Vamos Dançar Mais Uma Vez?

4 Capítulo 3 - Apenas um Esboço?


Notas iniciais
GENTEEEEEEEEEEEEEE DESCULPA MESMO ESSA DEMORA ABSURDA! Fiquei sem qualquer ideia decente para o capítulo, e somada aos trabalhos e provas que tive que fazer...Bom, o que importa é que consegui voltar a ela! Desculpem a demora e aproveitem o capítulo!!! =3

Pov. Saphire.

Enquanto caminhava de volta para o meu quarto, com Album em meu ombro, me perguntava se havia dito demais ou de menos para Fakir.

Hm...definitivamente, dizer-lhe sobre mim mesma foi um erro, acabei simpatizando demais com ele, e pode ser um incômodo no futuro. Mas quem sabe se eu tivesse dito a ele sobre as duas últimas personagens-chave para o início da minha história, ele tivesse aceitado o que vai acontecer mais pacificamente.

Bom, mas acabou bem de um jeito ou de outro, foi mais cansativo do que esperava, mas foi um sucesso. Não tenho necessidade de alterar o passado com a escrita, seria tinta gasta à toa.

–CROW! CROW!

Saí de meus devaneios e olhei em volta.

–Oh nossa! Obrigada Album, eu quase passei direto dos dormitórios.

Enquanto me preparava para dormir, ficava pensando no que havia dito mais cedo. Sobre ser apenas um esboço, faziam apenas alguns meses que havia descoberto sobre meu poder e minha origem.

Isso não poderia ser mudado, não tinha que ficar pensando nisso.

–Melhor dormirmos Album, amanhã será mais divertido ainda, porém será mais trabalhoso também. O mais sensato é descansarmos, boa noite Album.

–Crow.Crow.

Acordei com o Sol batendo em meu rosto. Minha nossa, apenas um dia havia se passado, e tanta coisa já havia sido feita.

Eu tinha que parar com a minha mania de ser tão afobada para fazer as coisas. Mesmo com aquele final feliz da história de Princess Tutu, havia um gostinho de quero mais que me deixara impaciente. E como eu havia descoberto os meus poderes poucos meses antes de achar a história, eu decidi que iria brincar um pouco.

Além do mais, a minha própria existência havia sido descoberta recentemente. Eu que tinha sido criada como a filha de nobres, ouvi em uma conversa que era adotada. Encontrada ainda bebê pelos meus pais adotivos, que não tinham filhos. Ah, eu me lembrava de cada detalhe daquele dia.

Flash back on:

Quando perguntei a eles se sabiam alguma coisa de meus pais biológicos, meu pai, ainda um pouco atordoado pela surpresa, me contou que não sabia, e tentaria procurar, mas era como se eu tivesse apenas aparecido no meio da floresta que rodeava a mansão.

A curiosidade me torturava, e, em desespero para saber, escrevi em meu livro de anotações:

“Quero saber de onde eu vim, qual a minha origem!"

No instante seguinte eu me vi em um quarto relativamente bagunçado, e, sentado na frente de uma bancada, com uma pena de cisne na mão, um escritor estava tentando criar alguma coisa. Aquele homem, eu descobri depois, era Drosselmeyer. Quem transformava palavras em realidade.

Cheguei perto o bastante para ver por cima de seu ombro ele escrevendo sobre alguém, quando ele de repente parou, e começou a falar para o nada, e para si mesmo:

–Nada bom! Nada bom! Isso é perigoso demais! Escrever e criar alguém assim é arriscado demais! Alguém com o mesmo poder que eu não é nada bom! Vou aproveitar que isso é apenas o esboço de uma personagem para uma história que ainda nem começou! Vou descartá-la enquanto ainda está incompleta, isso deve impedir que ela se torne real!

"Sim! Sim! Assim está melhor!"

E com isso ele amassou o papel e o jogou para o fundo da sala. E aproveitando que ele não podia me ver nem ouvir, eu peguei a folha e a abri, lendo o conteúdo.

“Era amada por todos, uma dama destemida e bondosa, mas guardava um ar de mistério, como a noite. Em seus cabelos negros como o breu, e olhos cinza-prateados como a Lua, a jovem era dona de uma beleza extrema, em suas mãos o poder de mudar o mundo, e até mesmo sucumbi-lo aos deus desejos, o poder de transformar palavras em realidade."

Havia mais do que isso escrito, sendo que o final era rabiscado, apagando-o deixando o final daquele texto incompleto, com ar de descartado. Havia mais naquela folha, com certeza, mas o que eu acabara de ler já era assustador o suficiente. Com a pena que estava em minhas mãos eu escrevi:

“Voltarei ao meu quarto em cinco segundos."

Fechei os olhos e contei mentalmente.

5...4...3...2...1....

–Zero. — Abri os olhos.

Aquilo foi inesperado, assim como finalmente descobrir a minha origem e daquele poder recém descoberto, e quem diria, era o autor de livros que eu realmente tinha gostado! Com aquela descoberta, as coisas ficariam interessantes, eu sempre tive vontade de brincar com algumas pessoas, e agora isso era possível através de palavras.

Flash Back off.

Havia sido interessante descobrir aquilo indo diretamente ao passado, mas sempre que eu me lembro disso, sinto um gosto amargo na boca.

Se eu juntar minha origem ao fato de que tem algumas coisas que nunca senti, nunca fiz, ou que nunca me fizeram. A pergunta que sempre me vem a cabeça é:

É isso o que sou de fato? Apenas um esboço incompleto? Descartada por quem escreveu sobre mim e me deu vida? Como acabaria a minha vida de fato? Ele me apagaria ou... o fim jamais viria? Nunca...

Crow!

Ah! Ops! Havia me perdido em pensamentos novamente. E Album já estava impaciente, eu sempre tive a mania de me atrasar, e aquele corvo estava tentando me corrigir.

Era engraçado como ele era mais maduro do que eu.

–Tudo bem, tudo bem! Olhe, já vou me trocar. Daqui a pouco estaremos na escola!

Dirigi-me ao banheiro do quarto, enquanto ele crocitava como se resmungasse, o mais estranho disso tudo é que eu compreendia o que ele pensava.

Isso não é no mínimo interessante querido leitor? Além de poder alterar a realidade com o que eu escrevo, eu também converso com animais.

Crow!Crow!Crow! — "Sou apenas um corvo, por que entrar no banheiro para se trocar?"

–Simples: Você fazer esse alvoroço é estranho, ainda mais que essa atitude parte de uma ave, então eu me incomodo, por isso, irei me trocar no banheiro. Essa deve ser a quinta vez que eu explico isso para você, Corvo Tarado!

Entrei rindo no banheiro enquanto ouvia Album crocitar e bater as asas. Naquelas horas a sua maturidade desaparecia. Enquanto me trocava, joguei fora as dúvidas que estavam me deprimindo e comecei a pensar na história que começaria em pouco tempo, faltavam apenas mais duas personagens, que estariam aqui em breve, eu nem precisaria sentir culpa por trazê-los aqui, era o desejo de ambos voltar a esta vila.

Afinal, ser um esboço ou uma pessoa normal? Desde que pudesse me divertir e fazer coisas interessantes enquanto viver. Não importa muito o que eu seja não é? Querido leitor?

Notas finais
É isso por enquanto. Tomara que tenham gostado =3 Qualquer coisa (como críticas CONSTRUTIVAS, e dicas do que fazer ou que queiram que aconteça (ajuda é sempre bem-vinda!)) é só colocar em algum review ou mensagem privada ^^. Até a próxima minha gente!