Vamos Recomeçar

1 Vamos Recomeçar


Notas iniciais
Olá! Decidi postar minhas fanfics nesse site também! Espero que gostem! Evento AllHina! Todo dia um novo shipp com a Hinata! Segundo dia! Grupo ''Curtidores SasuHina/BR'' Categoria da semana: Música Música do dia: Back To You ??“ Louis Tomlinson Casal do dia: Pain X Hinata ~Boa leitura!

Pain caminhava com cautela pelas ruas de Konoha, não queria ser visto por nenhum policial. Ele e sua gangue haviam acabado de bolar o plano perfeito para assaltar o banco central, apenas precisavam estudar o local mais de perto.

Era de tardezinha, o sol estava de pondo, todos estavam voltando de um dia cansativo de trabalho. Por causa disso a rua estava cheia, o que era perfeito para não ser percebido.

Tudo estava indo como o planejado, até ele ouvir uma risada que reconheceria entre mil.

Era Hinata Hyūga, sua namorada.

Virou para a direção de sua amável voz, e sentiu o seu coração doer com a cena que seus olhos fizeram o enxergar. Sua namorada conversando com Naruto, seu maior rival.

Sentiu seu sangue ferver. Não se importava mais com o plano, queria apenas ir lá e dar um enorme soco em sua cara. E foi o que fez. Chegou lá determinado.

—Vem cá, moleque. – de surpresa agarrou o pescoço do loiro com o braço direito, e o arrastou para um beco vazio ali perto. Hinata o seguiu, assustada.

—E-Esperem! Não quero que vocês briguem. – Hinata queria acabar com tudo aquilo, mas não sabia como.

—Relaxe, amor. – Pain arrastava um Naruto um tanto quanto sem ar para um lugar sem ninguém.

—Qual foi, Pain? Acha que eu tenho medo de você? – zombou, assim que o ruivo o tacou contra a parede.

—A-Amor...o que vai fazer? – tremia de medo. Amava muito Pain, mas odiava o que ele fazia. Já havia tentado tirar ele dessa vida há tempos, nunca conseguiu.

—Apenas estou protegendo o que é meu. – surpreendentemente lança duas facas na direção de Naruto, prendendo-o na parede pela manga de sua camisa. O loiro arregala os olhos. – e fazendo meu trabalho como líder da Akatsuki. – com um sorriso cínico no rosto, punho bem fechado e um olhar cheio de ódio, acerta dois grandes socos no rosto de Naruto, que fica deformado quase que na mesma hora.

—Para! Por favor, pare! Eu te amo! – berrou Hinata, enquanto ia na direção do amado.

—Não se meta nisso, Hinata! – com o ódio ainda em seu corpo, Pain sem querer dá uma forte cotovelada na barriga de sua namorada, fazendo-a voar e bater a cabeça com tudo em uma das paredes do beco. No mesmo instante Pain se arrepende, vendo que a cabeça da morena começa a sangrar. – H-Hinata... – Pain se sentia anestesiado ali, olhando pra sua namorada desacordada no chão.

Com a guarda baixa, Naruto consegue se livrar das facas.

—Olha o que você fez, seu imbecil! – da um enorme soco no estômago do ruivo, fazendo-o cair no chão. – você é um lixo mesmo! – berrou.

Pain não conseguia mais olhar para o rosto da namorada. Se sentia humilhado, ridículo, com dor. A única coisa que conseguiu fazer foi fugir dali, como um covarde.

(...)

—Hinata, com licença! – disse Sakura entrando no quarto do hospital, seguida por Ino.

—Podem entrar, meninas! – disse Hinata, que estava com uma bandagem na cabeça.

—Como você está se sentindo? – olhava com preocupação para amiga. Ino segurava flores brancas.

—Eu estou melhor. A dor de cabeça passou. – sorriu fraco.

—Isso é ótimo. – Sorriu, sentando perto da morena.

—Trouxe flores! – revelou Ino, sorrindo.

—Muito obrigada pelas flores, Ino! São lindas! – agradeceu a Hyūga, enquanto a Yamanaka colocava os lírios na janela, e se juntava ao lado de Haruno.

—Mas então Hina, me conte... como vem passado? – questionou Ino, após sentar-se.

—Eu estou muito melhor... – sorriu, para logo ficar séria. – o problema é que... ele não saí de minha mente. – confessou, olhando para baixo.

—Hina... mas ele... ele é um criminoso! E ele quase te matou! – Sakura bravejou, estava irritada e cansada de dar conselhos para sua amiga se separar dessa cara.

—Sakura tem razão, amiga...ele não vale nada, você deveria seguir em frente. – por outro lado, Ino estava calma.

—E vocês acham que eu nem ao menos tentei tira-lo de minha mente? – Hinata começou a chorar. – não adianta. Eu amo muito ele. – suspirou. – estou praticamente viciada. – queria que ele saísse dessa vida.

—Ow, amiga! não chore. Estamos aqui com você. – e assim deu-se inicio a um abraço coletivo. Talvez fosse melhor não falar sobre Pain agora.

(...)

—Droga, atende! – gritava para o telefone. Passadas três semanas, Pain ainda não havia conseguido se comunicar com a namorada. Ligava todos os dias, sem retorno. Ela nunca atendia. Sabia que tinha feito besteira, mas estava cansado já.

De repente, o celular toca.

—Alô? – atende depressa.

—Pain? Pain! Onde você está? Você simplesmente desapareceu assim que fizemos o plano! – era Konan, integrante da gangue. Isso que dá atender sem ver o número.

—Ah, não me enche! – o ruivo desligou na cara dela, jogando o celular pra longe logo em seguida. – que merda!

Um minuto de silêncio passou.

O ruivo foi até ele ir ao banheiro, e se olha no espelho. Estava acabado, humilhado, sentia-se um lixo.

Seus cabelos alaranjados, seu pseudônimo Pain, seus inúmeros piercings em seu nariz, boca e orelha. Tudo era um disfarce. Nada disso era ele mesmo. Estava mentindo para si próprio e para Hinata.

Suspirou. Não aguentava mais aquela vida. Essa vida de mentiras e crimes. Estava na hora de mudar tudo isso, estava mais do que na hora de recomeçar.

Tomou uma importante decisão naquele dia.

(...)

Um mês se passou quando duas batidas de porta puderam ser ouvidas no esconderijo de Pain. Ele abre a porta um tanto assustado ao se dar conta de quem era.

Sua namorada arregala os olhos.

—P-Pain... V-Você...

—Não me chame mais de Pain. Meu verdadeiro nome é Nagato. – estava completamente diferente. Seu cabelo era vermelho, com franja e estava sem nenhum piercing. Hinata estava boquiaberta. – é um prazer te conhecer. – estendeu a mão para a namorada, que não entender nada.

—N-Nagato... – era estranho falar esse nome, apesar de saber que Pain nunca havia sido seu verdadeiro nome. – nós precisamos conversar. – entrou em sua casa, fechando a porta. Era agora.

—Sim. – demonstrava-se frio, mas por dentro milhões de sentimentos o afligiam. – sinto muito por ter acontecido aquilo. – foi a única coisa que conseguiu dizer. Hinata ficou de costas para ele. Suspirou, sabia que ele é assim. Não queria falar sobre desculpas. – mas eu...

—E-Eu... eu te odeio! – confessou, berrando, enquanto o interrompia. Nagato arregalou os olhos. – você só faz coisa errada, é um criminoso procurado, e ainda por cima quase me matou, mesmo que tenha sido sem querer! – haviam lágrimas em seus olhos. – e mesmo assim tem coragem de me pedir desculpas? E não parar de me ligar? Você me estressa!! – nunca pensou que fosse ver sua namorada brava algum dia. – mas... – não conseguiu mais olhar para ele. – apesar de tudo isso, eu te amo! Eu te amo tanto que continuo voltando para você, mesmo você me fazendo tão mal! – sentia-se envergonhada. Como podia gostar tanto de um cara assim?

—Hinata... – ele ergue a cabeça da morena, fazendo-a olhar diretamente em seus olhos. Olhos tristes, cheios de dor. – eu já passei por tanta coisa nessa vida. Sofri muito. Tinha dias que eu achava que eu literalmente ia morrer de fome. Akatsuki é apenas o resultado de tudo isso.

—Mas eu posso te ajudar! Nós podemos sair juntos dessa! Não precisa ser assim! – ainda chorava. Nagato sorriu.

—Sim, você tem razão. – ainda a encarava. – ´É isso que eu iria falar. Sua risada é como uma anestesia para mim. Eu posso ficar irritado, com ódio, com dor. Mas então é só ouvir sua voz que eu fico tão entorpecido, e esqueço da dor. – seus olhos perolados brilhavam, não só devido a água. – Por isso, Hinata, eu já me decidi. Irei me tornar um outro homem, me entregarei para polícia, e assim que sair da prisão irei recomeçar uma vida com você. Quero ser aquele homem que você sempre sonhou.

—Nagato... – um sorriso deu espaço às lágrimas. – Isso é sério? – abraçou-o. – se você o fizer, ficarei tão feliz! É o que eu sempre quis.

—Sim! farei isso por mim, e porque eu te amo, Hinata. – sorriu. – assim, quando eu voltar, irei cuidar de você como eu nunca cuidei, te fazer a mulher mais feliz do mundo, te dar uma família. Por isso, me espere. – acariciou sua bochecha.

—Eu vou estar aqui te esperando, sempre. – olhou para ele, sorrindo. Seus rostos estavam próximos.

—Eu sei que vai. – Nagato termina a declaração colocando uma mecha atrás da orelha, e dando um beijo apaixonado na amada. – me desculpe por tudo. Eu prometo que serei um novo homem. Mudarei por nós dois. Aquele Pain que você conheceu está morto. Eu sou Nagato agora. – sua voz estava baixinha, apaixonada, anestesiada.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!