Vampire Academy - (Terra das Sombras)
11 Capítulo 11 - Sorriso Amarelo
Notas iniciais
Tudo bem com vcs? ^^
Obrigada pelos coments e irei responder todos quando eu conseguir. Estou me focando agora, em postar pra vcs.
Cadê minhas recomendaçõesss?? Não estão gostando da ficc???
Um super beijo para todas e boa leitura
Aguardo os coments e se possível uma recomendaçaozinhaaaa para continuar com as postagens
-O que está acontecendo aqui? – Abe esbravejou quando me viu deitada na cama. Seu olhar assustado passou de mim para Dimitri. – Guardião Belikov – Seu tom de voz era uma mistura de surpresa e espanto. Mas, como em um passe de mágica, ele pareceu ligar os pontos. Seu rosto franziu enquanto ele me encarava. Felizmente, tudo isso pareceu ser sem tanta importância, como meu estado atual. Eu estava tentando não pensar muito, sobre o quando Dimitri conhecia sobre Abe e vice versa.
-Sr. Mazur – Dimitri educadamente respondeu.
-O que aconteceu com você? – Um simples toque de desespero, cruzou o tom de Abe, enquanto ele vinha para mais perto. Dimitri se afastou um pouco para dar espaço a Abe.
-Estou bem velhote – Respondi de forma irônica. Tentei me mexer um pouco, mas a dor foi maior.
-Não se mecha Roza... O médico está chegando – Dimitri se aproximou de mim e eu vi Abe entortar um pouco seu nariz pontudo. Se não fosse absurdo demais, eu apostaria que era ciúme. A cara de Abe era típica de um pai ciumento.
-Obrigada – Sorri afável para Dimitri, enquanto a cara de espanto de Abe se tornava cada vez maior.
Houve uma batida na porta e uma mulher alta e bastante magra de olhos verdes e cabelos vermelhos, entrou pela porta do quarto. Ela estava acompanhada de Ian, que até então havia sumido do meu campo de visão. Quando os olhos da Moroi cruzaram com os meus, ela seguiu em passos tímidos para mais perto de nós.
-Você parece bem machucada, mas se está acordada e consciente, isso já é um bom começo. – Sem ao menos dizer seu nome, a mulher começou a me examinar. Ergueu meus braços um a um e encontrou alguns ferimentos ali. Eram principalmente graças as minhas batidas bruscas no concreto. Eu agradeci mentalmente, a roupa pesada que eu estava usando. Isso com certeza me livrou de ferimentos e concussões ainda piores.
-Me mantiveram acordada. – Falei baixo, enquanto meus olhos encontraram com os de Dimitri atentos.
-Foi muito bom. – A doutora respondeu, sem ao menos, me olhar nos olhos. – Dói aqui? – Suas mãos, foram para á área das minhas costelas e eu gritei ao toque.
-Por Deus, dói. – Eu mal notei quando lágrimas desesperadas começaram a sair pelos meus olhos. A dor era muito forte. Comecei a soltar a respiração devagar, enquanto abria e fechava os olhos.
-Você tem um ferimento grave aqui. – Ela concluiu pensativamente. Posso? – A doutora apontou para a beirada da minha blusa de moletom.
-Claro. – Respondi quase sem fôlego. A médica ergueu meu moletom cuidadosamente e a camiseta por baixo. Cerrei meus dentes, enquanto tentava respirar. Sem dúvida alguma, havia alguma coisa quebrada ali.
-Não chegou a fraturar, mas foi bem perto mocinha – A médica me lançou um sorriso triste, para logo vestir um par de luvas e voltar a apertar meu abdômen. Por mais dois lugares ali, eu senti vontade de chorar enquanto ela tocava. Logo, seus dedos ágeis foram para minhas pernas e ela ajudou a rasgar meu moletom mais ainda do que estava para analisar os ferimentos dos meus joelhos. Quando terminou toda a tortura, a médica fez algumas anotações e pediu para que Abe Dimitri e Ian, saíssem do quarto.
Senti um arrepio na espinha, quando vi o olhar decidido de Abe para provavelmente, uma sessão de interrogatório, com Dimitri lá fora. Tentei não pensar muito sobre isso, ainda mais, depois do sorriso caloroso que Dimitri passou para mim, antes de sair pela porta. Esse foi um momento muito estranho, onde eu mesmo sem saber ao certo o que ele queria dizer, pela falta de palavras. Eu tinha uma certeza. A certeza, de que ele estava me desejando boa sorte e estaria lá fora para quando, eu precisasse dele. Sorri em resposta, ou ao menos tentei, enquanto o via seguir.
