Notas iniciais
Olá!
Tudo bem com vcs? =)
Segue novo cap, conforme combinado, estou postando mais rápido.
Agora, as coisas vão começar a se encaixar melhor. A Rose, vai começar a entender de verdade como é estar em um Campo de Concetrações como St. Chekhov. Espero que gostem!!!
PS: Obrigada pelos coments e recomendações que não chegaram... Soube que alguns leitores enviaram recomendações, mas não foram aceitas pela moderação =(
NÃO DEIXEM DE COMENTAR...É MUITO IMPORTANTE A OPINIÃO DE VCS :)
*Tem alguma ideia sobre algo que gostaria de ver na fic ou está faltando? Envie!!!
#BoaLeitura

Assim que Dimitri saiu, me forcei a caminhar até o quarto de Alice. Era melhor assim, ou eu tinha uma certeza agonizante, que ela viria me buscar de qualquer forma. Para minha preocupação, Dimitri estava enrolado com o trabalho. Se eu pudesse, mataria pessoalmente o maldito malfeitor desses assassinatos todos. Agora que eu estava em St. Chekhov, iria atormentar Dimitri, para que me pusesse apart de todos os acontecimentos sobre essa gangue de loucos.

Respirei bem fundo, antes de resolver bater em sua porta.

–Oi Rose! Entre! – Alice sorriu e pediu que eu entrasse em seu quarto. Um choque e uma momentânea dor de estômago, tomaram conta de mim.

Seu quarto era absurdamente parecido com um tabuleiro de xadrez, com as cores preto e branco predominantes em todo lugar. Do lado esquerdo em cima de sua grande cama, estava um retrato de Marylin Monroe em traços de risca de giz, denunciando a admiração de Alice, pela artista humana.

–Você gosta de preto e branco mesmo heim – Comentei, enquanto sentava em uma de suas poltronas de couro pretas, que ela havia apontado para mim. Olhando sua decoração ali, me fez pensar em algo para meu novo dormitório. Talvez um pouco de rosa e alguns quadros, não fizesse mal a ninguém.

–Eu amo essas cores. – Alice ficou um pouco vermelha com minha declaração, mas se recompôs rápido. – Acho que já percebeu. – Seu risinho irritante, me fez empurrar para dentro de mim, parte da simpatia que estava adquirindo com ela. De vozes finas e agudas, eu já me contentava bastante com a de Lissa.

–Você me disse que tinha algo para me falar. – Mudei de assunto, parando meu olhar em seu abajur de um material, que parecia palha.

–É sim. – Alice se animou com minha conversa, se ajeitando melhor em sua cama. – Eu soube que você veio de St. Vladimir e que está um pouco esorientada, sobre os costumes de Campos de Concentração. – Ela assumiu com certo pesar.

–Na verdade a palavra desorientada não é das melhores. – Suspirei. – Eu sei alguma coisa sobre esses campos, mas nada relativamente grande. – Assumi de fato, o que era uma realidade. Eu havia sido trazida para cá às pressas e muita coisa, havia ficado para trás.

–Então eu queria te dizer, que a partir de agora, você pode contar comigo. – Alice sorriu novamente com sua forma irritante, mas algo ali me chamou a atenção. – Eu estou aqui a pouco mais de três meses, mas posso te ajudar com o que precisar. Eu conheço alguns instrutores e guardiões influentes por aqui.

Novamente, ela havia captado meu interesse. Se havia alguma coisa capaz de ignorar o jeito feliz demais de Alice, essa coisa com toda a certeza, seria informações e pessoas úteis. Uma vez em St. Vladimir, com meu antigo amigo-namorado Mason, eu havia deduzido uma das melhores frases para se sair bem no mundo Guardião. “Seja sempre amigo dos influentes”. Lissa também tinha grande parte nisso. Ela sempre se ocupava de ficar perto de pessoas, que ela acreditava de certa forma, serem úteis para nós duas. Uma parte amargurada de mim apareceu. Mesmo com toda a possível influência dela, não conseguimos nos
livrar, do nosso destino infeliz de ficarmos separadas.

–Eu agradeço – Respondi vagamente, ignorando pensar em Lissa.
Isso ainda me atormentava.

