos que era basicamente uma lenda, se ver guardiões com mais de dez anos em campo. Muitos deles, infelizmente ainda morriam jovens, graças a grande massa de Strigoi que estava crescendo a cada dia mais. De acordo com os recentes acontecimentos, principalmente em Novosibirsk, era de se esperar que essa mortalidade, estava aumentando razoavelmente.
Em suas horas de palestras, Charles se mostrou ser bastante astuto e inteligente quando o assunto era Strigoi. Citou diversos exemplos de como surpreender um e como agir, se você estivesse em número menor. Claro, eu já havia visto isso em St. Vladimir antes de estar ali, mas algo como Charles falava, parecia se estar vendo aquilo pela primeira vez.
A parte mais importante de tudo aquilo, sem dúvida foi quando ele nos resolveu mostrar as novas armas de guardiões, sendo testadas em St. Chekhov. Nem em meus sonhos mais alucinados, eu esperava que nossas armas, fossem ir muito além de estacas de prata.
-Ainda prefiro as suas espadas – Me aproximei cuidadosamente de Dimitri, me debruçando na cadeira, enquanto sibilava para ele.
Ele me deu um meio sorriso, demonstrando que ele havia entendido e lembrado tanto quanto eu, de quando havíamos brincado com as espadas antes de estarmos ali. Uma urgência e ansiedade se apossaram de mim. Eu queria muito arrumar as mechas de seu cabelo castanho, que agora caiam do elástico de seu cabelo.
Charles continuava a falar e não demorou, para ele fazer uma pequena pausa para um lanche. Apressei-me em caminhar para o refeitório com os outros, mas Alice me puxou pelo braço, antes que eu alcançasse as portas.
-Ia me deixar segurando vela? – Alice franziu o cenho e eu a olhei curiosa.
-O que quer dizer? – Perguntei confusa. Meu estomago estava vazio demais, para manter qualquer conversa coerente.
Alice apenas apontou com sua cabeça, para trás de mim. Virei-me e não consegui evitar olhar uma segunda vez, quando as duas pessoas que estavam atrás de mim, eram Dimitri e Selena, rindo de alguma piada particular.
-Você está brincando não é? – Me virei forçando um sorriso para Alice, que me encarava de uma forma estranha. Era algo, como se eu estivesse sendo absurda.
-Não – Ela respondeu franzindo o cenho. – Por que estaria?
Novamente, olhei na direção dos dois e dessa vez, os olhos de Dimitri cruzaram rapidamente com os meus, demonstrando surpresa e sua intriga interna. Foi por uma batida de coração, mas nosso silêncio era compreendido mutualmente.
-Rose? – Alice chamou minha atenção e eu desviei o olhar de Dimitri.
-Sim? – Sorri para ela. – Vamos comer? – Empurrei toda minha suspeita para depois. Teríamos uma longa noite de explicações e verdades.
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