Quando ficamos sozinhas, a médica se desfez com todo o cuidado do mundo das minhas roupas, me deixando apenas de calcinha e sutiã. Apressou-se em seguida, para fazer os curativos necessários e limpeza por toda a minha pele. O procedimento foi bastante demorado e a falta de fala por parte dela, me deixava um tanto ansiosa.
-Está pronto. – A médica disse por fim, enquanto me cobria até a altura dos seios com um lençol e por cima, meu cobertor. – Vai ficar quieta e em observação até amanhã. Seus ferimentos já pararam de sangrar e isso é bom. Também, não quero correr o risco de te levar a um hospital ainda mais a esse horário. – Ela me disse, enquanto fazia algumas anotações em um bloco branco. – Podem entrar – A doutora chamou os outros na porta e eu prendi a respiração. Abe entrou primeiro, com seu jeito afobado. Ian atrás de Abe e logo Dimitri. Busquei seus olhos e nada transparecia. Eram como o olhar de um Guardião. Desprovido de sentimentos ou qualquer coisa parecida. Um nó se formou em minha garganta, enquanto eu pensava no que diabos Abe havia falado com Dimitri.
-Ela precisa tomar esses remédios e amanhã antes de anoitecer, eu passo para vê-la. – A doutora entregou a receita para Abe e foi pegar seu casaco na poltrona. – Agora eu preciso ir. Rose irá ficar bem. – A médica lançou um olhar rápido para mim. – Aproposito, me chamo Ísis Valentine – A médica disse, antes de seguir para a porta com Ian em suas costas. Abe parecia estar se decidindo sobre ir até a médica ou permanecer comigo. Ele possivelmente queria um relatório mais específico para contar a Kirova ou Alberta. Para minha total surpresa, eu não estava dando a mínima para toda aquela conversa fiada. Minha atenção estava totalmente em Dimitri e seus olhos castanhos me encarando pensativamente.
-Como você está se sentindo? – Ele perguntou sem se mecher uma polegada, do lugar onde estava. Seus braços estavam cruzados em seu peito, fazendo um gomo amassado em seu casaco preto.
-Me sentiria melhor se você se aproximasse mais de mim. – Fui honesta até demais. Eu não estava aguentando o ar misterioso pairando sobre nós.
-Roza... – Dimitri suspirou, mas ainda não havia se movido do lugar. – Por que não me disse que veio de St. Vladimir?
-Isso interfere em algo? – Instiguei seu pensamento. Ele no mínimo, estava sabendo sobre a minha reputação doente, segundo as más línguas. Odiei-me por um momento.
-Na verdade não muito – Dimitri se aproximou de mim devagar.
-Acho bom mesmo, pois não quero ter que jogar essas flores fora. – Ergui uma sobrancelha para ele, enquanto apontava com a cabeça as flores no canto da cômoda. A Dra. Valentine, havia as colocado lá quando começou a me examinar. Dimitri acompanhou meu olhar e me lançou um olhar triste.
-Abe Mazur me encheu com perguntas – Dimitri sentou ao meu lado na cama com bastante cuidado. – Ele estava bastante curioso sobre o que eu fazia com você.
-Abe é um estranho – Respondi de mal humor. – Ele se acha no dever de ficar no meu pé só por causa de Janine.
-Janine Hathaway? – Dimitri sorriu levemente para mim. Ainda era misterioso demais.
-Você está conhecendo mais de mim, do que deveria – Continuei no meu mal humor. Tentei me mecher um pouco, mas a dor me interrompeu.
-Não seja tola Roza... – O som da sua voz e meu apelido Russo sendo pronunciado, me fizeram voltar para ele. Dimitri tinha um jeito único de me fazer tremer as pernas. Eu não sabia até que ponto, isso era bom.
-E seu sobrenome é Belikov – Apontei sorrindo para ele, enquanto denunciava minha pequena descoberta.
-Você prestou atenção – Dimitri sorriu em resposta calorosamente. Eu não cansava de olhar seus sorrisos.
-É obvio Guardião Belikov – Fiz reverência e ele sorriu ainda mais.