–Você está triste? – Alice notou meu desconforto e resolveu perguntar.

–Não é como se eu estivesse, de toda feliz. – Fui sincera, desviando do olhar curioso de Alice. – Eu não faço ideia do que me espera aqui e estou muito preocupada com Lissa. – Me soquei mentalmente. Por que diabos eu estava desabafando com uma garota, que eu mal conhecia.

–Eu sei como é isso. – Para minha total surpresa, Alice mudou de seu tom de voz otimista, para triste. – Eu também tive que abandonar alguém.

Virei-me para encarar seus olhos tristes e me perguntei por um momento, se eu deveria continuar com aquela conversa.

–Eu fui nomeada guardiã de Damien Ashfort, mas tive que abandonar o cargo para vir para cá. – Mesmo que eu não tivesse aberto a boca para pedir mais informações, Alice estava desabafando. – Eles descobriram que eu, estava apaixonada por ele.

Wow. Prendi minha respiração com suas palavras. Não eram bastante normais relacionamentos de Dhampirs com Moroi, mas mesmo assim, era complicado às vezes não burlar o sistema. Minha mãe por exemplo, já demonstrou seu lado contra as regras, quando se envolveu com seu atual-antigo amante, Abe Mazur.

–Eu sei o que deve estar pensando. – Novamente Alice voltou a me encarar com olhos tristes, mexendo distraidamente em seu cabelo. – Que eu sou uma maluca.

–Na verdade, não estou pensando em nada – Menti. – Eu apenas prefiro não comentar nada por enquanto. – Para minha surpresa, Alice sorriu para mim, ainda de uma forma triste.

–Você não confia em mim – Ela constatou e eu novamente me senti desconfortável.

–Não é isso. – Pausei para respirar. – Apenas andei tendo experiências não muito agradáveis sobre relacionamentos parecidos – Fiz uma careta, me lembrando de novamente do rosto patético de Abe Mazur.

–Sua mãe e seu pai? — Alice arriscou e eu a olhei de lado.

–É claro que não – Um sentimento de raiva e mais alguma coisa desconhecida, se apossava de mim. – Eu apenas não quero falar sobre isso.

–Ah me desculpe – Alice fez uma cara preocupada e receosa. – Eu apenas vi sua mãe e como falam que vocês duas nunca se deram bem... – Alice tentou remendar.

–Eu já entendi — A interrompi, ignorando a parte da fofoca. – E viu ela com um Moroi desengonçado certo? – Virei os olhos, quando ela concordou – Aquele não é meu pai – Respondi como se algo estivesse entalado na minha garganta. Na verdade, eu nunca havia pensado por aquela forma. Janine nunca conversou muito comigo sobre sua gravidez ou o nome do pai biológico. Ela dizia apenas o que ela achava necessário eu saber sobre o assunto. Uma vez quando tinha dez anos, resolvi arriscar e perguntar sobre meu pai. Janine se exaltou de uma forma estranha e respondeu que ele havia morrido. Pelo menos isso, foi que minha cabeça infantil foi capaz de deduzir naquele dia. Hoje, na minha vida iniciante no mundo adulto, eu poderia arriscar sua frustração de antes. Eram comuns, relacionamentos entre Moroi em Dhampir, apenas para a questão de sobrevivência da raça. Era uma hipocrisia o jeito que os Moroi pensavam sobre isso. Segundo eles, dormir com uma Dhampir era apenas um favor. Uma vez, que ela gerasse mais e mais Dhampirs, para sua própria proteção. Por isso, muitos de nós mal conhecíamos ou sabíamos algo sobre nossos pais biológicos. Era uma merda de troca de favores.

–Tudo bem – Alice respondeu de uma forma cúmplice. – Deixamos para lá esses assuntos tristes. – Ela se levantou de sua cama e eu fiz o mesmo.

–Excelente ideia – Forcei um sorriso e comecei a andar em direção a porta.

–Já vai embora? – Alice me perguntou confusa.

–Eu...Está ficando tarde – Me lembrei de repente da possível visita de Dimitri em meu quarto. – Estou um pouco cansada também.

