Notas iniciais
Oi gente
Tudo bem?
Nem demorei pra postar vai... rsrsrsrsrs
Queria agradecer pelos coments :)
Obrigada mesmo! Adorei todos!
Segue mais um cap.
Estou no aguardo dos coments para postar o próximo.
Nota: as coisas entre rose e dimka finalmente parecem esquentar hahahahaha
Beijossss

Dimitri obviamente havia sido pego, desprevenido. Sua expressão estava variando de surpreso, para totalmente abismado. Não esperei por menos.

–Estou indo – Me levantei da cadeira, de repente sem fome o suficiente para comer tudo aquilo.

–Rose. Por favor espera – Dimitri segurou minha mão na mesa e buscou meus olhos.

–Vai me contar tudo de uma vez? – Instiguei, tentando não demonstrar o quanto ele havia mexido comigo. Sua voz, com nítido medo de algo, me fez querer beija-lo e dizer que tudo estava bem. Mas, não estava.

–Eu te prometo contar tudo. – Dimitri me olhava nos olhos com intensidade. – Mas agora eu não posso. – Ele olhou ao redor, demonstrando que não estávamos sozinhos ali. Alguns olhares curiosos, estavam parando sobre nós dois.

–A sua sorte, é que estou tentando atrair o mínimo de atenção possível, para mim. – Disse, enquanto soltava sua mão da minha e sentava novamente na cadeira.

–Quando pretendia me contar? – Voltei novamente ao tópico. Dessa vez, disfarçando minha atenção, para as rosquinhas, tentando parecer indiferente.

–Eu soube recentemente – Dimitri admitiu. – Eu conheci você tão de repente e foi tão rápido. – Eu ainda não o havia encarado, mas a intensidade, com que eu o via pela minha visão periférica, me davam a certeza, que seu olhar, estava queimando em mim.

–Digamos que eu aceite isso por enquanto. – Tentei soar o mais desinteressada possível. – Quem é Selena? – Dessa vez, arrisquei olha-lo. Eu estava curiosa sobre a Dhampir.

Dimitri pareceu confuso por um momento, mas logo se recompos.

–Selena é uma antiga amiga minha – Ele respondeu indiferente e também, um pouco curioso.

–Tem certeza? – Instiguei. – Ela me pareceu bastante interessada em saber, onde você estava e por que – Mordi minha rosquinha – Não estava aqui, quando ela chegou. – Okay. Eu havia aumentado um pouco e de boca cheia.

–Rose....Selena é somente minha amiga – Sua resposta foi bastante clara dessa vez e eu apreciei.

–Okay – Voltei minha atenção ao último pedaço de rosquinhas. – Será que pode me explicar como funciona isso?! – Tirei do meu bolso, o pedaço de papel amassado, que Daniella havia me dado, quando ingressei em St. Chekhov.

Dimitri pegou o papel e analisou durante algum tempo. Sua expressão era serena.

–Isso quer dizer, que você ficará noventa por cento do seu tempo, comigo. – Ele comentou, fingindo não dar importância.

–E os outros dez por cento hum? – O olhei de lado, ignorando minha simpatia pelo horário.

–Dormindo – Ele respondeu simplesmente. Seu sorriso vitorioso, me fez virar os olhos.- E se já terminou...Vamos começar agora mesmo. – Dimitri pegou uma das minhas xícaras de chocolate quente e bebeu rapidamente o conteúdo, fazendo uma careta horrível, quando terminou.

–Como consegue beber essa coisa melada? – Ele me perguntou. Não consegui disfarçar o riso.

–Da mesma forma que você bebe café sem açucar. – Dei de ombros e ele riu.

Saímos da lanchonete e seguimos para o prédio principal, onde eu havia perguntado por Dimitri, no primeiro dia. Sua simpática secretária, nos saudou com um aceno breve, quando passamos pela recepção.

–Você geralmente fala mais... – Dimitri murmurou ao meu lado, enquanto abria a pesada porta de sua possível sala, para que eu passasse.

–E eu geralmente não gosto de mentiras – Respondi no mesmo tom.Dimitri bufou e eu ignorei, entrando de vez na sala.

O lugar era bastante amplo, mas não chegava nem aos pés, do luxo que era a sala de Daniella Wallmont. Dimitri tinha uma mesa de mogno, um armário de livros, uma pequena televisão e algo que me chamou bastante atenção. Algumas espadas antigas, penduradas do lado direito da parede.