-Sua mãe é bastante famosa entre os Guardiões. – Sua mudança de assunto brusca, fez meu sorriso morrer no mesmo instante, em que Janine foi citada.
-Não quero falar sobre isso. – Desviei o olhar, engolindo seco.
-Vocês não são muito próximas. Adivinhei? – Por que merda, Dimitri insistia nesse assunto?
-Não. – Respondi secamente. – E ainda não me sinto a vontade para falar sobre ela.
-Estarei aqui, quando quiser falar a respeito – Dimitri se apressou a dizer. Uma resposta espertinha ala Rose, estava se formando em minha língua, mas por algum motivo desconhecido eu não falei nada. Apenas concordei, com um breve aceno de cabeça.
-Você quase me matou de susto. – Dimitri mudou seu tópico, o que foi muito melhor.
-Eu quase me matei você quer dizer – Ainda sem encará-lo, tentei fazer uma piada.
-Não brinque com Strigois Roza... Você teve sorte – Dimitri disse.
-Eu não brinquei com Strigois Guardião Belikov. – Indignação estava me cegando. Todo aquele stress e dores pelo meu corpo, estavam me atormentando de uma forma louca. – Caso não tenha percebido, eu sai a pior da história aqui. – Suspirei e desviei o olhar. O que Dimitri estava pensando? Mais uma vez, me lembrei das conversas sobre o meu respeito, que ele deveria certamente saber. Com isso, meu humor já fragilizado, estava borbulhando.
Dimitri pegou meu queixo dolorido e me virou para ele.
-Não estou dizendo nesse sentido e você entendeu – Seu tom era um pouco mais firme do que o normal. – Você poderia ter morrido.
-Não eu não entendi e de qualquer forma, eu não morri – O desafiei. – Estou aqui. Destrambelhada mas estou – Cerrei um pouco meus olhos.
-Roza...Roza... – Dimitri suspirou e ergueu uma sobrancelha para mim, de um jeito que só ele sabia fazer. Se eu não estivesse tão brava, teria rido. Dimitri soltou meu queixo, enquanto me lançava um olhar exasperado.
-Não me olhe desse jeito – Ajeitei meu cobertor melhor em volta do meu corpo. Eu estava deitada na cama, mas minhas almofadas eram bastante altas, causando uma impressão de que eu estava quase sentada.
-De que jeito? – Ele me perguntou curioso.
-Do jeito que diz que eu estou sendo absurda. – Fui honesta. Eu estava evitando olhar para ele, mas era impossível com aquela presença toda, que só ele tinha.
-Mas você está sendo absurda. – Ele disse lisonjeado.
-Ah vá camarada – Dei um tapa de leve em sua mão próxima de mim, mas ele não se distanciou.
-Por que você gosta tanto de me chamar de camarada? – A sobrancelha engraçada mais uma vez e eu não me contive. Comecei a rir.
-Deixa para lá camarada – Pisquei para ele.
Dimitri ia falar algo, mas fomos interrompidos por Abe retornando ao cômodo. Seus olhos pararam em mim e Dimitri e principalmente, na mão de Dimitri que estava agora em cima da minha, passando uma sensação boa e quente para o meu corpo. Mão, que ele se apressou em tirar, quando notou o olhar de Abe.
-Guardião Belikov pode por gentileza, me deixar sozinho com Rosemarie? – A pergunta de Abe me pegou totalmente desprevenida. O que merda de coisa ele estava pensando?
Mesmo eu tendo lançado um olhar indignado em direção de Abe, Dimitri assentiu em saiu do cômodo, indo para a sala de estar. Quando estávamos sozinhos de porta fechada, não consegui me segurar.
-O que você está pensando velhote? – Disse baixo para que Dimitri não ouvisse. – Não pode tirar ele daqui assim!
-Ele é o rapaz do vestido não é? – Seu olhar era aborrecido.
-O que te interessa? – Perguntei. – Que eu saiba isso não e diz respeito
-Diz respeito a sua mãe que ficará maluca, quando souber que está de caso com um guardião. – Abe respondeu rispidamente. Hoje, por causa do jantar creio eu, ele estava bastante elegante. Usava um blazer e calças pretas perfeitamente passadas e um casaco preto pesado na altura dos joelhos. Para variar, estava com seu cachecol vermelho estranho.
