Vampire Academy - (Terra das Sombras)
18 Capítulo 18 - Cama Mesa e Banho
Notas iniciais
Tudo bem com vcs???
Estou sendo boazinha pois amei os comentários! Então, segue mais um cap... MAS ainda estou aguardando as recomendações!!! Por favore gente!!! Quebrem essa pra euzinhaaa!!! e não sejam leitores fantasmass!!!! Estou postando mais rápido dessa vez ;)
Um beijo, bom fds e boa leitura
Despedi-me de Dimitri e segui meio sem rumo, para o meu novo quarto em St. Chekhov. O fraco sol, já começava a sumir de vez no horizonte, trazendo traços do anoitecer. Enquanto caminhava, tentava processar as informações que Dimitri havia compartilhado comigo. Realmente contra tudo e contra todos, ele era meu instrutor. Claro, eu não havia engolido muito bem, a história sobre ajustes terem sido feitos. Será que ele havia pedido por mim?
Chacoalhei minha cabeça, tentando expulsar meus pensamentos suicidas sobre ele. De tudo aquilo que havíamos vivido agora, tirei um ponto importante. Ele gostava de mim. Talvez não de um modo tão maluco e adolescente o qual eu me encaixava, mas de alguma forma ao seu jeito, eu estava ganhando algum espaço e admiração dele. Dimitri demonstrava isso. Seus sorrisos e até mesmo seu jeito de me olhar quando estava sendo absurda, eram sua marca registrada. Quando já não podia mais me segurar com tudo aquilo, me peguei sorrindo. Sorrindo de uma forma, absurdamente abobada.
Um assovio me tirou de meus devaneios. Ergui a cabeça rapidamente em direção ao som. Minhas mãos, ainda estavam em minha blusa de lã branca, confortáveis demais para que eu quisesse move-las de lá.
–Rosemarie Hathaway? – Uma voz aguda demais e um pouco infantil, me chamou de algum lugar.
–Sim – Me virei a tempo de encarar uma mulher loira. Ela com toda a certeza era um pouco mais velha do que eu, mas seus traços bastante infantis, me deixavam um tanto na dúvida. Seu cabelo estava preso em um curto rabo de cavalo com uma franja lateral. Sua roupa era um uniforme totalmente preto, similar aos que havia visto mais cedo.
Ela era uma Dhampir.
–É um prazer conhecer você – A loira se aproximou sorrindo de uma forma um pouco feliz demais para o meu gosto. – Me chamo Alice e estou no quarto ao lado do seu. – A tal Alice, apontou para o prédio dos dormitórios.
–Ah. Ok – Foi a única coisa inteligente que eu havia dito. Eu não estava acostumada com boas recepções. Ainda mais, da parte de mulheres. Não me entendam mal, mas nunca tive muitas amigas mulheres. Passei grande parte da minha vida com Lissa e tive contato, em sua maioria homens. Para mim, isso era o suficiente. Mulheres eram seres estranhos demais e eu, já aguentava uma em potencial. Eu mesma.
–Você estava com seu instrutor? – A garota insistiu no diálogo e eu suspirei, enquanto tentava pensar algo inteligente para dizer.
–Sim. – Opinei por respostas rápidas. – É um prazer te conhecer – Sorri forçadamente e tentei me esquivar dela. Mera ilusão. Alice parou na minha frente novamente. Dessa vez, interrompendo meu caminho.
–Você é de St. Vladimir não é? Eu sou de St. Eleonora na Carolina do Norte. – A tagarela continuava com aquilo.
–Sim, eu sou – Virei os olhos. – Agora se não se importa, eu tenho algumas coisas para fazer. – Novamente investi em retirada. Dessa vez, ela havia me deixado passar.
–Rose? – Quando eu já achava que estava livre, ela voltou a falar.
–Sim? – Me virei forçando um sorriso.
–Seja bem vinda ao nosso Campo de Concentração e qualquer coisa que precise, pode tocar na porta ao lado. – O jeito como Alice havia dito, me fez sentir um pesar no estômago. Embora ela definitivamente falasse demais, eu tinha que admitir que ela estava realmente tentando ser agradável.
–Ok. Muito obrigada mesmo – Dessa vez, sorri de uma forma um pouco menos ameaçadora. – Agora preciso ir – Me despedi com um rápido aceno e voltei a caminhar em direção ao prédio dos dormitórios.