–Gostei disso – Comentei, enquanto tentava me aproximar da parede.

–Cuidado Rose...São afiadas – Ele advertiu e eu virei os olhos.

–Posso pegar? – Lancei a ele um sorriso esperançoso e Dimitri gesticulou que sim com a cabeça. –Camarada isso é pesado – Comentei quando já estava com uma das espadas em mãos. Seus desenhos eram lindos. Um gigante dragão em contornos vermelhos, destacavam-se no preto azeviche.

–São antigas espadas de samurais – Dimitri comentou, se aproximando um pouco mais de mim. – Eu gosto muito delas.

–Eu também – Concordei sorrindo – E ficaria muito feliz, que você um dia pensasse em mim, quando quisesse se desfazer de alguma – Pisquei para ele e recebi um som exasperado.

–Isso não vai acontecer – Ele respondeu.

–Obrigada por matar minha iniciativa – Fiz uma careta e ele riu. – Está rindo de mim? – Ergui uma sobrancelha para ele.

–Não estou rindo de você – Dimitri tocou meu queixo. – Essas espadas, foram me dadas por um velho comerciante chinês. Há alguns anos atrás, salvei seu filho de um grupo de Strigois, quando estava na China em uma missão. Como recompensa, ele resolveu me dar essas espadas.

–Está falando sério? – Perguntei curiosa – Já esteve na China? – Meus olhos eram como pratos.

–Já estive sim – Dimitri sorriu

–Elas são magníficas – Voltei a encarar a parede com espadas – Ele deve ter ficado bastante impressionado com você.

–Na verdade, ele ficou agradecido por eu ter salvo a vida de seu herdeiro. – Dimitri por um momento, também encarou suas espadas na parede.

–Isso as torna mais sugestivas ainda para você, me oferecer de presente – Tentei novamente. Dessa vez, depositei a espada com cuidado em cima de sua mesa e me virei para Dimitri, buscando seu olhar.

–Você não vai desistir mesmo, não é? – Ele sorriu, enquanto descia seus dedos quentes pelo meu rosto.

–Eu quero a vermelha – Arrisquei determinada – Você tem outras – Gesticulei com a cabeça para a parede, próxima de nós.

Dimitri pareceu pensar por um longo momento.

–Okay – Ele respondeu por fim. Algo em seu sorriso, me dizia que aquilo não iria ser tão simples assim.

–Assim? Sem brigas ou exigências? – Perguntei confusa e Dimitri gargalhou.

–Quer brigas e exigências? – Ele me perguntou, fingindo que estava surpreso.

–Não acredito muito em coisas fáceis – Contatei, entrando em seu jogo.

–Isso é muito bom – Dimitri apreciou e eu me aproveitei de sua deixa.

–O que você quer em troca? – Coloquei minhas duas mãos em seu rosto, enquanto perguntava.

–Na verdade tenho um monte de idéias – Dimitri beijou meu cabelo e eu o abracei. Deus, como eu gostava de ficar daquela forma com ele.

–E quais são? – Me apertei mais a ele, para escutar a batida constante do seu coração.

–Vou deixar todas elas de lado por enquanto. – Dimitri se distanciou um pouco de mim e selou rapidamente nossos lábios. Aquele simples toque, fez com que meus dedos dos pés, começassem a formigar. – Apenas se mantenha segura até o término de sua estadia aqui Rose. – Aquilo era uma exigência? Dimitri tinha um olhar preocupado em seu rosto.

–O que quer dizer? – Perguntei receosa. – Acha que eu não vou sobreviver? – Perguntei. Meu sorriso vacilou um pouco, quando lembrei da recente conversa com minha mãe. Janine havia me colocado bastante medo, em relação a St. Chekhov.

–Acho que precisa se manter segura. – Seus olhos eram quentes. – Por isso eu mesmo escolhi sua rotina. – A forma como ele havia dito aquilo, não havia sido muito bem vinda.

–Você se escolheu como meu instrutor, escolheu meu horário – Ergui uma sobrancelha pra ele. – Agora só falta escolher com quem eu vou andar – Desviei o olhar, me sentindo incomodada. Mesmo que Dimitri fosse a coisa mais linda do mundo, eu não gostava da ideia de ter uma sombra.

–Não fique brava comigo. – Ele comentou. Eu quase me senti mal.