-Minha mãe pro inferno isso sim – Aumentei um pouco a voz, mas logo me redimi. Eu não queria que Dimitri, tivesse ainda mais motivos, para acreditar nas porcarias que Abe já deveria ter contado sobre St. Vladimir.
-Não fale assim de Janine – Abe estava brigando comigo no mesmo tom que eu. Era até engraçado.
-Você nem conhece minha mãe tão bem assim, para falar algo sobre ela – Arrisquei ao meu modo suicida. O caso, era que eu acreditava que alguma coisa acontecia entre Abe e minha mãe e algo me dizia, que não era nada bom e eu odiaria descobrir mais.
-Eu conheço muito bem Janine, se é isso que quer saber. – Abe falou rápido demais e eu logo notei seu desconforto por te-lo feito.
Ah não ser que.... – Minha voz morreu, enquanto uma conclusão óbvia que só eu não queria enxergar, estava se formando dentro da minha cabeça. -Não pode ser... – Falei, enquanto apertava o meu lençol com tanta força, que meus dedos criaram nós brancos.
-Não pode ser o que? — Abe perguntou curioso, enquanto me encarava com expectativa. Era algo tão estranho. Como se ele esperasse que eu concluísse alguma coisa.
-Minha mãe tem um caso com você – O apontei um dedo acusando ele. – Só pode ser isso! Por isso você esta fazendo esses favores para ela! – Eu estava tremendo por dentro de tanta raiva de Janine. O pior do que ser vigiada de perto e a mandado dela, era ser vigiada de perto, pelo seu amante.
-Do que você está falando Rose? – A confusão e um pouco de desapontamento estavam nítidas no rosto de Abe.
-Nem pense em negar! Eu sei – Continuei em minha linha de raciocínio e Abe, suspirou alto.
-É muito mais complexo, do que você pensa – Ele concluiu e meu sangue gelou.
-Agora chega. Não quero mais saber – Fiz sinal com uma mão, para ele parar com aquelas declarações sórdidas sobre seu romance com a minha adorável mãe. — Pode ir embora velhote. Estou bem.
-Eu não vou te deixar sozinha – Abe se apressou em dizer. – E não é bem isso que você está pensando Rose.
-Vai insistir que nunca teve nada com ela? – O som estrangulado que Abe fez e o jeito como ele afrouxou seu colarinho, não me deixavam mais dúvidas. – Aha! Eu sabia! Agora vá embora e vamos fingir nunca ter tido essa conversa estúpida. – Novamente gesticulei para que ele se afastasse.
-Você vai ficar aqui sozinha? — Abe perguntou depois de outro suspiro.
-Eu não estou sozinha – Virei os olhos, enquanto me ajeitava na cama. Aquela posição estava me cansando. Mas nada se comparava ao cansaço daquela conversa doida.
-Vai ficar com o homem do vestido? – Abe perguntou quase que indignado. – Vou mandar Ian ficar então.
-De forma alguma velhote. Eu sei me virar muito bem e não preciso de babá. –Com muito custo, Abe se distanciou e abriu a porta do quarto. – Chame Dimitri e obrigada – Lancei um sorriso irônico para Abe, que saiu bufando, fechando a porta do quarto atrás de si.
Depois de alguns minutos agonizantes, Dimitri entrou no quarto. Quando o vi, meu coração deu um pulo de felicidade.
-Abe e Ian foram embora? – Perguntei suspeitosamente e Dimitri concordou. – Graças a Deus – suspirei aliviada.
Dimitri apenas me encarava. Em seu olhar, uma mistura confusa se formava, mas era difícil decifra-la.
-Venha aqui – Bati ao lado da minha cama e ele veio. Peguei uma de suas mãos nas minhas. – Obrigada por tudo. Estarei bem. Pode ir. – Fui honesta. Eu não precisava mais, que Dimitri se sentisse preocupado comigo. Eu poderia lidar com meus próprios problemas.
-De forma alguma vou te deixar sozinha aqui – Seu tom era decidido.
-Eu estou segura aqui dentro – Insisti – Não quero te atrapalhar cuidando de mim.
-Não me atrapalha – Dimitri tocou a ponta do meu nariz gelado e eu tremi. – Está frio aqui. – Preferi concordar, ao invés de explicar que não era bem por esse motivo, que eu havia tremido.
Notas finais
A Rose entende tudo errado mesmo ¬¬
Beijoooooooo
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