Vampire Academy: Blood Brothers
22 Bônus Bloodlines 5 : Laços de Sangue.
Notas iniciais
–Como você perdeu isso?–, perguntou Jimmy. –Que usuário de espirito o salvou? –
Lee bufou.
–Você quer dizer me roubou. Eu não sei. Tudo aconteceu tão rápido. Mas
assim que eu o encontrar eu vou — ahh! –Um anuário não é a maior das armas, particularmente um do tamanho de Amberwood, mas com força – e com surpresa – poderia ser.
Eu anteriormente disse que não ia ser capaz de desfazer os nós da amarra facilmente. O que foi verdade. Demorou este tempo todo, mas eu consegui me desfazer dele. Por algum motivo, saber fazer nós de cordas tinha se tronado uma habilidade útil no currículo de Alquimista – e que eu tinha crescido a praticar isso com o meu pai.
Uma vez livre da gravata de Jimmy, apanhei a primeira coisa que me apareceu: o Anuário Júnior de Kelly. Eu saltei e bati com ele na cabeça de Lee. Ele se encolheu com o impacto, deixando cair a faca e eu aproveitei a oportunidade para correr pela sala e agarrar no braço de Jimmy.
Nós não chegamos muito longe antes de Lee nos agarrar por trás. A faca tinha
desaparecido em algum lugar invisível e simplesmente confiou na sua própria força. Ele agarrou me e arrancou-me de Jimmy, uma mão no meu braço ferido e outro no meu cabelo, me fazendo tropeçar.
Jimmy veio depois de nós, fazendo o seu melhor para bater no Lee, mesmo com as mãos amarradas. Nós não eramos a força de combate mais eficiente, mas se nós pudéssemos apenas momentaneamente atrasar Lee, havia uma chance de podermos sair daqui para fora.
Lee era distraído por nós dois, tentando lutar e afastar-nos ao largo ao mesmo tempo. Espontaneamente, me lembrei da lição de Eddie, sobre como um bom soco dado podia causar sérios danos a alguém mais forte que você.
Avaliando a situação num segundo, eu decidi que tinha uma abertura. Fechei mão da maneira que Eddie me tinha ensinado na lição rápida, posicionando o meu corpo de forma a dirigir o peso todo sobre o soco. Empurrei o meu braço.
–Ow!–Gritei de dor quando o meu punho fez contato. Se isto era a maneira –segura– de dar um soco, eu não conseguia imaginar o quão desleixado era a ferida.
Felizmente, pareceu que causou também – se não mais – dor em Lee. Ele caiu para trás, batendo no cadeirão de forma que perdeu o equilíbrio e estatelou-se no chão.
Fiquei espantada com o que tinha feito, mas Jimmy ainda estava em movimento. Ele cutucou-me para porta, aproveitando a desorientação temporária de Lee.
–Vamos lá, Sage. É agora.
Nós corremos para a porta, prontos para fazer a nossa fuga enquanto Lee gritava palavrões contra nós. Estendi a mão para o trinco, mas a porta se abriu antes que pudesse tocar nela.
E dois Strigoi entraram na sala.
Eu tinha zombado de Keith quando viemos pela primeira vez para Palm Springs, provocando-o por ter congelado á frente dos Moroi. Mas quando estive lá agora, cara-a-cara com a essência dos pesadelos, eu soube exatamente como ele se sentiu.
Eu não tinha nenhum direito de julgar ninguém por perder o seu senso racional quando confrontados com os seus maiores medos.
Dito isto, se Keith estivesse aqui, eu acho que ele teria entendido porque os Moroi não eram grande problema para mim. Porque quando comparados com Strigoi? Bem, de repente, as pequenas diferenças entre os humanos e os Moroi se tornaram insignificantes.
Apenas uma diferença importante, a diferença entre os vivos e os mortos. Era a linha que nos dividia, a linha que juntava Jimmy e eu firmemente em um lado ,a linha que nos separavam aqueles que estavam do outro lado da linha,os mortos.
Eu já tinha visto Strigoi antes. Naquela época, eu não tinha sido imediatamente ameaçada por eles. Além disso, eu tinha a Rose e o Dimitri na mão, prontos para me proteger.
Agora? Não havia ninguém para nos salvar. Apenas nós mesmos.
Havia apenas dois deles, mas poderia muito bem serem Strigoi operavam num tal nível diferente do resto de nós que não demorou muito para eles derrubarem as provabilidades.