–Você está pedindo muito e eu nem posso pedir uma espada – Virei os olhos.

–Esperta – Dimitri deixou brotar um sorriso em seu rosto. Ele estava entendendo meu ponto.

–Temos um trato? – O instiguei, me controlando para não cantar vitória, antes do tempo.

–Sem questionar mais? – Ele perguntou desconfiado.

–Sem questionar mais – Fiz uma cruz em meus lábios, para selar nosso estranho acordo. Quando ele sinalizou com a cabeça após um longo suspiro, resolvi partir para o ataque. Eu o beijei.

Dessa vez, meu corpo inteiro começou a formigar, de uma forma impressionante. Passei meus braços por seu pescoço e o puxei para mais
perto de mim, como se esse pequeno gesto, saciasse a minha imensa fome de Dimitri. Pela sua ferocidade, Dimitri parecia partilhar da mesma experiência que eu. Da mesma vontade.

Para minha satisfação e até um pouco de surpresa, foi a vez de Dimitri se desenfrear. Ele me puxou para seu colo e não demorou muito, para me sentar em sua mesa de mogno. Minhas mãos passavam livremente pelos seus cabelos sedosos, me fazendo perder ainda mais o controle, conforme ouvia seus suspiros.

–Essa é uma boa ideia de selar um trato – Murmurei em seu ouvido, enquanto minhas unhas passeavam por cima de seu casaco preto.

Sem ao menos me responder, Dimitri me deitou em cima da mesa e se debruçou totalmente em cima de mim e em seguida, começou a beijar meu pescoço. Qualquer pensamento coerente, estava se desfazendo como fumaça em minha cabeça. Eu já mal sentia minhas pernas, quando ele as separou e se colocou no meio delas, fazendo com que o calor entre nós dois, se tornasse insuportável. Gemi quando senti uma de suas mãos, desabotoando minha camisa branca com urgência. Minhas mãos foram para sua camisa e eu a consegui desabotoar com dedos trêmulos, diferente de sua habilidade. Ele com cuidado, levantou meu corpo da madeira e jogou nossas peças no chão, fazendo com que novamente eu buscasse por ar, conforme sentia as mãos de Dimitri, passando por meu corpo, bem próximas de meu sutiã de renda branca.

–Eu acho que estamos em horário de trabalho hum? – Busquei seus lábios, enquanto fechava minhas pernas em sua cintura.

–Roza, o que eu faço com você? – Dimitri murmurrou em som sensual quando nos separamos por ar. Seus olhos estavam ompletamente tomados pelo desejo.

–Sabe camarada... – Mordi levemente seu pescoço, fazendo com que Dimitri, apertasse suas mãos no meu quadril. – Eu acho melhor você me fazer uma visita mais tarde. – Disse, quando a imagem de Lissa me contando sobre sua primeira vez, veio em minha cabeça . Definitivamente, eu não pensava em algo sobre uma sala de escritório, onde minha mãe poderia aparecer a qualquer momento. Mesmo que fosse ao lado de um deus russo.

–Você tem razão. – Dimitri se distanciou rápido demais, me fazendo sentir frio. – Eu meio que, perdi o controle – Ele mecheu em seu cabelo de uma forma, que me fez rir. Dimitri estava um tanto abobado, como perdido. Já eu, mal sentia minhas pernas e meus lábios. Eu estava completamente anestesiada.

–Eu também. – Sentei na mesa e o puxei para mais perto de mim, pela sua cintura. Meus dedos fincados em seu cinto. – E antes de continuarmos com isso – Pausei para depositar um beijo em seu peito quente. Dimitri se mecheu um pouco. – Vai me contar direitinho sobre a história de vocêser o manda chuva aqui – Pisquei para ele, que sorriu um pouco.

–Eu no fundo sabia que você iria usar isso, como chantagem – Ele constatou e eu ri.

–Acha mesmo que sou boba? – Levantei meu queixo, para que ficassemos quase no mesmo nível. Eu ainda estava sentada na mesa e Dimitri, em pé na minha frente. Quando senti seus olhos no meu corpo, me lembrei que estava apenas de sutiã e calças pretas.

–Eu acho que preciso me cobrir – O empurrei para o lado, antes que meus hormônios juntos aos dele, nos fizessem perder o controle, mais uma vez.

–Eu acho que você precisa de roupas mais folgadas – Dimitri apontou, enquanto me via vestir minha camisa branca.

