Vampire Academy - (Terra das Sombras)

20 Capítulo 20 - Assuntos Políticos (POV Dimitri)


Notas iniciais
Oi gente!
Tudo bem com vcs?
Segue mais um cap pronto.
Como me pediram mais de uma vez um pov dimitri, tcharam!!! segue e espero que gostem
Beijosss e COMENTEMMMMM

Deixei Rose em seu quarto, enquanto seguia com muita relutância para a sala de reuniões, onde outros esperavam por mim. Minha memória fresca, do que estávamos prestes a fazer há segundos atrás, estava me atormentando e cabando por me deixar sem foco. Rose tinha uma forma única, de brincar com meu autocontrole, que eu havia adquirido nesses anos todos de treinamento. Enquanto prendia novamente meu cabelo, tentei espantar as lembranças de como Rose havia o soltado.

Respirei fundo enquanto passava pelo primeiro andar do prédio dos dormitórios. Uma voz conhecida, me chamou a atenção, fazendo com que
eu parasse no meio do caminho.

–Belikov! – Selena, uma grande amiga minha, estava me chamando. Ela se aproximou com certa urgência, fazendo com que seus cachos castanhos, se desprendessem do seu coque mal feito.

–Olá Selena – Sorri amigavelmente quando a vi. –Precisa de alguma coisa? – Sugeri.

–Na verdade vim te buscar. Estamos te esperando na sala de reuniões – Selena voltou a sorrir. Dessa vez, de uma forma bastante curiosa, como se esperasse por alguma coisa que eu deveria dizer.

–Eu já estou indo. – Desviei de seu olhar. – Eu estava resolvendo umas coisas.

–Eu soube, com sua aluna nova – Selena me pegou desprevenido com aquilo. – Michael te viu com ela mais cedo.

–Eu estou dando instruções a Rose sobre algumas coisas inicias de St. Chekhov. – Fechei minha expressão, para algo bastante casual.

– A filha de Hathaway, correto? – Sele arriscou e eu sinalizei em concordância. — Ela já está instalada? – Pelo tom que Selena estava usando, ela apenas estava interessada em Rose, como qualquer outro novato e não da forma como eu me preocupava.

–Já sim. Fui verifica-la agora mesmo – Um pouco de verdade, não iria fazer de todo mal.

–Então já podemos ir? – Selena perguntou e eu sinalizei com a cabeça.

Seguimos pelo pátio principal, até o prédio dos guardiões. Cumprimentamos a recepcionista com um aceno rápido e pedimos para que ela, despistasse qualquer pessoa que tentasse nos interromper naquele momento. Quando chegamos, a sala já estava lotada.

–Boa noite a todos – Cumprimentei todos os presentes, me perguntando por um momento, como pude ter vacilado daquela forma. Essa reunião estava marcada há vários dias e eu, havia chegado atrasado.

Houve uma saudação em uníssono e eu pedi que todos se sentassem.

–Peço desculpas pela demora, mas tive alguns problemas urgentes para resolver. – Novamente o rosto de Rose voltou a minha mente e me forcei à expulsa-lo. – Alguma novidade? – Sugeri em mal hora, pois todos os presentes, começaram a falar como loucos. Cada pessoa ali, tinha uma opinião a respeito de nosso novo projeto, onde guardiões trabalhariam ao lado de Moroi, contra nosso maior inimigo. Os Strigoi.

–Silêncio por favor – Daniella Wallmont uma Moroi, resolveu interferir. Ela estava em St. Chekhov a mando na nobreza Moroi, para que literalmente as coisas não saíssem muito fora de seu controle. Daniella respondia em nome da Rainha. Era sua porta-voz real. Resumindo, ela estava para nos espionar e enviar relatórios com alguma informação, cujo notasse de extrema importância.

Antes que se fosse feito total silêncio, notei que a mãe de Rose, Janine Hathaway também estava presente na reunião. Janine estava do outro lado da mesa, porém bastante interessada em tudo aquilo. Curiosamente, Janine não havia mudado em nada desde que havia a visto pela última vez. Ela e Rose, tinham uma semelhança incrível. Era uma pena, que no fundo não se dessem nada bem.

