Vampiras ante a Mascara
1 Prólogo
- Atualmente existem treze clãs, grupos de um determinado tipo de vampiro, cada qual dotado com habilidades especificas, separados em três seitas, Camarilla, protetora da Máscara; o Sabá, inimigo mortal da Camarilla ou seja da Máscara e os Independentes, que como o nome diz independem da Máscara... — Ele me olhou com um profundo e irritante ar malicioso — Mas vamos deixar a aula pra depois não é.. Percebo que esta com sede.
A menção daquela palavra eu não vi mais nada só uma vontade profunda e bestial. Foi minha primeira busca por alimento, e como eu odiava aquilo...
...
Ouço ao longe vozes desesperadas, abro meus olhos rapidamente tentando afugentar o pesadelo de meus sentidos. Ao redor meu quarto bem cuidado é iluminado pelo brilho quase bruxuleante da lua , as rendas das cortinas, cuidadosamente escolhidas por minha mãe, balançam com a brisa leve da noite. Respiro fundo tentando me acalmar. E com um sobressalto percebo que os gritos não cessam, ao contrário, cada vez se tornam, mais altos. Súbito me levanto, ao ouvi o choro de minha irmã no quarto ao lado, chego perto da minha porta e paro. O silencio que se seguiu apertou meu coração, que martela com força em meu peito. Olhei para o extremo de meu quarto, onde um espelho me mostra como estou. Afrouxada em meu corpo, minhas vestes caem no meu ombro, meus cabelos vermelhos pedem compridos em meu corpo, meu rosto jovial esta assustado e meus olhos refletem o pânico. Resolvi ir atrás de meu pai, ele era robusto e sempre me protegia quando saiamos para cavalgar. Passei pelo corredor estreito que me levou ao maior quarto da casa, bati na porta mais ninguém atendeu, fiquei apreensiva e resolvi entrar. Paralisei quando vi a cena que se seguiu...Deitada inerte na cama, minha mãe pendia com a cabeça para o lado, suas feições geralmente calmas e carinhosas estavam claramente assustadas e seus olhos abertos mostravam a opacidade da morte. Com um grito agudo sai correndo em direção o salão principal, quando cheguei senti cada fibra do meu corpo doer, no salão majestoso, onde vários bailes eram realizados, agora deitados sobre o chão minha família ensangue, todos eles, todas as pessoas que faziam meu mundo ter sentido, senti um buraco sobre os pés. Um baque ecoou sobre o salão, me viro pesadamente, uma mulher de minha idade talvez, foi arremessada violentamente sobre o lustre de cristal que espatifou segundos depois, como um gato ela caiu em pé e deslizando como um fantasma correu em direção a o homem que a acabara de lhe bater. Ele era alto e rápido como o vento, se esquivou e com força tornou a jogá-la para longe dessa vez ela não levantou. Caminhando calmamente para mim, ele tinha a aparência de profunda tristeza, mas apesar disso da pena que causava não pude deixar de odiá-lo pelo que fez com minha família, com passos largos ele demorou pouco tempo para chegar a mim. Com as feições cansadas ele estendeu as mãos, geladas, tremi ao toque em meu pescoço em um súbito de autopreservação me afastei e comecei a correr, subi novamente as escadas mas ele se materializou em minha frente, com um impulso pulei pelo corrimão e cai pesadamente no chão, meus pés latejaram, num arfar ele estava sobre mim, me prendendo completamente, senti a raiva brotar em mim em forma de lágrimas. Senti outra figura se aproximar, ele olhou-a com raiva e pena ao mesmo tempo.
- Pare, por..favor — Suplicou a voz feminina engasgada.
Ele me olhou e seu rosto se transformou em uma expressão de dor e no breve momento que nossos olhos se encontraram descarreguei todo meu rancor. Senti lagrimas escapando pelo meu rosto.
- O..último..ato..dessa noite — Sua voz estava estrangulada — Ela se parece com você....não acha?
Olhei para trás com esforço, ele estava certo, aquela figura tinha traços que reconheci em mim. Cabelos ruivos. Era a caracteristica mais marcante dela, assim como a minha.
- Você será...minha mais nova...pupila — Disse ele ainda olhando para ela.
Ele se curvou para mim. Perto de meu pescoço ele sussurrou algo como " Qual seu nome?", mas não respondi, apenas fiquei sentindo as lagrimas escorrendo pelo que seria a última vez. Senti ao longe passos se afastando, senti uma pressao em meu pescoço, uma dor aguda e indescritivel e ao mesmo tempo um praser na dor que me era estranho, minhas mãos se prenderam contra minha vontade em volta dele e eu só queria continuar a senti aquela sensação dupla, me agarrando aquilo que eu mais odiaria...
Acordei cansada. Os vislumbres do que havia acontecido faziam minha cabeça doer. O que estava acontecendo. Senti um fragrancia única no ar, era estranho e gostoso, segui meu olfato, não reconheci o local em que me encontrava. Cheguei a uma sala bem decorada, com mobilias cores suaves, o homem que acabou com minha vida estava sentado confortavelmente enquanto algo preso e coberto se debatia a seus pés soltando leves gemidos.
- Acordou? — "não sonâmbula" pensei sarcástica — Ainda não nos apresentamos, meu nome é Razack — disse levantando e fazendo uma reverência.
Continuei encarando aquela estranha e amigavel criatura.
- Bom deixemos a conversa para depois, deve estar com fome. — disse apontando para a criatura caida.
O cheio tomou o primeiro plano em minha mente, era delicioso. Ele se abaixou e com algo afiado tocou na o saco vivo e soltou as amarras, a pessoa estava acabada mas mesmo assim começou a correr.
- Lição número um querida — odiei o querida e odiei ainda mais o jeito que ele falou comigo — Alimento! Sente o cheiro do sangue?
Eu não vi mais nada, apenas ataquei.
Demorou uma semana para ele conseguir me obrigar a falar alguma coisa. Estamos a dois meses juntos, é a primeira vez que saiu daquela casa. Mas não pensei que esqueci que o odeio. A cada dia ele me irrita mais, ele me trata como se eu fosse ela, Nazumi era o nome da jovem que ele expulsou de sua vida. Mas não sou tola, sei que não sobriverei se ele não me ensinar, afinal agora eu era uma vampira!
- Esta pronta? — Ele me olhou calmo como sempre — Vá! E por favor pode me dizer seu nome...
Pulei para a casa mais próxima. Senti a velocidade de minha raça se aflorando... Afinal eu era uma Assamita, eu era..
- Liah! — gritei para ele enquanto corria para noite...
Notas finais
Espero que tenha gostado... Se tiverem alguma dúvida por favor me avisem e não se esqueçam de escrever o que acharam!
Fale com o autor