–O que quer dizer? – Me encarei confusa, tentando descobrir do que diabos ele estava falando.

–Está justa demais – Dimitri ergueu uma sobrancelha para minha camisa recem colocada e eu ri.

–Pois eu acho que está muito bem assim – Respondi, tentando ignorar seu comentário. – Não é como se estivesse pelada e também.... – Pausei para fitar seus olhos – Não é como se eu estivesse vestindo a roupa, da minha irmã menor.

–Mesmo assim Roza. – Dimitri ainda me encarava de uma forma bastante provocativa e intrigante. – Existem muitos homens em St. Chekhov.

–E? – O instiguei. Pelo seu rosto incomodado, eu poderia jurar que ele quase parecia ciumento.

–E os homens virão até você – Dimitri disse de uma forma, que parecia me chamar de ingênua ou estúpida.

–Eu não tenho medo deles – Dei de ombros, vestindo minha jaqueta preta. – E também acho que você deveria se vestir, se me permite – Pisquei para ele, que ainda me encarava com um brilho diferente em seus olhos. Definitivamente, Dimitri estava com ciúmes.

Uma resposta notavelmente estava em sua língua, mas foi interrompida por alguém batendo na porta.

–Dimitri? Sou eu Janine Hathaway. Preciso falar com você – O som da pior pessoa do mundo para aparecer ali, estava confirmando meus pesadelos. Antes que eu pudesse pensar em algo, Dimitri já estava quase que totalmente vestido.

–Só um momento por favor Janine – Ele disse o suficientemente alto, para que ela ouvisse. – Vá para o banheiro – Dimitri sibilou para mim.

–Está com medo da minha mãe agora? – Ergui uma sobrancelha divertida, enquanto o observava gelar em seu lugar.

–Se soubesse quantos sua mãe matou, me entenderia – Dimitri terminou de se vestir e me pegou no colo, me arrastando até o banheiro.

–Está doido? – Protestei falando baixo.

–Ou é isso ou sua mãe vai matar nós dois. – Sem me deixar alguma alternativa, Dimitri me beijou e logo fecou a porta atrás dele. Quando estava sozinha lá dentro, me segurei para não começar a rir.

A porta foi aberta e comecei a ouvir as vozes.

–Bom dia Janine, em que posso ajuda-la? – Dimitri perguntou.

–Rose não está com você? – Minha mãe perguntou e pelo seu tom de voz, eu quase a podia imaginar bancando a rastreadora maluca.

–Ela foi até seu quarto para pegar alguma coisa – A voz de Dimitri era inabalável.

–Ah okay – Janine pareceu engolir o argumento de Dimitri. – É melhor mesmo que ela não esteja aqui. – Alguma coisa naquela conversa, estava desesperadamente atraindo minha atenção.

–O que foi Janine? – Dimitri instigou.

–Estou pensando em levar Rose para a Turquia – Tapei minha boca para não gritar, enquanto ouvia aquelas atrocidades.

–Por que deseja fazer isso? – Dimitri pela sua voz, parecia tão surpreso quanto eu.

–Eu não sei Dimitri. – Minha mãe fez uma pausa, como se tentasse explicar coisas impossíveis de se entender – Eu não acho uma boa idéia ela aqui.

–Eu vou cuidar dela – Dimitri respondeu. – Eu sou seu instrutor e ela não vai sair do meu lado. – Me permiti sorrir mesmo que fracamente, pensando no verdadeiro significado daquelas palavras. De acordo com os recentes acontecimentos, eu duvidará de qualquer forma, que Dimitri me permitisse ficar muitos metros longe dele.

–Eu sei e aprecio seu gesto – Minha mãe voltou a falar. – Mas mesmo assim Dimitri, Rose é inexperiente no campo e eu temo pela vida dela.

–Nada irá acontecer Janine – A voz de Dimitri voltou. Determinada.

Houve uma longa pausa e eu comecei a roer minhas unhas.

–Esta certo – Minha mãe disse por fim. – De qualquer forma, Rose deve estar para voltar e não pretendo trombar com ela tão cedo. – O
comentário infeliz de Janine, me fez fazer uma careta ivoluntária.

–Qualquer problema eu aviso você – Dimitri encerrou o assunto e eu soltei a respiração.

Notas finais
E ai.... o que será q a tia janine está tramando!?