–A nobreza Moroi e a rainha, não tem muito mais a declarar – Daniella esclareceu, falando um pouco mais alto dessa vez. –Somos contra o Projeto Alfa mas infelizmente, não temos controle sobre toda a população.

Que ela fosse responder daquela maneira, era de se esperar. Tatiana a rainha, era irredutível no quesito arriscar os seus. Em sua doente cabeça, ela não pensaria duas vezes em arriscar nosso povo para seu bem estar e falsa segurança. Tatiana não conseguia enxergar, que desta vez, estávamos lidando com algo muito maior. Um ataque em massa.

Houve uma segunda investida de protestos e eu tive que intervir.

–Senhores, ordem por favor – Como primeiro representante de St. Chekhov eu me via na obrigação de apartar aquela confusão. – A Srta. Wallmont apenas esta declarando as ordens da Rainha. – tentei soar objetivo. – Deixemos dessa forma, até que Natasha Ozera se faça presente.

Natasha Ozera, junto com seu sobrinho Christian Ozera, foram os únicos sobreviventes de um massacre ocorrido há vários anos atrás, quando seu sobrinho ainda era uma criança. Os pais de Christian, haviam escolhido se tornar Strigoi. Para que isso se fizesse verdade, mataram duas pessoas e beberam seu sangue até que ocorresse a morte da vítima. Depois disso, Natasha passara a organizar um grupo de Moroi, que haviam cansado de esperar por proteção vinda de Dhampirs. Em sua maioria, eram pessoas que haviam perdidos entes queridos e agora, como uma forma de protesto, estavam lutando ao lado de seus guardiões em busca de justiça. A parte ruim disso tudo, era que por vários anos esse plano denominado de Alfa, havia sido congelado por falta de incentivo da população.

Agora, com os recentes atentados a Moroi em sua maioria, a maioria das pessoas se sentiram acuadas e as restantes, mais decidas a partir para o ataque.

–Eu duvido que a Rainha, nos dará permissão, para continuarmos com isso! – Oscar, um dos guardiões, havia tomado à palavra. – Ela só pensa em seu próprio umbigo! – Ele protestou.

Respirei fundo. Eu já sabia onde aquela reunião iria dar. Como era de se esperar, Daniella se exaltou em seu lugar, apontando um dedo para Oscar.

–Não ouse blasfemar a Rainha ou será enforcado! – Ela jurou e novamente a confusão se armou.

–Silêncio! – Gritei, fazendo com que o eco, espalhasse minha voz por toda a sala. – Não vamos chegar a lugar algum hoje. Então peço que tenham um pouco mais de paciência – Pausei, enquanto olhava ao redor. – Natasha Ozera está vindo para St. Chekhov, onde faremos mais uma reunião e decidiremos melhor, sobre o plano Alfa.

Alguns protestos mínimos ainda eram escutados, mas para meu alívio, a grande maioria resolveu aguardar.

–Dessa forma, estão todos dispensados para voltarem ao seu trabalho. – Finalizei aquilo, sentindo um tremendo nó na garganta. Um a um, foram esvaziando a sala, restando apenas algumas pessoas. Daniella Wallmont, estava entre eles.

–Eu aprecio sua intervenção e tentativa de ajuda, para com seu amigo Guardião Belikov, mas devo informa-lo, que assuntos referentes à realeza, devem ser tratados somente comigo. – O tom rude e petulante de Daniella, me fazia ter nojo dela. Daniella era absurdamente bonita, mas seu caráter a deixava parecer como uma velha cheia de rugas. – Portanto, peça que seus homens não voltem a faltar com respeito à rainha, ou terei que tomar medidas drásticas aqui. – Ela concluiu com um sorriso diabólico em seus lábios pintados de prata.

–Nós dois sabemos Daniella, que grande parte dos que estão aqui são a favor desse plano. Tanto para sua própria preservação, como para a preservação dos filhos deles. – Cerrei um pouco meus olhos, mas sorri da mesma forma que ela quando notei seu desconforto – Portanto, arrume briga com um que terá que enforcar milhares. É isso o que a Rainha quer? – Instiguei dando um passo a frente. Automaticamente, Daniella recuou um passo para trás. – Eu aposto que ela não ficaria nem um pouco contente em ter que cuidar de seu próprio trazeiro.