Ambas eram mulheres e elas pareciam ter tido os seus 20 e tais anos quando se tronaram Strigoi. Há quanto tempo atras eu não soube adivinhar. Lee tinha tido zelo ao dizer que ser Strigoi significava ser ‘jovem para sempre’.
No entanto, olhando para estes dois monstros, eu realmente não pensava dessa forma. Claro, elas tinham uma aparência superficial de juventude, mas foram prejudicadas com o mal e a decadência. Elas podiam ter a pele sem rugas, mas eram de um branco doentio, muito mais brancas que um Moroi qualquer.
Os anéis vermelhos dos olhos que riam para nós não tinham nem o brilho, nem a energia da vida, mas eram animados por uma espécie de profanação. Estas pessoas não estavam corretas. Elas não eram naturais.
–Encantador–, disse uma delas, com os cabelos loiros num corte curto. Sua estrutura facial me fez pensar que tinha sido uma dhampir ou humana antes de ser transformada. Ela estava nos olhando da mesma forma que eu muitas vezes vi o gato da família a observar os pássaros. –E exatamente como descrito.
–Eles são tão bonitos–, cantarolou a outra com um lascivo sorriso no rosto. Sua altura me disse que ela tinha sido uma Moroi. –Eu não sei qual deles quero em primeiro lugar.
A loira deu um olhar de advertência.
–Vamos partilhar.
–Como da última vez–, concordou a outra, jogando a juba de cabelos pretos
encaracolados sobre o ombro.
–Não–, disse a primeira. –Da última vez você os matou. Aquilo não foi partilha.
–Mas eu deixei você se alimentar de ambos depois.
Antes que ela pudesse ripostar contra, Lee de repente levantou-se e cambaleou para a frente da Strigoi loira.
–Espere, espere. Dawn. Você me prometeu. Você prometeu acordar-me primeiro antes de fazer qualquer coisa.
Os dois Strigoi voltaram a sua atenção para Lee. Eu ainda estava congelada, ainda era incapaz de me mover ou realmente reagir, apesar de estar tão perto destas criaturas do inferno. Mas de alguma forma, através do terror espesso e esmagador que me envolvia, ainda consegui sentir um bocadinho de pena de Lee.
Sentia um pouco de ódio também, claro considerando a situação. Mas principalmente me sentia terrivelmente triste por alguém acreditar realmente que a vida não tinha sentido a não ser sacrificar a sua alma por uma imortalidade vazia.
Mas não só isso, eu sentia pena dele por realmente pensar que ele poderia confiar nessas criaturas para lhe darem o que ele queria. Porque quando estudei sobre eles, ficou perfeitamente claro para mim, que eles decidiam se deviam ou
não fazer disso uma refeição de três pratos.
Eu suspeitei que Lee era o único que não percebia isso.
–Por favor–, disse ele. –Você prometeu. Salva-me. Restaura-me como eu era.
Jacqueline suspirou impaciente.
–Bem,– ela disse com um brilho alucinado nos olhos. –Vou...Vamos ter uma boa diversão — então a Strigoi pulou para o pescoço dele..
Perdi a noção do tempo que levou para drenar Lee.
[...]Ela se afastou e inclinou-se para baixo, pegando na faca de Lee. A faca tinha deslizado para debaixo de um sofá durante a nossa briga. Jacqueline pegou e sem esforço algum cortou seu pulso.
Ela colocou o seu punho sangrando contra a boca de Lee e inclinou a cabeça dele para que a gravidade ajudasse o fluxo sanguíneo a escorrer pela garganta abaixo .
–Por que está demorando tanto?– Dawn perguntou.
–Eu não sei–, disse Jacqueline voltando-se para Lee. Com a mão livre, ela cutucou o ombro de Lee como se isso servisse para o chamar a despertar. Nada aconteceu.
–Você já fez isso antes?–, perguntou Dawn.
–É claro–, retrucou Jacqueline. –Não demorou este tempo todo. Ele devia estar em pé e a mover-se por aí. Algo está errado.
Lembrei-me das palavras de Lee, descrevendo como todas as suas tentativas desesperadas de tirar vidas inocentes não o tinham convertido de volta. Eu só sabia um pouco sobre o espírito — e menos ainda sobre restaurar Strigoi — mas algo me disse que não havia força nenhuma na terra que transforma-se Lee num Strigoi novamente[...]
[...]Capítulo 26
Levou dias para finalmente eu aceitar toda a história, tanto sobre Lee como sobre Eddie e Jill nos terem socorrido naquela noite.[...]
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