Vamos ter um bebê?

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Minha intenção era que fosse uma Drabble e que tivesse no máximo 500 palavras hehe Mas olha no que deu As palavras em itálico são pensamentos. Boa leitura ♡

Natsu estava chateado.

Como em qualquer outro dia, ele e Happy haviam invadido a casa de Lucy e dormido na cama confortável da maga estelar – embora ele saiba, bem no fundo do seu coração, que não era por causa da cama que vivia invadindo aquele apartamento –, ate ela acordar e os expulsar a chutes.

Até o momento nada de anormal, certo?

O problema começou assim que chegaram na guilda e receberam a notícia de que Levy deu a luz a seus bebês naquela madrugada.

A guilda se encontra em festa, todos comemorando o nascimento dos gêmeos. No momento, Lucy estava com a mais nova mamãe, segurando um dos bebês no colo, comentando que seria a melhor madrinha do mundo.

Todos os magos tiveram a oportunidade de brincar ou segurar os bebês, nem que seja por alguns segundos, porém, quando ele só queria fazer um carinho nos bebês e ver de perto fora impedido por Erza e Mira.

“– Desculpa, Natsu. – a ruiva havia colocado uma mão em seu ombro, o impedindo de chegar mais perto dos bebês. – Acho que você deveria esperar eles ganharem um pouco mais de resistência antes de se aproximar mais deles.

— Erza tem razão, Natsu. – desta vez foi Mira que colocou sua mão em seu outro ombro, com o seu sorriso gentil de sempre. – O seu calor pode os prejudicar de alguma forma e você pode acabar destruindo algo perto deles e os machucando.

Ele até tentou argumentar alguma coisa, mas ao ver os olhares macabros que as duas lhe lançaram e Levy concordando com o que as duas magas disseram, desistiu no mesmo instante e deu meia volta, se sentando em uma mesa não muito longe de onde estavam.”

Agora continuava sentado no mesmo lugar com os braços cruzados na altura do peito e a cara emburrada, observando a interação de Lucy com os bebês.

Vez ou outra bufava incomodado.

O que pensavam que ele era? Um ser que destruía tudo pela frente sem medir esforços? Ele tinha sim seu poder destrutivo, mas poxa, na maioria das vezes só destruía bens materiais. Além dos mais, ele adorava crianças, a prova disso era o quanto se dava bem com Azuka, mesmo assim não confiavam nele para segurar um bebê ou ate mesmo chegar perto.

Gehe. – o incômodo em seu peito aumentou assim que sentiu alguém sentar ao seu lado e ouviu a risada esquisita e debochada. – Parece que todo mundo te acha um idiota que sai destruindo tudo pela frente, Salamander.

Não havia gostado nada do tom superior que Gajeel havia usado, muito menos da forma que pronunciou a ultima palavra. Semicerrou os olhos, logo em seguida fuzilando o dragon slayer de ferro com olhar.

— Como se você fosse o ser mais cuidadoso e contido do mundo, pedaço de lata. — usou o mesmo tom que o amigo, porém logo ficando indignado. – É mesmo! Por que você pode ficar perto deles se você é tão encrenqueiro quanto eu, em?

Gajeel revirou os olhos, pensando que o que Natsu tinha de forte – nunca iria admitir isto em voz alta –, tinha de retardado. Mas logo soltou sua risada estanha, para dizer o óbvio:

— Eu sou o pai, imbecil. Eu fico perto deles o quanto eu quiser. – soltou uma gargalhada e apontou para o rosado. – Eu tenho uma garota e eles são meu F-I-L-H-O-S.

Em nenhum momento de sua vida, repito, em nenhum ele se sentiu tão pra trás como naquele momento. O pedaço de lata era melhor que si em alguma coisa e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar isso.

Ficou vermelho de raiva ouvindo as risadas do outro, só conseguia o fuzilar com o olhar. O Dragon Slayer de ferro, vendo o quanto Natsu ficou incomodado com o que disse, se pôs a levantar, não sem antes dizer.

— Não se esqueça que Gray e Juvia estão juntos, então você vai ficar mais pra trás ainda. – e saiu andando em direção a Levy, rindo.

Natsu ficou em choque.

Isso ele não iria admitir, ficar pra trás em algo relacionado ao gelinho era demais para aguentar.

Ele tinha que fazer algo e rápido.

Então, como em um passe de mágica a cabeça dele fez um Plin! e ele teve uma ideia. Soltando um risinho maligno, se levantou e caminhou para fora da guilda, pensando em como colocar seu plano em prática.

¤ ¤ ¤

Lucy estava feliz. Ao chegar na guilda soube que os bebês favoritos dela resolveram vir um pouco mais cedo, deixando todos alegres.

Brincou, cheirou e encheu a amiga de perguntas sobre o que aconteceu durante o parto. Ora, um dia ela também iria ser mãe e queria estar pelo menos um pouco preparada.

Espero que seja com aquele idiota que come fogo. Suspirou pensando se algum dia Natsu iria sentir o mesmo que ela. Acho que não, ele é muito lerdo pra isso.

Depois de um tempo conversando com Levy, Gajeel chegou e eles foram embora, o dia foi muito cheio e até agora Lucy se perguntava como a amiga teve forças para dar a Luz e passar um bom tempo na guilda.

Olhou em volta procurando Natsu, para avisar que estava indo para casa, encontrando apenas Happy conversando com Wendy e Charle. Estranho. Dando de ombros, avisou a Mira e se despediu de seus amigos. Saiu pela porta da guilda e começou a caminhar até seu apartamento.

Chegando em frente ao prédio, olhou para a janela aberta com os olhos semicerrados. Natsu. Entrou já sabendo da presença do parceiro em seu quarto.