O pigarreio, nos tirou de nossa discussão privada.

–Agradeço pelas informações, Guardião Belikov. – Daniela respirou
fundo. — Estou me retirando – Ela recompôs em poucos segundos, jeitando sua aparência brilhosa. Como se não quisesse mais permanecer ali por qualquer segundo, Daniella saiu pela porta às pressas.

–Eu adorei – Selena apareceu do meu lado me aplaudindo e sorrindo. – Essa víbora loira merecia isso.

–Daniella é uma doente pela Rainha – Virei os olhos ainda com mal humor. O rosto de Rose passou pela minha cabeça mais uma vez.

–Guardião Belikov? – Uma voz feminina porém decidida, me forçou a virar. Janine Hathaway.

–Será que podemos conversar por um momento? – Sua sugestão foi imediata e Selena logo se despediu, nos deixando a sós na sala. Prometi conversar com ela em seguida.

–Em que posso ajuda-la, Guardiã Hathaway? – Perguntei, lhe apontando uma das cadeiras, para que ela sentasse.

Janine rapidamente se sentou e eu repeti o gesto.

–Eu soube que é o instrutor de Rose, minha filha – Sua voz trêmula e pouco confortável, me fez lembrar, do quanto Rose e ela, eram distantes.

–Sim, sou eu mesmo – Disse forçando minha indiferença.

–Eu soube também, que você pediu por ela – Janine estava um tanto desconfortável com aquilo.

–Afirmativo – Respondi. Antes que houvesse alguma iniciativa sua, resolvi emendar minha resposta. – Rose passou por alguns problemas, desde que chegou a Novosibirsk – Joguei, apenas aguardando sua cabeça processar a informação.

–Sim, ela inclusive foi atacada por Strigoi. – Janine fechou os olhos com força, como se tentando entender aquilo. – Ela foi imprudente em sair sozinha. Em desobedecer Abe.

–Não foi de total culpa dela – Fitei seus olhos preocupados e aborrecidos. – Rose é jovem e ainda não conhecia direito, os problemas do mundo real.

–De certa forma, você tem razão – Janine concordou bufando. –
Eu devia isso a ela. Devia. – Janine repetiu aquelas palavras, mais para si mesmo, do que para mim.

–E é por esse motivo, que resolvi pedir por ela. – Continuei determinado. – Rose precisa de ajuda e eu a conheço. – Janine me olhou por um longo tempo, como se estivesse tentando entender o que eu queria dizer, com tudo aquilo.

–Abandonou o cargo de Guardião de Vasília Dragomir? – Janine arriscou. – Rose luta por ela.

–Não é uma verdade – Respondi sem vacilar. – Eu sou o guardião de Vasília Dragomir, assim como Rose – Pausei rapidamente – E quando ela completar um ano, iremos voltar por Vasília.

–Rose sabe disso? – Janine desviou o olhar , para encarar suas botas sujas de barro. – Que você é o parceiro guardião dela?

–Ainda não – Suspirei por fim. – Vou conversar com ela em breve. – Me peguei respondendo bastante vagamente. A verdade, era que tinha medo do que Rose, pudesse pensar com tudo aquilo. Eu tinha medo da sua reação. Estava claro para mim, que Rose lutaria com todos e tudo o que, estivesse na sua frente e a impedisse de ser a Guardiã de Vasília. No momento não éramos rivais, mas o pensamento de algo dar errado poderia ser o fim para ela. O fim para mim.

Depois que me despedi de Janine e os outros fui para meu quarto em busca de um pouco de conforto. Já era tarde da noite e eu, havia marcado de ir ver Rose. Tomei uma ducha rápida e segui para seu quarto. Na segunda batida, ela abriu a porta e seus olhos, eram tristes e distantes.

–O que foi? – Perguntei preocupado. – O que está acontecendo? – Entrei e ela fechou a porta atrás de nós.