Quando finalmente alcancei meu quarto. Fechei a porta atrás de mim e fui tomar um banho. A ideia de socializar vinda de Dimitri, não estava me alegrando de qualquer forma. A agua quente estava fazendo um ótimo trabalho em meus músculos cansados pela pancada no chão. Em meu abdômen, toquei um leve ponto roxo. Tentei algumas vezes, entrar na cabeça de Lissa, mas estava totalmente em branco. Seus sentimentos estavam escondidos para mim. Ela no mínimo, estava aperfeiçoando sua técnica de esconder coisas e me manter, fora de sua cabeça.
Sai do banheiro e vesti minha camiseta de dormir. A ideia de sair para jantar ou algo parecido, não parecia tão tentadora, quanto os meus dois pacotes de bolacha escondidos na mala. Aquilo me manteria de estomago cheio, por mais algum tempo. Eu também, aproveitaria o tempo ali, para tentar novamente acessar a mente de Lissa. Se aquilo ersistisse, eu iria ligar até ela atender.
Eu já estava debaixo dos cobertores, decididamente desistindo de brigar com o controle remoto, quando ouve uma batida na porta. No mesmo instante, a figura de Alice, veio para minha mente sonolenta e um pânico crescente em ela prolongar um assunto, estava me irritando. Lancei um olhar para o relógio de cabeceira e deduzi que era cedo demais, para que Dimitri viesse me procurar. E isso, era uma ideia bastante otimista minha, ao notar por nossa conversa de um pouco mais cedo, sobre mantermos uma aparência razoável. Houve um segundo toque e eu levantei da cama. Minhas meias se a arrastando pelo piso de madeira.
–Alice estou bem, obrigada – Disse automaticamente, quando abri a porta enquanto encarava os meus pés.
–Alice? – A voz de Dimitri confusa, me fez erguer a cabeça pra cima, quase que instantaneamente.
–Oi! Oi...Desculpa achei que era outra pessoa. – Era impressionante como meu humor, havia se alterado de infeliz para super feliz.
–Eu percebi – Dimitri ergueu uma de suas sobrancelhas pra mim e me olhou bastante curioso. – Pijama?
–Eu estou com sono e não quero comer. – Virei os olhos. Sua figura era inabalável na minha porta.
–É claro... – Dimitri ironizou um pouco, para logo em seguida entrar no quarto, passando por mim – Esse cheiro de bolachas doces é um novo aromatizante?
Merda. Eu havia sido descoberta.
–A parte do sono não é mentira okay? – Fechei a porta com nós dois lá dentro.
–Eu não te vi no jantar. – Dimitri olhou ao redor, como se estivesse procurando algo. – Achei melhor vir verificar você.
–Hey camarada, não é como se eu tivesse oito anos – Sentei na cama, ignorando sua inspeção desnecessária. Depois de alguns minutos, Dimitri resolveu esquecer aquilo e sentou na cama , de frente para mim.
–Eu sei que não tem oito anos. – Ele me deu um meio sorriso, segurando uma de minhas mãos. – Mas me preocupo com você.
–Estou cercada – Gesticulei ao redor. – Sem chance de escapar.
–Boba... – Dimitri ainda sorrindo, se aproximou um pouco mais de mim e depositou um beijo em minha bochecha.
–Agora é só assim hum? – Disse em tom rabugento e ele riu. – Não é como se estivéssemos com milhares de pessoas nos olhando. – Virei os olhos, tentando parecer inocente.
–E também não é como se estivéssemos sozinhos aqui. – Dimitri franziu o cenho mas algo em seu tom, não estava me convencendo muito.
Sem pensar, me levantei da cama e fui em direção da porta e a tranquei. Dimitri me olhou com olhos atentos durante todo o processo, mas permaneceu em silêncio até eu sentar em seu colo.
–Agora temos privacidade – Sorri, enlaçando meus braços ao redor do seu pescoço.
–Roza...Eu não encerrei meu turno. – Sua voz estava mais baixa dessa vez. Seus olhos mais escuros.
–Eu só preciso de um minuto... – Disse no mesmo tom, segundos antes de beija-lo.
Sem qualquer protesto, Dimitri retribuiu meu beijo, me pressionando mais a seu corpo. Sua língua buscando por dominação e eu cedi. Com mãos trêmulas, enlacei minhas mãos em seus cabelos, soltando o elástico e liberando suas madeixas escuras. Dimitri me levantou com cuidado e me girou na cama, fazendo com que eu estivesse debaixo dele. Seu corpo pressionado ao meu, estava fazendo com que milhares de sensações quentes e frias, passassem por meu corpo. Quando senti uma das mãos de Dimitri embaixo da minha camiseta passando pelo meu ventre, soltei um gemido involuntário. Dimitri soltou algumas palavras em russo, cujo significado eu não entendi em nada, mas não me importei nem um pouco. Logo, minhas mãos foram para sua blusa preta e a lancei no chão sem nenhum cuidado. Agora, partes que nos separávamos eram relativamente finas. Sua camiseta e a minha.
–Roza... Eu realmente tenho que ir. – Dimitri sussurrou nos meus lábios. Sua voz era quase inaudível.
–Não... – Implorei beijando seu ouvido. – Ninguém vai notar que você sumiu. – A risada de Dimitri, me fez buscar seus olhos.
–Roza... Eu juro que ficaria aqui com você. A noite toda se você quisesse, mas realmente eu tenho algumas coisas para resolver. – Seu rosto transparência toda a sua dúvida por me deixar ali e sua obrigação com o trabalho.
–Vai fazer o que exatamente? – Voltei a beijar sua orelha e ouvi um rosnado baixo.
–Roza você não está ajudando no meu controle. – Dimitri resmungou sem vontade e foi minha vez de rir.
–Você não respondeu minha pergunta, camarada – Segurei o riso, enquanto continuava a beija-lo.
–Estou terminando de resolver alguns assuntos, antes que Tasha volte do Canadá – O nome feminino, me fez parar o que estava fazendo em seco.
–Tasha? Tasha Ozera? – Abri bastante os olhos para ele. Eu já não havia gostado do comentário anterior sobre ela.
–Sim.. – Dimitri franziu o cenho ingênuo. Minhas mãos caíram na cama e ele notou. – O que foi? – Ele parecia realmente surpreso.
–Não a conheço, mas tenho certeza que não vou gostar dela. – O empurrei de leve, para que saísse de cima de mim. Sentamos na cama, ainda próximos um do outro. – Se ela parecer seu sobrinho, menos ainda. – Fiz uma careta, ao lembrar Christian Ozera e seu eterno sarcasmo.
–Tasha é uma pessoa muito boa Roza, você vai gostar dela. – O som otimista de Dimitri, estava fazendo o contrário de gostar na minha cabeça.
–Hum... – Murmurei de mal humor, cruzando os braços no peito. Foi então, que Dimitri fez uma cara bastante engraçada. Como se alguma ficha esquecida, tivesse caído. -Você está com ciúmes? – Ele perguntou.
–Você é maluco? – Vociferei. Eu nem a conheço para ter ciúmes – Virei os olhos. Dimitri estava sendo ridículo.
–Pois eu aposto que está – Ele ergueu uma sobrancelha pra mim.
–Eu tenho motivo para isso? – Voltei a olhar para ele. – Tenho motivos para sentir ciúmes dela?
Dimitri não teve tempo de responder. Ouve outra batida na porta. Dessa vez, um nome foi anunciado. Era Alice.
–Rose? – Ela e sua voz aguda
–Já te chamo no seu quarto – Respondi ainda sentada na cama. – Estou me trocando – Insisti para que ela não voltasse a perguntar nada.
–Okay! Te espero lá! Tenho novidades – Virei os olhos com tudo aquilo.
Quando dei por mim, Dimitri já estava se arrumando novamente e com pressa. – Onde você acha que vai? – Franzi o cenho.
–Eu realmente preciso ir – Dimitri me beijou novamente. Rápido e intensamente. – Eu volto quando terminar se você ainda estiver acordada. – Sua voz voltou a ser um sussurro nos meus lábios. – Pare de bobeira. Você já me mantem alerta e ocupado o tempo todo. – Seus olhos passaram rapidamente pelo meu corpo. – Não quero outra ocupação. – Seu tom determinado me fez recuar um pouco.
–Acredito em você – Respondi encarando seus olhos de um profundo chocolate. Antes que algum de nós voltássemos a falar, Dimitri voltou a me beijar. Dessa vez de uma forma que deveria ser proibida para menores de idade. Quando nos separamos, senti todo meu rosto corar radicalmente. Dimitri, apenas sorriu e beijou minha testa, antes de ir em direção a porta.
–Você merece Rose. Realmente merece — Murmurei para mim mesma, enquanto encarava a porta fechada, por onde Dimitri, havia acabado de sair.
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