— Meu quarto! – praticamente gritou escancarando a porta. – O que você faz aqui Na–

Interrompeu sua fala ao encontrar o rosado deitado de costas em sua cama, com um dos braços atrás da cabeça e uma expressão pensativa.

— Tudo bem, Natsu? – perguntou estranhando a expressão do garoto. – Aconteceu algo? Não é do seu feitio ficar pensativo assim. – se sentou na cama, o observando.

O rosado olhou para si e suspirou, fazendo uma expressão triste, que surpreendeu a loira.

— É que... ficando na guilda hoje e ver os filhos da Levy, me fez pensar em como seria ter uma família.

— Se lembrou de Igneel? Não fique assim, Natsu. Sei que onde ele estiver, ele te ama muito e vai estar sempre te protegendo. – a maga colocou uma mão no cabelo do amigo, iniciando um carinho. – E você tem eu e o Happy, além de toda a guilda. Sempre vamos ser sua familia.

O garoto fez um expressão inocente, com os olhos brilhando.

— Sério? Promete que vamos ter a nossa família, Lucy? – estranhou a ultima pergunta, mas nada falou.

— Claro... – por algum motivo sentia algo errado nessa conversa.

Natsu puxou a maga para se deitar ao lado dele, a abraçando.

Lucy não poderia mentir e dizer que não estava gostando dessa atenção toda, esse lado atencioso do rosado era algo novo pra si e enchia seu coração de expectativas. Alguma coisa em si lhe dizia que esse era o momento certo. Respirando fundo resolveu aproveitar o momento e tomou coragem pra dizer o que tem guardado a um bom tempo em seu coração. Posso nunca mais ter essa oportunidade e me arrepender.

— Eu gosto de você. – a loira falou em um sussuro, sentindo o coração falhar uma batida.

— Hm?

Claro que ele havia escutado, nada escapa dos ouvidos aguçados de um Dragon Slayer, mas ele queria ouvir alto e em bom som.

— Eu gosto de você, Natsu. – repetiu com o rosto corado, sentindo o peito palpitar.

— Eu também gosto de você, Lucy. – a apertou mais em seus braços.

A maga estelar estranhou, nos romances que lia era tudo sempre complicado e isso foi tão... simples. É do Natsu que estamos falando, ele nem deve ter entendido.

— Não estou falando como simples amigos, Natsu e sim como...

— Bisca e Alzack ou Gajeel e Levy? – a interrompeu. – Eu também gosto de você desse jeito, Lucy.

— De verdade? – precisava confirmar.

— De verdade.

— Ah.. – a garota não sabia o que fazer, foi tão rápido que só sentia seu coração batendo rápido e seu rosto quente.

De repente sentiu seu corpo ser virado na cama e viu o parceiro se colocar acima de si.

— Isso foi mais fácil do que eu esperava. – o rosado possuía uma expressão maliciosa no rosto.

O mago aproximou seu rosto e selou seus lábios com o da parceira. Iniciando um beijo lento e um pouco desengonçado. Nenhum deles tinham feito isso antes na vida, afinal.

— Agora que sabemos o que sentimos um pelo outro, podemos ir direto ao ponto. – o Dragon Slayer disse logo após pararem de se beijar, em meio a selinhos.

Lucy não estava entendendo nada, Natsu possuía um brilho e expressão indecifráveis. Em um momento estava sendo abraçada e se declarando, no outro estava se sentia a presa diante de um dragão. Observando a expressão do mago, tudo se fez claro em sua mente.

— Natsu! Isso foi um plano seu? Eu não acredito nisso. – a cara indignada da garota era hilária.

— Plano? Só quis fazer as coisas aqui andarem, mas no final foi você que se confessou primeiro. – soltava uma risadinha sapeca. – Lucy. – a chamou ficando serio.

— O que foi? – estava emburrada, mas muito feliz por dentro.

— Vamos ter um bebê?

— Eh? Como assim? Seu pervertido. – tinha o rosto mais vermelho que o cabelo de Erza e distribuía tapas no corpo do mago em cima de si, que ria. – Não acredito que você esta me pedindo isso.

— Pensei que magos estelares não quebrassem promessas. – encenou uma expressão triste. – Você disse que íamos ter nossa própria família, Lucy. – ficou arrepiada pela forma que ele disse em seu ouvido, roçando a ponta do nariz em sua orelha.

— N-Natsu... – suspirou sentindo arrepios percorrerem seu corpo. Ela desejava isso, porém tinha medo. – M-mas agora?

Vendo o receio no rosto da maga, Natsu se afastou seu rosto.

— Não precisa ser agora. Só estar junto com você já basta. – ia se afastando mais, com o intuído de sair de cima de Lucy.

Lucy burra, pare de rejeitar as oportunidades que a vida te dá. Você quer e ele quer, deixe de ser medrosa. A maga brigava consigo mesma em seus pensamentos.

Natsu sentiu dois braços passarem por trás do seu pescoço, o puxando de volta para em cima da Lucy.

— Quer saber? Mudei de ideia. – agora era a maga que possuía um rostinho sapeca. – Vamos ter um bebê, Natsu!

— Estou pegando fogo!

O que os dois magos não sabiam, era que desde o começo um certo neko azul estava observando tudo da janela. Vendo os dois se beijando e o rosado tirar sua blusa, Happy percebeu para onde as coisas iam chegar e resolveu voltar para a guilda.

— Preciso contar para a Mira, ela vai amar saber disso. – soltou uma risada maligna.

Notas finais
Olá! Alguém chegou até aqui? Se sim, obrigada por ler ♡ Antigamente eu escrevia fanfics de Fairy Tail, mas parei em 2014-2015. Agora estou com umas idéias e quero começar a escrever long fics. Mas vou começar aos poucos, por drabble e oneshots.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!