–Minha mãe veio me ver – Rose fungou um pouco e eu me perguntei, se ela estava chorando.

–E o que aconteceu? – Me lembrei, instantaneamente de minha conversa a pouco com Janine. Medo passou por mim, mas me controlei o suficiente, para que Rose não notasse.

–Ela só veio me encher o saco – Rose resmungou e eu não consegui evitar um sorriso. Seu rosto era indignado.

–O que ela queria? – Quando percebi que o assunto delicado não havia sido tocado, me permiti aproveitar um pouco de sua companhia. Me aproximei com cuidado dela e a abracei. No mesmo instante, Rose se deixou abraçar.

–Não quero falar sobre isso. – Novamente aquela resposta. Rose ainda não estava preparada para conversar desse tipo.

–Está tudo bem. – Beijei o topo de sua cabeça

–Eu achei que você não viria mais – Ela resmungou, me apertando mais a ela.

–Na verdade, eu pensei bem antes de vir – Era uma mentira. A vontade que eu estava de estar aqui, era tão absurda, que seria capaz de entrar pela janela, somente para vê-la dormindo.

–Eu estava te esperando. – Rose ergueu sua cabeça para mim e eu a beijei, não podendo mais segurar meus impulsos. Quando nos separamos, ela soltou um bocejo involuntário e minha ideia sobre uma noite acordado, havia se perdido ali. De uma forma bem estranha, eu estava mais preocupado com seu bem estar, do que com o meu prazer.

–Você precisa descansar – Apontei a pegando no colo desprevenida. – Seu dia foi bastante cheio.

–Camarada! Eu não sou um bebê – Ela protestou e eu sorri novamente, a depositando com cuidado em sua cama.

–Tem razão – Beijei seus lábios novamente. – Você é uma mulher. – Rose me olhou com expectativa, enquanto eu sentava ao seu lado na cama – A mulher mais linda do mundo.

Aquilo realmente a pegou desprevenida. Eram poucos os momentos
que eu a pegava desprevenida. Eram momentos como agora, que suas bochechas, oscilavam de um tom sadio para um vermelho intenso. Isso, me fez lembrar, de quanto a conheci no aeroporto. Ela havia tomado a iniciativa um segundo antes, que aquilo havia passado por minha cabeça.

–Você tem razão camarada – Rose respondeu meio sem graça – Eu preciso descansar. – Seus olhos estavam longe dos meus. — Mas eu adoraria que você ficasse mais um pouco comigo — Ela comentou ainda sem me olhar. — Apenas para eu me sentir mais segura. — Eu entendia suas intenções. Rose havia no mínimo discutido seriamente com Janine e se sentia triste e solitária ali.

Fui para mais perto dela, e novamente nossos lábios se ncontraram e dessa vez, tive que me controlar ao máximo para não terminar com ela na cama. As mãos de Rose, foram diretamente para a minha nuca e ela me puxou com ferocidade, para seu abraço.

–Eu acho melhor você se deitar. – Respondi com voz abalada, quando consegui me separar dela. – Eu vou ficar sentado aqui, e espero você dormir. – Respirei fundo e Rose pareceu notar meu desconforto, quando levantei da cama às pressas.

–Está bem – Ela respondeu por fim, me analisando minuciosamente. — A sua sorte é que estou abalada demais hoje, camarada — Ela disse por fim, de uma forma que fez com que minha respiração se tornasse ainda mais irregular.

Sentei na poltrona ao lado de sua cama, tentando manter minhas mãos dentro dos meus bolsos. Rose se cobriu e se virou para mim, segundos antes de sorrir e fechar seus olhos. Enquanto a via deitada ali, milhares e milhares de pensamentos iam e voltavam na minha cabeça. Inclusive, sobre como contar a ela, que eu era seu novo parceiro guardião.

Quando tive plena ciência de sua respiração regular, fui para mais perto da cama, lhe cobrindo com cuidado, para logo em seguida, depositar um beijo em sua testa e sair com pesar do seu quarto.

O que está acontecendo com você Dimitri? – Repeti para mim mesmo, enquanto andava pelo corredor dos dormitórios.

Notas finais
E ai... o que acharam?!