–Ah ok – Alice pareceu um pouco desapontada. No mínimo, ela achou que iríamos fofocar mais ou até mesmo andar por ai. – Amanhã já deve estar válido seu horário. Então, provavelmente nos vemos no café da manhã – Alice voltou a sorrir.

–Com certeza – Tentei soar otimista. – Até amanhã – Sinalizei, antes de fechar a porta atrás de mim.

Segui para o meu quarto e não pensei duas vezes em me trocar novamente, para minha camiseta confortável. Liguei a televisão e comecei a mudar de canais. Um canal, havia prendido minha atenção.

Ainda não há pistas sobre o desaparecimento desta mulher. As autoridades estão preocupadas com uma nova onda de assaltos e mortes em Novosibirsk. – Um velho senhor humano, que estava apresentando um tele jornal, dizia em um inglês horrível. Tentei não notar sua pronuncia e me atentar a mulher da fotografia. Ela tinha os olhos verde jade, cabelo castanho um pouco mais claro do que o meu, enrolados na altura dos ombros. Nada disso, havia prendido tanto minha atenção assim quando sua palidez excessiva. Ela era uma Moroi. De acordo com minhas contas, a segunda que eu havia visto na televisão, desde que conheci Dimitri.

–Mas que merda! – Murmurei de mal humor. Aquela história imbecil, já estava se estendendo demais. Quantos mais Moroi precisavam morrer para que fizéssemos algo?

Mudei de canal e coloquei em um filme qualquer, que estava passando na televisão .Minha cabeça ainda vagava buscando alternativas e explicações para aquilo. Dimitri havia me confirmado que rovavelmente, os Strigoi estavam agindo em bando. Será que mais alguém estava por trás disso? Minhas milhares de perguntas, não tinham resposta.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, apenas encarando a televisão sem mesmo vê-la. Uma batida na porta me tirou de meus devaneios. Lancei um olhar para meu relógio e notei que já estava bastante tarde. Levantei da cama, calcei minhas pantufas e fui em direção à porta com um sorriso no rosto, concluindo quem poderia ser à uma hora dessas. Meu sorriso morreu, quando abri a porta e vi a figura baixa e decidida de Janine Hathaway.

–Então... O que você está fazendo aqui? – Perguntei aborrecida. – Está meio tarde para uma visita casual não? – A desafiei.

–Eu só vim saber se estava tudo bem com você – Como Dimitri, Janine também passou seus olhos sobre o quarto, mesmo que sua visão fosse limitada, por minha pessoa na frente.

–Estou ótima e dormindo, obrigada – Respondi rudemente. Quando fiz menção de fechar a porta, Janine a segurou.

–Por que você insiste com esses modos? – Dessa vez, sua voz estava mudando de desinteressada para sem paciência. Ótimo, eu também estava.

–Por que eu estava dormindo e você me interrompeu. – Desviei o olhar, suspirando.

–E a televisão está ligada por quê? Dorme assistindo televisão? – Janine tinha o dom de me irritar.

–Eu esqueci ligada okay? Agora da para parar de ficar implicando com isso e me deixar dormir?

–Aqui não é St. Vladimir Rose – O tom sombrio de minha mãe, me fez voltar a olhar para seus olhos. – Pessoas morrem.

–Todo mundo morre mãe – Ignorei seu drama.

–Você por acaso sabe o que as pessoas fazem em lugares como St. Chekhov? – Ela me perguntou e isso me pegou desprevenida.

–A única coisa que eu sei, foi que fui obrigada a vir pra cá – Tentei desviar do assunto. Eu estava aborrecida.

–Exatamente – Janine apontou – Não era uma das minhas primeiras escolhas para você quando se formasse.

–E o que diabos você quer dizer com isso? – Comecei a apertar desconfortavelmente meus dedos na porta de madeira.

–Quero dizer que aqui, os guardiões são enviados para as missões mais perigosas do nosso mundo – Janine aumentou sua intensidade no olhar, me forçando a não desviar. – Se você ainda quer ser Guardiã de Vasília Dragomir, vai ter que se manter viva antes.

O tom daquelas palavras fez com que um frio na espinha, percorresse meu corpo. Como se não me deixasse ali com tom abobado, Janine simplesmente me deu as costas e foi embora.

Notas finais
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii