Vampire Academy - (Terra das Sombras)
15 Capítulo 15 - Mais E Mais Loucuras
Notas iniciais
Tudo bem com vcs?
Estou postando mais rápido o próx cap por que demorei muito da última vez.
Então queria pedir que não deixem de comentar e por favorzinhoooo se vc está gostando da fic, recomendem para que outras pessoas também possam ler. Não precisa ser nada grandão, dont worry.
Bom, então é so... boa leitura e aguardo os coments / recomends
Beijosssss
Eu ainda estava tentava processar, o fato da dupla dinâmica Abe Mazur e Janine Hathaway, estarem agora em minha sala, me esperando para termos uma conversa. Seja lá qual fosse o maldito motivo, eu não estava com cabeça e muito menos com animo para qualquer tipo de conversa com eles. A minha tentativa embora frustrada, de ignora-los, havia acabado por Abe resolver vir pessoalmente com Janine para meu quarto de hotel. Estava eu agora, encarando meu pobre reflexo no spelho do quarto. A porta estava fechada, mas eu conseguia ouvir os sussurros, vindos da sala, onde os dois conversavam com Giulia. Algo muito inconveniente para o meu gosto.
Respirei fundo e ajeitei meu moletom, para em seguida ir em direção a sala de estar. Abe estava sentado de costas para mim, mas eu conseguia ver muito bem seu blazer marrom escuro e seu penteado de gel. Janine estava em pé próxima à televisão de plasma, fazendo algumas anotações em um pequeno bloco. Mais uma coleção para as minhas perguntas cruciais. Fingi uma tosse repentina e obtive a atenção, inclusive de Giulia, que estava levemente corada.
–Estou vendo que meu quarto de hotel, esta pequeno demais para nós quatro – Comentei encarando Janine, que acabará de fechar seu pequeno bloco.
–Na verdade ele está grande demais para o meu gosto – Janine olhou rapidamente ao redor, como se estivesse analisando cada detalhe. – É muito mais difícil manter a ordem em segurança em lugares maiores.
–Besteira – resmunguei de mal humor e Janine me lançou um olhar desaprovador. Sim, eu concordava com o que minha mãe acabará de falar. Eu havia estudado sobre tudo aquilo um dia, mas no momento, eu estava me lixando para as normas e regras dos guardiões.
–Você continua arrogante Rose. – Minha mãe continuou me encarando e eu desviei o olhar. Dessa vez, parei em Abe que estava sorrindo.
–Está rindo do que velhote? – Minha compostura que era pouca, havia evaporado. – Por acaso pareço uma palhaça? – Não sabia explicar por que diabos eu estava sendo tão suicida. Por mais que Abe fosse um completo babaca a meu ver e tivesse dormido com a minha mãe, tínhamos regras entre nosso mundo. Devíamos proteger e respeitar os Moroi.
–Rosemarie Hathaway! – O grito que minha mãe lançou para mim, me fez dar um salto no lugar. Não só eu, mas Abe e Giulia também.
–Peça desculpas ao Sr. Mazur agora mesmo. – Janine ordenou e eu quase ri, uma vez que já havia voltado a me recompor.
–Ele está se intrometendo em nossa conversa – Tentei desviar o assunto, mas não foi despercebido por minha mãe.
–Abe tem todo o direito de permanecer aqui. – Janine disse – Ele está te ajudando aqui na Sibéria e é graças a ele, que você está nesse quarto de hotel.
Wow Janine estava jogando bem baixo.
–Você é tão cara de pau mãe, que prefere falar que um Moroi qualquer está me bancando, do que você mesma assumir que está fazendo isso. – Virei os olhos. – Talvez afinal, tenha ficado com dó da sua filha. – Ironizei.
–Eu não estou brincando com isso – Janine me encarou de uma forma bastante séria. – Não sou eu que estou pagando isso aqui para você. É Abe.
Uma sensação quente e gelada começou nos meus pés e segui até minha cabeça. O caso deles devia ser bem sério e inclusive recente, para que ele pagasse as coisas para ela.
–Chega desse assunto – Ergui uma mão direita em protesto – Eu estou voltando para St. Vladimir e nenhum de vocês dois, precisa pagar um centavo para mim. – Disse enquanto controlava uma sensação devastadora de enjoo no estômago. Definitivamente, eu duvidara que as coisas pudessem piorar mais.
–E você acha que Kirova vai te receber de braços abertos? – Minha mãe sorriu de uma forma estranha para mim. Ela começou a andar com seus braços cruzados pelo cômodo. Apenas analisando. – Você foi expulsa Rose e pelo que eu sei...Você tem um ano de programa aqui na Sibéria.
–Eu fui injustiçada! – Tentei argumentar, perdendo um pouco da minha compostura. Esse assunto, ainda me causava um sentimento horrível dentro de mim. – Kirova me expulsou de lá por que entendeu tudo errado!
–Kirova te expulsou pelo bem de Vasília Dragomir – Minha mãe justificou.
–Eu não vejo assim – Respondi com voz fraca, quase demente de decepção e rancor por aquele dia.
–De qualquer forma, não vamos perder tempo comentando algo do passado – Janine alterou um pouco seu tom de voz e eu pude notar, que quase pareceu estar arrependida. – Viemos aqui por outro motivo. – Sua mudança abrupta de assunto, me fez encarar seus olhos.
–E qual seria esse motivo? – Perguntei
–Viemos te buscar, por que você foi convocada para o Campo de Concentração. – Dessa vez, foi Abe Mazur que resolveu abrir a boca.
–Eu achei que ainda fosse demorar alguns dias – Murmurei mais para mim, do que para ambos. – Eu não tenho nada pronto – Conclui meio desesperada.
–Na verdade Srta. Hathaway... – Giulia começou a falar, mas antes de prosseguir, olhou para a figura autoritária de minha mãe, como se fosse pedir permissão. Janine foi rápida em seu aceno de cabeça. – Estava conversando com a sua mãe, Guardiã Hathaway e a informei que suas coisas já estão praticamente arrumadas. Só falta mesmo uma de suas malas, que deixei aberta, para troca de roupa. Abri e fechei a boca algumas vezes, enquanto tentava entender aquilo. Pelo visto, minha partida para o Campo, já estava mais do que planejada.
–Está okay – Me forcei a sorrir para Giulia, mesmo que quisesse mata-la por ocultar informações de mim. – Agora vamos embora ou vocês me darão algum tempo para me trocar e arrumar minhas coisas? – Eu havia acordado a apenas alguns minutos, quando bateram em minha porta mas mesmo assim, eu tinha a certeza que algumas das minhas coisas, estavam fora do lugar.
–Vou com Abe fazer algumas coisas e passo para pegar você e Giulia em uma hora. – Janine disse, se apressando para pegar seu casaco de couro preto do sofá. Eu nem queria começar a pensar, sobre quais assuntos e coisas os dois iriam fazer em uma hora.
–Okay – Respondi sem vontade, enquanto me dirigia em direção ao meu quarto, mesmo sem me despedir dos dois.
Quando fechei a porta, comecei a olhar ao redor, em busca de coisas fora do lugar para colocar dentro da mala. Eu me sentia péssima. Meus piores medos estavam acontecendo um após o outro, sem que eu pudesse ao menos controla-los. Primeiro, eu havia me separado da minha melhor amiga Lissa, depois fui obrigada a me transferir para o outro lado do mundo, onde o sol mal aparecia no céu. Fui atacada por um Strigoi. Para ajudar com minha tortura recente, eu estava sendo vigiada de perto por um Moroi irônico e minha mãe depois de anos, havia aparecido na minha porta. De tudo isso, a única coisa boa era um lindo russo de
olhos chocolate. Um russo que eu estava mal conversando esses dias. O mesmo russo é claro que eu havia dado uns amassos no sofá que minha mãe hoje estava sentada. Irônico, não?
Juntei todas as minhas roupas e esvaziei os armários sem vontade. Eu não fazia ideia do que me esperava naquele maldito Campo. Provavelmente, seria um lugar no meio do mais nada ainda, aqui na Sibéria e eu, com muita sorte conseguiria conversar com Dimitri pelo celular se tivesse sinal. Ou melhor, se eu ainda achasse o número dele. Eu não podia pedir a Abe principalmente por causa de Janine. Ele com toda a certeza tinha o contato de Dimitri e onde e pra quem ele estava trabalhando. Quem sabe, se eu tivesse um pouco de sorte, Dimitri saberia sobre a minha mudança por terceiros. Essa, admiti ser a única vez onde eu estava basicamente implorando por uma fofoca repentina sobre mim. Chicoteei-me mentalmente, quando me lembrei de que junto com o meu novo endereço, Dimitri seria por tabela sobre minha mãe foragida.
Um puxão em minha cabeça, quase me fez ceder os joelhos no tapete. Lissa estava novamente com suas emoções à flor da pele.
–Por que ninguém me contou isso? – Demorei um pouco para me focar onde ela estava, mas finalmente o fiz. Lissa estava encarando Tatiana, que a olhava serena e um pouco desinteressada. Elas aparentavam estar sozinhas e em um quarto bastante amplo. Isso nem de perto, me chamou tanto a atenção do que seu temperamento. Lissa estava ofegante e confusa.
–Achamos que não fosse necessário você saber, mesmo por que Rose está bem agora. – Tatiana respondeu ainda sem muito interesse, o que me fez ranger os dentes. Eu não precisava de mais uma bola de
cristal para saber o assunto. Elas estavam falando sobre meu ataque do Strigoi.
–Mas...Rose nunca encontrou um Strigoi na vida! – Lissa protestou mais uma vez e eu senti sua postura vacilar um pouco. Lissa estava tendo uma crise de vertigem. – Ela não tem experiência de campo ainda! – Lissa continuou sua conversa com Tatiana, ignorando totalmente suas limitações.
–Vasília, Rosemarie está bem pode confiar – Tatiana se levantou e pela visão turva de Lissa, a vi se aproximar com cuidado, pegando seu frágil braço e a ajudando a sentar na poltrona próxima delas.
–Eu preciso falar com ela! – Lissa tentou se debater um pouco, somente o suficiente para obter um som exasperado de Tatiana. – Eu tenho que saber como ela está!
–Você não vai conversar com ninguém, se resolver desmaiar ou passar mal – Tatiana dessa vez, deu um pouco de espaço a Lissa, mas seus olhos eram atentos.
Lissa pareceu recuperar um pouco de sua compostura e começou a processar lentamente as informações recentes. Ela havia sido informada por Adrian seu primo, de que eu havia sofrido um terrível acidente com Strigoi. Adrian, para minha total vontade de soca-lo, não havia sido nem ao menos cauteloso em informa-la sobre isso. Lissa e ele, haviam se encontrado a pouco tempo, quando ele foi informa-la em seu quarto sobre mim. Ainda era meio de “noite” Moroi e por isso, muitos ainda estavam dormindo. Lissa foi a procura da única pessoa que poderia dar informações concentras a ela. A dona da explicação para Adrian. Tatiana. Segundo o mesmo, ele havia escutado rumores de conversas entre Tatiana e outros guardiões sobre mim. Como era de se esperar, Adrian não conseguiu conter muito o assunto.
–E como faço para vê-la? – Lissa perguntou controladamente
–Ela está bem na Sibéria e por enquanto não pode receber visitas – Tatiana foi bastante política, aumentando meu nojo por ela. Lissa apenas lhe dedicou um olhar misterioso. Bem lá no fundo, ela sabia que não teria chance alguma em lutar contra o sistema. Diferente de mim, ela preferiu ficar calada.
–Ela ao menos está bem? – Lissa insistiu mais uma vez.
–Posso lhe garantir que Rose está bem, Vasília – Tatiana respondeu com um pouco que receio, por sua mudança repentina de humor.
–É o suficiente – Lissa de um modo bastante frio agradeceu por Tatiana tê-la recebido e eu mal acreditei em sua próxima atitude. Lissa seguiu em direção a porta. Quando finalmente alcançou o corredor, sem nenhuma palavra mais, foi em direção ao quarto de Christian. Correndo um pouco dessa vez. Um guardião estava se aproximando e eu notei ela xingar em alto e bom tom, segundos antes de ser pega, próximo de bater na porta de Christian.
–Princesa Vasília, posso te acompanhar ao seu dormitório? – Nós duas sabíamos que essa era somente um jeito educado de expulsa-la de lá. Lissa ponderou por um momento, mas logo sua vontade de saber mais, tomou conta dela. Lissa encarou de vez o guardião bastante jovem, que estava falando com ela. Pelas suas contas mal feitas, ele deveria ter no máximo uns vinte e quatro anos. Era o suficiente para Lissa fazer, o que estava tentando evitar a um bom tempo, desde que descobrirá mais sobre suas habilidades com o espírito. Usar compulsão.
–Eu acho que você está um pouco equivocado. – Lissa começou a falar com o guardião de uma forma única. Pelo laço, senti ondas e mais ondas de magia indo a diversas direções, mas seu foco principal era o guardião. – Eu já estou indo deitar e agora, você vai verificar o andar debaixo. – Sem nenhuma falha, Lissa continuava com sua compulsão, o deixando cada vez mais e mais tonto. Por fim, sem nenhuma resistência, ele cedeu.
–A princesa tem razão. Estou indo verificar o andar debaixo. – O homem respondeu. Eu nunca me senti muito bem sobre o efeito de ser usuário de espírito que Lissa tinha. Eu sabia é claro, que todos os Moroi usufruíam de algo como a compulsão, mas era verdadeiramente fraca, diante das diversas formas de compulsão e controle da mente, dos usuários de espírito. Através da compulsão, pessoas como Lissa conseguiam obter tudo o que queriam. Muitos guardiões eram treinados contra as artimanhas da compulsão, uma vez que os Moroi mesmo usuários de espírito, perdiam para a compulsão dos Strigoi.
Assim que o guardião deu as costas a Lissa, ela bateu ritmicamente na porta de Christian, que depois de alguns segundos, abriu a porta sonolenta. Christian estava sem camisa e seu cabelo preto azeviche, estava totalmente desalinhado. Sua cara de sono, instantaneamente foi para alerta, quando reconheceu o rosto de sua visitante noturna.
–O que está acontecendo? – Christian olhou para os dois lados do corredor, tentando entender o motivo de Lissa estar ali.
–Eu preciso falar com Rose! – Lissa se apressou em entrar no quarto, empurrando delicadamente Christian para o lado. Quando estavam já dentro do quarto e com a porta fechada, ela voltou a encara-lo. – Rose foi atacada por um Strigoi – Senti pelo laço todo o pânico de Lissa. O pânico que ela havia controlado muito bem, diante de Tatiana.
–Como você sabe disso? – Christian perguntou surpreso, dando um passo em sua direção.
–Adrian...Adrian me contou – Lissa choramingou e eu senti uma vontade devastadora de ajuda-la. Christian se aproximou mais dela e a abraçou.
–Hey...Rose é durona...Eu aposto que saiu dessa. – O otimismo de Christian estava me afetando de uma forma estranha.
–Segundo Tatiana ela está bem... – Lissa continuou choramingando.
–Eu te disse...Rose é durona. – Dessa vez, Christian pegou seu rosto em suas mãos. – Não se preocupe...Logo damos um jeito de ir visita-la. – Minha raiva estava se tornando quase palpável agora. Da onde diabos ele tirou essa ideia?
–Está falando sério? – Lissa limpou seu rosto cheio de lágrimas e a encarou com esperança suicida.
–Claro que estou. – Christian sorriu mostrando seus dentes brancos a ela e mais uma vez, eu tive que me segurar para não ir pessoalmente o soca-lo.
–Rose não vai gostar disso. – Lissa fez uma careta mas eu podia sentir que ela estava levando essa ideia absurda, muito a sério.
Sem mais esperar qualquer iniciativa imbecil, me forcei para fora da cabeça de Lissa e cai com tudo no chão do quarto. -Como se não bastasse meus próprios problemas, agora eu tenho que lidar com mais – Murmurei enquanto coçava minha cabeça em desgosto. De alguma forma e eu não sabia como, iria ter que impedir aqueles dois. Primeiro eu iria começar com um telefonema daqueles para ela.
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